sábado, 11 de maio de 2013

As 3 chaves para a primeira decisão

Vai começar a decisão do Campeonato Catarinense. Acho que, dessa vez, o jogo de ida tem uma importância um pouco maior que o habitual, justamente pelo fato do time campeão do returno, que teoricamente está na melhor condição, fazer o primeiro jogo em casa.

Alguns fatores-chave precisam ser observados para analisar o que pode ser o campeonato em cima dos primeiros noventa minutos da decisão:

Atenção para o regulamento: é bom lembrar que, diferentemente das semi-finais, a única vantagem que a Chapecoense tem na decisão é fazer o último jogo em casa. Em caso de empate em pontos e saldo de gols após os dois jogos, haverá decisão por pênaltis. Isso faz com que, teoricamente, uma derrota por um a zero não seja bom negócio para o time de Gilmar Dal Pozzo. Muda todo um desenho do cenário. Quem era mais defensivo terá que ter uma precaução a mais. Quem é mais ofensivo, vai ter que apertar mais. Nisso aí se encaixa o Tigre.

O que esperar do ataque do Criciúma: melhor ataque do campeonato, o Tigre vem de dois jogos ruins. Abusou de perder gol contra o Avaí e errou passes e chances demais em São Bernardo do Campo. Além de dar tranquilidade para o ataque colocar na rede as chances criadas, Vadão não terá Ivo para a primeira decisão. Ele optou por colocar João Vítor, um volante, para o seu lugar, tentando mudar o mínimo possível a marcação. Ele poderia colocar Tartá, de boa atuação na semifinal, mas talvez pensando em não se expor demais, vai deixar como opção para o segundo tempo. Tem os dois lados: pode dar muito certo com o time rendendo o habitual e o ataque acertando o pé, ou pode ser tempo perdido se não lançar o time para a pressão desde o início e não marcar gols.

Eficiência da defesa verde: Com uma forte linha de defesa e um zagueiro atuando como lateral-direito, a Chapecoense deve tentar explorar o contra-ataque em Criciúma. Tem meias como Neném e Athos para isso, além do oportunismo de Rodrigo Gral. Aí vem outra dúvida: isso não seria expor demais o time? Inevitavelmente é. Mas é a característica do time, que não se altera a essa altura do campeonato, com a decisão aí. O time verde, que começou as semifinais com um gol aos 10 segundos no Scarpelli que mudou o confronto como um todo, fatalmente não poderá contar com a mesma sorte. Um verdadeiro quebra-cabeça que Dal Pozzo terá que montar para não tomar um grande sufoco, equilibrar a marcação, ter um bom contra-ataque a disposição e, se tudo der certo, fazer um gol.




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