sábado, 28 de abril de 2012

Morre Célio Marinho, do rádio de Itajaí

O Blog informa com pesar o falecimento do narrador Célio Marinho, um dos maiores expoentes da história do rádio de Itajaí, neste sábado.

Ele estava em uma sessão de hemodiálise e acabou falecendo, vítima de parada cardíaca.

Seu corpo está sendo velado no Cemitério Municipal da Fazenda e será sepultado em Itajaí, terra do seu Marcílio Dias em que narrou tantas partidas.

Um cara que cresci ouvindo, seja pela Rádio Clube ou pela Difusora, e pessoa exemplar. Nesse ano, não estava narrando jogos, mas o encontrei na arquibancada do Gigantão no Marcílio x Brusque neste Campeonato Catarinense. Fiz questão de cumprimentá-lo.

Uma grande perda para o rádio esportivo.

"Não consigo ensaiar, só funciono ao vivo"

Célio começou no rádio oficialmente em 1964. Era jovem e precisava arrumar um emprego. Soube de um concurso na rádio Difusora, e foi fazer um teste. Acabou escolhido e nunca mais parou. Desde criança o rádio sempre o fascinou. Perto da sua casa havia um campinho de futebol onde os meninos jogavam. Ele e outro colega ficavam do lado do campo narrando a partida, usando latinhas de leite em pó como microfone.

Seu maior sonho era narrar um jogo no Maracanã. Em entrevista concedida em 2005 à jornalista Melissa Aragão, ele contou a experiência: "Todo narrador sonha em transmitir um jogo no Maracanã. Eu fui à busca deste sonho. Consegui ser o narrador de uma partida decisiva entre Vasco e Flamengo no Maracanã. Saímos de Itajaí para ir narrar a partida, quando chegamos no Rio de Janeiro a minha voz começou a falhar e sumiu. Fiquei rouco mais de um mês. Não narrei a partida e ainda meu time, o Vasco, perdeu para os flamenguistas. Fui uma coisa trágico-cômica que nunca vou esquecer." 

 Ele sai de cena sem cumprir o seu principal sonho: "Eu sou marcilista há muito tempo. Sonho em ainda narrar um jogo do Marcílio Dias, na final do Campeonato Catarinense. Só que do jeito que o time está, acho que vai demorar um pouquinho para realizar este sonho".

quarta-feira, 25 de abril de 2012

A novela Lima

Essa história de uma transferência de Lima do JEC para o Figueirense já deu pra bola. Falou-se muito, e pouca ação foi demonstrada até aqui. Pode ser que após a semifinal do Catarinense apareçam fatos concretos.

E não é o tipo de factoide que aparece pra desestabilizar o adversário em um confronto direto. Dessa vez, o interesse não veio do clube e nem foi inventado pela imprensa. Foi o próprio jogador que resolveu falar, primeiro para a imprensa de Joinville e depois para a de Floripa, e ainda dizer que gostou do que foi proposto.

E aí se ouviu aquele diz-que-diz. O JEC estaria interessado em Luiz Fernando, mas Marcos Moura Teixeira declarou ontem que do Figueira ele não sai. No meio disso está a torcida do JEC, preocupada em perder seu principal ídolo, que só sai do clube antes do final do ano se chegar algum tipo de compensação. Ele tem contrato até o final do ano.

Pensando com os botões: a quem interessaria mais a troca? Vamos por partes: Lima iria para o Figueirense na condição de brigar pela titularidade com Julio César. Uma dupla de ataque com os dois não funcionaria, pois o time perde a referência de velocidade no ataque que Aloisio ou até Roni tem. Num primeiro momento, seria reserva. No JEC, com toda a qualidade que tem, já mostrou que não é insubstituível. Ficou de fora de boa parte da Série C e mesmo assim o time chegou na decisão, com ninguém menos que Ronaldo Capixaba em campo. Hoje o time tem Alex, Bruno Rangel e Aldair que conseguem dar qualidade ao ataque.

O Joinville mostrou interesse no "Messi do Cerrado", e não é por acaso. No meu desenho do time tricolor ideal para a Série B há um ponto de interrogação no companheiro de Ricardinho na composição do setor de armação. Ramon não está nos seus melhores dias, e João Henrique já mostrou que não é o cara. Luiz Fernando tem a característica mais próxima do que falta para encaixar o esquema de Argel, que também teria ido atrás de Têti, ex-Brusque e Criciúma.

Vamos ver os próximos capítulos, mas o JEC só libera Lima se quiser. Ou se o Figueira dar alguma compensação ou resolver gastar para pagar a multa e quebrar o contrato a menos de um ano do final, o que não é muito aconselhável.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Brusque e a parceria da Hora

O Brusque caminha para confirmar a sua participação na Série D, depois que apareceu um empresário disposto a fazer uma parceria "da hora" com o clube.

Explicando: a diretoria foi atrás de jogadores em vários clubes. Teve reunião no Avaí, em Ibirama e no Criciúma, onde além de ver com o presidente Antenor Angeloni um possível empréstimo de atletas, foi analisada a situação da conturbada transferência do atacante Valdo, que foi para o Tigre por via judicial, e de um possível empréstimo do goleiro João Ricardo, pertencente ao Bruscão.

Mas o principal fato aconteceu na semana passada, quando surgiu o agente Orlando da Hora, que entre outros atletas, administra a carreira do atacante Nilmar, do Villarreal. Ele, num primeiro momento, pediu que o Brusque não abrisse mão se sua vaga na Série D, e se propôs a assessorar o clube, desde a aquisição de reforços até adequações na estrutura profissional.

Além do mais, informações dão conta que falta pouco para que o orçamento da Série D seja fechado. Um patrocínio com uma empresa do ramo da informática estaria praticamente fechado e outro está bem encaminhado.

Resta saber que time será esse, quem será o treinador e em que condição ele virá para a Série D. Um campeonato difícil requer qualidade. E com o orçamento curto, qualidade é o mais difícil de esperar.

domingo, 22 de abril de 2012

Chapecoense controla a vantagem na Ressacada

Daniel Cavagnoli / Assessoria ACF
Quem viu o jogo da Chapecoense contra o Cruzeiro na quarta-feira e analisou a postura do time em campo, teve uma pista do que o Avaí poderia esperar na Ressacada.

Sem tirar nem pôr, Itamar Schulle usou da mesma proposta para segurar o empate, que lhe coloca na situação de passar para a final do Estadual se não tomar gols no próximo domingo, em Chapecó.

São três pilares: marcação forte, com uma alta linha de três zagueiros para coibir jogadas de bola aérea, fortes contra-ataques e um carrapato (Vanderson) que persegue e anula o principal jogador adversário (Cléber Santana, assim como foi com Montillo).

Notadamente, o poderio ofensivo da Chape hoje não é dos melhores. O time tem dificuldades para fazer uma jogada trabalhada e usa muito os cruzamentos, principalmente na bola parada. Mas o lateral-esquerdo Aelson resolveu dar um presente no início do jogo, não dominando a bola que terminou no gol de Eliomar. Para quem veio pra se resguardar, o gol é espetacular.

E o Avaí foi martelando, com bola aérea, tentando passar na trombada pela marcação verde, sem sucesso. Só chegou ao gol de empate num rebote de cruzamento, que o zagueiro Fabiano (e não Nunes) tocou de bico contra o patrimônio. Com uma zaga grande e um goleiro seguro, a Chapecoense conseguiu se segurar e até poderia ter vencido o jogo no final, em um lance de João Paulo. O Avaí não conseguiu escapar da forte marcação no tapete da Ressacada. Domingo, em Chapecó, onde notadamente o terreno é bem pior, o sistema de armação avaiano, e principalmente o criativo Cléber Santana, terá muitas dificuldades para trabalhar jogadas. E a Chapecoense, que cresce em casa, virá empurrado pela sua torcida, com as armas que o fizeram chegar à semifinal. O Leão terá muito trabalho.

É uma situação parecida com a do JEC. Em casa estava a oportunidade de dar um passo grande. Oportunidade não aproveitada, o time terá que ir pelo caminho mais difícil. E Hemerson Maria vai ter que descobrir um jeito de passar pela forte defesa verde.

JEC perde a oportunidade e Branco agradece

Zilmo Nunes / Joinville EC
O técnico do Figueirense tem que dar graças aos céus pelo resultado de hoje.

Time armado sem nenhuma referência na área e com um jogador a menos por muito tempo, pênalti não marcado e um adversário que tinha tudo para vencer o jogo e até fazer saldo. Mas o Joinville não aproveitou. Não soube ser envolvente, não aproveitou a superioridade numérica e agora terá que vencer no Scarpelli para ir à final. O empate na Arena pode ter sido decisivo.

O primeiro tempo foi desastroso para o Figueira. Fruto, em parte, de um monstrengo apresentado em campo, sem um homem de referência na frente, Fernandes correndo feito barata tonta atrás da bola, e os passes para Roni que tentava fazer alguma coisa no ataque, sem sucesso. Ronan Marques da Rosa colaborou, ao errar, pela terceira vez no Estadual, uma falta no limite da área. Ramon foi acertado para pênalti, e o árbitro deu apenas falta. No geral, o Figueira pediu pra tomar pressão, e a expulsão infantil de Túlio complicou ainda mais. O 1 a 0, fruto de uma falha de Wilson, era lucro. Pelo jeito que a coisa corria, perder pelo placar mínimo estava ótimo.

Mas Argel não conseguiu fazer o JEC crescer. Teve o intervalo para conversar e arrumar o time, que não mudou no segundo tempo. Abafou porque o Figueira abortou o jogo de igual pra igual para atuar no contra-ataque, que funcionou com o gol de Guilherme, em falha de Badé e Ivan, que saiu mal. Empate, para o alvinegro, era goleada.

Branco mandou o time pra trás e o time teve uma grande entrega, para segurar o empate. Era o jogo crítico, diante de um adversário fortíssimo dentro da Arena. O Joinville tinha tudo para fazer saldo e conseguir um bom placar dentro de casa. Não teve sucesso e vai ter que buscar o caminho mais difícil contra um Figueira que dificilmente vai errar tanto como errou hoje. Nunca mais Branco vai reeditar esse esquema.