quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Sérgio Soares, interessante opção avaiana

O Avaí traz para o seu projeto 2013 um técnico que não é um superstar, mas também não é totalmente desconhecido.

Dentro do patamar técnico-financeiro que o clube se encontra, Sérgio Soares não é um nome ruim.

Pelo menos vem sem rejeição alguma. O que, na pressão que o clube vive, é uma excelente notícia. Ele vai poder trabalhar em paz e, quem sabe, trazer opções novas de atletas para o Campeonato Estadual.

Soares não treina um time desde agosto, quando foi demitido do Cerezo Osaka do Japão. Mas tem um bom conceito no interior paulista. Não figurava nas listas de favoritos. E chega com uma responsabilidade enorme. Em 2010, ele chegou a negociar com o clube, mas acabou não vindo. Me lembro bem de ter recebido no twitter de um dirigente avaiano a afirmação de que "esse nome nunca treinará o Avaí".

Mas como não tem verdade no futebol que dure muito tempo, ele chega, amanhã sela o casamento e todos juntos vão tentar fazer o time funcionar, e de preferência, gastando o menos possível.

Só que treinador novo e sem rejeição não é tudo: a fama de mau pagador do Avaí já foi escancarada pelo próprio clube depois daquela nota mequetrefe pedindo com carinho ao Flamengo que pague o que lhe é devido. Jogador bom só vai vir com garantia que receberá em dia. E isso aí não é tarefa do Sérgio Soares, é dever da diretoria.

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Balanção 2012: Chapecoense

A partir de hoje, o Blog vai trazer em alguns posts análises individuais dos cinco principais times de Santa Catarina. Hoje, todo mundo vê o resultado final, mas analisando a temporada como um todo, você encontra muitas respostas.

Veja o caso da Chapecoense. Pouca gente deve lembrar do que aconteceu no dia 29 de abril, quando o Avaí fez uma virada espetacular dentro da Arena Condá e se classificou pra final do Estadual, sendo campeão mais pra frente. Era uma vaga certa na decisão que acabou indo embora em alguns minutos, que gerou uma grande decepção e, na carona, provocou mudanças no time para a Série C, principalmente na atitude. O torcedor saiu do estádio incrédulo diante do que aconteceu.

Chegou a Série C, o time agregou algumas peças e a campanha da primeira fase não foi nenhuma maravilha, principalmente fora de casa. A classificação veio, e o adversário era o Luverdense-MT, que vinha de boa campanha mas acabou eliminado, devido ao fator Chapecó. Dentro de casa, o Verdão fez o que não tinha feito no Estadual e conseguiu tranquilidade para garantir a vaga no Centro-Oeste.

São histórias que vão pros livros, mas que a partir de agora fazem parte do passado para a Chapecoense. O clube, que contava com o forte apoio do empresariado para juntar dinheiro na conta para montar o time, vai "se assustar" quando pousar um cheque de quase 2 milhões de reais na secretaria do clube. Vai ser uma situação completamente diferente do que o clube viveu na sua história. Esqueça aquele time simples e eficiente, com vários jogadores coletados aqui na Região Sul. Na Série B, a história é outra, com uma faixa salarial maior, onde o que me preocupa mais é a habilidade da diretoria em "fincar o pé no chão" nesse campeonato que é traiçoeiro.

Eu acredito muito no trabalho da diretoria de futebol do Verdão, mas que eles tenham na cabeça que, a partir de agora, eles não podem errar para não correr o risco de voltar pro inferno da Série C, onde vários grandes clubes estão lá patinando. Uma oportunidade única que não pode ser desperdiçada.

Uma cara nova que já pode aparecer no estadual, com a base do time de 2012 que fatalmente terá reforços que toparão encarar um projeto de Série B. A Arena Condá, que terá um novo e moderno gramado, continuará sendo a grande arma do time. Se fazer a tarefa de casa, a chance de título estadual é grande. E se a diretoria souber lidar com a boa realidade, o Verdão do Oeste vai saber fazer o que eu espero de todo o time que estreia numa Série B: fincar os pés no terreno e se manter. Acesso pra Série A ainda é uma coisa que precisa ser bem trabalhada.


Catarinense 2013 sem televisionamento aberto definido

Faltando menos de dois meses para o início do Estadual, ainda não há definição sobre o televisionamento aberto do campeonato. O contrato de três anos com a RBS TV encerrou neste ano, e muita negociação aconteceu, sem sucesso. É bom lembrar que o contrato com as transmissões em Pay-per-view do Premiere FC ainda está em vigência e, logo, ninguém vai ficar sem ver seus times em ação.

Os problemas são, na ordem: dinheiro e divisão dos valores, o que está gerando estresse no relacionamento entre clubes.

A primeira parte: depois de receber menos de R$ 2 milhões neste ano, os clubes fizeram uma pedida alta, para tentar se equiparar aos clubes pequenos do vizinho Rio Grande do Sul: um dirigente me contou que os clubes catarinenses pediram nada menos que R$ 6 milhões para vender os direitos. Tanto RBS quanto RIC, que foram procurados por um representante da agência que faz as negociações em nome dos clubes (e recebe 12% do valor da cota, quem me lê sabe que considero isso um absurdo, os clubes poderiam negociar eles mesmos e não pagar comissão), deram negativa quase que instantânea. Esse é o primeiro impasse, que está bem longe de uma solução, a não ser que os clubes baixem a pedida, o que leva para o outro problema.

Agora, a segunda parte: único integrante da Série A do Estado, o Criciúma quer receber uma parte maior que o grupo de times da Série B, que agora tem um novo integrante, a Chapecoense, que recebeu no Estadual o equivalente a um clube pequeno (pouco mais de 130 mil reais) e que, por justiça, tem todo o direito de receber maior reconhecimento. Figueirense e Avaí, times que não passam por boa fase financeira, mas que é de uma praça forte, precisam de mais dinheiro, e aí está feito todo o nó.

A RIC Record, como declarou o Polidoro Júnior no Clube da Bola sábado, está fora da negociação se as bases assim permanecerem. Já a RBS TV ainda tem uma válvula de escape, podendo exibir jogos do Carioca, Paulista e Gaúcho como preferir, nas praças que o produto der mais audiência. Mas o cenário para exibição em TV aberta do Catarinense, hoje, não é nada promissor.


Nesta semana, novos encontros acontecerão para tentar achar uma definição.


É tudo muito complexo: no Paraná, o Londrina negou a oferta de 320 mil reais da RPC para a transmissão do Paranaense, e avisou que só fecha por 600. Sem a assinatura do contrato, os jogos do Tubarão não terão TV aberta.

E é bom lembrar que, como a Chapecoense subiu para a Série B, todos os seus jogos também entram no pacote do pay-per-view. Não vai ser fácil pro pessoal daqui montar estrutura pra acompanhar cinco times ao mesmo tempo.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Figueira e Joinville fecham a temporada: um perdendo, outro com um caneco

Chegou ao fim de forma oficial a temporada do futebol em Santa Catarina. O Figueirense confirmou a pior campanha de um time catarinense na história dos pontos corridos no Brasileirão, enquanto que o JEC não terminou o ano de mãos vazias. É um título de Copa SC, é verdade, mas garante mais um troféu na sala e uma vaga na Copa do Brasil, que traz um dinheirinho bom.

O Figueirense tomou 3 do Coritiba de uma forma até melancólica, sem encontrar outro termo mais apropriado. Repleto de juniores, em um campo encharcado, contra um time infinitamente maior. Não houve dificuldade nenhuma para o Coxa, que termina o Brasileirão na zona intermediária. No fim, o jogo só serviu para consolidar a estatística e marcar o fim de um ano que prometia ser bom, mas que acabou da pior forma possível. E pensem na minha situação, que escreveu a reportagem para a revista Placar empolgado com a campanha arrasadora do alvinegro no Estadual, que desmoronou no Brasileiro. Faz parte. A partir de amanhã, começa o ano de 2013. E é muita coisa para arrumar em pouco tempo. O time será remontado com o campeonato catarinense em andamento.

Ja o Joinville leva a vaga na Copa do Brasil depois de patrolar em casa o fraco Marcílio Dias, outro que teve uma temporada para esquecer. Foi o time que mais jogou no ano (66 partidas), tinha a proposta de permanecer na Série B lá no começo do ano, e conseguiu. A conjuntura do Brasileirão levou a uma situação de G4, mas, diante do que foi prometido, a missão foi cumprida. Com o título da Copinha, o terceiro do clube, o time termina o ano sem turbulência, com o tempo claro para planejar o próximo ano. E a vida segue.

Durante a próxima semana o Blog vai publicar grandes balanços separados dos clubes. É bom olhar o ano como um todo, e não só o brasileirão, para traçar um bom raio-x do que aconteceu e o que poderá melhorar em 2013.