segunda-feira, 1 de julho de 2013

Hora de voltar: Chapecoense

A partir de hoje, o Blog inicia uma rápida série sobre os times catarinenses nas Séries A e B do Brasileiro depois da parada de 20 dias da Copa das Confederações. Quem ganha, quem perde, para quem a parada veio em hora boa ou em hora ruim... Vamos ver no que dá.  Hoje, começando com a sensação da reta inicial de campeonato, a Chapecoense.

Time que lidera a Série B, com o melhor ataque (16 gols) e apenas cinco sofridos, e ainda tendo Bruno Rangel como artilheiro mais do que isolado com nove gols, a Chapecoense chega na continuação do campeonato com o Brasil olhando para ela com outro aspecto. Teve gente que colocou como favorito ao rebaixamento e o que se mostrou foi algo completamente diferente: time unido, focado, disciplinado e com um conjunto incrível. Obviamente que isso chamou a atenção de outros times.

A conta é simples: tá cheio de time da Série A que precisa de reforços urgentes. A janela do exterior está abrindo, mas o custo de importação é alto. Sobra a Série B, e a Chape é alvo das atenções, principalmente Bruno Rangel e o lateral Alan. O caso de Rangel me lembra muito o de Clodoaldo, atacante que marcou alguns gols pelo Criciúma no início da Série B e logo depois parou no Corinthians, pra depois desaparecer. Gilmar Dal Pozzo é outro que vai ser lembrado cada vez que um treinador cair no Brasileiro.

Aqui, dá pra ver a postura firme da diretoria verde: só sai se pagar a multa do contrato. O clube parece não ter dado ouvidos às propostas de trocas que pudessem tirar poder do time. Exigiu pagamento de multa para Alan, e o jogador acabou ficando. Mantém-se a base líder.

A Chapecoense foi o time que mais perdeu com essa parada. O time acertadinho deve continuar, pois não há motivo para perder o conjunto. Acontece que a pausa deu chance aos outros times para se reforçarem, treinarem muito e tentarem chegar no patamar do G4. Poderia até ter acumulado uma gordura, se o campeonato tivesse seguido. O time é bom, confiável e até trouxe alguns reforços para incrementar o banco de reservas. Rebaixamento não faz parte do vocabulário do time, e a batalha do acesso é algo real e possível. E se continuar a jogar com personalidade fora de casa, sem medo do adversário, vai ter gente ficando mais impressionada ainda.


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