sexta-feira, 5 de outubro de 2012

De novo, de novo e de novo, a luz de Zé do Gol

Fernando Ribeiro  /  Criciúma EC
Zé Carlos quer desafiar a lei do raio que não cai duas vezes no mesmo lugar. O cara é iluminado, numa fase técnica espetacular e, quando a bola não quer entrar, ela procura o camisa 9 pra receber uma ajuda. E ele vai lá e confere, de novo nos acréscimos do árbitro. Foi o sexto jogo que o Criciúma decide nos acréscimos. Vou repetir: o sexto jogo.

Num jogo em que tudo corria pro empate. Partida dura, adversário dando trabalho, o time martelando de tudo que é jeito... O time estava bem longe de uma atuação brilhante. Para colocar mais drama na história, Paulo Comelli acabou expulso e, naturalmente, transmitiu mais tensão ao time em campo.

O Ceará valorizou muito a vitória do Tigre, que surgiu da estrela do camisa 9, quando numa jogada recuperada pelo recém-chegado França, a bola achou o Zé do Gol, que precisou de duas chances pra colocar na rede. Ele está a dois gols de Lúcio Maranhão e Neto Baiano e a um gol de Neymar para se tornar o maior artilheiro do Brasil no ano.

São quatro vitórias seguidas, que marcam a retomada da marcha de triunfos do Tigre, depois de alguns tropeços absolutamente aceitáveis na maratona de 38 rodadas do Brasileiro.

Faltando 10 jogos, a diferença é de 10 pontos para o quinto colocado (pode cair para 9 em caso de vitória do Atlético-PR sobre o América-MG), o que dá tranquilidade daqui pra frente. Eu já dou o acesso como certo, faltando a confirmação matemática que, por uma minha rápida projeção, poderá vir no jogo contra o Joinville, na 35a. rodada.

Zé Carlos precisa ser alvo de uma pesquisa científica. Já vi artilheiro iluminado, mas com o raio caindo tantas vezes no mesmo lugar, é inédito.

Empate que vai custar muito caro pro JEC

Vi torcedor do Joinville falando no confronto direto do time com o São Caetano na próxima rodada. Mas antes tinha um Barueri no meio do caminho, um time virtualmente rebaixado e que é um franco atirador. Time que foi patrolado no primeiro turno, na Arena.

O gol no começo do jogo deu sinal de que poderia acontecer uma vitória tranquila. Mas Leandro Campos teve excesso de zelo, o time se retraiu, Lima pouco fez (e sozinho no ataque ele não vai fazer nada mesmo) e, como castigo, tomou o empate.

E quando o time teve que correr atrás do resultado, sob chuva, faltou qualidade. Chances apareceram, mas não foram aproveitadas sob um cenário de total desorganização. O tempo foi passando, passando, a agressividade não aumentava e, aos 48, o jogo terminou.

Time que quer ir pra Série A não pode se dar ao luxo de perder pra time do Z4, seja dentro ou fora de casa. Ainda mais jogando um futebolzinho desse. O jogo contra o Azulão serviria para colocar o time no G4, agora vai servir pra aproximar. São pontos como esses que vão fazer falta lá na frente. Vão pra mesma conta daquele jogo ganho em Maceió que o time entregou. É incrível: a porta do G4 se abre, o time pisa na bola quando não pode.

Lá na frente, se faltarem cinco ou menos pontos pro acesso no final do campeonato, você vai lembrar o que faltou pra Série A chegar.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Momento histórico: a primeira vitória do Maga

E o pior time do planeta venceu um jogo. E olha que o dirigente do clube não gostou muito da primeira vitória não.

Abaixo, matéria da Band, da repórter Luciana Leicht, que testemunhou a história ser escrita: ela acompanhou a primeira vitória do Maga, sobre o Navegantes, no estádio do XV de Indaial. Um momento histórico que merece ser eternizado aqui no Blog:

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Lenga-lenga que vai deixar o Avaí na Série B

Jogando bem ou mal, merecendo coisa melhor ou não, a verdade é: o Avaí não poderia de forma alguma perder pro ASA. Depois de bater o líder em casa, era de se esperar uma atuação melhor ou igual contra o 15o. colocado.

Não aconteceu, o time voltou pra pasmaceira. Faltou a vibração de um time que quer subir. O jogo de sábado foi um sinal falso. O time é esse aí para o resto do ano, apenas cumprindo tabela e esperando 2013 chegar.

Quando falo em vibração, é a motivação que deveria ser trazida no bagageiro do avião pra Alagoas. No sábado, o Avaí fez o que só dois times haviam conseguido, que era vencer o Vitória e dado mais um fio de esperança pro torcedor. Aí começou o jogo, e voltou a aparecer aquele time sem um fato novo, sem um brilho a mais que o podia colocar em condição de brigar com a turma de cima da tabela. Um meio-campo muito desorganizado, um ataque que não resolve contra um adversário esforçado pelo desespero, que marcou seu gol numa imperdoável falha de zaga no comecinho do jogo, onde a bola passou rasteira por  quatro jogadores avaianos, que não tiveram a condição de afastar uma bola fácil.

E nisso aí a Série A de 2013 se torna, definitivamente, um sonho inalcançável. Até sábado, ainda existia aquela esperança que se baseava apenas na matemática. É hora de deixar de maltratar a cabeça do torcedor com falsas esperanças. Melhor esperar o ano terminar.


Wilfredo não é Angeloni

Wilfredo Brillinger será aclamado hoje a noite presidente do Figueirense, depois de toda uma operação que foi costurada para que o clube se livrasse das amarras do contrato com a Alliance, que causou toda essa novela que pudemos acompanhar nos últimos dias, e que dá pra concluir que era totalmente leonino para o clube. Se vendo num buraco, restou ao conselho do clube fazer o acordo que dá a presidência ao agora ex-parceiro.

Eu ouvi de uma pessoa ligada ao conselho uma frase que provoca um pensamento: "Ah, se o Antenor Angeloni deu certo como "dono" do Criciúma, o Wilfredo vai dar certo no Figueirense".

Peraí, não é bem assim.

Lá em Criciúma, Antenor Angeloni é uma pessoa ligada ao clube desde a sua fundação, tem histórico, colocou o time na Série B e faz uma ótima campanha para colocar o time na elite de novo. Ele tem a unanimidade da torcida e conseguiu implantar um modelo de gestão que, reconhecidamente, está funcionando.

Aqui temos outro caso: Wilfredo assume o clube em crise técnica, notadamente sem ter mostrado conhecimento em montar um time de qualidade depois da saída de Eduardo Uram que, queira ou não, conseguiu colocar o time na Série A e fazer um bom Brasileirão no ano passado com um bom elenco. Vendeu uma boa parte, é verdade. Mas em uma situação que não havia investimento suficiente ou condição de montar coisa melhor, ele era um importante pilar na estrutura.

Se Wilfredo o criticou, então que faça melhor.

Hoje, o seu Antenor está léguas a frente.