sexta-feira, 11 de maio de 2012

Boa sorte para Bezerra

Ele venceu a desconfiança daqueles que tinham o fantasma de 1999 na cabeça, e respondeu no campo, tomando controle da primeira decisão, passando com total tranquilidade e levantando a possibilidade de também ser escalado para a segunda final, o que nem a FCF fazia muita força para acontecer.

Mas diante do que aconteceu, de um pouco de medo de lançar Bráulio Machado na final e tendo que colocar alguém no sorteio com Célio Amorim, a Federação deu mais uma chance para PH Bezerra, e sua bola caiu. Ele apita a final.

Boa sorte para ele, e que faça um trabalho tão bom quanto no jogo de ida. Ele já está encaminhando o final de sua carreira, então, não quer sair pela porta dos fundos.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Assista o Debate "Clássico de Floripa"

Sem dúvida, foi uma experiência muito legal o Debate "Clássico de Floripa" que realizamos nessa noite, junto com os avaianos Marcelo Herondino, Gérson Santos e Carmen Fuhrmann e os alvinegros Rafael Ziggy, Diego "Tainha" e Nikolas Bottós. Usamos uma tecnologia nova, contamos com a interação de muitos torcedores e o mais importante, num alto nível e sempre pregando a paz na decisão.

Assista a íntegra do debate abaixo:

Hoje tem Debate #ClássicodeFloripa ao vivo na internet

O site "Meu Figueira" e os blogs "O Meu Avaí" e "Avaixonados" conversaram ao longo da semana para criar o "Debate #ClassicoDeFloripa". A ideia é reunir torcedores representando os times para falar sobre o clássico do próximo domingo. Como está a expectativa da torcida, o que foi falado ao longo da semana, mobilização dos dois lados e outros assuntos referentes ao maior clássico de Santa Catarina.

 Diego Rzatki (Tainha), Nikolas Bottós e Rafael Ziggy representam o lado alvinegro. Do lado azul, Carmem Pires, Marcelo Herondino e Gerson Santos. Para mediar o debate, este que vos tecla.

O debate começa às 21h e será transmitido utilizando o recém-lançado Google Hangout On Air. O link da transmissão será publicado nos sites e redes sociais dos organizadores.

Assim que tiver o endereço, também publicarei aqui no Blog!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

O clima, a três dias da final

Chegando o dia da grande decisão.

Nenhuma novidade até agora no campo tático. A conversa agora é sobre motivação, que toma conta dos noticiários, principalmente lá na capital.

O destaque maior vai para o Figueirense, que tem a inglória missão do domingo. O discurso de Fernandes, com todo o time atrás, é um chamariz para a torcida. As palavras foram bonitas, mas isso não é tudo. Branco ainda não disse como vai pressionar o Avaí sem Aloísio e com Julio César a meio-pau, ou qual receita vai usar para que seus meias venham a funcionar com a marcação de Bruno e Mika. Acho a motivação muito boa, ela tem que acontecer. Mas dentro de campo, o buraco é bem mais embaixo. Para fazer os três gols, Branco terá que dar um nó em Hémerson Maria, que tem um time que está redondinho na marcação. A torcida vai fazer a sua parte.

O Avaí não dá muita pista, mas a conversa vai ser grande no vestiário. Não vai ter clima de oba-oba, todo mundo ali é profissional. Mas com certeza haverá uma reação diante da repercussão daquela coletiva no CT do Cambirela. Os jogadores do Leão não vão falar muito, se concentrarão para não errar no Scarpelli. A missão: segurar o ímpeto inicial, deixar o jogo passar e engatar contra-ataques para prender a bola no ataque. A missão mais dura será de Mika e Bruno. Se repetirem o bom trabalho da Ressacada, é meio caminho andado.

A torcida está ensandecida. Mas nos treinamentos, tirando a declaração de Fernandes, nada acontece de novo. Concentração total para o clássico decisivo no Scarpelli. Estarei lá.

terça-feira, 8 de maio de 2012

As chaves para o clássico final

Desde as primeiras horas da segunda, torcedores alvinegros trocaram as lamentações e as muitas críticas ao desempenho do time na Ressacada pelo discurso do "Eu Acredito", pedindo raça e mobilizando para a dificílima tarefa do domingo no Scarpelli.  Não poderia ser diferente, mas o Figueira tem uma tarefa pra lá de ingrata, que gira no inconsciente de muita gente como impossível. A torcida avaiana, por sua vez, está em êxtase. Mas Hémerson Maria já deu a letra de que o foco será mantido, e também não seria diferente. Todo mundo lá é profissional.

Mas o jogo em si reserva algumas perguntas a serem respondidas, chaves para o clássico final:

- Como o Avaí estará postado na decisão. É fato que o time avaiano, nos últimos dois jogos, conquistou duas vitórias com uma proposta de jogo bem clara, um 4-4-2 clássico, sem muitas inovações. Branco foi mudar o jeito do seu time jogar na Ressacada e todos viram o que aconteceu. Se não houver surpresa, Patric volta para a lateral-direita enquanto que Pirão volta da suspensão indo para a esquerda. Portanto, nada a mudar no jogo. Mas Hémerson terá encontrar a equação entre "segurar o adversário" e "não retrancar demais". Essa é a fórmula para que ele não tenha susto para conquistar o título. Sou mais do partido de não mudar no time, mas 99,99% dos treinadores não fariam isso em situação semelhante.

- O Figueira não terá força máxima: pode ser que Aloísio jogue, apesar dos prognósticos médicos não serem os melhores, e Julio César mostrou de forma clara que não está 100%. Esse é o pior desafio de Branco: organizar um abafa sem o que tem de melhor em mãos. Ainda por cima, vai ter que organizar esse abafa depois de ver sua armação ser anulada pela dupla de volantes adversários.

- O Avaí é a melhor defesa do campeonato: tem Leandro Silva e Renato Santos, a melhor dupla de zaga do Estadual, que ainda por cima, sabe sair jogando. Vão trabalhar bastante no domingo, mas que o Figueira tome cuidado na bola perdida: uma das principais saídas no contra-ataque é a bola esticada na lateral. E como sabemos que as laterais alvinegras não chegam nem perto do que eram Bruno e Juninho, a preocupação aumenta.

- O bloqueio psicológico. O discurso pode ser bonito, de tentar e acreditar na virada. Mas a paulada de ter tomado três do jeito que tomou machuca muito o psicológico do jogador. Um ex-atleta me disse hoje: "tem gente do Figueira que vai perder o sono pensando que vai ter que fazer três de diferença pra forçar os pênaltis, e quatro pra ganhar. É muita coisa". Eu penso que cada jogador alvinegro tem que botar a mão na consciência e ver o que (não) fez, e buscar um improvável resultado.

É um resultado quase impossível de se virar, mas em futebol, não podemos duvidar de nada. A tática que Branco montar vai durar pouco. Em dado momento do jogo, se os gols não aparecerem, vai ser partir pra cima do jeito que der. O jogo de ida melou tudo, e isso deve custar aquele troféu medonho de campeão.

domingo, 6 de maio de 2012

Avaí dá um passo gigantesco para o título

Alceu Atherino / Avaí FC
Nem o mais otimista torcedor avaiano, muito menos o mais pessimista torcedor alvinegro imaginaria um resultado desses.

Um justo três a zero do Leão que encaminha o título estadual no jogo de volta. Um confronto do time embalado contra a melhor campanha, que não mostrou nada perto daquele time que tinha um ataque de qualidade. O Figueira pode ter jogado fora todo o trabalho da temporada em 90 minutos. Agora só resta ao torcedor alvinegro usar o discurso do "acreditar".

Um Avaí que foi dono do jogo desde os primeiros minutos, impulsionado pela sua torcida, que não baixou a bola em nenhum minuto. O meio-campo alvinegro não funcionou. Fernandes não apareceu, a participação de Roni se resumiu a uma brilhante jogada no primeiro tempo. Some-se a isso a saída de Aloísio com dores musculares, a entrada de Julio César, sem ritmo, para comandar o ataque, e a indiferença de Branco, que não foi capaz de mudar alguma coisa para tentar surtir efeito e dimimuir o prejuízo. Luiz Fernando só entrou quando a vaca já tinha ido pro brejo. Aliás, há de se ressaltar outra grande diferença do jogo: O Avaí veio com vibração de sobra, enquanto o Figueira não mostrava nada perto disso.

Hemerson Maria montou o time direitinho. Mika, o melhor em campo, anulou Fernandes e, junto com Bruno, segurou Roni e não deixou o adversário colocar o jogo em prática. E aí o time foi se soltando, partindo pra cima e achando espaços. Branco tinha a proposta de se precaver na Ressacada, com marcação reforçada no meio, que também não funcionou. Deixou Cléber Santana jogar, e tomou uma pressão enorme, até sair o primeiro gol, em uma bola roubada de Mika, que acabou nos pés de Nunes, sem marcação, para abrir o placar.

O Figueira teve três boas chances de gol no jogo, com bolas tiradas em cima da linha por Leandro Silva e Mika, e a jogada de Roni. Foi só. O Avaí teve duas chances de ampliar o placar no final e sair da Ressacada com a faixa de campeão.

E o jogo de volta, no próximo domingo? O Figueira terá uma missão impossível. Uma coisa é você fazer 3 a 0 sem uma pressão de placar. Outra coisa é você ir pra uma decisão sabendo que terá que fazer três gols de diferença pra levar a decisão para os pênaltis. É um peso psicológico tremendo para quem entrou como favorito.

O Avaí, que já tinha moral elevada antes da decisão, agora tem a faca e o queijo para dar uma volta olímpica improvável até o intervalo da semi-final em Chapecó. Coisas desse esporte apaixonante chamada futebol. Podem reclamar do regulamento, mas quem quer ser campeão precisa confirmar no campo. Na hora H, o Figueirense falhou.