sexta-feira, 15 de junho de 2012

Vitória, golaço e evolução

Marco Santiago / ND
Ouvi de um torcedor do Avaí nessa semana: "Rodrigo, quero ver como que vai ser contra o América Mineiro". Pois é, o time dele venceu, não correu tanto risco e marcou golaço. Não foi um partidaço, ainda existem problemas. Mas o Leão está na parte de cima da tabela, está se arrumando em alguns setores e mostra um futuro promissor. E se o importante é ir pontuando e chegar entre os quatro ao final de 38 rodadas, dá para o torcedor ter esperança.

O maior desafio de Hémerson era passar pela retranca do América, um time que fugiu das suas características de outros jogos. Veio fechadinho, respeitando o adversário e colocando marcação individual em Cléber Santana.


Não é fácil escapar de retranca. O jeito é ter passes rápidos, um ataque excelente, e um pouco de oportunismo. Foi o que Julinho teve. O jogo estava chato, com o Avaí batendo no paredão mineiro. Foi quando em uma sobra de um cruzamento, Julinho pensou rápido para pedalar uma linda bicicleta para furar a defesa americana, e dar tranquilidade ao time. Dois jogos, dois gols. O jogador que saiu do clube ano passado envolto em polêmica parece estar recuperando a confiança do torcedor.

O gol fez o América sair para o jogo, e aí apareceu a marcação competente de Mika, o bom posicionamento de Leandro Silva e o futebol do estreante Diogo Acosta, mais uma tentativa de se firmar um atacante na linha de frente avaiana. Ele fez o dele, ganha moral para os próximos jogos e deixa uma boa esperança para Hémerson Maria, que se bate para achar a batida perfeita, ou a formação ideal. Apareceu o time que está se acertando.

O Avaí não venceu ninguém. Bateu o líder do campeonato, com jogadores experientes e excelente campanha. Isso deve ser levado em consideração. Jogar bonito pode vencer jogos, mas ser competente e pontuador leva a acessos ou a títulos. É bom estar bem ciente disso.

TV Brusque 10 anos: Juventus x Brusque, final da B1 de 2004

Continuando a desenterrar os arquivos dos 10 anos da TV Brusque, encontramos mais um jogo importante. É a decisão do Catarinense da Série B1 de 2004, entre Juventus de Itamar Schulle contra o Brusque de Gelson da Silva. O jogo aconteceu no Estádio João Marcatto com o título do time da casa. Os dois times subiram para a Série A2 no ano seguinte, e só participando da primeira divisão em 2006:


quinta-feira, 14 de junho de 2012

A nova roupa do Criciúma

O jornal "A Tribuna" de Criciúma, em matéria do João Lucas Cardoso, divulgou hoje os desenhos das novas camisas do Tigre para o restante do ano. As cores são as mesmas, mas a mudança da disposição do preto e do amarelo é marcante. De repente pode até incomodar os mais tradicionais. Veja:



quarta-feira, 13 de junho de 2012

Vídeo: o drama de Maurinho, ex-Metropolitano

A matéria abaixo, do repórter Emerson Luís, foi exibida hoje no Jornal do Meio Dia da RICTV Blumenau. Nela, o atacante Maurinho, que foi vendido pelo Metropolitano para o Dínamo Minsk da Bielorrússia, fala das dificuldades que vive em solo europeu. Além do mais, o clube de Blumenau, que fechou o negócio chamado de "excelente" pelo presidente, acabou enganado e até agora não recebeu o dinheiro. O Metrô teve que ingressar com uma ação na Fifa.

A matéria explica todo o caso e traz uma entrevista com o jogador:


terça-feira, 12 de junho de 2012

TV Brusque 10 anos: vídeo dos únicos Brusque x Renaux da história

No último domingo, a TV Brusque, emissora que fundei com meu pai em junho de 2002 completou 10 anos. Remexendo nosso arquivo, encontramos algumas preciosidades. Comemorando nosso aniversário,uma raridade para os amigos que passam aqui no Blog. Imagens exclusivas dos dois únicos confrontos entre Brusque FC e Carlos Renaux na história. Foi em 2004, na Série B1, com duas vitórias do Bruscão, que seria vice-campeão naquele ano, perdendo a final para o Juventus de Jaraguá. Exibimos ontem no nosso TVB Esportes, que também completou uma década no ar. Assista:


segunda-feira, 11 de junho de 2012

"Futebol de Sutiã" comenta a rodada

Nesta semana, o time do "Futebol de Sutiã" está desfalcado da Malu, mas a Alessandra e a Paula estão firmes e fortes, dando suas opiniões sobre a vitória do Avaí em Minas e o empate do Figueira contra a Ponte Preta e outros destaques do final de semana. Deem o recado, meninas:



CBF afasta Nadine Bastos

Deu no site da CBF na última sexta: Nadine Schramm Câmara Bastos, árbitra assistente que mais atuou no Campeonato Estadual, está afastada das escalas no Campeonato Brasileiro por não passar nos testes físicos.

O comunicado (clique aqui) foi dado em alteração da escala do jogo Bahia x Vasco. Nadine foi substituída por José Eduardo Calza, do Rio Grande do Sul.

Enquanto isso, Carlos Berkenbrock, assistente Fifa de Santa Catarina que trabalharia com ela no jogo em Salvador, não trabalhou no Estadual, mas esteve no jogo entre Corinthians x Vasco pela Libertadores e estará em Grêmio x Palmeiras, pela Copa do Brasil. E também tem Edmundo Alves do Nascimento, que vem caindo em escalas do Brasileirão mas sequer foi chamado no Estadual.

E cabe dizer que Nadine errou feio no último jogo que atuou, entre Avaí x Joinville, não marcando impedimento no gol de Felipe Alves.


domingo, 10 de junho de 2012

Excesso de zelo que quase levou à derrota

Luiz Henrique / Figueirense FC
Dos noventa e poucos minutos de jogo entre Figueirense e Ponte Preta, o time de Argel começou a jogar a partir dos 40 do primeiro tempo, fez um abafa de uns 9 ou 10 e teve que aguentar o adversário criar muito mais, com o mesmo esquema de três volantes que arrancou um ponto em São Paulo em um lance iluminado de Caio.

Muitos torcedores questionaram durante os últimos dias se contra a Ponte em casa deveria ser usado o mesmo esquema de lá, contra o forte Corinthians. Dito e feito: o time não funcionou de novo, não criou, e viu a Ponte, com um esquema bem parecido, jogar as bolas no ex-avaiano Caio e criar muito mais perigo. O time de Campinas merecia ter feito um gol no primeiro tempo. Argel jogou quarenta minutos fora e uma substituição para colocar Luiz Fernando no lugar de Jackson. A melhora foi quase instantânea, mas durou pouco.

O ato seguinte seria colocar Aloísio, para criar um fato novo na frente. Mas não entendi a atitude de Argel de tirar Roni e não Júlio César, que não apareceu o campo e esqueceu seu futebol em algum lugar. Traduzindo: ele botou um armador, mas depois tirou outro para colocar um atacante. A pressão funcionou por uns nove minutos até a Ponte arrumar a marcação e voltar à carga no ataque.  Com a expulsão de Sandro, não havia mais o que fazer. O negócio era segurar o empate e esperar o final do jogo.

Um jogo pro torcedor esquecer. Me pergunto qual foi o objetivo da intertemporada em Atibaia que, teoricamente, serviria para trabalhar a qualidade do time sem a pressão de Florianópolis. Nada de novo aconteceu, o time continua não rendendo, o sistema de armação continua crítico e não se veem sinais de evolução. Desde que Argel assumiu, o Figueira mudou sua característica. Deixou de ser um time rápido que busca a vitória para um grupo que marca muito forte, para depois organizar a saída de bola e, como terceira lugar, atacar. Nesse meio, passam os problemas de qualidade de atletas e a exigência da Série A como um todo. Contra um adversário do mesmo nível, não há espaço para excesso de zelo.

Argel teve esse excesso, e por muito pouco não perdeu o jogo dentro de casa.