quinta-feira, 9 de maio de 2013

Lição da Arena: contra time grande não se perde chance

Luciano Moraes - ND
"A bola pune" e "quem não faz leva" são termos batidos no futebol, que servem como títulos para marcar a derrota do Joinville para o Santos na Arena superlotada.

A verdade é que, na situação do tricolor enfrentar um time de Série A, as chances que aparecem não podem ser desperdiçadas.

O time do JEC mostrou uma evolução interessante, comparando com a tragédia do Campeonato Catarinense. O time não pregou no final, cresceu na marcação e parece ter encontrado o caminho para, finalmente, ter um setor de meio-campo decente. O uruguaio Liguera não pode sair desse time, e Wellington Bruno, que está chegando, pode fazer a dupla com ele para o lugar de Marcelo Costa e Ricardinho, que tiveram muitas chances, mas pouco renderam.

Voltando pro jogo: muita marcação, jogadas ríspidas, e um time valente. Carlos Alberto, volante improvisado na direita, além de marcar bem, mostrou velocidade e jogou melhor que Fabinho Capixaba, que era o titular da posição. Aliás, os três melhores do JEC na partida foram marcadores: o sempre regular Rafael e Augusto Recife merecem destaque.

Foram pelo menos três chances claras de gol perdidas, a principal com Liguera, num daqueles lances que o torcedor está pronto para gritar gol. Inacreditavelmente ele perdeu, e na sequência, o Santos chegou à rede de Ivan na manjada bola parada de Marcos Assunção que achou Durval. Com bola rolando o Peixe não chegaria. Só na bola parada. E foi por ali que saiu a vitória santista.

São dois pontos: olhando no confronto da Copa do Brasil, o Joinville fez um excelente caixa com a partida e terá uma missão complicada no dia 22, na Vila Belmiro. Pensando no resto da temporada, o jogo de volta pode servir como um grande teste para a Série B. A responsabilidade de classificar é toda do Santos. Mas se o JEC mostrar o mesmo espírito de luta, caprichar nas definições e conseguir marcar pelo menos um gol na casa do adversário, quem sabe aconteça algo diferente.

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