sábado, 21 de abril de 2012

Cada uma que pessoal de rádio passa...

Antonio Rozeng / Engeplus

O pessoal da imprensa, principalmente de rádio, as vezes tem que dar uma de ninja para fazer seu trabalho. A foto acima é da decisão da Copa Sul dos Campeões de Futebol Amador, entre Palmeiras e Mãe Luzia, em Tubarão. As cabines de imprensa do estádio são engenhosas...

Sobre o fim do apoio da Cimed

A nota oficial (publicada no post anterior) dá a desculpa-padrão que toda empresa dá para fechar seu ciclo no esporte: redirecionar investimentos.

Não vou fazer aqui nenhum exercício de adivinhação sobre o motivo que fez a Cimed encerrar o seu ciclo (esse é o termo mais correto) no time de vôlei de Florianópolis. Acredito que nenhum desses tipos de patrocínio é eterno. Acontece que ele é tão "pendurado" na empresa que se cria um tipo de desespero. O mundo não acabou. A Malwee abandonou o futsal e o time de Jaraguá voltou dois anos depois. O basquete de Joinville perdeu um forte patrocinador mas conseguiu se manter.

Mas no caso específico do voleibol há algumas coisas a considerar. É inegável que houve retorno para a marca, que poderia ser maior (e algumas empresas deixaram de apoiar o esporte por causa disso) por causa da "proibição" de citar o nome do patrocinador que dá nome à equipe. Culpa da Globo? Não. É culpa da CBV, que faz o contrato de televisionamento e permite que isso aconteça. (o vôlei é diferente do futebol, os clubes não participam de negociações e não faturam com TV). Aí, o patrocinador gasta um monte pra ver o time ser chamado de "Florianópolis", "Osasco" ou "Rio de Janeiro". O Sesi escapa dessa exceção, mesmo sendo uma fundação totalmente privada. A Cimed gastou um monte, e seu nome não era falado nas transmissões.

E outro inegável motivo esbarra na falta de um ginásio decente na capital. Raciocine comigo: se Floripa tivesse um ginásio confortável para 4 mil pessoas, seriam 4 mil fãs torcendo para o time sem apertos. Hoje o time, que tem jogadores titulares da seleção, joga no apertado Capoeirão, que tem várias goteiras e fez o time pagar mico em rede nacional, com um jogo paralisado por excesso de umidade na quadra. Sem falar na limitação de público. Isso depõe contra o patrocinador.

Não quero dizer que esses foram os motivos que fizeram a Cimed deixar o vôlei de Florianópolis. Talvez tenha sido mesmo a intenção de redirecionar os investimentos. Mas talvez, se os resultados viessem, com a justa menção de quem paga a conta na TV e um local digno para time jogar e torcedor assistir, haveriam argumentos para uma mudança de ideia.

E fica aqui a campanha para um ginásio decente em Florianópolis. Não precisa ser uma Arena cheia de fru-frus. Apenas um ginásio, com boa quadra e boas arquibancadas.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Nota Oficial: fim da Cimed Vôlei

Segue abaixo íntegra da nota enviada há pouco pela Cimed, sobre o fim do time de Vôlei em Florianópolis:


Grupo Cimed encerra investimentos na equipe de voleibol


Fundado em 2005, o Cimed Esporte Clube já nasceu campeão. Conquistou ao longo de sua história cinco títulos estaduais, uma Liga nacional, quatro títulos da Superliga e um Sulamericano de Clubes, além de representar o país no mundial em Doha, no Qatar.
João Adibe, presidente do Grupo Cimed, explica que a empresa é 100% brasileira, sempre valorizou e investiu no esporte nacional. O investimento no projeto de voleibol encerra-se em virtude de novas estratégias da empresa. 

Durante essa parceria muitos talentos foram revelados, diversos títulos conquistados e fã clubes apaixonados por todo Brasil foram criados.  Agradecemos imensamente a todos os torcedores e atletas que sempre se dedicaram e ajudaram a construir essa história de sucesso, principalmente ao Renan Dal Zotto, que desde o início esteve a frente do time Cimed e levará adiante esse projeto.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

É sorteio ou indicação?

Quem pode assistir ao sorteio de arbitragem das semifinais do campeonato viu o jeito em que foram definidos os árbitros de Avaí x Chapecoense e Joinville x Figueirense.

Simples assim: uma dupla de árbitros foi escalada para cada partida. O sorteio foi feito para definir quem apitava o jogo de ida. O perdedor estava escalado automaticamente para o jogo de volta.

Como se vê, aqui não houve um sorteio como de costume. Já era sabido que Celio Amorim e Paulo Henrique Bezerra apitariam Avaí x Chapecoense, e que Ronan Marques da Rosa e Bráulio Machado estariam em JEC x Figueira, só foi definido qual das duas partidas.

Para você, isso é sorteio ou indicação?

Em Floripa, Final da Champions em 3D

Pela primeira vez em Santa Catarina poderá ver a decisão da Uefa Champions League em 3D. A ESPN, pelo terceiro ano, vai transmitir o jogo com essa tecnologia ao vivo no dia 19 de maio, em salas de cinema em todo o Brasil.

E dessa vez Florianópolis está dentro da programação. O jogo será exibido ao vivo em 3D no Cinespaço do Beiramar Shopping. Os ingressos custam 60 reais (inteira) e 30 reais (meia).

Informações clique aqui.

O crime verde durou pouco

Durou quase um tempo o que chamamos de crime.

A Chapecoense impôs praticamente a mesma proposta do jogo de ida contra o Cruzeiro. Forte marcação na área, Vanderson grudado em Montillo... Estava dando tudo certo, até demais, com o gol de Fabiano, pegando rebote de um chute desviado.

Mas na eliminação verde prevaleceram duas coisas: a pressão louca do adversário, que aplicou um abafa que fez Rodolpho trabalhar demais (ele falhou no primeiro gol cruzeirense, mas tem crédito pelo conjunto de milagres na primeira etapa) e o cansaço no final. Antes do jogo, Itamar Schulle queria poupar jogadores sabendo que o físico do time estava comprometido. Colocou força máxima. E o desgaste refletiu no final. Quem vê o placar final não imagina a trabalheira que a Chapecoense deu ao Cruzeiro.

E a vitória azul veio de um chutaço de fora da área de Wellington Paulista, porque entrar tocando a bola estava complicado, com a pesada linha de marcação da Chape. E a partir do 2 a 1, Itamar teve que abrir o time, abandonar a proposta de marcação, e mais dois gols apareceram. Normal.

Domingo, o time tem uma decisão doméstica, jogando contra o Avaí na Ressacada. A verificar como foi o estrago físico do time e também a repercussão do resultado no Grupo, que julgo não ser negativa. O primeiro tempo de equilíbrio com um forte adversário mostrou que a Chapecoense entra bem na reta final do Estadual. Só tem que saber se o time terá gás.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Fim da Série D é injustiça

É engraçado.

As Federações, que lá em 2008 pediram a criação da Série D como forma de dar mais corpo à terceira divisão e mais calendário para os clubes, agora falam em extinguir a competição para voltar aquele monstrengo de Série C com 64 clubes, no ano em que o torneio está organizado, com TV fechada, calendário interessante e duas chaves de dez equipes.

O argumento do presidente da FGF, Francisco Noveletto é vazio. Diz ele que que times que disputaram a competição, como Inter de Santa Maria (nunca jogou a D) e Brasil de Pelotas (caiu pra segundona gaúcha por causa da tragédia do ônibus e para a D por escalar jogador suspenso), caem para a segundona do Estado depois de participar da quarta divisão, por causa do défcit financeiro.

São dois pontos: primeiro, participa da D quem quer. Se vê que não vai ter condição de tocar o barco para a frente, não tem problema nenhum: é só não participar, como o Brusque está cogitando.

E segundo: vamos pegar o caso da Chapecoense, que ralou no campo para conseguir o acesso à Série C e garantir calendário todo ano. Voltando a terceira divisão como era, como fica se o time do Oeste não passar da primeira fase? Vai ficar sem calendário de novo, tendo que se matar no Catarinense e na Copinha pra não fechar as portas ao fim do Estadual?

Seria melhor a superavitária CBF abrir mão de um pouco do seu gigante lucro para financiar e dar força à Série D.

terça-feira, 17 de abril de 2012

A crônica de um rebaixamento - Parte 2

"Alô? é da TV Brusque? Aqui é do Brusque FC, vai ter apresentação de jogador daqui a pouco".

E lá íamos nós, toda mundo que cobre o clube, ver qual era a novidade do time. A ideia era apresentar o jogador assim que eles chegassem. Só que aconteceu um negócio curioso, pra não dizer que só podia ser brincadeira: tinha dias que, ao chegar lá, a "apresentação" era de jogadores que já estavam no clube ou atletas da base que sequer entrariam em campo durante o Estadual.

A montagem do time do Brusque para o Estadual causou calafrios em muitos momentos. Uma coisa é o time ter um orçamento limitado. Outra é o time saber contratar com um orçamento limitado. É só olhar o que fez o Camboriú.

Era força de jogador desconhecido e de má qualidade, que não tem lugar na várzea daqui: Vinicius Carioca, Marvyn, Marcelo Gaúcho, Fagner, Roger, Héverton, Jonatan, William (que disse na rádio que torcedor não pode xingar o time), entre outros. Decepções mesmo foram Talhetti, meia que era visto como uma "joia" no Figueirense e teve alguns lampejos de brilho, e Chris, que há dois anos arrebentava no JEC fazendo dupla com Lima. Some os salários dessa turma toda aí e veja quanto foi jogado fora do contado dinheirinho do clube. Até hoje, não se sabe qual foi o empresário que fez a façanha de indicar essa turma para o clube. Prova que faltou muita, mas muita experiência pra diretoria de futebol. Faltou um cargo de gerência.

O Departamento de Futebol do Brusque era assim: quando da posse, assumiu Fábio de Souza, que não tem experiência alguma nem em montagem de time amador. Vendo que a coisa não andava, Maurino Cazagrande, que era o diretor da base do clube (lanterna do Estadual Júnior de 2011) veio para a gerência de futebol. Foi ele que montou o time de 2008, que foi rebaixado e só subiu no mesmo ano graças ao regulamento que permitiu isso e havia salvado o JEC no ano anterior. O presidente havia prometido a contratação de um gerente de futebol para arrumar a casa, que não veio. Aí Cazão acreditou na sua base, a pior do Estado no ano passado, juntando com atletas sem currículo.

Marcelo Caranhato assumiu o time no final de 2011 com um discurso de "a culpa não é minha". Deixou claro que o clube tinha problemas financeiros, e que só assumiu depois de ouvir garantias do presidente. Aí foi o seu maior erro: depois de uma vitória mentirosa em Blumenau, em um jogo ruim que o justo seria um empate sem gols, os resultados não vieram. Em nenhum momento, Marcelo reclamou da diretoria. Usou um discurso de "o time é esse aí" antes dos jogos, deixando o psicológico lá em baixo. Caiu após perder um jogo em Camboriú onde William, o esquentadinho, fez dois pênaltis iguais no primeiro tempo e acabou expulso.

Naquela madrugada, chegou Joceli, entrando em "um avião pegando fogo", nas suas palavras. Ele sentiu o tamanho do problema ao elencar uma lista de jogadores e receber vários nãos. A diretoria chegava a anunciar um reforço na véspera, que no dia seguinte não chegava. Vieram o zagueiro Leo Breno, que terminou no banco, o lateral-esquerdo Rafinha, esse sim um reforço que ajudou, e o volante Luiz Henrique, que tinha a confiança do técnico, mas que se perdeu completamente no preparo físico. Seu peso nas rodadas finais assustava. O técnico também viu sua confiança em Felipe Oliveira ser quebrada na última rodada, quando o jogador sumiu da cidade e sequer se apresentou para viajar a Joinville. Joceli nem queria tocar no assunto. Talvez se lhe fosse dada condição de trabalho lá no começo, a coisa poderia ser diferente.

A campanha falou por si só: jogando em casa, um ponto conquistado (empate contra o Marcílio) e oito derrotas. Um elenco mal concebido, com um preparo físico pobre e sem reforços no meio do campeonato. Deu no que deu. Um ouvinte deu a teoria certa: o Brusque é que nem uma Coca-Cola dois litros: começa com todo o gás e no fim, é só agua com açúcar. Era bem assim: motivação no começo, as vezes um gol, mas o time se arrastava no final. E a novela repetiu em vários jogos.

Amanhã, as trapalhadas do marketing do clube.

Nomes fixos nas taças do Catarinão, pode ser?

O returno do Estadual acabou no domingo, e só no dia seguinte a FCF resolveu dar o nome do ex-árbitro José Carlos Bezerra ao troféu que será entregue no jogo de volta das semi-finais contra o JEC, daqui a duas semanas.

O Blog encampa aqui uma campanha para que as Taças dos turnos do Estadual tenham nomes fixos, assim como no Rio (Guanabara e Rio) e no Rio Grande do Sul (Piratini e Farroupilha). É de fácil memorização, homenageia pessoas importantes do Estado e cria uma identidade rapidamente.

Pelo twitter recebi várias sugestões, mas houve quase um consenso para a sugestão "Taça Barriga-verde". Gostei. Eu sugeri o nome da "Taça Contestado", assim como teve gente que lembrou a Taça Governador, que durante anos foi o primeiro turno do campeonato. Teve quem sugeriu a "Taça Cruz e Souza", "Taça Nereu Ramos", entre outros, sempre criando uma identidade direta com o nosso Estado.

Mais alguma sugestão?

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A crônica de um rebaixamento - Parte 1

Conforme o prometido, o Blog vai começar a dissecar essa campanha horrorosa do Brusque no Estadual 2012. A pior campanha da história, de um time que já ficou mais de um ano sem perder em casa, e marcou apenas 1 ponto em nove jogos como mandante. Erros estratégicos, incompetência nas contratações e um marketing inexistente pontuaram essa tragédia anunciada. Sempre se disse que o time ia brigar ponto a ponto para não cair. E aconteceu essa briga, e o Brusque tomou uma sova de 11 pontos de diferença para o Camboriú.

Hoje vamos falar do novo momento que viveu o Brusque. Como é sabido, o ex-presidente Danilo Rezini havia dito que não queria permanecer no cargo ao fim do atual mandato, o que era um direito dele. Muito já rolou nos bastidores que ele queria ficar, mas só toparia num último momento. Mas como trabalhamos com fatos, não tem como ir contra o que ele falou mais de uma vez para a imprensa.

E como Mauricy de Souza apareceu no Brusque? Numa segunda a noite em novembro, a imprensa estava reunida no Augusto Bauer para a segunda assembleia de eleição da diretoria. O estatuto rezava que, caso não aparecessem candidatos ao cargo, assembleias deveriam ser convocadas a cada 15 dias até que aparecesse um nome para assumir. A reunião estava atrasada, e ouvi o então gerente administrativo Maurino Cazagrande atender o telefone e dizer pra todos: "segura aí, eu arrumei um presidente e ele está vindo". Era Mauricy, que poucos conheciam. A reunião começou, e quando o presidente do Conselho, Célio de Camargo, perguntou se alguém estava interessado em inscrever chapa, Mauricy levantou a mão e disse "a gente está interessado em montar uma chapa", e trouxe com ele cinco pessoas interessadas em integrar a nova diretoria. Nem é preciso dizer que isso causou espanto, diante de uma situação de licença iminente.

Reuniões aconteceram nos dias seguintes, entre diretoria antiga e interessados em assumir, para ver o que ia ser feito. O primeiro baque foi quando Mauricy soube que teria que alugar cerca de 16 apartamentos para moradia dos jogadores, o que daria um custo alto. Cazagrande o encorajou, lembrando da verba de cerca de 200 mil reais que viria da TV, juntando com os 240 mil do convênio com a Prefeitura de Brusque.

A eleição aconteceu no meio de novembro e a posse, um mês depois. Chegava o momento de contratações e fechamentos de patrocínio. Tudo correu de forma meio lenta, e o time fechou apenas dois apoios na camisa: da própria Prefeitura, da Recicle (conseguido com ajuda do Paço Municipal) e da Lemus Calçados. Viveu-se na expectativa do apoio de um Banco, história essa que correu por muito tempo. O dinheiro não veio e nenhum outro grande patrocinador apareceu. Depois, foi-se descobrir que o tal Banco não patrocinou o Brusque por conta de um débito do clube junto ao INSS. Débitos que, inclusive, fizeram o Brusque perder o jogador Valdo no ano passado para o Criciúma. O clube não recolheu o FGTS e o atleta conseguiu sua liberação por via judicial. Sua multa rescisória era de 400 mil reais.

No próximo episódio, a montagem do time que rebaixou o time. E ainda falaremos do deficiente marketing do clube. E vai ficar essa história como a crônica de um merecido rebaixamento.

domingo, 15 de abril de 2012

Ficaram os quatro melhores na quente rodada

Lá em Joinville, vi um jogo em que o JEC jogou pro gasto e venceu o Brusque, time que não mostrou nada diferente dos outros jogos. O time de Argel se junta a Figueira, Avaí e Chapecoense nas semifinais do campeonato.

Fez-se uma justiça e uma injustiça. O lado ruim já falamos aqui e o Figueira não pode reclamar, pois seu presidente aceitou: dois turnos conquistados e nada de título direto. E o bom é que realmente os melhores estão lá. O Metropolitano perdeu dentro de casa a vaga, com uma campanha digna de candidato a rebaixamento no Sesi (um empate e cinco derrotas) e o Criciúma mostrou nos últimos dias que não é um time confiável. E os cruzamentos serão interessantes.

O Figueirense, campeão dos dois turnos, vai pegar o Joinville. Nos dois encontros neste Estadual, dois empates. São os melhores times nesse estágio do campeonato, na minha opinião. Confronto sem favorito, com o Figueira desfalcado de Julio César no jogo de ida, que pode custar uma eliminação ao Figueira com novo berreiro por causa do regulamento. Se isso acontecer, pode contar que vai ter.

E o Avaí, que patrolou o Metropolitano em Blumenau, pega a Chapecoense, que terá o segundo jogo na Arena Condá. Nos confrontos anteriores, uma vitória verde e um empate sem gols. O Leão terá que confirmar toda a sua recuperação em dois jogos difíceis. Vai ter que fazer placar na Ressacada para ter boa chance em Chapecó, onde terá que ir de ônibus e encarar aquele gramado complicado. A Chapecoense é um ponto de interrogação. Quando se falava de sua qualidade, perderam para o Ibirama em casa, e depois fizeram boa partida contra o Cruzeiros. Quais dos times enfrentarão o renascido Avaí?

E a briga da Série D terminou de jeito inusitado: supostamente motivados por mala branca (postarei gravações de jogadores à Rádio Belos Vales), o Marcílio ia patrolando o Ibirama até o jogo terminar em empate. Pensa num cara bravo. Esse deve ser Ayres Marchetti, que só precisava de uma vitória simples para ir ao Brasileirão. Não conseguiu, a temporada acabou. E aí, se viu uma cena curiosa: diretores do Metropolitano comemorando a classificação a série D mesmo depois de outra goleada em casa.

Bola pra frente, que venham as semi-finais. Não arrisco palpite.