sábado, 22 de dezembro de 2012

O Ranking "BdR" do Futebol Catarinense em 2012

Pelo quarto ano, o Blog do Rodrigo apresenta o seu ranking de clubes. O Ranking "Blog do Rodrigo do Futebol Catarinense 2012" traz, com base nos resultados de cada clube na temporada, a classificação dos melhores do Estado. Quem não passou pelo Blog antes, o ranqueamento do ano passado está aqui, e os critérios de cálculo estão neste post.  Cálculos feitos, vamos à classificação. Algumas explicações vão junto, com a somatória dos pontos de 2010 (metade de 2011), de 2011 (peso 0,7) e 2012 (peso 1), além da colocação no ano anterior.


RANKING "BLOG DO RODRIGO" DO FUTEBOL CATARINENSE 2012



1) Figueirense (7,38 + 18,39 + 17,45 = 43,22 pontos) 2011: 1o.
O Figueirense mantém a liderança, mesmo perdendo quatro pontos em relação ao ano passado, por alguns motivos: primeiro, porque ainda traz uma gordura da excelente pontuação do ano passado; segundo, pela excelente campanha no Estadual, onde chegou bem na contagem de pontos. E terceiro, pela má campanha do Avaí na Série B e o péssimo estadual do Criciúma, que conquistou apenas 27 pontos e não conseguiu empurrar sua média pra cima. A liderança está bem ameaçada para 2013, pois a gordura acabou.



2) Avaí (7,59 + 11,89 + 20,77 = 40,25 pontos) 2011:2o.
O Campeão Estadual permanece em segundo, com apenas um décimo de diferença na média em relação ao ano passado. Conquistou 42 pontos no Estadual, mas a fraca campanha na Série B não colaborou na melhora da pontuação. Pesa ainda contra o Leão a lanterna na Série A de 2011, que derrubou a média do ano passado. O Criciúma, que engatou uma arrancada neste ano, já está perto e tem enormes chances de ultrapassar o Avaí no ranking 2013.



3) Criciúma (4,98 + 12,41 + 22,71 = 40,10 pontos) 2011:5o.
O Criciúma sobe duas posições em relação a 2011 e ficou a 0,15 ponto de ultrapassar o Avaí. Foi o time com a melhor média do ano: 22,71. O motivo de não conseguir colocação melhor é simples: o desastroso primeiro semestre do time, que conquistou apenas 27 pontos no Estadual e foi sorrateiramente eliminado da Copa do Brasil. Na Série A de 2013, e se fizer uma boa campanha, o Criciúma tem tudo para ser o novo líder.

 

4) Joinville  ( 5,27 + 13,18 + 19,39 = 37,85 pontos) 2011: 3o.
O JEC consegue dois pontos a mais em relação ao ano passado, mas acabou sendo ultrapassado pelo Criciúma e seus 73 pontos na Série B. O time fez um Estadual apenas razoável e no Brasileirão conseguiu importantes pontos. Terá que fazer um 2013 espetacular para subir no Ranking



5) Chapecoense  (4,42 + 13,28 + 17,39 = 35,09 pontos) 2011: 4o.
Melhorando em quase dois pontos o seu resultado anual, a Chapecoense, com 34 pontos no Estadual e 33 na Série C, volta para a quinta colocação. Em 2013, quando estiver na Série B, com pontos que tem peso maior, o time entra na briga direta no grupo de cima. Aí vai depender do que o time fazer no Estadual e Brasileirão. Pesará contra o fato do Verdão do Oeste não jogar a Copa do Brasil.


6) Metropolitano (4,12 + 7,74 + 14,65 = 26,51 pontos) 2011: 7o.
Com uma boa campanha na Série D (foi líder do Grupo, embora não tenha conseguido o acesso), o Metropolitano ultrapassa o Brusque e conquista a sexta colocação do Ranking. 2013 promete uma briga boa com o Atlético de Ibirama. Quem terminar o Estadual na frente deve aparecer aqui no ano que vem. Vale ressaltar que o Metrô conseguiu ganhar 3 pontos em relação ao resultado do ano passado.



7) Atlético de Ibirama (3,63 + 7,95 + 14,74 = 26,32 pontos ) 2011: 8o.
O Atlético foi penalizado por não ter jogado a Copa Santa Catarina. Fez um bom estadual mas, por não ter jogado uma segunda competição, acabou zerando na Copinha. É o mesmo caso do Metropolitano. Se fizer um estadual melhor que o rival de Blumenau, assume a sexta colocação.



8) Atlético Tubarão (4,03 + 7,93 + 9,55 = 21,50 pontos) 2011: 10o.
O Ex-Cidade Azul é conhecido por fazer boas campanhas nas fases de classificação da segundona, mas não consegue a classificação na hora H. Isso se reflete aqui no ranking: somando as médias, o time fica à frente de times da primeira divisão e até dos dois clubes que conseguiram o acesso à elite de 2013.


9) Guarani (3,00 + 6,09 + 11,08 = 20,17 pontos) 2011: 15o.
O Bugre palhocense, melhor campanha da Divisão Especial, sobe seis posições e, pela primeira vez, aparece no top 10 do Ranking. Nada mais justo para quem conquistou a Divisão de Acesso e fez uma temporada tão boa.



10) Camboriú (2,22 + 7,88 + 8,92 = 19,01 pontos) 2011:12o.
O Camboriú fecha o Top 10 do Ranking. Não fez lá um excelente estadual, mas conseguiu ser melhor que os terríveis Brusque e Marcílio Dias. A má campanha na Copa SC também colaborou para a pontuação desse ano. Mesmo assim, houve uma pequena melhora em relação a 2011.


11) Brusque (4,61 + 8,95 + 4,21 = 17,77 pontos) 2011: 6o.
O Brusque despenca cinco posições no Ranking de maneira justíssima. Afinal, foram apenas e tão somente oito pontos em dezoito partidas no Estadual, além da desistência da Copa Santa Catarina. A situação só não é pior porque o time ainda tem uma pequena gordura do ano passado. Pontuação ridícula na temporada: conseguiu fazer menos que o Porto, penúltimo colocado da Divisão Especial.


12) Juventus (1,51 + 6,09 + 9,92 = 17,52 pontos) 2011: 18o.
O moleque travesso sobe seis posições com a vaga garantida na primeira divisão de 2013. Foram 43 pontos na Divisão Especial que o colocam na 12a colocação aqui no ranking.




A seguir, o restante da classificação: 
 
13)    Caçador (2,00 + 5,18 + 10,33 = 17,51 pontos) 2011: 19o.
14)    Marcílio Dias ( 4,13 + 6,94 + 6,08 = 17,15 pontos) 2011: 9o.
15)    Hercílio Luz (2,68 + 7,45 + 7,00 = 17,13 pontos) 2011: 11o.
16)    Imbituba (3,94 + 4,28 + 8,70 = 16,91 pontos) 2011: 13o.
17)    Concórdia (4,12 + 4,20 + 8,00 = 16,32 pontos) 2011: 14o.
18)    Biguaçu (0,00 + 6,16 + 7,67 = 13,83 pontos) 2011: 24o.
19)    XV de Outubro (3,15 + 3,97 + 6,67 = 13,79 pontos) 2011: 17o.
20)    Inter de Lages (1,80 + 4,82 + 6,40 = 13,02 pontos) 2011: 20o.
21)    Porto (1,75 + 6,07 + 4,67 = 12,47 pontos) 2011: 16o.
22)    Jaraguá (0,00 + 2,33 + 8,33 = 10,66 pontos) 2011: 28o.
23)    Oeste Chapecó (0,53 + 5,25 + 4,80 = 10,58 pontos) 2011: 21o.
24)    Caxias (3,10 + 1,87 + 3,33 = 8,30 pontos) 2011: 23o.
25)    Navegantes (2,63 + 0,00 + 2,80 = 5,43 pontos) 2011: 27o.
26)    Pinheiros (1,40 + 3,05 + 0,00 = 4,45 pontos) 2011: 25o.
27)    Joaçaba (2,10 + 1,40 + 0,00 = 3,50 pontos) 2011: 22o.
28)    Próspera (2,22 + 0,00 + 0,00 = 2,22 pontos) 2011: 26o.
29)    Maga (0,00 + 0,00 + 1,20 = 1,20 pontos) 2011: 34o.
30)    Blumenauense (0,70 + 0,00 + 0,00 = 0,70 pontos) 2011: 33o.
31)    Videira (0,23 + 0,00 + 0,00 = 0,23 pontos)  2011: 29o.

Observações: para fins de ranqueamento, foram considerados como mesmas equipes: Camboriuense e Camboriú, NEC/Caçador e Navegantes e Imbituba e CFZ Imbituba. Ambos trocaram de nomes, mas usaram a mesma vaga nos campeonatos estaduais.

Lembre-se: para ver as regras do cálculo de pontuação, clique aqui.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Balanção 2012: Avaí

O segundo semestre avaiano praticamente apagou o título estadual conquistado de forma épica contra o Figueirense, campeão dos dois turnos e até então o melhor time. É a tônica de um Leão que teve altos e baixos, e que termina o ano numa crise, sem dinheiro e tentando montar um time bom e barato para 2013.

O Campeonato Estadual do Avaí ia em banho maria até o intervalo de um certo jogo em Chapecó. Perdendo a partida, o time conseguiu uma virada histórica que mudou a moral do time de uma forma incrível. O time tinha a melhor dupla de zaga do campeonato (Leandro Silva e Renato Santos), o craque (Cléber Santana) e um ataque em boa fase que tinha um garçom como poucos. O time encaixou, e combinado com uma atuação iluminada no jogo de ida da final, o título estadual veio de forma incontestável, mais pela união do conjunto do que pela qualidade individual.


Mas existe aquela máxima do "catarinense não é parâmetro", e a própria dinâmica de 38 jogos da Série B é diferente do mata-mata do Estadual, onde o time, fechado com Hemerson Maria, conquistou o caneco. Tudo ia bem até a cena da foto ao lado. O castelo começou a desmoronar com a saída de Carlito Arini e a chegada de Marcelinho Paulista. O presidente Zunino chegou a dizer que era pedido de um parceiro que até hoje não apareceu. O elenco não gostou, Hemerson durou mais algumas rodadas, o dinheiro não apareceu... E aquele time que dava gosto de ver jogar ficou pelo caminho. Ainda sobrevivia com a qualidade individual de Cléber Santana, mas quando ele acabou indo para o Flamengo, era hora de desejar um Feliz 2013.

Os erros da diretoria avaiana só acumulavam: acreditaram no discurso do Flamengo na venda de Cléber e Renato Santos e, como era esperado, não receberam. Ao invés de optar por um discurso duro de quem tomou um calote, e até tentar tomar providências legais, o clube solta um comunicado que só falta chorar de joelhos pedindo um dinheirinho. Os salários foram atrasando, os jogadores que Marcelinho Paulista contratou não trouxeram qualidade, e o final de ano avaiano terminou numa grande decepção. Partindo do princípio que o time estava ajeitado e foi perdendo peças aos poucos, em um problema criado onde não existia na saída de Arini, nem é necessário dizer de quem é a culpa, se não do presidente que não mostrou pulso em situações-chave.

Sem dinheiro, o Avaí apostou em Sérgio Soares e no seu conhecimento em jogadores de boa relação custo-benefício. O rebaixamento da Série A cobrou a conta em 2012, e no próximo ano o clube tem que esquecer o glamour e partir para o prático. Mas antes, precisa resolver o seu buraco financeiro. Não tem treinador com vontade que vai trazer jogador com o clube devendo pra atleta. Até agora, só chegou um zagueiro, que foi rebaixado com o péssimo Barueri neste ano. O time será montado durante o Estadual.

A maior interrogação de 2013 chama-se Avaí Futebol Clube.


terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Balanção 2012: Criciúma

Fica até fácil avaliar e elogiar o ano do Criciúma depois de um acesso para a Série A e uma comemoração que foi longe no Sul do Estado. Mas olhando o ano como um todo, o torcedor teve muito o que se preocupar. No fim deu tudo certo, graças a uma guinada provocada por um péssimo resultado no Estadual.

Vamos lá pro início do ano: depois de um começo promissor na Série B de 2011 e um final melancólico, Márcio Goiano teve a incumbência de fazer uma senhora limpa no elenco e montar o time para o Catarinense. Não deu certo, e ele não aguentou sequer um mês de campeonato, sendo demitido na metade de fevereiro. O primeiro semestre, leia-se Estadual, foi um desastre: o time ficou em sétimo no catarinense, com um futebol abaixo da crítica, e acabou eliminado da Copa do Brasil com uma goleada contra o Atlético-PR. Por causa disso, e já adiantando, o time não será o líder do Ranking BdR que será divulgado mais para a frente.

O gerentão Rodrigo Pastana trouxe Paulo Comelli como plano B em Abril (o nome da vez era o de Toninho Cecílio) e a coisa funcionou de forma espetacular. O time engrenou uma série de vitórias, mandava dentro de casa e conquistava importantes pontos fora. Fora isso, Zé Carlos desandou a fazer gols, Lucca resolveu brilhar depois de uma apagada passagem por Chapecó e, em questão de dias, o Tigre era falado aos montes Brasil afora. Era o time da moda, e todos queriam saber o segredo do time, que conseguiu alguns resultados improváveis nos acréscimos. A sorte estava do seu lado.

Time esse que começou a perder um pouco do encanto na reta final. O título poderia vir com tranquilidade, não fossem os tropeços dentro do Heriberto Hulse, onde o time era imbatível, contra o rebaixado Barueri, Joinville e São Caetano. Menos mal que a gordura acumulada e alguns resultados-chave fora de casa foram acontecendo, e o acesso virou uma realidade.

Analisando com a cabeça fria, depois da festa, e focando na montagem do Tigre para 2013, é bom notar que o time de Paulo Comelli encaixou de forma fantástica até certa parte da Série B. Com os buracos e solavancos da maratona de jogos, os parafusos começaram a apresentar folga, as lesões apareceram (principalmente a de Lucca), e o futebol não era o mesmo.

Mas a vaga na Série A coloca o time em um outro patamar. Os quase 2 milhões de reais de cotas de TV vão se transformar em mais de 16. Os planos de sócios terão os preços majorados e, obviamente, a qualidade do time terá que ser outra. Alguns jogadores do grupo do acesso poderão ficar, mas a reestruturação terá que ser grande para colocar o time na condição de não passar sustos em seu retorno à elite. As contratações terão que ser estratégicamente calculadas, sabendo dosar os muito experientes com as apostas, afim de ter um elenco equilibrado.

Antenor Angeloni trouxe Pastana e Comelli e chegou ao objetivo que ele traçou lá atrás quando trouxe Argel para a Série C: a elite. Agora o presidente terá que lidar com a grandeza do que conquistou. A torcida tricolor pega junto, mas é exigente. E o título estadual, que não vem desde 2005 quando Vágner Carioca fez aquele gol salvador em Ibirama, passa a ser uma obrigação, já que o clube é o único catarinense na Série A e precisa mostrar sua força no âmbito local.