sábado, 20 de outubro de 2012

Tigrão segue líder, JEC corre atrás do milagre e Chapecoense decepciona

Geraldo Bubniak / AE
Neste sábado, o Criciúma acabou empatando com o Paraná e, graças à vitória do Atlético-PR em Salvador, termina a rodada na liderança. O time ainda não garantiu o acesso matemático. Eu acredito que será confirmado contra o Joinville na rodada 34, que tem o confronto direto do Furacão com o São Caetano. Uma rodada que apresentou mais um forte concorrente ao título: segura que o Goiás está chegando em uma grande arrancada. A Série A já é realidade, mas a luta pelo título promete ser complicada. Já pensou o Tigre dando a volta olímpica na Ressacada na última rodada?

Luciano Ferreira / Futura Press
O Joinville venceu o CRB por 3 a 1 com direito a Lima cobrando um pênalti na arquibancada. OK, venceu em casa. Mas o prejuízo dos tropeços contra Barueri e Ipatinga custaram o sonho do acesso. A chance é matemática, mas considerando que o Atlético-PR está numa ótima fase, já abrindo seis pontos de vantagem, custo a acreditar em uma reviravolta a essa altura do campeonato.

E na Série C, a Chapecoense fez uma atuação "irritante", como disse o Badá, que estava no Rio de Janeiro. Mais uma vez, o time deixa a desejar fora de casa, perde pontos importantes e também vê voar a chance de decidir a vaga na Série B dentro de casa. Vencendo o Tupi no próximo final de semana, o time garante a classificação em terceiro ou quarto do grupo (Dá pra ser segundo, mas dependeria de uma combinação meio improvável de resultados), e aí, o Verdão enfrentaria Fortaleza ou Luverdense, as duas melhores campahas da outra chave, com o segundo jogo fora. Aí complica.

Derrota para jogar a toalha de vez

Alceu Atherino / Avai FC
Nesta semana, o Avaí teve a prova incontestável que não merece estar no G4. Perdeu, sem discussão nenhuma, para dois dos times que estão na parte de cima da tabela. Depois dos 3 a 1 para o Atlético-PR, o time do Goiás, redondinho, não tomou conhecimento do bagunçado time de Argel, goleou, e de quebra se credenciou para brigar pelo título com Vitória e Criciúma. Três vagas já estão definidas.

E foi o tipo de derrota que não força o torcedor a vaiar o time. É de ficar quieto, ir embora, e ter a certeza de que esse não é o ano.

Argel não sabe o que faz no time. Resolveu desenterrar Fábio Santos do seu exílio dos campos , o que obviamente não funcionou. Mesmas falhas de sempre na armação, na baixa qualidade do ataque e na linha de zaga que deixou a dupla Walter e Ricardo Goulart trabalhar com tranquilidade. Goleada merecida, e se fosse de mais estava de bom tamanho.

Serão longos e doloridos jogos para cumprir tabela até o fim da temporada, que teve um título estadual comemoradíssimo, mas uma campanha tão fraca na Série B que apagou a chama da volta olímpica em maio. A diretoria pode começar já a fazer as mudanças para 2013, que precisam ser muito grandes. Não dá pra ser feliz com um elenco inchado e de baixa qualidade, ainda mais com os salários atrasados.

Bola pra frente que o ano já está terminando.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A lesão de Lucca, no seu momento mais importante

Mateus Mastella / Clicatribuna.com 
Lesão é assim: não espera hora pra acontecer. Com a maratona de jogos, e o fim de temporada chegando, o próprio corpo humano não tem a mesma resistência. Lucca foi uma vítima. Na melhor fase da carreira, o jovem atacante do Criciúma terá que se submeter a uma cirurgia no joelho e ficará seis meses fora dos campos. Ou seja: só vai voltar, com previsão otimista, lá no segundo turno do Campeonato Catarinense. Detalhe: é a terceira lesão grave que ele sofre, só que dessa vez no outro joelho.

A lesão sepulta, por hora, as negociações que eventualmente existam de outros clubes sobre o seu nome. Ele vai ficar em Criciúma se recuperando, e pode contar que ele será um destaque do time na Série A do ano que vem. Menos mal que o acesso já está garantido. A saída de Lucca dificulta, aí sim, a luta pelo título.

O clube parece exercer linha dura para não vender o jogador. Lesão nunca é uma coisa boa, ainda mais de joelho, mas a pressão de outros clubes vai diminuir, e isso é fato.

Que o garoto possa se recuperar e voltar bem aos campos. Contusões assim fazem parte do futebol. Infelizmente, ela acontece no momento de maior brilho de Lucca, jovem que terá um grande futuro.


Juventus é Jaraguá de volta à elite do Estadual

Com um trabalho competente de reestruturação, o Juventus de Jaraguá do Sul conquistou com antecipação um lugar na Divisão Principal de 2013. Como fará a final do returno com o já promovido Guarani de Palhoça, as duas vagas já estão distribuídas.

Acompanho esse trabalho de ressurgimento do clube desde o começo, quando o Henrique Porto me enviava releases com informações da montagem da nova diretoria, que tratou de dar uma arrumada no Estádio João Marcatto, voltar a envolver a comunidade jaraguaense e montar um time sob o comando de Pingo, ex-jogador de Joinville e Botafogo.

O trabalho do novato presidente Jerri Luft foi premiado. O time escorregou no primeiro turno, mas tratou de se qualificar e não perder a segunda chance. O moleque travesso, que disputou a Divisão Principal pela última vez em 2010, retorna vitaminado à elite, empurrado por uma cidade que gosta de esporte. A vaga está em boas mãos com um trabalho bem feito dentro e fora de campo.

E não é só o Juventus que vai bem. O futebol da cidade tem o outro clube profissional, o Jaraguá, na final da Divisão de Acesso contra o Caçador e com a decisão em casa.

O Correio do Povo

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Ainda quer acreditar?

Ricardo Rímole / Noticias do Dia
Levante a mão quem acreditava que o Figueira fosse ganhar do Inter em Porto Alegre. Sei que serão bem poucos, ainda mais depois da última partida.

Certo é que Aloisio, talvez o único que sairá ileso dessa campanha desastrosa, foi o diferencial do time, que bateu um Inter sonolento, mal armado e sem coração, e com um baita elenco nas mãos. Colocar técnico estagiário no comando do time dá nisso.

Voltando ao Figueirense. Eu ainda não estou convencido da possibilidade de uma reviravolta ou milagre, mas deixo aqui uma ideia para quem acredita: o negócio é pensar em um jogo de cada vez, acreditar na vitória contra o Botafogo e ir secando os adversários diretos. A situação hoje não permite depender das suas próprias pernas. O Bahia é o décimo sexto e apresenta uma queda de rendimento que o transforma em bola da vez. Pena que o Palmeiras, que tem uma condição técnica e financeira melhor, venceu e também esboça uma arrancada. Na situação atual, o Figueira teria que passar esses dois, e ainda falta um longo caminho.

Ah, e quando o Loco Abreu puder jogar, ele tem que entrar no lugar do Julio César, que está numa nhaca tremenda. Foi ele sair de campo que o time virou. Quem sabe com um pouquinho mais de qualidade, juntando com sorte, a coisa anda. Foi apenas uma vitória, importante, pois foi fora de casa. Mas toda reação precisa de uma contra-prova. Vamos ver na quarta que vem.


Depois do fiasco, Leandro sai para o JEC mirar 2013

Não tinha como segurar Leandro Campos no Joinvile depois de perder cinco pontos contra os piores times da Série B, que serão rebaixados. Atuações abaixo da crítica contra Barueri e Ipatinga custaram a briga contra o acesso, transformando as chances, que eram apenas razoáveis, a se transformarem em pura matemática. Mas não vai ser esse ano.

Mas quero provocar uma análise puxando algumas declarações lá do início do ano, mesclando com alguns números.

Há quase um ano, quando o JEC foi campeão da Série C, o discurso do então presidente Márcio Vogelsanger era montar um time e uma estrutura no clube para que a Série B fosse disputada sem sustos. E ele não estava errado, pois tenho uma teoria que o primeiro ano em um ambiente novo precisa ser usado para "fincar os pés" no terreno e conhecê-lo. Os resultados não negam que o time pagou pela inexperiência, principalmente pelo fato do time, que tem uma base de um bom tempo no clube, não ter encarado a Série B antes e perder o controle diante de situações como enfrentar um time mais fraco e impor respeito. O Criciúma do ano passado é um exemplo bem claro. Começou bem e faltou gás no final. Esse ano a história é outra.

Acontece que o início foi bom e, além da campanha sem sustos de rebaixamento, surgiu a possibilidade de um acesso. A cobrança aumentou e o time não acompanhou a expectativa na reta final. Faltou gás e qualidade que o Atlético, Goiás ou São Caetano tiveram para engrossar a luta pela Série A. Aqui entra uma série de fatores, que vão desde a qualidade do banco de reservas até o investimento. Olhando friamente, foi uma campanha normal, e o time precisa de mais força para brigar pelo G4.

Leandro Campos foi a escolha errada? Vamos lá: ele foi contratado a toque de caixa depois da saída de Argel para o Figueirense ao fim do Estadual. Assumiu um planejamento e não começou mal o campeonato. Ele teve três fases: pecando no excesso de zelo fora de casa, contrastando com os jogos na Arena; depois, quando resolveu ousar e trouxe bons resultados, entrando no G4, e a volta ao "defensivismo" nesta reta final. Foi aí que ele caiu, traído por uma situação de acesso que ele mesmo criou mas que não soube traçar uma estratégia quando o grupo de acesso batia à sua porta.

E deixa o clube como a melhor defesa do campeonato, acreditem. Mas como faltou ousar diante dessa situação, pagou com o emprego. Um novo nome chegará sem cobrança para tentar o improvável milagre, mas com a responsabilidade de conquistar a Copa SC para salvar o ano e arrumar a casa para 2013 onde, aí sim, o clube já estará com a experiência de quem entrou no circuito das séries A e B.


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

A mirabolante eleição no Marcílio Dias

Montagem Diarinho
Mesmo rebaixado para a segunda divisão e com vários problemas, três chapas concorrem à eleição para a presidência do Marcílio Dias, hoje. Pela ordem na foto, estão Alexandre Angioletti, Marlon Bendini e Luiz Antônio Alves.

Vai entrar dinheiro no caixa do clube, com o contrato renovado com a Cassol (tem uma loja no terreno que pertence ao Marinheiro), que colocará fim nas dívidas trabalhistas do clube. Taí um dos motivos para que a eleição seja tão acirrada. O problema são as regras da votação, o que está criando situações bem peculiares.

Conversei com o Wilson Lima e o Adão Goulart, da RIC Itajaí, que me explicaram o tamanho do rolo. Olha só: antes do processo eleitoral, o clube tinha, se muito, 80 sócios adimplentes, que tem direito a voto. O estatuto permite que todos os associados, independente do dia em que assinaram ficha no clube, tenham direito a participar do processo eleitoral. O que está acontecendo? Ao invés de uma campanha eleitoral, uma verdadeira corrida atrás de sócios corre pelas ruas de Itajaí.

Tive relatos da busca de novos associados até em pontos de ônibus e restaurantes de Itajaí. Bastava pagar 15 reais, registrar a associação até quarta e o cidadão pode votar hoje. Existem casos em que campanhas estão "financiando"a taxa de inscrição para garantir mais votos para hoje. Segundo o Adão, nunca tantas mulheres se associaram ao Marcílio. Está valendo tudo. Passada a eleição, esse povo vai deixar de pagar e tudo volta como era antes. (Atualização: informa o Adriano Assis que o clube tem 850 sócios com direito a voto hoje).

Erro grave: o estatuto deveria permitir o voto a quem tivesse um tempo como sócio adimplente, coisa como seis meses ou um ano. Aposto que vai dar confusão.


Pássaro monta ninho na marca do pênalti do HH

Rogério Dimas / Rádio Difusora

Incrível essa foto tirada pelo Rogério Dimas, setorista do Tigre na Rádio Difusora. Não é que ele encontrou um ninho de quero-queros exatamente onde se localiza a marca do pênalti no gol do Colegião, no Estádio Heriberto Hulse?


domingo, 14 de outubro de 2012

Sem forçar, São Paulo vence o rebaixado Figueira

Wander Roberto / VipComm
O São Paulo mostrou uma sonolência absurda no segundo tempo do jogo contra o Figueirense. Mas como já vencia por 2 a 0, com total controle da situação, contra um adversário que não tentou ou esboçou qualquer tipo de perigo, nem precisava apertar o pé no acelerador. Se poupou pra rodada do meio de semana.

Ganhar do Atlético-GO não é indício de recuperação, nem de "milagre à vista", manchete que considero exagerada, publicada no Diário Catarinense do dia seguinte. O pior vem agora, na sequência de jogos contra times da parte de cima, de reconhecida superioridade técnica e que terão na vitória sobre o alvinegro uma obrigação. Sem poder de reação algum, com a moral derrubada e sem fato novo ou coelho na cartola que indique uma reviravolta, os próximos jogos serão uma via crucis para o torcedor alvinegro.

Não tem muito o que argumentar, é esperar o final do Brasileirão e juntar os cacos para 2013. Talvez lutar pela dignidade para não terminar na lanterna ou com uma pontuação menor que o Avaí do ano passado.

Bem melhor do que ficar batendo em algo que já se sabe que não vai render mais nada.