sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Nem o alento sulamericano veio

Daniel Queiroz / Notícias do Dia
Havia uma chancezinha, em um Orlando Scarpelli vazio, de uma classificação pra segunda fase da Sulamericana, para que o clube fizesse pela primeira vez na sua história um jogo fora do país. Ia tudo bem, até o gol sofrido, e depois, a derrota nos pênaltis.

Uma derrota que foi muito lamentada mas sem reclamação, protesto, nada. O torcedor foi quieto pra casa depois de mais esse insucesso. Talvez a classificação fosse uma alegria em meio a tanta coisa ruim. Nada mudou. Ou talvez mude: o treinador, cuja saída parece ser iminente depois de hoje. Chico Lins já deu a letra que nesta sexta alguma coisa acontecerá.

Troca de técnico que dificilmente mudará alguma coisa. Quem vier não vai ter pressão pois o time está rebaixado, cabendo ao novo comandante o milagre de tirar o time da zona. Já seria um encaminhamento de limpeza do elenco (que está inchado, até o Loco Abreu reclamou publicamente disso) visando 2013.

E o jogo? Em se tratando do confronto dos dois piores times da Série A, não tinha como esperar algo de qualidade. Um empate justo e uma decisão de pênaltis que prevaleceu o Atlético, que foi mais eficiente. Um jogo desse, com pouca gente e final melancólico, me desculpem, não merece um longo texto de análise.

É melhor esperar os próximos fatos desta sexta.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Conselho do Figueira chama a responsabilidade: é 8 ou 80

Nada de revolucionário aconteceu na reunião do Conselho do Figueirense na noite de quarta. Nestor Lodetti fica na presidência, a Alliance fica onde está e os conselheiros, que diga-se de passagem aprovaram o acordo com o parceiro lá atrás, resolveram, nas palavras do presidente Júlio Gonçalves,  montar "um conselho de transição que terá a incumbência, junto a empresa, fazer o dia a dia. No entanto, o presidente do clube será preservado em sua representatividade". Traduzindo: Lodetti perde mais um pouco da autonomia que ele já não tinha. Essa tal comissão terá 7 membros de uma lista de 13 conselheiros pré-definidos.

Há de se dar um tempo pra primeiro ver quem formará essa comissão e como será o dia-a-dia do clube. É necessário ver como a coisa vai rolar. Tudo o que for falado agora, principalmente no que diz respeito às funções que o conselho tirou do presidente executivo é chute. Tem que ver como as coisas andam.

Certo é que o Conselho disse amém ao acordo com a Alliance, mostrou que não vai se divorciar dela e chamou pra si a responsabilidade de gerenciar o relacionamento, que se manteve sem muitos questionamentos durante a reunião, principalmente no assunto saúde financeira do clube. Gonçalves ainda falou em discutir um novo contrato de gestão para o ano que vem com a parceira, reformando e revendo as cláusulas. A saber o que deve ser modificado. Tem que ver também como fica a situação de profissionais como Renan Dalzotto e Chico Lins.

Muitas respostas o tempo dará. Certo é que essa nova modalidade de gestão, com o Conselho chamando a responsabilidade para si, poderá dar muito certo na administração no clube, ou muito errado, com um presidente que, pelo o que deu pra entender, terá uma função meramente institucional.

E não vejo nessas tímidas mudanças qualquer possibilidade de uma reviravolta na principal mercadoria do clube, o futebol, a curto prazo. Se, numa teoria otimista, houver alguma mudança significativa na relação Alliance-clube, ela só virá pelo final do ano. Até lá o rebaixamento pode estar selado.

Já estava preocupado. Depois da entrevista do Leonardo Moura no Debate Diário de ontem, e com o "resultado" dessa reunião, a tensão é maior.



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Tigre vence com a estrela de Zé

Portal Engeplus
Zé Carlos tem estrela, e hoje tivemos mais uma prova. O jogo não tava bom, os dois times estavam decepcionando, mas tinha um camisa 9 que estava na hora certa e no lugar certo para mandar duas bolas na rede e explodir o Majestoso lotado. E ajudando o Criciúma a fazer história: o primeiro time na era dos pontos corridos a fazer 100% de aproveitamento em casa durante todo um turno. 30 dos 42 pontos conquistados no seu estádio. Campanha irreparável.

Quem vê o resultado final pode até achar que foi um jogo em que o Criciúma reinou. Não foi. Até o primeiro gol, eu estava decepcionado com o jogo. Esperava muito mais diante de toda a expectativa que se criou, com um Tigre lá em cima e um Avaí que vinha subindo degraus. Hémerson Maria optou por um esquema mais conservador com uma linha de três volantes e Cléber Santana fazendo seu trabalho mais a frente. O Tigre parecia tímido, tentando achar um espaço diante da forte marcação. O jogo ganhou graça com as substituições, e principalmente as entradas dos experientes Gilmar e Válber no lugar dos jovens Gava e Lucca, que conseguiram dar um maior poder ofensivo ao time da casa, justamente o que estava faltando. Mudaram a cara da partida. Paulo Comelli foi muito, mas muito feliz nas trocas.

O Criciúma fez 1 a 0 quando o Avaí era melhor em campo. Foi o tal do gol suado, em lance que a bola bateu em quatro, cinco jogadores, até parar no pé do Zé Carlos, que estava no local certo para chutar e contar com o desvio da zaga para abrir o placar. Tipo do gol que foi uma paulada no Leão, que não conseguiu acordar até o segundo gol, em circunstâncias parecidas, com Zé de novo aparecendo com oportunismo. Artilheiro, além de competência, tem que ter estrela, coisa que o Zé tem.

O Tigre fecha o primeiro turno com cerca de dois terços do caminho percorrido para a Série A. Apenas manter o bom desempenho em casa é necessário para o acesso. Já o Avaí tem um returno inteiro para chegar no G4. O time vinha melhorando e não é uma derrota para o vice-líder fora de casa que vai estragar tudo.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Prates: "Se eu sou zagueiro do Figueira, Marquinhos iria pro DM"

Segue abaixo um vídeo do comentário de ontem do jornalista Luiz Carlos Prates no "SBT Meio Dia". É o tal do material que vai ter gente que concorda, e gente que vai achar uma sandice (eu me incluo nessa turma).

Prates comenta sobre o que Marquinhos fez ao final do jogo Grêmio x Figueirense. Chega a dizer que "Se eu sou zagueiro do Figueirense, Marquinhos não teria terminado o jogo ontem, seria tratado no Departamento Médico" e termina com um "vai ter um jogo de volta, Marquinhos".

Assista:

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Rádio do Figueirense critica forte Marquinhos e a imprensa

A crise sem precedentes do Figueirense, que tem um vaivém de coletivas, notas oficiais e provocações, teve mais um ingrediente com o ataque da rádio oficial do clube contra Marquinhos, chamado de "babaca" e a toda imprensa que mantém portais e sites, chamada de "cambada de urubu".

Eu gostaria que o clube, que mantém a rádio, citasse quem são os urubus citados pelos "profissionais" que abandonaram o jornalismo para partir pro ataque gratuito. Uma emissora oficial precisa manter a linha.

O áudio está abaixo:

domingo, 19 de agosto de 2012

O jogo que é reflexo de tudo

Lucas Uebel / Grêmio FBPA
pandemônio s.m. Capital imaginária dos Infernos.
Fig. Assembléia tumultuosa.
Lugar onde reina a confusão e onde ninguém se entende; balbúrdia.


O Figueira jogou mal e foi goleado pelo Grêmio em Porto Alegre, o que não é zebra e tampouco uma novidade. Era esperado pela posição dos times na tabela, pela má qualidade do futebol do alvinegro e pelo melhor futebol do adversário. Mesmos erros de sempre, mesma novela que não vou copiar e colar aqui porque o torcedor sabe de cor e salteado. A situação é praticamente irreversível. Impossível não, mas é um estado crítico de coma que só será curado num milagre. A tendência é o time vegetar no segundo turno até a confirmação do descenso.

Os números falam por si. São 11 pontos em 18 jogos. São necessários mais 33 em 20 partidas, ou seja, onze vitórias para escapar. Para um time que ganhou apenas duas até agora jogando um pobre futebol, é inimaginável. Com janela fechada e sem opções no mercado, o mais apaixonado torcedor pode até acreditar, mas contra os números é complicado ir.

E aí você junta a entrevista coletiva da Alliance expondo toda a hemorragia interna do clube, que vive um clima terrível nos bastidores. Hoje, Chico Lins e Renan aproveitaram pra colocar mais gasolina na fogueira em entrevista na CBN e no rebote, o assessor de imprensa do clube, JB Telles, usou do seu twitter pessoal para dar uma criticada na imprensa que repercutia todo o rolo do clube. Ambiente tenso é pouco.

O que ainda dá pra fazer para o milagre? Tentar juntar o grupo, esquecer o pandemônio que acontece na direção e tentar mirar alguma coisa nos próximos jogos. Hélio dos Anjos já mostrou que não conseguiu mudar nada no time. Para o milagre, talvez a vinda de alguém que possa chacoalhar o vestiário (alguém que eu chamo de "técnico vamo lá, porra!", tipo um Benazi da vida). Repito, e essa frase vai em negrito: é para tentar um improvável milagre. O time não evolui, aumenta as falhas, perdeu um Ygor que era importante no time, e ainda tem o caso do caríssimo Loco Abreu que sabe-se-lá o que será com essa fase ruim. Pode ser o símbolo de uma campanha fracassada.

Entendo o discurso apaixonado do Wilfredo Brillinger na coletiva da Alliance, que disse que ia fazer de tudo para tirar o Figueirense dessa situação. Mas, olhando do ponto de vista técnico, não dá pra ver muita saída, diante do panorama do mercado. Os adversários perderam o respeito, e veem no Figueira a obrigatoriedade de fazer os três pontos.

O jogo em Porto Alegre é apenas um reflexo de tudo o que vem acontecendo dentro do clube e que está saindo para imprensa e público verem. Relógio que atrasa não adianta.