terça-feira, 30 de abril de 2013

Desafio do maior público x TV para a praça = prejuízo

Li nos últimos dias alguns textos sobre a questão do público nos primeiros jogos das semifinais do campeonato. 12 mil e pouco no Scarpelli, em um sábado a noite, e pouco mais de 10 mil na Ressacada, num domingo a tarde, com TV aberta para a cidade do jogo.

Lá no final, na ponta do lápis, a média de público do campeonato fatalmente será menor que a do ano passado. Mesmo que os times tenham uma massa de torcedores fanáticos, sempre vai ter aquele que ficou na dúvida, não quis chegar tarde da noite em casa ou pegar trânsito no domingo e vai ficar em casa vendo pela televisão.

Ainda que não existam números exatos de quanto o pay-per-view do catarinense vende, os jogos da TV aberta que foram transmitidos para a praça neste ano e que assim serão nos próximos quatro tiram do estádio aquela percentagem do torcedor "em dúvida". E isso é dinheiro a menos entrando no caixa do clube.

Relembrando um post do Blog de 11 de janeiro (clique aqui): a emissora dona dos direitos de transmissão aumentou o seu teto de R$ 3,2 milhões para R$ 4 milhões sob a condição de liberar os jogos para a praça. Na ponta do lápis, tiradas as comissões, isso dá, mais ou menos, sessenta mil reais a mais para cada clube. Isso mesmo: os clubes cobraram 60 mil reais para colocar a emissora de TV como concorrente potencial para tirar gente dos seus estádios. Numa média de ingresso de 30 reais, isso dá 2 mil torcedores para todos os quatro meses do campeonato, fora o que eles podem gastar dentro do estádio. Os clubes fizeram um mau negócio de cabo a rabo. Dinheiro que não entra.

Voltando às semifinais, o Scarpelli teve um bom público com ingresso promocional, sem uma grande torcida visitante. Na Ressacada, o torcedor de Criciúma foi em maior número, mas o avaiano foi em número bem menor num domingo de sol a pino com TV aberta que dá pra ver em casa com uma cerveja gelada, sem trânsito nem estresse.

Tô pra ver um presidente de clube que vai dizer que errou na negociação. Os números dizem tudo.


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