sábado, 1 de setembro de 2012

Empate que poderia ser vitória. Mas o espírito já é outro

Márcio Goiano estreou e, só por causa disso, o ambiente já era outro, e refletiu no campo. Não veio a vitória, poderia ser diferente, mas ao fim o time não perdeu para um dos favoritos ao título.

Resumo disso? Um jogo eletrizante, com um segundo tempo excepcional, com um Figueirense sem medo encarando o Flu, e um novo fio de esperança de dias melhores. A situação permanece gravíssima, quase irreversível. Mas tem torcedor que saiu do estádio achando que, ainda, nada está perdido.

Luiz Henrique / Figueirense FC
O Figueirense segurou do jeito que deu o Flu no começo do jogo. Talvez o excesso de vontade do time do Rio tenha pesado, e o alvinegro conseguiu equilibrar as ações. A coisa mutou pra valer na etapa final.

O Flu fez 2 a 0 repetindo a pressão do primeiro tempo, dando indício que mais uma derrota do Figueira estaria encaminhada. Em outras eras, a já destruída moral do time apareceria. Aí que veio a diferença. Deu pra perceber um empenho diferente que levou o time ao empate, com um golaço de falta do João Paulo, uma das faltas mais bem batidas dos últimos tempos.

Goiano foi feliz em colocar Almir no lugar de Claudinei, o que colocou o time mais a frente e tendo melhor posse de bola, o que foi determinante para o empate. Se isso será usado em outras partidas, só o tempo dirá.

Teve o erro de arbitragem no gol do Aloisio, que marcou em condição legal, mas que acabou anulado por erro do assistente. Ouvi muita reclamação sobre esse lance, como se fosse o que determinou toda a partida. Dois pontos: quando o lance aconteceu, a partida estava em 2 a 1 e, logo, seria o do empate. É imponderável saber o que aconteceria depois daquilo. E outro: erro tão importante quanto o da arbitragem (e não é defender em excesso, o erro houve depois de um complexo replay da TV), foi o gol que o Aloísio perdeu no final do jogo. Lance que um atacante de Série A não pode perder.

Nessa esperança do novo comando que deu uma visível mudança de atitude no Grupo, que o Corinthians vem aí na quarta. Contra um adversário que não quer mais nada com o Brasileirão, pode ser a chance de vencer e marcar o início de uma nova fase.

O problema ainda é grande, mas o torcedor achou onde depositar a esperança.

Loco Abreu - Diz o Fábio Machado que Loco, assim como era no Botafogo, não aceitou ficar no banco de reserva hoje. O uruguaio, que custa muito e joga pouco, vai ser mais um probleminha internacional pra Márcio dar conta. Principalmente se ele não pretender escalá-lo.

JEC joga dois pontos fora em casa, e Avaí joga três em jogo fraco

Teclo da Arena Joinville, onde vi JEC e ABC empatarem sem gols. É o tipo do empate que dói, até porque o adversário está na região do rebaixamento e o estádio, lotado, esperava mais uma vitória. Mas o tempo foi passando, passando e nada de gol.

Acontece que o time não jogou metade da partida. O primeiro tempo foi de sonolência e, mesmo colocando com o Joinvile colocando duas bolas na trave, o ABC foi mais efetivo, criando jogadas diante de um confuso sistema de marcação do time da casa. Depois da bronca no vestiário, o tricolor acordou no segundo tempo, pressionou desde o início e foi perdendo chance atrás de chance. Passou o tempo, e a motivação virou desespero, com o time passando a chutar a esmo, ao invés de criar uma boa jogada. E quase que o empate virou derrota: Maurício fez uma senhora lambança na área, deu a bola de presente para Pardal, que só não fez o gol porque Ivan operou milagre.

O JEC tem pela frente uma série de quatro jogos, sendo três fora de casa e o Avaí na Arena no sábado que vem. Os três pontos contra o ABC, na teoria, seriam os "mais fáceis" na sequência. Agora, Leandro Campos vai ter pouco tempo para ajustar o time (e tem o buraco deixado por Tiago Real no meio, que hoje não funcionou) para enfretnar o Guarani. Qualiade o time tem, mas o momento é de muita atenção.

E no dia do seu aniversário, o Avaí perdeu para o São Caetano. Era confronto direto com um time que briga por acesso. Amigos do Blog dizem que foi um jogo bem fraco, onde o time perdeu muitos gols e acabou entregando o jogo para um adversário que é encardido dentro de casa. Não é o fim do mundo, mas a má atuação em um jogo de baixa qualidade, justo no dia do aniversário do clube, quando o patriotismo do torcedor está a flor da pele, dói também. Hémerson que arrume o time para os próximos dois difíceis jogos, contra América-RN e Joinville.

Sábado que vem estarei aqui para ver esse clássico. Promete.

Entrou!


A foto mostra que a bola entrou, mas, de novo, o Criciúma passou muito susto para vencer o Bragantino e teve que contar com outro milagre no final do jogo para garantir os três pontos. Com uma difícil sequência de três jogos pela frente, o time precisa voltar a ser aquele dominante, para não ter susto na briga pelo acesso.


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Que fase... que virada... e que paulada...

Já dizia o velho poeta que quando a fase tá ruim...

Mas hoje, depois de um primeiro tempo excelente, que combinado com a vitória sobre o Coritiba indicava um esboço de reação, tudo virou pó no vestiário. O Figueira no segundo tempo conseguiu ser pior que o Náutico no primeiro para tomar uma senhora paulada, daquelas que não só atordoam mas fazem perder os sentidos. É isso aí que Márcio Goiano vai pegar a partir de amanhã.

Tem explicação um jogo desses?

Vi um Figueira aplicado no primeiro tempo, com duas armas de qualidade: as jogadas de Elsinho pela direita e as bolas cruzadas por Fernandes. O pênalti defendido pelo Wilson no começo do jogo foi a injeção de ânimo. Junta isso aí, combina com uma falha do goleiro do Náutico e voilá, 2 a 0 lá dentro dos Aflitos. Não jogou com brilho, mas conseguiu um excelente resultado. Wilson estava segurando tudo lá atrás.

Mas o castelo desmanchou no segundo tempo, e vai saber se aconteceu alguma coisa no vestiário. Gallo colocou Rogerinho para dar um pouco mais de velocidade, conseguiu meter mais pressão e o Figueira perdeu a cabeça e o fôlego. Assistiu atônito o empate, e quando saiu o terceiro, o time estava entregue. Tanto que Ronny, que mal havia entrado, pediu pra ser expulso. É daqueles jogos pra lembrar lá na frente, que pode ser a marca da má fase do time, ou mais um capítulo da triste história. A vitória estava ali, na frente. Acabou voando.

Márcio Goiano poderia pegar um clima bem melhor quando assumir os trabalhos amanhã. Não vai ser assim, pois tem o Fluminense pela frente no sábado com uma diferença de seis pontos para o Bahia, 16o. colocado. A torcida vai dar sua parcela de confiança ao ex-capitão, mas o buraco técnico-físico-psicológico do time é enorme. A incrível virada sofrida em 17 minutos só aumentou o problema.

A Rodada em ABC: Arbitragem, Boa e Cuidado!

O título pode ser sem graça, mas meio que reflete as três situações dos catarinenses na rodada de terça da Série B. Teve operação da arbitragem, a boa vitória avaiana e aquela preocupação que vem depois da péssima atuação do Criciúma. Vamos por partes.

Gustavo Oliveira / CAP
Lá em Paranaguá, o senhor Francisco Nascimento foi o personagem de Atlético x Joinville. Errou de tudo, e causou reclamação dos dois times. Mas o JEC pode reclamar a vontade: pênalti duvidoso para o Atlético, expulsão mais duvidosa ainda de Bruno Tiago, num segundo amarelo de falta normal, e a prova da fraqueza do árbitro quando marcou um pênalti em Lima a mais de um metro da linha da área. A assistente, bem depois, acabou dando o aviso. Mas será que ninguém chamou a atenção depois de ver pela TV, hein? Olha, diante das circunstâncias, atuando com um a menos por grande parte do jogo e com o juiz caseiro, tem que comemorar o empate. Um jogo que causou irritação mas que, pelo menos rendeu um pontinho. O Joinville vira a rodada no G4 e tem uma sequência interessante, jogando contra ABC e Avaí em casa, e Guarani fora. Tropeços no meio do caminho fazem parte.

Frederico Tadeu / AFC
E o Avaí teve novamente que virar uma partida pra levar três pontos. O Leão fez um primeiro tempo patético, abusando dos erros de marcação e levou 1 a 0 do chato time do Boa. Foram vários problemas, desde o posicionamento da zaga (e com a falta de Leandro Silva, Hémerson terá problemas pra ajustar o setor), e muitos erros individuais, principalmente com Julinho, Thiesen e Felipe Alves. No segundo tempo, o time melhorou muito com a entrada de Camilo e Ricardo Jesus e os gols vieram. Foi uma virada, que fez o torcedor (que foi em pequeno número, pouco mais de 3.500 torcedores) gritar de felicidade e comemorar a proximidade do G4, que veio juntando com resultados favoráveis da rodada. Pela frente o Avaí tem um jogo de seis pontos contra o São Caetano, sem Cléber Santana, suspenso pelo terceiro amarelo. Será curioso ver como Hémerson armará o time sem o seu camisa 10. E também será curioso ver como o time se comportará sem ele.

Rogério Dimas / Rádio Difusora
Por fim, o Criciúma. Olha, acabou o jogo e três torcedores me perguntaram no twitter se é um sinal de preocupação essa derrota para o fraco time do Guaratinguetá. Acho que a palavra certa é cuidado, que não faz mal pra ninguém. Se formos basear na briga pelo acesso, basta vencer o Bragantino em casa na sexta que o voo de cruzeiro continua. Mas o time precisa ter uma regularidade de atuação pra não ter sustos e garantir a subida com antecedência. Pessoal, hoje o Zé Carlos não jogou nada, a zaga bateu cabeça e o Guará fez dois gols em cima da falha de marcação de Possebon, aquele que veio com nome do Santos e não vem com boas atuações. Teve arbitragem prejudicando? Teve, mas pela diferença técnica dos dois times, era pra ter passado sem sustos. Acho que Paulo Comelli errou ao sacar Diego Felipe, e o time não funcionou no prejudicado gramado de São José dos Campos. É o tipo do jogo que o time que está na parte de cima não respeita o adversário em demasia e parte pra cima. O Tigre ficou numa lenga-lenga, não pressionou como deveria e acabou perdendo a partida. Há um returno inteiro pela frente, mas desatenções como essa precisam ser observadas. Ninguém entra em campo ganhando. Tem que ter vontade e inteligência pra conquistar vitórias. E, mesmo com a excelente campanha, concentração é tudo.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Curioso: O perigoso bandido do PCC que foi preso num Navegantes x Maga

Meu amigo Adriano Assis, lá de Itajaí, conta a curiosa história de um perigoso bandido do PCC, de São Paulo, que foi preso enquanto assistia o jogo entre Navegantes x MAGA, o pior time do mundo, pela terceira divisão de SC. Jogo que, segundo o borderô, não teve nenhum pagante:

Segundo o borderô da partida entre Navegantes Esporte Clube x Maga, na tarde de domingo no estádio Dr. Hercílio Luz, em Itajaí, o jogo não teve nenhum pagante. Nenhum dos 150 ingressos colocados à venda foram comprados pra ver a vitória do NEC por 2 a 0 contra o pior time do mundo pela terceira rodada da Divisão de Acesso do Campeonato Catarinense, a Terceirona. Ainda segundo o documento, estavam à venda 100 ingressos de R$ 20 e 50 de R$ 10.
O número de pagantes (zero) é bem previsível. Mas o jogo teve mais coisas típicas da Terceirona. O NEC relacionou apenas 13 atletas, ou seja, só dois reservas e todos de linha. A única coisa bastante atípica dentro de campo foi o fato do jogo não ter tido nenhum cartão. Nem amarelo, nem vermelho, nem nada. Todo o quarteto de arbitragem foi diferente do que tinha sido sorteado, seus nomes foram escritos de caneta e não há explicação do porque da mudança.

Diarinho.com.br
Mas o fato mais inusitado da partida aconteceu na arquibancada. Foi preso pela Polícia Federal assistindo o jogo Francisco Antônio Cesário da Silva , o Piauí, apontado pela PF de São Paulo como integrante do PCC e “a cabeça pensante de uma série de assassinatos a policiais militares na capital paulista”. Os agentes descobriram que ele assistia a uma partida NEC x Maga no estádio do Marcílio Dias e foi lá que ele acabou preso. Recapturado, o bandido dormiu na cela da polícia Federal de Itajaí, e, lá pelas 11h da matina de ontem, embarcou de avião pro presídio de Pacaembu, em São Paulo. Além de policiais federais, parrudões fortemente armados do pelotão de Patrulhamento Tático (PPT) de Itajaí participaram da operação que levou o preso até o aeroporto de Navega. Uma operação de cinema foi montada para mandar o foragido da justiça de volta para Sampa.

Metade da Série B: Tigre quase lá, JEC no embalo e Avaí querendo brigar

Vai começar o returno da Série B, e o trio catarina se prepara pra mais 19 rodadas atrás do acesso. Todos tem condições, um tem muita, outro tem bastante e o terceiro ainda precisa de um pouco a mais. Mas tão na briga em um campeonato nivelado onde apenas dois times destoam do resto da turma. Mas como são quatro vagas, tem uma pá de times atrás das outras duas.

Sim, porque Vitória e Criciúma só não subirão em caso de catástrofe. Os números são absurdos: enquanto o Criciúma tem 100% de aproveitamento em casa, o Vitória tem o impressionante número de sete vitórias fora de casa. E hoje é o melhor time, depois de se reforçar com nomes como Deola e William Batoré, que encaixou como uma luva no esquema rubro-negro. O Tigre nem precisa vencer todas em casa para subir. Basta manter a sua regularidade. O mais interessante nisso tudo é que os reforços continuam a chegar, sempre obedecendo um critério até certo ponto curioso: segundo o Gerente de Futebol Rodrigo Pastana, a ideia é trazer jogadores que já atuaram junto com quem já está lá. As chegadas do zagueiro Paulo Sérgio e do lateral Erik seguem isso. Com Zé Carlos em boa fase, Lucca e Gilmar jogando bem, com a regularidade de Fransérgio, o Criciúma vai em voo de cruzeiro pra Série A.

A diferença do time atual do Criciúma pro Joinville é o tempo: enquanto o Tigre começou a arrancar lá na primeira rodada, o JEC só entrou no campeonato depois de perder um jogo ganho para o CRB em Maceió. Leandro Campos era criticado, teve quem pediu a cabeça dele, pela forma como armava o time para jogar dentro ou fora de casa. Leandro parece ter mudado de ideia, e o tricolor engatou cinco vitórias seguidas, com qualidade e um ataque forte. É o terceiro colocado, tá jogando forte em casa e estaria num voo de cruzeiro, não fosse um problema: a saída de Tiago Real para o Palmeiras. Perder um titular absoluto gera um grande ponto de interrogação. E aí, como que o time vai se virar? Jailton, que vem do Avaí, vai ser o cara? Ou alguém do banco vai manter o ritmo e a qualidade da armação? Perguntas que serão respondidas nos próximos jogos. Se o embalo for mantido, é favorito pras duas vagas restantes pra Série A.

O Avaí está no mesmo bolo do JEC. É a turma composta por São Caetano, Atlético-PR, os Américas e o Ceará. Vai ser um campeonato a parte, onde os jogos em casa e contra os da zona de degola farão a diferença. O Leão de Hémerson tem mais time que essa turma aí? Hoje não, mas tem condição de ter. O time está se ajustando na hora certa. O Avaí começou a se arrumar quando começou a marcar forte, com Cléber Santana fazendo a diferença. Falta o ataque. Passam Laércio, Felipe Alves, Capixaba e outros, e ninguém se acerta. Vejo muita esperança do torcedor em cima de Ricardo Jesus, que chega com grande responsabilidade. O Leão precisa de alguém diferenciado na frente. Que Jesus seja o salvador.


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Vídeo: "Futebol de Sutiã" comenta a rodada dos catarinenses

Segunda-feira é dia das meninas do "Futebol de Sutiã" aqui no Blog. Hoje o programa traz os comentários da rodada do Brasileirão das séries A e B. Tem a análise da tabela depois do encerramento do turno. Com destaque para a bela campanha do Criciúma e Joinville na série B. Assista!

domingo, 26 de agosto de 2012

Roupa limpa pra começar o returno

O título se refere à lavação de roupa suja que presenciamos, via imprensa, todos os dias no Figueirense. Hoje, foi Chico Lins que, com voz de quem está muito incomodado, disse que estava chegando no seu limite e que há fatores internos que impedem a solução de problemas. Os próprios jogadores do clube estão se mobilizando para deixar a roupa limpa. Os líderes do grupo são favoráveis à volta de Márcio Goiano e mostraram contra o Coritiba uma outra motivação sob o comando de Abel Ribeiro.

Metade do campeonato se foi. Agora é entrar na segunda parte estufando o peito e tentar, tijolo por tijolo, pavimentar a estrada pra escapar da má situação. Foi um jogo de boa atuação. Não dá pra dizer que Abel encontrou a fórmula mágica, longe disso. O segredo de uma recuperação é a boa sequencia.
Mas a vitória tem um efeito psicológico enorme.

Um time mais solto, mais leve, com boas e surpreendentes jogadas pelas criticadas e surradas laterais. Elsinho atuou muito bem pela direita, dando um sinal de "temos agora um lateral". E foi o jogo do Aloisio, que fez três, pediu música pro Fantástico e espanta, pelo menos por enquanto, a decepcão que o torcedor tinha sobre ele. O meio-campo, com Fernandes, ganhou muito em toque de bola, que fez as chances ofensivas aumentarem.

O time venceu e convenceu, essa é a ótima notícia.

Mas a próxima semana reserva mais capítulos na tensa novela dos bastidores alvinegros. Chico Lins já disse que Abel é interino e que Márcio Goiano é o cara. Márcio, pelo que apurei, quer contrato até o fim de 2013 para não ser tratado como um "remédio" para conter a ira da torcida por algumas rodadas, e sem contar que a própria Alliance é um outro obstáculo para que a contratação seja selada.

Mas o time tem que deixar isso do lado de fora do campo. Abel e o grupo procuraram se fechar e a mudança de atitude foi evidente. Veremos o resultado disso na contra-prova, que é no jogo contra o Náutico na quarta.