sábado, 16 de fevereiro de 2013

Figueira vence o clássico com a cabeça de Douglas e polêmica de Celinho

Esperava muito mais do clássico da capital, pela importância do jogo e pela situação na tabela dos dois times. Mas a noite de sábado reservou um jogo de baixo nível, com arbitragem terrível e o gol de um achado do alvinegro: Douglas, zagueiro que veio de trás para fazer o que o ataque alvinegro não conseguiu fazer. Só que, mais uma vez, Celio Amorim, conhecido por suas marcações polêmicas de pênalti, apareceu no final para colocar o jogo nas polêmicas de clássico que serão discutidas por um bom tempo.

A verdade é que dá pra contar nos dedos o número de chances reais de gol na partida. Se Marcelo Toscano perdeu uma chance clara no primeiro tempo, Felipe Alves fez lambança no segundo, na mais clara oportunidade do jogo.

Jogo truncado, com forte marcação no meio, sem os sistemas de armação funcionando. Marquinhos foi segurado pela marcação alvinegra, que teve o trabalho facilitado pela falta de um "plano B" do adversário. O Figueira até conseguiu descolar jogadas pelas laterais, mas esbarrou na ineficiência da dupla de ataque. No segundo tempo, os espaços aumentaram, mas o preparo físico dos dois times não era o mesmo.

Atrás do placar, Sérgio Soares não fez nada além do previsível. Não apresentou um fato novo para a partida. Trocou seis por meia dúzia, sem tentar ousar abrindo mão de um homem de marcação para colocar alguém mais a frente. O adversário agradeceu e conseguiu segurar. Contou com a sorte, é verdade, no gol perdido por Felipe Alves, mas venceu quem foi melhor. Não tão superior assim, mas melhor diante de um jogo nada animador.

Mas aos 48, em uma bola de escanteio, saiu o chute a gol que bateu no braço do zagueiro alvinegro e fez a bola subir. Para mim, foi pênalti. Mas pênalti não marcado não é gol. Celinho fez uma arbitragem confusa, deixou o pau comer na partida e errou em um lance-chave. Mas se não fosse Felipe Alves, talvez o final da história seria outro, e sem polêmica.

O Avaí dá adeus ao primeiro turno enquanto o Figueira segue na cola da Chapecoense. Além de secar o adversário do Oeste, o jogo da próxima semana em Criciúma é uma decisão para o time de Adilson Batista.

Mas o jogo traz um aviso: chegando ao final do turno, com os times entrosados, ambos os times precisam melhorar muito, principalmente do meio para a frente. Quem achar a equação correta primeiro tem chance maior de se dar bem.

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