quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Figueirense

FIGUEIRENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de junho de 1921
Cores: Preto e Branco
Estádio: Orlando Scarpelli - 19.908 pessoas
Presidente:  Wilfredo Brillinger
Técnico: Adilson Batista
Ranking "BdR" 2012: 1o. Lugar
Catarinense 2012: Vice-campeão


De volta à Série B com um rebaixamento mais do que merecido, o Figueirense tenta se reerguer depois de uma hecatombe que fez ruir tudo o que se falava de bom do time, nas duas derrotas para o Avaí que custaram o título estadual. Era um time que tinha ganhado tudo e foi assunto nacional pelo fato de ter conquistado os dois turnos sem levar o caneco, fruto do péssimo regulamento. Mas na hora de confirmar o favoritismo, o time do então técnico Branco falhou. Veio Argel Fucks, Helio dos Anjos, Márcio Goiano... Ninguém que tenha dado jeito em um clube que fervia nos bastidores e não rendia dentro de campo. O rebaixamento iminente acelerou o rimo das mudanças no clube, que acarretou no início de uma nova era: com a saída de Nestor Lodetti, Wilfredo Brillinger, que era o dono da empresa parceira do clube, resolveu assumir a presidência e não precisar dar satisfação pra ninguém nos seus atos. Decisão polêmica, mas referendada pelo conselho do clube. Aí ele começou sua gestão, fazendo uma limpa nas principais lideranças dentro e fora de campo, tirando Wilson, Fernandes, Renan, Chico Lins, entre outros. O objetivo: dar tranquilidade para o novo presidente implantar o seu sistema, sem resistências.


A primeira contratação de Wilfredo veio no ano passado, e podemos dizer que, hoje, ele é a principal estrela do time: Adilson Batista, paranaense de 44 anos, que treinou o próprio Figueira em 2005, quando ainda buscava o seu espaço. Depois disso, construiu carreira, treinou grandes clubes, mas vinha num vaivém grande nos últimos anos. Após 170 jogos comandando o Cruzeiro em dois anos, passou pelo Corinthians e não conseguiu se fixar por um bom tempo nos clubes onde passou. Seu último foi o Atlético-GO, que acabou rebaixado. Mesmo assim, Batista é um nome experiente, que topou o projeto de assumir um clube da Série B para buscar um novo gás na carreira. E está colocando seu nome nesse projeto alvinegro, em um ano chave.


E a montagem do elenco alvinegro, que não tem mais os seus ídolos, tem nomes novos e rodados que sejam da extrema confiança de Adilson Batista. O time titular vai sendo esboçado, com o lateral Peter, o zagueiro Douglas, vindo do Red Bull-AUT, o volante Tinga, ex-Palmeiras, o meia Danilinho e os atacantes Felipe Nunes e Marcelo Toscano. Esses não são tão conhecidos, mas o polivalente William Magrão, o atacante Eliomar, o meia Maylson e o lateral Wellington Saci nós já sabemos do seu futebol. É neste ritmo de novos ares, com uma profunda reestruturação e um novo presidente, que o Figueirense apresenta as suas credenciais para 2013. E vai ser necessário ter um pouco de paciência, já que o time iniciou os trabalhos com bola cerca de uma semana antes da estreia. Entrosamento não se adquire de um dia para o outro.

O novo Figueira de Wilfredo e Adilson começa a ser desenhado para tentar o acesso na Série B. Claramente, o Estadual servirá de termômetro para sentir o andamento do time, principalmente na cobrança em cima daqueles nomes que não são tão conhecidos do torcedor e precisam mostrar serviço. Deu pra ver a liberdade que Adilson Batista, um técnico que não aceita influência externa, teve, pelo menos em parte da montagem do elenco. Trouxe para seu grupo algumas peças importantes para gerenciar uma estrutura ainda em formação. Naturalmente, o Figueirense é um favorito ao título, mas os resultados aparecerão lá no segundo turno. Os primeiros jogos serão uma verdadeira pré-temporada para o time, que optou por não fazer testes antes da estreia em Palhoça. Daqui a um mês veremos o que esse time será capaz.



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