domingo, 3 de março de 2013

Faltou futebol no domingo. Que venha o returno

Não sei qual dos dois jogos que assisti neste domingo foi pior. Dois jogos muito fracos em Camboriú e Blumenau. Chegamos à metade da fase de classificação, e tem gente tendo que melhorar muito, mas muito mesmo, não só pra se classificar para a fase final, mas já pensando em Campeonato Brasileiro.

Rafael Nunes / Camboriú FC
Jogo de duas das piores campanhas em Camboriú. O Avaí, abusando de perder passes, achou um gol para vencer o jogo, em uma jogada rápida de Roberson para Nadson. E foi só. Partida chata, sem emoções que mais uma vez escancarou o baixo rendimento dos dois times. O Avaí, que achou um gol em Palhoça na quarta, foi lento, desorganizado e por alguns momentos trapalhão, tamanho o nímero de erros. Acontece que no futebol, as vezes, as vitórias encobrem esses erros. Quem olha para o resultado pode até aliviar Sérgio Soares e achar que houve algum tipo de melhora.

Não olho nesse prisma. O time é fraco, e tento me lembrar de qual foi a última vez que o Avaí teve um time tão ruinzinho. E se quiser se classificar, vai ter que fazer uma campanha de campeão do returno. O problema é ver esperança com tão pouco futebol, onde só o camisa 10 joga.

Em Blumenau, o Metropolitano venceu o Criciúma com um gol nos acréscimos. Venceu quem procurou um pouco mais o gol, em cima de um adversário que quis segurar o resultado. O Tigre fez um gol de pênalti, e o time da casa achou um gol num chute horrível de Rafinha que iria pra muito longe do gol, mas encontrou a cabeça de um gentil zagueiro tricolor no meio do caminho. No finalzinho, com um homem a mais em campo, Juliano Mineiro entrou para fazer o gol da vitória que põe mais pressão no Avaí e no próprio Tigre.

O problema do Criciúma é pior até porque se espera mais de um time que vai jogar a Série A. Aqui, o time contratou a rodo, mas as peças não funcionam no coletivo. No Sesi, foi um jogo de times que não quiseram ousar. Um esperava o outro pra ver no que dava, um sono total (potencializado pelo narrador do PFC que também não estava nem aí pro jogo, a briga contra o sono foi grande). Até houve um momento de mais "ousadia", se é que dá pra dizer isso, no segundo tempo, mas com a expulsão de Fábio Ferreira, o Tigre voltou a trabalhar pra levar um ponto para casa. De tanto tocar a bola de lado esperando o apito final de Heber Roberto Lopes, o Metropolitano fez valer a expressão "a bola pune" com um gol na última bola do jogo. Metrô, aliás, que parece ter reencontrado o rumo com a chegada de Abel Ribeiro. Pode fazer estrago na segunda fase.

O retuno começa no próximo final de semana. Pra trazer um parâmetro, em 2012 o Joinville foi o último classificado pelo índice técnico (entraram três) marcando 31 pontos. Hoje, Avaí e Criciúma tem 12 e 11 pontos respectivamente, ocupando sexta e sétima colocações na tabela. Terão que fazer belas campanhas nos nove jogos restantes, e isso significa não perder pontos para os pequenos e jogar bem contra os grandes. Mais a mais, a contagem regressiva para o Brasileirão está aí, faltando pouco mais de dois meses. Ainda há tempo, mas muita coisa tem que mudar.


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