quarta-feira, 12 de junho de 2013

Na B, enquanto o interior navega tranquilo, a capital...

A última rodada da Série B antes da parada para a Copa das Confederações consolidou a Chapecoense e o Joinville como os melhores times até agora. Se o período de 20 dias sem jogos fará bem ou mal, só saberemos lá na frente. Mas até agora, foram os mais eficientes.

A dupla da capital patina. O Figueira ainda não mostrou a que veio. O Avaí perdeu o técnico, que não deu jeito de fazer o time jogar.

Começando pelo lado bom: foi sofrido, mas a Chapecoense despachou o Paysandu com três gols de Bruno Rangel e manteve a liderança que impressiona o Brasil. Não só isso: seus atletas começam a chamar a atenção da turma da Série A que precisa de reforços. O Criciúma já disse que quer Fabinho Alves, enquanto já ouvi zumzum por Bruno Rangel. Interesses à parte, o time joga como gente grande, teve cabeça para assimilar o empate do time paraense e garantir a vitória. Some um time fechado, organizado e com estrela e você terá aí o líder.

Em Guaratinguetá, jogo que transmiti, o JEC chegou a dois números históricos: a milésima vitória e a chegada de Lima ao topo da artilharia do clube, empatando com os 130 gols marcados por Nardela. Só isso já valeria a vitória, mas há de se ressaltar como o time se uniu em torno de Arturzinho. Não foi um belo jogo, mas venceu quem foi mais eficiente. Lima está voltando a ser aquele Lima. Oportunista, decisivo e goleador. E o time começa, finalmente, a ganhar uma boa forma. Até a reestreia, contra o Sport, vai ter gente voltando pra ajudar, principalmente Eduardo, Liguera e Kim. Como que Arturzinho vai escalar, é problema dele. Certo é que não vai dar de reclamar de falta de opções. É o melhor elenco de SC. Vai ter gente boa no banco de reservas.

Não vi o jogo, pouco posso falar do Figueirense, que empatou em Fortaleza. O que dá pra dizer é que o time que tanto se esperava e até dava esperança com Adilson Batista, resolveu empacar e não dar arrancada que seus coirmãos do norte e oeste deram. Nada que a intertemporada não possa resolver, mas há aqui um sinal de aviso.

Marco Santiago / Notícias do Dia
Já o Avaí perdeu o técnico. Jogou mal, perdeu mais uma para o América e Ricardinho pediu para sair, antes que fosse demitido no dia seguinte. A verdade é que ele aceitou que não achou um jeito de Marquinhos e Cléber Santana jogarem juntos. Logo, o que tanto se esperava acabou indo por água abaixo. Some-se aí um ataque fraco e uma defesa desorganizada. É um dos times que agradece a paralisação, para que alguém chegue para reorganizar a casa e faça o time jogar bola com os seus dois craques. Não vai ser fácil, mas como diria um candidato derrotado nas últimas eleições, "dá pra fazer".

Certo é que os times do interior nadam de braçada e vão tranquilos para a intertemporada. Na região da capital, a preocupação vai ser grande.


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