sexta-feira, 4 de maio de 2012

Sai a lista de finalistas do Top da Bola

Abaixo, a lista oficial dos finalistas do Top da Bola do Estadual, que será entregue na segunda-feira após a decisão. Aproveite e use os comentários para votar na sua seleção:

GOLEIROS
Diego – Avaí
Flávio – Metropolitano
Ivan – Joinville
Wilson – Figueirense


LATERAIS DIREITOS
Eduardo – Joinville
Fabinho Capixaba – Criciúma
Nequinha – Metropolitano
Pablo – Figueirense


LATERAIS ESQUERDOS
Esquerdinha – Chapecoense
Guilherme Santos – Figueirense
Rodrigo Ninja – Metropolitano
Santos – Atlético de Ibirama


ZAGUEIROS (Escolher 2)
Anderson Conceição – Criciúma
Canuto – Figueirense
Fabiano – Chapecoense
Leandro Silva – Avaí
Leonardo – Chapecoense
Linno – Joinville
Nirley – Criciúma
Renato Santos – Avaí


VOLANTES (Escolher 2)
Alex Albert – Metropolitano
Bruno – Avaí
Diogo Orlando – Avaí
Fabiano Silva – Joinville
Glaydson – Joinville
Pirão – Avaí
Túlio – Figueirense
Ygor – Figueirense


MEIAS (Escolher 2)
Athos – Chapecoense
Cleber Santana – Avaí
Geninho – Camboriú
Lucca – Criciúma
Neném – Chapecoense
Ricardinho – Joinville
Roni – Figueirense
Thiago Cristian – Metropolitano


ATACANTES (Escolher 2)
Adriano – Atlético de Ibirama
Aloísio – Figueirense
Bruno Rangel – Joinville
Felipe Alves – Avaí
Júlio César – Figueirense
Lima – Joinville
Rafael Costa – Metropolitano
Zé Carlos – Criciúma


TÉCNICO
Argel Fucks – Joinville
Branco – Figueirense
César Paulista – Metropolitano
Hemerson Maria – Avaí
Itamar Schulle – Chapecoense


MELHOR ÁRBITRO
Bráulio da Silva Machado
Célio Amorim
Paulo H. de G. Bezerra
Rodrigo D´Alonso Ferreira


MELHOR ASSISTENTE

Angelo Rudimar Bechi
Eberval Lodetti
Eder Alexandre
Helton Nunes
José Roberto Larroyd
Josué Gilberto Lamim
Juliano Fernandes da Silva
Kleber Lúcio Gil
Nadine S. Câmara Bastos
Rosnei Hoffmann Scherer


MELHOR PREPARADOR FISICO
Anderson Paixão – Chapecoense
José Rodrigues – Avaí
Luiz Fernando – Figueirense
Reverson Pimentel – Joinville


REVELAÇÃO DO CAMPEONATO
Fabiano - Chapecoense
Jean Deretti – Figueirense
Lucca – Criciúma
Matosinho – Atlético de Ibirama


CRAQUE DO CAMPEONATO
Aloísio – Figueirense
Athos – Chapecoense
Cleber Santana – Avaí
Rafael Costa – Metropolitano
Roni – Figueirense
Túlio – Figueirense


DIRIGENTE DESTAQUE
João Nilson Zunino – Avaí
Márcio Vogelsanger – Joinville
Nestor Lodetti – Figueirense
Sandro Pallaoro – Chapecoense

quarta-feira, 2 de maio de 2012

BdR na decisão: as defesas

Nos próximos três posts, o "BdR na decisão" vai falar das defesas, sistemas de meio-campo e ataques de Avaí e Figueirense. Analisar por partes é bem melhor do que confrontar jogador com jogador, o que pode criar uma imagem distorcida. Fica mais fácil para o leitor comparar as duas equipes.

Hoje, a vez das defesas dos dois times. 

Avaí: (22 gols sofridos, 9 no turno, 11 no returno, 2 nas semifinais)

O Leão tem a melhor defesa do campeonato, com duas formações diferentes mostradas nos dois turnos. A linha de três de Mauro Ovelha tinha Moretto, goleiro crucificado pela torcida, e uma linha de três marcadores. Bom, quem conhece bem o Mauro, sabe que marcação é a sua prioridade, e sua linha não era desarmada de forma alguma, mesmo que isso viesse a tirar força do ataque. Hoje, com Hemerson Maria, o time atua de forma mais leve na marcação, mas mostra a qualidade da sua dupla de zaga. Renato Santos e Leandro Silva vem mostrando um excelente entrosamento. Sem contar que Leandro, com a sua declaração da semana passada, acabou desencadeando uma motivação extra ao time no jogo de Chapecó. E por fim, o goleiro Diego, que pegou a vaga de Moretto no jogo contra o Brusque e tem dado mais segurança. Tem boa visão, saída de bola e orienta a linha defensiva. Foi uma contratação feliz.

Figueirense: (25 gols sofridos, 11 no turno, 12 no returno, 2 nas semifinais)

Aqui, temos uma defesa leve e entrosada, que teve que ser reconstruída após a Série A de 2011. Ainda vejo dificuldades nas laterais alvinegras, onde Pablo e Guilherme Santos não chegam na qualidade que Bruno e Juninho tinham na última temporada. Talvez esse seja o setor mais carente do time, se pensarmos nas necessidades visando o Brasileirão. No meio da área, está Canuto, zagueiro gringo que tem um posicionamento muito bom, sabendo se antecipar nos lançamentos e sem dar pontapé. E ainda por cima o Figueira tem Wilson, que chegou a falhar no Estadual, mas também fez várias boas defesas. Esse tem crédito, como um dos maiores ídolos da torcida.  O sistema defensivo alvinegro tem uma qualidade que poucos times tem: dois volantes rápidos que sabem fazer a recuperação e cobertura, ao mesmo tempo que conseguem carregar a bola e auxiliar na armação. Ygor e Túlio sabem o que fazem.

Adeus ano velho: Brusque fora da Série D

O Brusque demorou, enrolou, conseguiu mais prazo, e hoje bateu o martelo: não participará da Série D. Recebi ligação do clube convocando para uma entrevista coletiva para amanhã, onde o presidente Mauricy de Souza, que foi para a FCF comunicar a decisão, dará os motivos da desistência.

O time abre mão da vaga conquistada no campo em 2011, com o vice da Copa Santa Catarina.

Quer saber? Por mais que seja lamentável ver o time abrindo mão da participação na D e fechando as portas por mais de um ano, era o certo a se fazer. O planejamento era terrível.

Desde a contratação de pernas-de-pau até a falta de planejamento de marketing, o desenho do Brusque não permitia a participação no Brasileiro. Com que time e estrutura participar de um forte campeonato, contra times melhor estruturados?

A situação financeira do clube é terrível. Para saldar dívidas, adiantamentos de cotas de patrocínio foram feitos. As rescisões salariais dos jogadores foram acertadas, parte em dinheiro, parte em cheques para o dia 20. E assim vai. O empresariado local não aderiu, o futebol não funcionou, e nada restou senão dar um tempo, respirar, e esperar o que 2013 trará.

Sem contar que seria uma irresponsabilidade montar um time a um mês da estreia. Como seria dizer "sim" hoje e ter que contratar elenco e comissão técnica e deixá-los entrosados em menos de um mês? Se for só pra participar, melhor nem ir. O buraco só ia aumentar.

Fico triste, a não ser que um fato novo apareça, só volto a transmitir um jogo de futebol no rádio no ano que vem. Mas pensando na integridade do clube, era o melhor a ser feito.

BdR na Decisão: 1999, o clássico da polêmica

A decisão que, principalmente, o torcedor avaiano não esquece.

A segunda decisão entre Figueirense e Avaí aconteceu em 99, um ano que foi um divisor de águas no futebol de Santa Catarina, que inclusive trabalhei em meu trabalho de conclusão de curso na faculdade.

Foi o primeiro campeonato da Figueirense Participações, que criou uma revolução necessária no futebol catarinense. Foi a primeira vez que se ouviu falar em marketing, planos de sócio e gerenciamento de imagem de um clube aqui no Estado. Isso fez os outros clubes se mexerem, inclusive o Avaí, que no ano anterior, venceu os dois turnos do Catarinense e acabou em último no quadrangular final, perdendo o título para o Criciúma.

O Estadual de 99 reuniu na final as melhores campanhas. O Figueira, com o melhor retrospecto, fez 48 pontos, enquanto o Avaí fez 44. Chegaram a decisão em dois jogos, onde o alvinegro, além de decidir em casa, teria vantagem do empate na prorrogação em caso de dois resultados iguais, sem saldo de gols. Assim foi: no jogo de ida, em 21 de julho, deu Avaí 2 a 0, com gols de Alex Rossi e Dão. A volta seria quatro dias depois, em um Orlando Scarpelli completamente lotado.

Aquele domingo reservou todo tipo de emoção. Começou com a arbitragem. Delfim sorteou diretamente do seu chapéu o trio de arbitragem do jogo. Deu Clésio Moreira dos Santos, o Margarida, que seria auxiliado pelos perdedores do sorteio, Giuliano Bozzano e Paulo Henrique Bezerra. Sim, colocaram árbitros principais como auxiliares. Hoje isso seria inconcebível.

Bola rolando, e o Figueira, treinado por Abel Ribeiro, conseguiu forçar a prorrogação, venceu por 2 a 1, com dois gols de Genílson, que foi artilheiro daquele estadual com 26 gols, com Dão marcando o gol avaiano. Haveriam 30 minutos de tempo extra, que acho que teve no máximo dez de bola rolando.

Assisti aquele jogo em casa. Vi até cavalo próximo ao campo, o que acabou tumultuando mais ainda e dando apuros ao torcedor visitante presente. A torcida avaiana até hoje não perdoa Paulo Henrique Bezerra, assistente do jogo, que marcou um impedimento em gol legal de Adilson, que foi anulado por Clésio, que até hoje põe a culpa no seu bandeira.

E com a prorrogação com menos bola rolando que já vi na vida, o Figueirense conquistou o título. E treze anos depois, as memórias desse jogo são recuperadas do arquivo. Um título para cada um nos clássicos decisivos. Daqui a duas semanas, acontecerá o desempate.

O Figueirense, treinado por Abel Ribeiro, jogou com Maurício; Pedro Aruba, Carlinhos, Polaco (Alexandre Rosa) e Denys; Perivaldo, Valdeir, Zé Renato (Claudiomir) e Júlio César (Toninho); Genílson e Aldrovani. O Avaí, treinado pelo então iniciante técnico Cuca, tinha Miguel; Fantick (Adilson), Mano, Jefferson Douglas e Helton; Régis, Dirlei (Serginho), Luiz Fernando (Marquinhos) e Grizzo; Alex Rossi e Dão.

Assista o vídeo daquela partida: 




Time do Figueirense Campeão Catarinense de 1999

segunda-feira, 30 de abril de 2012

BdR na Decisão: 1975, o primeiro clássico final

O Blog começa hoje uma série de posts que servirá como um esquenta para a decisão do Estadual 2012. Vamos falar de história, dos times, pontos fracos e fortes e tudo o mais desse clássico que, apenas pela terceira vez, decidirá o catarinense.

Foto jornal O Estado / blogmemoriaavaiana.blogspot.com.br
Hoje falaremos de história, do primeiro clássico que decidiu o título. Foi em 1975.

Quero agradecer ao grande Felipe Matos, do blog Memória Avaiana, que me ajudou com farto material desta decisão, que o Leão levou o caneco.

Era a edição 50 do Campeonato Catarinense. Treze clubes participando, em uma fórmula de três fases. Avaí e Figueira foram os vencedores das chaves da segunda fase, e fizeram a decisão em três partidas, todas elas disputadas no Orlando Scarpelli. O vencedor seria quem fizesse mais pontos ao fim de dois jogos. Como houve empate em pontos (3 a 2 Figueira e 3 a 0 Avaí), aconteceu uma terceira partida, tendo o alvinegro a vantagem do empate.

Foto jornal O Estado / blogmemoriaavaiana.blogspot.com.br
Era 17 de agosto, invernão. O Avaí manteve o ritmo do jogo anterior e marcou o gol logo aos 23 minutos do segundo tempo, com o atacante Juti, que acabou artilheiro daquele Estadual, com 28 gols, com participação de ninguém menos que Zenon. A partir daí, o Avaí segurou o resultado e comemorou o título dentro do Orlando Scarpelli.

O time do Avaí campeão naquele dia tinha Danilo; Souza, Maneca, Veneza e Orivaldo; Lourival, Balduíno e Zenon; João Carlos (Ademir), Juti e Vado. O técnico era Áureo Malinverni.
O vice-campeão Figueirense, treinado por Lauro Búrigo, jogou com Vanderlei; Pinga, Almeida, Orcina e Casagrande; Sérgio Lopes, Moacir e Lico (Letieri); Marcos, Toninho e Luís Éverton.
José Carlos Bezerra apitou a primeira decisão de título entre Figueirense e Avaí. Decisão essa que se repetiria apenas 24 anos depois, no polêmico 1999.

Isso é assunto pra outro post.






Time do Avaí campeão de 1975. Em pé: Souza, Maneca, Orivaldo, Veneza, Lourival e Danilo. Agachados: Carlos, Balduíno, Juti, Vado e Zenon (ainda sem bigode)


domingo, 29 de abril de 2012

Figueira faz jus à melhor campanha

O Figueirense está na final com o melhor retrospecto do Estadual, batendo o Joinville em casa. Jogo polêmico? Atuação da arbitragem? Pode ser, mas devolvo com outra pergunta: o JEC jogou isso tudo para merecer a vitória? Isso pode responder muita coisa.

Penso que o Joinville perdeu a classificação no jogo de ida, quando o seu ataque ficou retraído, sem poderio, quieto, e sua defesa tomou um gol do Figueira com um jogador a mais em campo. No Scarpelli, com torcida contrária, Argel não trouxe nenhum ingrediente a mais para conseguir virar o panorama. Tomou o 1 a 0 em um contra-ataque em que três defensores ficaram parados na intermediária. Badé estava completamente fora da partida, abrindo o canal para o alvinegro descarregar as suas jogadas. E no segundo tempo, o Figueira controlou. Perdeu a chance de ampliar o placar, e deixou o JEC empatar. Mas com o desespero tricolor e com mais gente em campo, acabou lacrando o caixão. Argel fez o seu show para tentar pressionar, sem sucesso.

Duas reflexões: primeiro, o árbitro, Bráulio Machado. Claramente, ele sentiu a pressão de ser escalado há 10 dias, sabendo que ia ter que descascar o abacaxi. Não marcou pênalti de Jackson no primeiro tempo, e não teve pulso para administrar a reação de Argel que, segundo ele, teria sido expulso por um diretor da Federação. Ficou lá no meio, observando tudo e sem colocar ordem na situação. Ele se mostrou perdido em muitos lances, usando um critério confuso na marcação de faltas.

Outro ponto é o time do JEC. Acabado o jogo, já tinha gente falando em grande reestruturação, dispensas no time. Calma. A base dessa equipe foi campeã da Série C não fazem cinco meses, e é um time de qualidade. Acontece que esbarrou em circunstâncias de jogo, na lesão de Lima e, principalmente, na qualidade do Figueirense. O que era pra ser feito, tinha que ser feito na Arena.

O Figueirense vai à decisão contra o Avaí em duas partidas, decisão que não acontece desde 1999. O Blog vai ampliar a análise durante a semana, mas teremos um jogo de opostos: a qualidade técnica com a melhor campanha contra um time que não é o primor de disposição tática, mas tem uma motivação muito maior, aliada ao fato dos jogos serem contra o arqui-rival.

Espero estar nas finais pra ver esse momento histórico.

Apostou, correu o risco, e Leão na final

Mais uma daquelas histórias que tornam o futebol um esporte imponderável e apaixonante.

O Avaí não fez um jogo brilhante, mostrou seus defeitos, mas ganhou. Ganhou correndo risco, aproveitando-se da acomodação da Chapecoense, que fez um gol contra que acendeu a esperança azul, fez o time partir pra cima em tática kamikaze e conseguir arrancar a classificação. Brilhou a estrela de Patric, que veio do DM para o campo, e marcar o gol da classificação.

Era um jogo que estava para a Chape, sem dúvida. Hemerson Maria havia montado o time igual ao jogo de ida, sem ler o adversário, que havia anulado Cléber Santana, que é a principal peça de articulação do time. Prova disso foi um primeiro tempo que a Chapecoense anulou o camisa 10 adversário, construiu jogadas de bola aérea e aproveitou os buracos da defesa avaiana, principalmente no lado esquerdo, em cima de Aelson. Foi ali que saiu o gol de Esquerdinha.

Era necessário um fato novo para uma virada avaiana. O time está classificado, mas nada me tira que Hemerson Maria tem uma limitação: não tem um plano B para passar por uma situação de marcação do adversário. Talvez seja fruto de sua inexperiência. Mas ele tem mérito por tentar uma mexida meio maluca no segundo tempo, que tinha grande chance de ser frustrado, mas acabou dando certo. Se perdesse o jogo com Laércio e Ronaldo Capixaba em campo, seria condenado. Mas como conseguiu a virada com um time que brigou muito (e isso tem que ser lembrado, o time foi muito guerreiro), méritos pra ele, que saiu com o discurso para não subestimar o Leão.

A Chapecoense deixou o Avaí gostar do jogo. Tinha o controle, o placar a frente, poderia empatar, e as substituições de Itamar Schulle eram as certas. Faltou mandar o time ficar ligado, concentrado, vibrante, até o apito final. Não aconteceu. E nos momentos de sonolência, a Chape tomou uma paulada na cabeça com o gol contra de Leonardo (o segundo nas semifinais) e deu a letra para o Avaí pressionar. Claramente, aqui houve uma falta de controle emocional, e o Leão não tinha nada a ver com isso. Provando da arma do adversário,  a bola aérea, Patric estava lá para fazer o gol da virada e conquistar a classificação para a final. Futebol tem isso, há de saber aproveitar as oportunidades.

O Avaí vai para a final sem o melhor esquema tático do mundo, mas com a moral e motivação lá no teto. E em confrontos equilibrados, isso pode fazer muita diferença.