quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A sirene tocou em Criciúma

O que antes era um sinal amarelo, daqueles intermitentes pedindo cuidado, ficou vermelho, trazendo com ele uma sirene das mais barulhentas.

Com mais uma derrota em casa, mostrando uma preocupante apatia diante da situação que "nada dá certo", o Criciúma entra na zona de rebaixamento em um cenário muito complicado. São onze pontos em doze jogos, e com a pior defesa do campeonato, agora com 22 gols sofridos, quase dois por jogo. Das sete derrotas, três dentro de casa. É demais. Faz parte da cartilha de quem vai cair.

É capaz de Vadão sobrar nisso aí. O time precisa de uma chacoalhada pra ontem, único fato novo diante de um mercado já escasso, onde a única fonte disponível é a Série B. Contra o Cruzeiro, me pareceu um time que aceita a queda de rendimento, e que de certa forma está entregando os pontos. O primeiro gol do Cruzeiro mostra a falta de concentração de Suéliton, aquele mesmo que arrebentou no Estadual. Aliás, falando em Campeonato Catarinense... Tem gente que esqueceu o futebol em Chapecó e não foi buscar, né Sr. Lins?

Tem muita coisa errada. O clube está com o departamento médico lotado, com jogadores como Daniel Carvalho, que muito custaram e muito pouco (ou nada) renderam. Tentou apostar em jogadores sumidos, como Morais, e não deu certo. Cassiano, que tanto se esperava, falha quando o time precisa dele. Existem exceções, como o garoto Bruno Lopes, um desconhecido em meio à tantos medalhões, que fez o seu gol. Não é uma caça às bruxas, mas a realidade está aí desenhada. Definição perfeita do meu amigo Denis Luciano: "foi montado um time de Série B na Série A".

Agora, é lutar diante da situação. Remotivar, tornar cada jogo uma decisão e, principalmente, fazer o time vibrar e ter um padrão de jogo convincente. Corrigir a peneira lá atrás e fazer o ataque ter uma melhora substancial.

Há tempo, mas é muita coisa pra fazer.

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