sábado, 27 de outubro de 2012

Criciúma ganha mais uma daquele jeito...

Rodrigo Vilalba / AE
Ô time que gosta de emoção esse Criciúma...

Jogo ruim, goleiro sai contundido, toma 1 a 0, e eis que a virada aparece em mais uma daquelas situações incríveis e inimagináveis típicas de um time iluminado. Vamos falar a verdade: foram dois gols de pelada. O primeiro, num chute fraco de Zé Carlos que bateu na canela do zagueiro pra entrar. O outro foi de Lins, criticado, esquecido, jogado lá no banco, que entrou em campo numa situação de "vamos ver no que dá" e aproveitou uma pixotada da defesa do Guarani para fazer um gol importantíssimo.

Colocou o Tigre de novo na liderança, com dois jogos em casa pela frente, Joinville e São Caetano.

Caso o time vença o JEC e o Atlético-PR bata o azulão, teoricamente faltaria um pontinho para a Série A. Quer saber? Não tem mais jeito, é muita continha para um time que tá numa fase tão boa que quando a qualidade não colabora, bate o fator sobrenatural pra consertar as coisas. A luta, e essa promete ser dura, é pelo título.

Aí a história muda um pouco, pois o time não retomou o embalo depois da saída de Lucca e fez duas atuações complicadas contra Barueri e, hoje, contra o Guarani. Nos jogos contra JEC, Azulão e Atlético, o bom futebol tem que reaparecer. Não vai ser todo dia que presentes assim vão aparecer.

No mais, o JEC voltou a empatar em casa com a apatia de quem mostra rodada após rodada que não merece o acesso neste ano.

Sábado que vem tem clássico no Heriberto Hulse, Tigre x JEC. E eu vou pra Criciúma ver esse jogão.

Causos do JASC: Fritz e o narrador "debilitado"

Os Jogos Abertos de Santa Catarina estão chegando, e lá vou eu pra Caçador para a minha 14a. edição. Nesses anos a gente ouve histórias, causos e experiências de coberturas esportivas que, quando contadas, causam muitas risadas.

E já que teve gente que provocou, é hora de contar alguns desses causos aqui no Blog, pra ficar eternizado. A história abaixo quem me contou foi meu parceiro Giovani Ricardo, da Rádio Cidade.

Conta ele que há mais de 10 anos, com as dificuldades de linhas de transmissão da Telesc, era comum as emissoras de rádio formarem uma cadeia para a transmissão de vários eventos simultâneos. Comandados pelo saudoso Rodolfo Sestrem, um time de radialistas estava a postos, cada um em um ginásio, para mais uma tarde de transmissões.

E o tio do Giovani, o narrador Valdomiro Grundmann, foi escalado para transmitir mais uma rodada do Bolão. Com ele, um alemão chamado Fritz. Valdomiro tinha comido aquela saborosa feijoada e partiu para a cancha, e Sestrem iniciou a transmissão do dia.

Eis que a feijoada fez efeito, e Valdomiro precisou ir ao banheiro, sem antes deixar um recado para o Fritiz: "Ô alemão, eu vou no banheiro, podes ficar ouvindo, mas não encosta nesse microfone!!"

E nisso a transmissão rolou. Lá pelas tantas, um giro no placar. E lá vem o Sestrem:

"Teeemmmmpo e placar nos Jogos Abertos de Santa Catarina, aqui no futsal Blumenau vence Chapecó por 1 a 0, e aí no basquete, Borbaaa?"

E ele foi girando, um a um, os locais de competição. Finalmente, chegou a hora do Bolão:

"E coooomo está a situação do bolããão, Valdomiro Grundmannn?"

Nada, nem um sinal, e o Fritz lá ouvindo. Foi assim por uma, duas, três, quatro vezes, e nada do Valdomiro "se recuperar" e voltar pra cancha e começar a dar informações. E o Fritz lá atento.

Na sexta vez, Sestrem tentou novamente falar com Valdomiro:

"Vamooooss veeeer se temos notícias do Bolããão. Aloooo Valdomiro Grundmann!!"

Agoniado, o Fritz olhou pro microfone e resolveu dar uma satisfação. Ele respondeu, e o diálogo segue:

"Arô!"

"Aleluuuuuuia Valdomiro Grundmannnn!!! Como que está a situação do Bolão aí???""

"Nein nein, aqui non é o Valdomiro, é o Frritz. O Valdomiro foi dar uma cagada e xá vollta"

Silêncio na transmissão por cinco minutos. Ninguém conseguia transmitir mais nada.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Não teve contraprova

Luiz Henrique / Figueirense FC
Se o Figueirense quisesse convencer a mim e a muito torcedor desconfiado depois daquela vitória em Porto Alegre, deveria dar a contraprova e vencer o Botafogo no Scarpelli.

Não teve contraprova alguma, bem longe disso. Derrota merecida de uma defesa confusa, um ataque que, me desculpe o Julio César, tem um cone junto com o Aloísio no ataque. O baixinho tenta, sozinho, achar espaço para atacar, esperando alguma bola enfiada que chegue nos seus pés. Esse é o que a gente pode dizer que é o esquema tático alvinegro.

Lá atrás, a zaga bate cabeça e hoje, contando com participação do Wilson no segundo gol. O Botafogo pressionou, contou com a boa fase do garoto Bruno Mendes e a experiência de Seedorf para construir o resultado e conquistar uma importante vitória.

Se tem alguém que ainda esperava um milagre, acho que hoje foi a prova final de que não tem jeito. Agora é pensar no ano que vem, colocar a garotada pra jogar, colocar alguns de férias, enfim... fazer o balanço antes das férias coletivas.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

A rodada: Criciúma bobeia, JEC e Avaí mostraram que a Série A não é com eles

Três derrotas catarinas na Série B nesta terça. O Criciúma em mais uma daquelas situações inacreditáveis. Já Joinville e Avaí deram mais uma prova de que acesso, pelo menos nesse ano, não é com eles.

Era goleada, quase virou uma virada

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
Estádio lotado, torcida eufórica, a possibilidade de manter a liderança da Série B e o acesso cada vez mais perto. Deu tudo errado, e quase que o raio caiu de novo no mesmo lugar e outra improvável virada aconteceu. O Tigre não perdeu para um time do Z4. Perdeu para um Barueri que Roberto Cavalo conseguiu arrumar. Eram cinco jogos sem derrota e uma limpeza no elenco que fizeram o time render. E esse osso duro de roer acabou estragando a festa do Criciúma que começou sonolento a partida, e quando acordou, já tinha tomado três gols. A linha de zaga e o goleiro Michel Alves estavam de tal forma fora do jogo que o ataque do time paulista tinha uma facilidade enorme para criar as jogadas. Teve o time que tomar o quarto gol para acordar.

Paulo Comelli, que colocou Rodrigo Tiuí no lugar de Giovanni Augusto no primeiro tempo, delegando a Kléber a tarefa de armação, foi feliz numa troca que, na teoria, teria tudo pra não dar certo. O segundo tempo foi de pressão, vários gols perdidos e dois feitos, que criaram uma expectativa de virada no final. Mas era tarde demais, e a liderança virou terceira colocação.

A conta do acesso é bem simples: vencer os dois próximos jogos contra Guarani e Joinville, e torcer para que o São Caetano perca suas partidas contra Vitória e Atlético-PR, dois confrontos diretos. O problema é recobrar os sentidos. Depois daquela goleada em casa para o América, o time demorou algumas partidas para voltar ao rumo das vitórias. O acesso é fato, a briga é pelo título. Que o time volte a jogar bem contra o Guarani e mostre que, sem Lucca, o alto rendimento pode continuar

Série A de 2013 não é para o bico de JEC e Avaí. Hoje, mais uma prova.

Duas atuações abaixo da média, mais uma vez. O Joinville em Goianinha e o Avaí em Bragança dão provas em cima de provas que a limitação técnica os impedem de querer algo melhor neste ano.

Frankie Marcone / AE
O Joinville tinha um jogo difícil, com os resultados paralelos favorecendo. Mas o espírito de Leandro Campos ainda paira sobre a interina comissão técnica tricolor. Irrita ver um time que precisa vencer insistir em jogar de forma excessivamente defensiva, com Lima isolado na frente, quando é mundialmente sabido que o camisa 9 não funciona jogando dessa forma. O América gostou do jogo, foi montando seu esquema e construiu o placar. Quando a vaca ia para o brejo, Serrano colocou Aldair, que deu a referência na frente e fez, finalmente, o time funcionar, tanto que o primeiro gol saiu. Mas aí o goleiro Jair, que entrou no lugar de Jhonatan, expulso, fez uma lambança infantil e acabou com o ânimo que restava. A culpa do resultado não foi toda dele, mas dá pra colocar uns 30 ou 40%. Agora com o fim de 2013 decretado, a diretoria pode pensar direito em quem será o técnico que vai arrumar o time pro ano que vem.

Felipe Granado / Globoesporte.com
Já o Avaí repetiu a pobreza técnica e de espírito do treinador para perder para o fraco Bragantino. Se no jogo contra o Goiás Fábio Santos veio do nada para o time titular, dessa vez foi Jeferson Maranhão, que surgiu para envergar a camisa 10 do time. Obviamente, não funcionou. O time avaiano jogou em ritmo de pelada de fim de ano de firma, sem foco algum na partida. Coisa de quem entregou os pontos. Uma exceção: Evando, que mostrou a vontade que os outros deviam mostrar.

Quanto vai demorar para o Avaí começar a reestruturar o time pra 2013? Esperar o campeonato terminar pra remontar tudo só em dezembro? Hora de ver se Argel é o cara pro ano que vem (eu acho que não), colocar a garotada pra jogar, ver quem tem motivação pra permanecer. Isso é o que pode e deve ser feito nesses duros jogos finais.


domingo, 21 de outubro de 2012

Polidoro Júnior lança livro sobre o Estádio Adolfo Konder nesta segunda

O amigo e companheiro de RICTV Polidoro Júnior lança nesta segunda, no Hotel Majestic, o livro "Futebol, o jogo da memória: Um estádio no coração da cidade".

A obra traz muitas fotos e histórias sobre o Estádio Adolfo Konder, também chamado carinhosamente de "Campo da Liga" e "Pasto do Bode", que se localizava exatamente onde se encontra o Beiramar Shopping.

Eu já dei uma folheada no livro e achei sensacional. Ele virá com uma caixa especial e é uma obra de colecionador, para que fique eternizada a história de um local que tem lugar importante na memória do futebol de Santa Catarina.

Eu, que sou da geração que pós-Adolfo Konder, parabenizo o Polidoro pela iniciativa. Vai trazer boas lembranças para quem viveu aquela época, e vai contar a história pra quem nunca esteve lá. Que é o meu caso.