domingo, 19 de maio de 2013

Sob a bênção de "São Bruno", o Criciúma é campeão

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
Não foi um espetáculo de bola. Mas em uma final de dois tempos de 180 minutos, prevaleceu quem jogou melhor nos primeiros noventa.

E no desespero final, surgiu a estrela de Bruno, goleiro que contava com a desconfiança de muito torcedor tricolor no começo do ano, por ter vindo da base. Hoje ele mostrou frieza e habilidade capaz de afastar toda e qualquer dúvida. Operou três milagres no segundo tempo e garantiu o décimo título do Tigre, colocando fim a oito anos de fila.

A Chapecoense lidou com suas dificuldades. Gilmar Dal Pozzo apresentou a melhor proposta possível diante da situação. Seu time não tinha características ofensivas. Precisou mexer no time para a situação de tentar a virada. Talvez tenha errado em deixar Rodrigo Gral, apagadíssimo em campo, até o final da partida. Poderia tentar algo novo sobre o desorganizado Criciúma, que abusou das bolas rifadas e sem fazer Nivaldo praticar nenhuma defesa significativa. De toda forma, o torcedor verde vai pra casa triste, é verdade, mas sem desapontamento nem revolta. A vaga na Copa do Brasil serviu como consolo.

No final do primeiro tempo, enquanto os jogadores do Verdão faziam uma reunião de motivação, os atletas do Tigre discutiam, cobrando atitude. Nada mudou, Vadão recuou o time, e permitiu o abafa da Chapecoense, que teve todas as chances possíveis.

E o Criciúma é campeão, depois de terminar em sétimo o primeiro turno, provocar uma reestruturação com Osvaldo Alvarez que deu certo. Ainda que falte um longo caminho e muita coisa há de se melhorar para a Série A, o caneco está em boas mãos.

E o recado vale para todos os times: o Brasileirão começa na semana que vem, e o nível técnico do Chevetão 2013 deu a letra: todos, sem exceção, precisam agregar em qualidade.

Lá em Criciúma, quem quer pagar promessa sobe a pé o morro do Caravaggio. Bruno merece uma estátua lá em cima.


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