sábado, 23 de junho de 2012

O incrível final, com a luz de Zé Carlos

Que final de jogo. O Majestoso veio abaixo quando a bola veio em direção de Zé Carlos naquele escanteio. Zé do Gol estava na hora certa, no lugar certo, para se livrar da marcação do zagueiro do Ipatinga e fazer o gol da vitória que até alguns minutos atrás era improvável.

A bem da verdade, o Criciúma fez um jogo muito ruim. A torcida foi para casa feliz da vida, ao ver uma vitória com dois gols nos acréscimos. Mas quando o Ipatinga fez 2 a 1, a torcida vaiou. Até ali, o Tigre ficou devendo, e muito. Venceu na base da pressão, que funcionou sobre o adversário, que não suportou.

Um primeiro tempo de extrema sonolência. Nem parecia que era o líder do campeonato. Atrapalhado, o Criciúma errava muito em saída de bola e na articulação do meio. Isso deu a posse de bola ao Ipatinga, que gostou do jogo e fez 1 a 0. Chegou o segundo tempo e o time conseguiu o empate, e conseguiu acertar a ida da bola ao ataque. Zé Carlos contava com marcação individual, o que fez Lucca jogar mais. Muitas bolas trabalhadas, vários cruzamentos, e nada de gol. Num contra-ataque, o time de Minas fez 2 a 1, fazendo valer a máxima do "quem não faz leva".

Mas num desses acontecimentos que torna o futebol apaixonante, o Criciúma lutou pelo empate, e conseguiu aos 46. Seria uma maneira de salvar um pontinho em uma má tarde. Mas o jogo continuou, o árbitro deu 4 minutos de acréscimo, deu um escanteio na direita, todo mundo foi pra área... E lá estava o iluminado Zé, que fez gol de tudo que é jeito na Série B, e agora botou mais um em seu currículo, mostrando que está em fase iluminada. Gol que vai chamar mais um pouco de atenção de outros clubes e investidores.

Vitória que não apenas mantém o Tigre na liderança da Série B. Com os resultados da rodada, o time de Paulo Comelli abre sete pontos de vantagem para o Boa, quinto colocado. Uma gordura interessante, mas que pode e deve ser aumentada. O que aconteceu até o fim do tempo regulamentar contra o Ipatinga precisa ser considerado visando as próximas rodadas para que o objetivo seja alcançado. A festa deixa pra torcida.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Sonolência em Curitiba e Guaratinguetá

O Joinville perdeu para o Paraná e o Avaí rezou pra acabar o jogo e garantir o empate com o Guaratinguetá. Duas circunstâncias diferentes mas com uma mesma moral: se os times estivessem ligados em campo, algo de diferente poderia acontecer. Mas na moleza dessa noite de sexta, era complicado esperar coisa melhor.

Começo com o Avaí. Tenho uma teoria minha que não se pode perder ponto contra favorito ao rebaixamento. E esse time do Guaratinguetá é muito ruim, pior até que o Ipatinga que o  Leão tomou um banho de bola no primeiro tempo e conseguiu a virada, depois que Hémerson Maria arrumou e motivou o time. Depois de um primeiro tempo parecido, com o Avaí voltando a mostrar um futebol medonho, esperava uma nova melhora. Piorou. Pirão perdeu a cabeça e depois Bruno foi expulso de forma justa em uma entrada inconsequente. Só não foi pior porque o zagueiro e o goleiro do Guará acabaram trombando e o Avaí achou um gol. Vai vir aquele discurso do "empate foi bom", "estávamos com dois a menos" e outras coisas. OK, a situação no final do jogo era de segurar o pontinho. Mas os outros times postulantes ao acesso vão passear em cima do Guaratinguetá. E o Avaí teve uma dificuldade enorme, desorganização em campo e falta da vibração do jogo anterior. Perdeu dois pontos para um time que vai cair.

Vamos a Curitiba. O JEC foi sonolento, principalmente no seu ataque, e viu o Paraná jogar sozinho. Um domínio de jogo que sequer foi ameaçado. Me deu a impressão que Leandro Campos foi à Vila Capanema para não perder. E o desejo de não perder tira a vontade de ganhar. E aí se viu um time que a vibração passou longe do que era preciso. As alterações eram "seis por meia dúzia", sem mexer em muita coisa, e a derrota foi desenhada. O time mostrou uma dificuldade gigante em coisas tão simples como chutar a gol. É difícil analisar sob um prisma de um time que dava sinais que estava se arrumando, mas depois de uma atuação tão apagada, fica complicado de saber se foi uma má noite ou algo maior que cause preocupação. Leandro Campos não tem porque abusar da precaução contra o Paraná. O JEC não é um Guaratinguetá da vida, tem suas qualidades, talvez não todas que deveria ter, mas tem algumaa. Time que quer brigar pelo acesso não pode jogar solto numa partida e fechado desse jeito em outra. No primeiro tempo o jogo até foi um pouco equilibrado, mas no segundo foi triste de ver. Bola pra frente que tem jogo em Varginha semana que vem.

Conheça a segundona: Atlético Tubarão

CLUBE ATLÉTICO TUBARÃO
Fundação: 14 de Abril de 2005 (como ACRE Cidade Azul)
Cores: Azul, Preto e Branco
Estádio: Domingos Gonzales (3500 lugares)
Presidente: Dorli Rufino
Técnico: Heriton Sandrini
Ranking "BdR" 2011: 10º lugar
Catarinense 2011: 3o. lugar na Divisão Especial



Desde que caiu para Segunda Divisão em 2009, o Atlético Tubarão vive a síndrome do "quase". O time faz boas campanhas, sempre chega nas fases finais, mas acaba tropeçando na hora do vamos ver e perde o acesso. Foi assim em 2010, quando perdeu a vaga para o Concórdia, e no ano passado, quando terminou a Divisão Especial com a terceira melhor campanha. Para este ano, o ex-Cidade Azul buscou montar um time mais experiente para não deixar a chance passar pela terceira vez.

O Atlético firmou uma parceria com a empresa parceria com a empresa 90 Minutos, de propriedade do carioca Maurício Nassif. Segundo o presidente Dorli Rufino, a empresa arcará com os custos da nova comissão técnica e fornecerá, no mínimo, seis jogadores para o plantel tricolor. O técnico do time, escolhido em consenso entre diretoria e Nassif é Hériton Sandrini, o Babu, de 47 anos, e que trabalhou por muito tempo nas divisões de base do Criciúma. Como auxiliar-técnico, além do Tigre, também trabalhou no Mogi-mirim e no Metropolitano. Como homem de confiança da 90 Minutos, Sandrini tem a responsabilidade de levar um forte elenco ao acesso.

O time é cheio de jogadores conhecidos no Estado, vários deles do Atlético de Ibirama, de boa campanha no Estadual 2012. No time titular, estão cinco que vieram do Alto Vale: o goleiro Giovani, o lateral João Rodrigo,o zagueiro Vitor Hugo, o volante Fabrício e o atacante Matozinho. Ainda estão no grupo jogadores que passaram pelas mãos de Babu na base do Criciúma, como o lateral Ramon Zanardi, o zagueiro Edvânio e o atacante Lucas Campos. O parceiro também trouxe o atacante Romarinho, de 20 anos, que estava no Boavista-RJ e o veterano Selmir (foto), de 33 anos, ex-Figueirense, Joinville e com uma passagem recente por Concórdia e Metropolitano.

Sem dúvida, o Atlético Tubarão tem um elenco muito interessante na briga pelo acesso. Tem uma defesa que joga junto há tempo e mostrou um bom trabalho na primeira divisão, que junta com bons jovens valores e um ataque que tem qualidade. É um time bem montado, e é um dos favoritos ao acesso. Segundona é assim: time experiente, que sabe o que faz, marca forte e uma dupla de ataque que mescla velocidade e presença de área. No papel, tudo muito bonito. Vamos ver em campo se o time de Vila Oficinas sai do "quase" nesse ano.



Conheça a Segundona: Imbituba

IMBITUBA FUTEBOL CLUBE
Fundação: 1o. de fevereiro de 2007
Cores: Azul e Amarelo
Estádio: Emilia Rodrigues (particular) - 2500 lugares
Presidente: Roberto Rodrigues
Técnico: Alexandre Pandóssio
Ranking "BdR" 2011: 13o. Lugar
Catarinense 2011: 10o. Lugar na Divisão Principal




O Imbituba foi a sensação do Estadual de 2010 quando, recém chegado da segundona e sob o comando de Joceli dos Santos, conseguiu excelentes resultados, terminando o Estadual em uma honrosa quarta colocação, com um grupo experiente no futebol catarinense. Naquele ano o clube também fez o vice-artilheiro do campeonato, Felipe Oliveira, e usava o nome do CFZ de Zico, mais por causa da paixão flamenguista do presidente Roberto Rodrigues. Mudou o ano, o nome deixou de ter a chancela de Zico e o sucesso não foi repetido. Sob o comando de Muller, o Zimba venceu apenas três partidas no Estadual 2011 e acabou rebaixado. Robertinho chegou a anunciar que poderia se licenciar e não participar da Segundona pela dificuldade de conseguir investimentos. O time vai jogar a Divisão Especial, mas o parto foi complicado.

Tudo porque há duas semanas o clube anunciou uma parceria que prometia ser a salvação do clube. Uma empresa chamada Supporting Sports do Rio de Janeiro apareceu com uma proposta de contrato de três anos, com o fornecimento de atletas e a promessa de incrementar as divisões de base do Zimba. Uma semana depois, Robertinho viu que a empresa carioca não lhe daria o respaldo financeiro e cancelou o negócio pouco antes da assinatura do contrato. “Começaram a mandar atletas e não mandaram dinheiro. Enquanto isso, eu “segurava as pontas” por aqui. Mais uma vez, “os cariocas” pousaram no Ninho da Águia e não honraram seus compromissos. Outra vez me decepcionei com tentativas de parceria”, esbravejou o presidente do Zimba.

Parceria descartada, hora de montar a equipe. Alexandre Pandóssio, goleiro campeão da Copa do Brasil de 1991 pelo Criciúma, e que tem no seu currículo uma passagem pelo pior time do Brasil, o Maga de Indaial, foi contratado para o comando técnico. Aos 50 anos e com passagem pelo clube da capital da baleia franca em 2010, Pandóssio tem a missão de começar o campeonato com o time ainda em montagem. A indecisão em torno da parceria atrapalhou todo o planejamento.




E aí o Zimba vai montando o elenco. Do Brusque vieram o goleiro Fabão e o zagueiro Léo Breno. Dos mais experientes, destacam-se o meia Mazinho, ex-Figueirense e o volante camaronês Steve (foto), de 27 anos, ex-Avaí e Chapecoense. A diretoria promete trazer alguns reforços pontuais para o elenco, e cobrir o restante do plantel com atletas da base. O Imbituba não entra na Divisão Especial como favorito. Por mais que o time já tenha conseguido um título na segundona, o investimento não é o mesmo e as parcerias não deram certo. Robertinho lida com as dificuldades de ter que bancar o time sozinho, e seu investimento é bem menor que os considerados favoritos. A não ser que muita coisa mude, é time que vai apenas ser um coadjuvante no campeonato.


quarta-feira, 20 de junho de 2012

Conheça a segundona: Concórdia


CONCÓRDIA ATLETICO CLUBE
Fundação: 2 de março de 2005
Cores: Vermelho, Verde e Branco
Estádio: Domingos Machado de Lima (Municipal) - 8.000 lugares
Presidente: Emerson Lorenzetti
Técnico: Nestor Simionato
Ranking "BdR" 2011: 14o. lugar
Catarinense 2011: 9o. lugar na Divisão Principal


O Galo do Oeste passou por um grande aprendizado no ano passado. Apanhou, viu onde errou e, quando começou a querer consertar o time, não havia mais tempo. No ano da sua estreia na primeira divisão, começou o campeonato com o técnico Luiz Muller, depois trouxe Jorge Anadon. Mal na tabela, ainda teve o caso do Big Brother que causou repercussão nacional. Veio Amauri Knevitz, que conseguiu estabelecer um padrão ao time. Faltou ainda um pouco mais de qualidade, fruto em grande parte da inexperiência na montagem do grupo. Lição assimilada, hora de montar o time para tentar mais uma vez o acesso.

E aí que o clube da capital do trabalho escolheu Nestor Simionato, de 52 anos, para comandar o projeto da volta à primeira divisão. Ex-lateral direito, treinou um número enorme de equipes do interior gaúcho na primeira e segunda divisões. Sua única experiência em Santa Catarina foi no Brusque no ano passado, onde chegou após a saída de Paulo Turra e ficou por dois meses, inclusive comandando o time nas partidas da Copa do Brasil contra o Atlético-GO. Chegou a comandar o Grêmio em 2003, durante um mês. A diretoria apostou no seu conhecimento do mercado e na sua experiência para montar um elenco vencedor.

A receita de um time que quer conseguir um acesso sem muitos problemas em Santa Catarina é a mesma há anos: um time experiente, com jogadores raçudos que conheçam o futebol daqui, mesclado com a garotada que vai botar pra correr. O CAC, mostrando que aprendeu a lição da montagem competente de elenco, seguiu à risca a regra, contratando "macacos velhos" da segundona, como o volante Xipote, ex-Brusque e Ibirama, o meia Maicon, chamado de "Rei do Vale" pelo amigo Everton Siemann, do Santa por ter atuado em quase todos os times do Vale do Itajaí, o atacante Hyantoni, autor de 16 gols na segundona gaúcha pelo Brasil de Farroupilha, o zagueiro Jajá, do Ibirama e o lateral-esquerdo Walmir, campeão catarinense com a Chapecoense em 2007.

Nas previsões antes da bola rolar, o Concórdia é o maior favorito ao acesso neste ano. Tem um time que tem vários atletas com experiência na dura Divisão Especial e com qualidades em todos os setores. Um meio-campo marcador, bom goleiro e um goleador são itens primordiais. E isso, o CAC tem.


Zé Carlos na mira do Corinthians

É manchete de capa nos jornais de Criciúma hoje o interesse do Corinthians no atacante Zé Carlos, artilheiro da Série B. Meio que repete algo que aconteceu em 2007, quando Clodoaldo,que havia marcado quatro gols naquele Brasileirão, acabou indo para o Parque São Jorge, sem muito sucesso.

Segundo matéria do jornalista Altair Magagnin no Jornal da Manhã de hoje, uma proposta oficial de um grupo de investidores, que repassaria o jogador para o Corinthians, já teria sido enviada ontem para o Criciúma, e já contaria com o aval do Corinthians Alagoano, que é proprietário de parte dos direitos do jogador. Não se sabe o valor oficial da multa rescisória do contrato de Zé do Gol. Especula-se que seja de 2 milhões de reais.

Quem está encaminhando a negociação em nome do grupo de empresários é o ex-jogador Alexandre Lopes, que já atuou tanto no Criciúma quanto no Corinthians. Lopes seria o elo entre os executivos da bola que querem colocar Zé do Gol no Timão. Ele confirmou ao colunista José Carlos China Vieira que teria entregue a proposta ao clube.

 A direção do Tigre diz que é especulação. O gerente de Futebol Rodrigo Pastana nega a proposta, o que é uma resposta normal diante de uma negociação desse tipo. Mas diz que a situação para tirar Zé de Criciúma não é assim simples: “Para tirar ele é muito mais que a multa. Tem que pagar a multa, o dobro ou o triplo do salário. É coisa para time de ponta mesmo, não para um simples investidor”, sentenciou o gerente. “Não vou falar sobre esse assunto, pois respeito muito o presidente Antenor Angeloni e o clube. Até agora não chegou nenhuma informação à minha pessoa, nem ao meu empresário”, posicionou Zé Carlos. O atacante assegura que o pensamento está voltado ao Criciúma. “O meu foco agora é aqui”, disse ele.

 Como no futebol de hoje em dia um "não" hoje se torna um "sim" em poucas horas, é bom ficar de olho.

Conheça a Segundona: Juventus

Chegou a hora. Pelo quinto ano, o Blog do Rodrigo apresenta a série "Conheça a Segundona", com o perfil das dez equipes que disputarão a Divisão Especial do Campeonato Catarinense, que começa no dia primeiro de julho. Cada dia, um time será destacado por aqui. Vamos começando o trabalho, hoje falando do Juventus, de Jaraguá do Sul


GRÊMIO ESPORTIVO JUVENTUS 
Fundação: 1o. de maio de 1966
Cores: Grená, Preto e Branco
Estádio: João Marcatto (7.000 lugares)
Presidente: Jerri Back Luft
Técnico: Pingo
Ranking "BdR" 2011: 18o. Lugar
Catarinense 2011: 7o. lugar na Divisão Especial


O Juventus de Jaraguá passou por dias difíceis no ano passado. Rebaixado em 2010 junto com o Ibirama, o moleque travesso, com sérios problemas financeiros chegou a anunciar a sua desistência da última segundona. A FCF conversou, a diretoria deu um jeito, e o time acabou disputando o campeonato, com uma estrutura modesta. Terminou o primeiro turno como líder, mas acabou eliminado no mata-mata pelo Hercílio Luz. No returno, o time caiu muito de rendimento, acabando na sétima colocação. Passado o campeonato, muita coisa aconteceu lá pras bandas do Jaraguá Esquerdo. Inclusive uma grande troca na diretoria. Assumiu a presidência Jerri Back Luft, ex-árbitro e presidente da Liga Jaraguaense de Futebol. Trouxe com ele um novo grupo, que fez um levantamento das dívidas do clube, da situação do Estádio João Marcatto, colocou os ingressos ao valor de dez reais e iniciou um trabalho forte de marketing para levantar a estima do torcedor e chamá-lo de novo para o estádio.

Passada a reestruturação, vem a montagem do time. O técnico tricolor é um velho conhecido: Luis Roberto Magalhães, o Pingo, de 44 anos, ex-jogador do JEC, Botafogo e Grêmio, entre outras equipes. É a terceira vez que ele comandará o moleque. Na sua última passagem, em 2009, conquistou o acesso à primeira divisão. O clube o queria, e o treinador também queria voltar. "“Eu queria voltar para cá. Não porque tenha ficado devendo algo ao clube, mas por saber que ainda poderia ser importante aqui e que o Juventus precisaria do meu trabalho”, afirmou. O clube aposta na reedição da parceria para retornar à divisão principal.

O elenco montado pelo Juventus é jovem, com muita gente da base, mas com jogadores que disputaram a primeira divisão desse ano, o que é um ingrediente necessário para se montar um elenco em condição de brigar pelo acesso. Dentre as principais contratações estão o lateral Márcio Goiano, ex-Metropolitano, os zagueiros Alemão, ex-Inter de Lages e que estava no Atlético de Ibirama e Charles, do Joinville, além do zagueiro Peixoto e o atacante Thiago Henrique, vindos do Camboriú. O mais experiente do grupo é Rogério Souza, de 34 anos, ex-lateral do Joinville e do Brusque, que vai jogar no meio-campo, para comandar o jovem grupo jaraguaense.

Eu coloco três favoritos para esta segundona, e o Juventus está no grupo, junto do Atlético Tubarão e do Concórdia. Talvez esses dois, hoje, estejam um pouco a frente, mas quando o Juventus está organizado, a torcida dá respaldo e o time consegue se reforçar. Vi isso em 2004 e 2009. Pode acontecer de novo em 2012.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Marcílio desiste da Série D. Amador é pouco.

Presidente alega que dinheiro não é problema - entrevista do presidente Abelardo Lunardelli ao FutebolSC em 3 de maio.

O Marcílio Dias, rebaixado merecidamente para a segunda divisão de Santa Catarina, conseguiu fazer uma lambança maior que o Brusque, dono da vaga na Série D e que acabou desistindo depois de um ano para esquecer, com trapalhada em cima de trapalhada da sua diretoria.

Hoje, a diretoria marcilista anunciou que o clube, que gastou um monte pela vaga (não está provado que houve compra, mas tudo indica pra isso), contratou técnico, jogadores, fez jogos amistosos e tudo, abandona o Brasileirão logo agora que a disputa vai começar. O time estrearia na segunda rodada, contra o Cerâmica.

E de quebra, vai abrir um rombo considerável no caixa, ao ter que pagar todas as rescisões e despesas sem disputar sequer um jogo oficial. Só voltará no ano que vem, quando terá que ir de mãos dadas com o vizinho Brusque disputar a segunda divisão. O Concórdia, herdeiro da vaga, já declarou que não aceita disputar. Seria loucura mesmo.

As duas pontas da Rodovia Antonio Heil, a Rodovia Segundona, se merecem.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Meninas do "Futebol de Sutiã" comentam a rodada!

Terça-feira é dia dos comentários das meninas do "Futebol de Sutiã". No programa desta semana, Malu, Alessandra e Paula falam de Avaí x América, da derrota do Figueirense para o Cruzeiro e outros assuntos do Brasileirão. Acompanhe!

TV Brusque 10 Anos: Briga em Brusque x Kindermann, em 2002

Continuando a desenterrar o arquivo de 10 anos de TV Brusque, achamos mais essa relíquia. Na Segundona de 2002 o Brusque, do técnico Zé Antonio Martins, já falecido, enfrentou o Kindermann pelo jogo de ida das semifinais do campeonato. O Brusque venceu a partida que terminou em pancadaria, iniciada pelo zagueiro Reatto, do time de Caçador, que espancou o atacante Oséas dentro da área. Talvez a maior briga registrada no Augusto Bauer.

O vídeo tem uma entrevista com o treinador e a tumultuada saída dos jogadores da Kindermann do estádio:


domingo, 17 de junho de 2012

Sábado de um líder, punição da bola e triste empate

Todos os três jogos dos catarinenses no sábado em um post. Bastante coisa pra falar, e em ordem de importância.

O Criciúma é líder: O Tigre não fez um bom primeiro tempo mas Zé Carlos fez o gol, que é mais importante. Veio o segundo tempo, Paulo Comelli mexeu o time, e a vitória foi consolidada por 2 a 1. Poderiam ser três, não fosse a pixotada ridícula do árbitro, que não enxergou a bola entrando. Ele deve ser punido pela palhaçada que fez. O Criciúma vai atingindo a postura que quero ver em um time que quer entrar consistente na luta pelo acesso: postura igual jogando dentro ou fora de casa, implantando o seu jogo, buscando o ataque, trabalhando bem as jogadas no meio para abastecer Zé Carlos, sem tem que se fechar para garantir um empatezinho. Time pra isso o Tigre tem e ainda vai se reforçando, com Possebon e Válber, que se juntam a Douglas, Fransérgio e Marlon, só pra citar alguns dos reforços. Um grande público estará no Majestoso no próximo sábado para o jogo contra o Ipatinga, onde a tendência é manter a frente. Time pra vencer tem de sobra.

Figueira punido pela bola: "A bola pune" ou "quem não faz leva" são frases das mais antigas do futebol que se encaixam perfeitamente no que aconteceu em BH. O Figueirense teve o primeiro tempo todinho para marcar em cima do Cruzeiro, mas não conseguiu. Quando chegou a etapa final Celso Roth, que tomou um nó de Argel no primeiro tempo, colocou Souza, mexeu no time e conseguiu fazer o efeito surtir, até conseguir o gol a vitória.

O time de Argel fez, no primeiro tempo, sua melhor apresentação na Série A, embora tenha faltado o gol. Mas dá pra destacar a boa estreia de Almir, o bom jogo de Julio César, que devido à sequência de más atuações merece ser lembrado, e o novo esquema tático alvinegro, que não é um 4-3-3 clássico, mas também não é um 4-4-2. Vi em campo um time com duas linhas, uma na frente e outra atrás, com a linha do meio "flutuando" entre armação e marcação. Com isso, apareceu a qualidade de Tülio, que desarmou lá atrás e perdeu até chance de gol. O problema é que no segundo tempo Almir morreu, e Argel demorou para mexer no time e dar uma resposta à altura da boa mexida de Roth. Tá certo, não haviam muitas opções no banco, mas algo devia ser feito. Não foi, o time perdeu. Toca pra frente com mais uma lição. Argel tem que ficar ligado.

Arbitragem tira vitória do JEC: curto e grosso: vi falta do zagueiro do Joinville no atacante do Ceará, mas fora da área. Um erro que custou uma vitória para manter o tricolor encostado na turma de cima da tabela, ainda que a situação não seja alarmante. O problema que eu vejo no tricolor, e até é uma comparação com o Criciúma provocada por um torcedor joinvilense para mim hoje, é o volume de jogo. O time ainda não tem o poder de armação no meio-campo do rival. Com isso, Lima não trabalha a contento, quando poderia ter feito mais gols. A diretoria precisa, com critério, procurar homens do meio pra frente que realmente ajudem e tragam um crescimento desse setor ao JEC. Com mais alguns acertos pontuais, Leandro Campos conseguirar estruturar o time para tentar o acesso. Mas que esses dois pontos farão falta, ah farão. O Joinville terá que buscar fora de casa.