sábado, 12 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  - 20.000 lugares
Presidente: Nereu Martinelli
Técnico: Artur Neto
Ranking "BdR" 2012: 3o. Lugar
Catarinense 2012: 4o. Lugar



Entre os chamados clubes grandes do Estado, o JEC é o que tem o maior tabu: não vence o Estadual desde 2001, quando o time de Adão, Selmir, Perdigão e Perivaldo venceu duas vezes o Criciúma para dar a volta olímpica. Nesse tempo todo, o clube passou por momentos bons e ruins. Nos últimos anos, o tricolor de Joinville mostrou um franco crescimento, com o acesso da Série D para a B em dois anos. Em 2012, o time fez um Estadual razoável e cumpriu a sua missão no Brasileiro com louvor: o discurso era de se manter na Série B e objetivo foi alcançado. Sem dúvida, o Joinville alcançou um nível de maturidade que o faz apagar as tragédias do passado e dá boas esperanças para o futuro. E um dos responsáveis por isso é o presidente Nereu Martinelli, que é um dos meus dirigentes favoritos. Fala o que pensa, não hesita em dispensar um jogador que lhe trai com a palavra e que conseguiu um número recorde de patrocinadores para o clube. É ele que contrata os jogadores (o clube não tem diretor de futebol). "Excluí isso do meu quadro, porque se alguém tiver que assumir essa responsabilidade, boa ou ruim, eu assumo", disse o presidente tricolor.


O JEC, que teve Argel Fucks no Estadual e Leandro Campos por boa parte da Série B, aposta em Artur Neto para tirar o time da fila de 12 anos no Campeonato Catarinense. Curiosamente, Artur, carioca de 57 anos, foi o comandante daquele time que, ainda mandando seus jogos no velho Ernestão, conquistou os últimos canecos tricolores (ele também treinou o time em 2000, no título conquistado contra o Marcílio Dias).  Já treinou o Figueirense e o Criciúma aqui no Estado, além de uma longa lista de clubes pelo Brasil. Ele entra no Campeonato tendo que administrar uma natural pressão devida ao grande jejum no torneio local, mas com a responsabilidade de montar um time que entre de vez na briga pelo acesso à Série A.


E na preparação para 2013, o JEC tratou de reforçar os setores mais carentes do elenco, além de repor a saída de importantes jogadores, como o zagueiro Maurício e o volante Leandro Carvalho. Ficam importantes titulares, como o lateral-direito Eduardo, o goleiro Ivan e o atacante Lima (foto), o artilheiro do time, que já marcou 122 gols com a camisa tricolor, e que pode ultrapassar Nardela (que fez 130) como o maior goleador da história do Joinville. O atacante, que divide opiniões junto à torcida, é a principal referência ofensiva do clube. Das novas contratações, destaque para o zagueiro Rafael, vindo do Avaí, o volante Augusto Recife, ex-Cruzeiro e o bom meia Marcelo Costa, ex-São Caetano. Juntando com os remanescentes do time atual,  Artur Neto tem um elenco bastante competitivo para encarar o Estadual. Para a Série B, a história é outra. Mas aí vai ter tempo para reforçar mais o time.

O Joinville, puxado pela sua torcida que vem fazendo uma excelente média de público nos jogos na Arena, faz jus a sua condição de time grande do Estado e pode ser considerado um favorito ao título. Mas para confirmar esse favoritismo, é necessário que Artur Neto faça o time encaixar em campo, principalmente no que diz respeito ao sistema de marcação e na criação de jogadas para Lima. Se conseguir resolver essa equação, a chance do JEC sair da fila do título estadual, que já dura uma década, é grande.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

TV aberta para a praça, e outras receitas que os clubes perdem

A FCF ainda não divulgou a chamada "tabela desmembrada" do Estadual porque o contrato de televisionamento dos clubes com a RBS ainda não foi assinado. Até aí, tudo bem.

O que vai aparecendo com o passar dos dias são alguns detalhes desse contrato. Relembrando um pouquinho, a RBS tinha colocado um teto de negociação de R$ 3,2 milhões. Na negociação, acabou fechando por R$ 4 milhões. Mas não é um simples aumento de R$ 800 mil.

Os clubes aceitaram receber esse aumento no contrato sob a condição de que os jogos possam ser transmitidos para as cidades onde os jogos estão acontecendo. Ou seja: toparam ganhar algo em torno de 60 mil reais a mais (falando dos clubes grandes) abrindo mão das rendas que poderiam receber caso a exibição para a praça fosse proibida, como funcionava até o ano passado. E acho que, na ponta do lápis, e falando em time grande, o prejuízo será bem maior que esses 60 mil em todo o campeonato. Abre-se um precedente para que, por exemplo, o clássico da capital no turno e returno seja exibido para Florianópolis. Não é sacanagem da TV, de forma alguma. Está no contrato, com a aceitação dos clubes. Por causa disso que, por exemplo, o Guarani de Palhoça, um dos times que receberá a menor verba da TV, torce muito para que o jogo contra o Figueirense não seja o escolhido pela TV Aberta na abertura. Sabendo que as partidas contra a dupla da capital serão os de maior renda, uma transmissão para a praça colocaria tudo por água abaixo, em um clube que busca se estruturar.

Outro problema é o pay-per-view. Eu já trouxe aqui no Blog, que um dos grandes clubes receberá a módica quantia de R$ 90.100,00 e os restantes R$ 28.266,66 para permitir que suas partidas possam passar na lanchonete do outro lado da rua do Estádio, onde se vende cerveja. Claro que o dinheiro é importante, mas ele precisa ser bem calculado para que os clubes não façam qualquer negócio.

É bom ressaltar que, por regulamento que existe há anos, e isso não se discute, a FCF tem direito a 10% do valor das cotas de TV, conforme está publicado no Código Desportivo. Mas os 12% de desconto para a Agência de Publicidade poderiam ser evitados. Que se contrate a Agência por serviço executado.

Existem outras fontes de renda que os clubes, por subserviência e falta de atitude, deixam de faturar. Exemplo é o contrato com a Chevrolet que, segundo especialistas de São Paulo, rendeu algo entre 200 e 300 mil reais à FCF, que já comunicou que não repassará um real aos clubes. Em troca disso, segundo informou a própria GM em release enviado, a montadora poderá expôr automóveis do modelo Ônix nos estádios, além da colocação de placas de publicidade e até logomarca em banners de entrevistas. Enquanto os clubes catarinenses não receberão um tostão de uma empresa que colocará o nome no campeonato (e que duvido que alguém vá chamar de "Catarinense Chevrolet"), em outros o pagamento é bom. Ontem, em São Paulo, cada um dos 20 clubes que vão disputar o Paulistão ganhou um Cruze top de linha zerinho, em comodato, sendo que o modelo será trocado ao final do ano. Aqui não sobrou nem um Celtinha básico. A Federação Carioca não topou o acordo.

Vamos a outro exemplo, que já bati aqui no Blog, e acho que nunca nenhum clube quis perguntar: a Bola do Campeonato. Hoje, a Penalty fornece a bola do Estadual (foto), que deve ser comprada pelo clube mandante diretamente na FCF. Pergunto: uma empresa ingressa no campeonato catarinense, veicula a sua marca, não paga nada para os clubes que são os protagonistas, que ainda precisam pagar pelas bolas? Tá tudo errado. Caso fosse feito um processo comercial, quem desse a melhor oferta forneceria as bolas, e além de ganhar um dinheirinho, ainda não teria esse custo adicional. Essa negociação precisa pertencer aos clubes.

Se hoje o futebol catarinense tem cinco times nas Séries A e B, é por mérito deles com o seu trabalho. Mas, convenhamos, tem coisa que não está certa e poderia ser bem melhor. Será que os clubes sabem o tamanho do prejuízo que poderão ter liberando o televisionamento aberto para as suas cidades?


Catarinense 2013: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 22.000 lugares
Presidente: Antenor Angeloni
Técnico: Paulo Comelli
Ranking "BdR" 2012: 3o. Lugar
Catarinense 2012: 7o. Lugar

O único clube catarinense na Série A de 2013 ainda comemora o acesso conquistado no ano passado, em um ano que começou turbulento e terminou na glória. Quem puxar os arquivos pode ver que o time fez um Catarinense terrível e uma Copa do Brasil trágica, que forçou uma correção de rota no meio do ano, que não poderia ser melhor. Um time que chamou a atenção do país, com sua série de bons resultados, os gols de Zé Carlos, a classe de Lucca e a festa da torcida tricolor. Para ser o ano perfeito, faltou o título, que não veio por causa de alguns acidentes de percurso na reta final. Menos mal que o projeto do acesso não foi derrubado, premiando o sucesso do trabalho do presidente Antenor Angeloni, que trouxe o clube da terceira para a primeira divisão, e do administrador que ele contratou para o futebol, Rodrigo Pastana (foto), que ajudou a botar ordem na casa, age com habilidade na montagem do elenco e quer fazer o time não tomar sustos no Campeonato Brasileiro, além de brigar pelo título estadual que não fica em Criciúma há 8 anos, desde que Vágner Carioca fez em Ibirama o gol do campeonato de 2005.

E nada mais justo que o paulista Paulo Comelli, de 52 anos, o técnico responsável pelo acesso, permaneça no clube para uma das temporadas mais um importantes da história tricolor. Vindo do CRB, assumiu o time em abril após a demissão de Márcio Goiano, com a missão de arrumar uma casa que estava bem bagunçada. Com o auxílio da competente diretoria, ele montou um time estruturado, que deu uma boa resposta já no início da Série B, fazendo o time conquistar importantes pontos. De contrato renovado até o final do ano, Comelli tem pela frente um complicado desafio, mas com um investimento maior, novos jogadores de padrão Série A e condições de trabalho cada vez melhores. Não só ele, como todos os que acompanharam o Brasileirão, sabem que o Tigre subiu com total merecimento, mas para ter um 2013 sem desespero, é necessário qualificar, e muito, o elenco. Tanto é que, do renovado time-base, a grande maioria é composta por novos jogadores. Com um orçamento bem maior advindo das gordas cotas de TV, reforçar era mais do que uma necessidade. É uma obrigação.

E os treinamentos do Criciúma vão mostrando a cara do time para 2013. A diretoria agiu com extrema habilidade ao fechar o empréstimo de Lucca ao Cruzeiro recebendo em troca quatro jogadores que vão ajudar muito em campo, como o lateral Diego Renan e o atacante Fabinho. O zagueiro Fábio Ferreira, vindo do Botafogo, o volante João Vitor, do Palmeiras e o meia Tartá do Vitória, alguns titulares em suas equipes, colocam o Tigre não só como favorito ao título estadual, mas como na condição de ser um time que, na teoria, entra na Série A para brigar pela parte do meio da tabela. E todos trabalhando para abastecer o homem gol do time: Zé Carlos, o Zé do Gol, autor de 27 gols na Série B. Zé teve uma temporada 2012 abençoada, com a sorte de artilheiro e habilidade de quem conhece da função. É unanimidade entre a torcida, e terá que mostrar serviço no Estadual por dois motivos: primeiro, pela expectativa criada depois do último ano. E depois, pelas declarações em que ameaçou deixar o clube. No final, um pouco de conversa colocou tudo no lugar certo. Agora, é esperar pra ver se a ótima fase do camisa 9 vai continuar.

No papel, o Criciúma vai muito bem para o Campeonato Catarinense. Já está sendo montado para a Série A, com jogadores rodados, que vêm de grandes times, treinam em alto padrão e que trazem para o Tigre um favoritismo natural para colocar fim a um jejum de oito anos sem título. Para que a teoria se concretize na prática, falta só o time encaixar em campo. Tarefa para Comelli e a sua nova turma. Se isso acontecer, temos aí o maior candidato ao troféu de campeão.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Camboriú

CAMBORIÚ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 11 de abril de 2003 (como SD Camboriuense)
Cores: Verde e Laranja
Estádio: Roberto Santos Garcia (3.500 lugares)
Presidente: José Henrique Coppi
Técnico: Gilmar Gasparoni (Suca)
Ranking "BdR" 2012: 10o. Lugar 
Catarinense 2012: 8o. Lugar


O Camboriú surgiu na primeira divisão no ano passado e cumpriu a sua missão. Foi eficiente nos confrontos diretos contra Brusque e Marcílio Dias, beliscou mais alguns pontos dentro do Robertão e conseguiu se manter na primeira divisão. É um clube que não tem uma superestrutura, mas age com muita organização. Quem visita o Estádio Robertão (foto) vê um local pequeno, mas organizado e limpo, com um bom gramado, instalações legais para a imprensa e muita proximidade da torcida com o campo. O clube faz um trabalho muito forte de marketing na região para fazer a população da vizinha Balneário abraçar o "Cambura", que vai precisar de muito apoio para mais este Estadual, que promete ser mais difícil que o do ano passado.


Foto: Jornal Linha Popular
O clube manteve no comando técnico o homem que o conseguiu garantir na elite: o gaúcho Gilmar Gasparoni, o Suca (foto), de 52 anos, ex-jogador do Blumenau dos anos 90 e que ficou conhecido no Estado ao treinar o Brusque em 2008 e 2009, e a Chapecoense, no ano seguinte. Ele chegou a Camboriú em março do ano passado e, prestes a completar um ano no comando do clube, usou da sua experiência e tranquilidade para a montagem do grupo. Profundo conhecedor do futebol do Sul, Suca consegue montar times competitivos sem fazer gastos astronômicos. É bem o que o clube espera, e o treinador vem correspondendo às expectativas. Acompanhando algumas de suas entrevistas, Suca admite que ainda procura a formação ideal para o time. No jogo-treino que realizou contra o Operário de Ponta Grossa, por exemplo, usou dois times diferentes em cada tempo.


O time do Cambura para a sua segunda aparição na elite é um misto de jovens valores com atletas experientes bem rodados no futebol catarinense, caso do volante Alex Albert, ex-Metropolitano, e o veterano lateral Pereira (foto), de 37 anos, ex-Brusque, Juventus e Metropolitano, que mostra ainda muita velocidade, apesar da idade. O time base ainda conta com remanescentes do ano passado, como o bom atacante Clênio, o lateral William Dornelles, o meia Diego Jardel e o zagueiro Rodrigo, ex-Criciúma. No ataque, o Cambura conta com o experiente Sharlei, de 35 anos e 1,80m de altura, com uma longa ficha de clubes onde já atuou, ganhando destaque no interior do Rio Grande do Sul, onde passou pelo Brasil de Pelotas, Ypiranga, São Luiz, Santo Ângelo, entre outros.

O Camboriú é o time que tem uma das menores folhas de pagamento do Campeonato, e aposta na mesma combinação de 2012 para permanecer mais um ano na Divisão Principal. Suca terá o dever de fazer o time encaixar de tal forma que possa fazer frente aos grandes, principalmente dentro de casa. E vai precisar. Imaginando que o Estadual desta temporada terá um nível técnico bem maior, é necessário que o Cambura também tenha um crescimento. Se será o suficiente para o clube se manter na elite, só saberemos quando a bola rolar.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Atlético de Ibirama

CLUBE ATLÉTICO HERMANN AICHINGER
Fundação: 20 de setembro de 1951
Cores: Grená e Branco
Estádio: Hermann Aichinger - 5.000 pessoas
Presidente: Genésio Ayres Marchetti
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2012: 7o. Lugar
Catarinense 2012: 6o. Lugar



Historicamente, o Atlético de Ibirama sempre incomoda. Nunca, na história recente do Campeonato Catarinense, o time da cidade dos belos panoramas de pouco mais de 17 mil habitantes montou times fracos a ponto de brigar pelo rebaixamento. Pelo contrário. Duas vezes vice-campeão estadual, o Hermann Aichinger é uma pedra no sapato dos grandes, principalmente dentro do Estádio da Baixada. E este ano, a situação não será diferente. O presidente e patrono do clube, Genésio Ayres Marchetti, que perdeu a eleição para a prefeitura da cidade no ano passado, talvez tenha feito o maior investimento de todos os anos à frente do clube, sem ainda contar com os tão esperados milhões de uma eventual venda do atacante Leandro Damião, o qual tem uma boa parte dos direitos econômicos, para o futebol europeu.

E ele está de volta pra casa. Morador de Ibirama, Mauro Ovelha retorna ao clube onde começou a aparecer como treinador, depois de uma boa passagem na Chapecoense, e outras nem tanto no Joinville, Avaí e Caxias. Talvez a sua volta para o Atlético seja uma oportunidade de ganhar um novo gás, depois das últimas passagens turbulentas por Florianópolis e Caxias do Sul. Inegavelmente, a dupla com Marchetti traz bons resultados e fortes equipes. Com um orçamento interessante, Ovelha tem a oportunidade de montar um time com as suas características: experiente, com jogadores rodados e de sua confiança, que marque forte e não tenha medo dos adversários.



O torcedor verá em campo uma verdadeira seleção de jogadores que retornam ao clube, como o goleiro Paulo Sérgio, ganhador do título de melhor goleiro do último Gauchão, o zagueiro Jajá, o volante Xipote, o atacante Adriano e o meia Kilder. Juntam-se a eles jogadores que tem uma longa ficha de serviços prestados no futebol catarinense, como os zagueiros Dema e Neguete, vindos da Chapecoense, o também defensor Marcelo Bolacha, ex-Chapecoense e JEC, o volante Fabiano Silva, ex-JEC e Figueirense, e aquele que promete ser o cão de guarda do meio-campo: o bom volante Carlinhos Santos, 28 anos, ex-Joinville e Criciúma, que conheceu como poucos as dificuldades de enfrentar o Atlético. E agora, defenderá as cores grená e branco: "Sempre que eu vinha jogar aqui era complicado. Agora posso usar a meu favor. Se fizermos a lição de casa, certamente vamos arrancar pontos fora", disse Carlinhos.

Diante das fichas dos jogadores, dá pra desenhar como o Atlético jogará no Estadual sob o comando de Ovelha. Se vai ser forte a ponto de brigar pelo título, aí já é outra história. Dependerá de uma série de fatores, incluindo aí o preparo físico do time. Certo é que o time é o favorito para conquistar a vaga na Série D do Brasileiro. E sem contar que, se o clube precisar de algum reforço de última hora, o presidente está a postos para atender o treinador. O Atlético não brinca em serviço.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Bernardo Werner (Sesi) - 6000 pessoas
Presidente: Erivaldo Caetano Jr.
Técnico: Luiz Carlos Barbieri
Ranking "BdR" 2012: 6o. Lugar
Catarinense 2012: 5o. Lugar


Depois de uma boa campanha no Estadual passado e a desclassificação na Série D após terminar a primeira fase em primeiro lugar, o Metropolitano entra em mais uma temporada lidando com as dificuldades financeiras. A diretoria comandada pelo atuante presidente Erivaldo Caetano Jr., o Vadinho, corre atrás de fontes de renda para melhorar o clube e, principalmente, trazer títulos. O marketing funciona bem com a venda de camisas, a fundação de uma loja e o licenciamento de produtos, juntando com o apoio da mídia local, que atinge toda a região do médio Vale. Aliás, Vadinho foi, para este blogueiro, uma grata surpresa do último ano. Trabalhou muito para costurar acordos, vincular a imagem do clube ao nome da cidade e viabilizar um bom time. O quinto lugar do ano passado, sob o comando de César Paulista, foi um reflexo disso. O time só não foi mais longe porque perdeu muitos pontos dentro de casa, apagando os surpreendentes resultados como visitante.

O técnico do Metrô é o gaúcho Luiz Carlos Barbieri, de 55 anos, com passagens por vários clubes, e que marcou sua passagem no Estado com o título conquistado pelo Criciúma em 2005, na decisão contra o Atlético de Ibirama. Também passou pelo Joinville em 2007 e assumiu o clube de Blumenau no ano passado durante a Copa Santa Catarina, após a queda de César Paulista. É a segunda passagem dele por Blumenau. Barbieri tem reconhecido conhecimento do mercado do futebol e o clube aposta nisso para montar um elenco de qualidade que se encaixe no orçamento. É do tipo de profissional que gosta de frases de efeito, como ele mesmo reconhece: "Gosto de conversar olho no olho com o jogador. Esta é a melhor forma para se fazer entender. Também posso assegurar que minha experiência no esporte ajuda muito na hora de armar e explicar um esquema tático aos atletas"

Um torcedor do Metrô me questionou recentemente lá no Clube da Bola sobre o elenco verde para 2013. Não são muitos os novos reforços conhecidos aqui em Santa Catarina. Na verdade, não é uma preocupação negativa, mas é uma grande incógnita diante de alguns nomes que chegaram, como o volante Diego Martins e o atacante Vini Frasson. Mas é importante destacar que importantes peças do elenco verde permaneceram, caso do goleiro Flávio (ex-Avaí e São Paulo), o zagueiro Thiago Couto (ex-Brusque) e os meias Felipe Pinto (ex-Cianorte) e Thiago Cristian (ex-Brusque). Para reforçar a defesa, que caminha para ser escalada com três zagueiros, veio Linno, que disputou a Série B com o Joinville. Mas o principal destaque do time continua sendo o atacante Rafael Costa, o Pelezinho, de 25 anos, que durante a sua passagem pelo Avaí não conquistou o torcedor, sendo marcado na Ilha como jogador de baixa qualidade. Contratado pelo Metropolitano, Rafael se tornou o principal jogador do time e acabou sendo o artilheiro do último Estadual com 14 gols, empatado com Aloísio, do Figueirense. Ponto para a diretoria verde que conseguiu segurar o jogador. Mas o Metrô ainda foi atrás do chamado "medalhão" para atrair um pouco de atenção, sem sucesso. Por experiência própria, eu digo: melhor assim.

A meta do Metropolitano no Estadual é a mesma do ano passado: conquistar a vaga na Série D. Neste ano, a briga será um pouco mais pesada, principalmente contra um Atlético de Ibirama que investiu e montou um forte time. Alguns atletas experientes o time tem, resta saber como renderão esses nomes não tão conhecidos quando a bola rolar.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Juventus


GRÊMIO ESPORTIVO JUVENTUS 
Fundação: 1o. de maio de 1966
Cores: Grená, Preto e Branco
Estádio: João Marcatto (7.000 lugares)
Presidente: Jerri Back Luft
Técnico: Pingo
Ranking "BdR" 2012: 12o. Lugar
Catarinense 2012: Vice-campeão da Divisão Especial



Após três anos, o Moleque Travesso está de volta à primeira divisão, reestruturado. Após o rebaixamento em 2010, o clube passou por sérias dificuldades financeiras, chegando até a cogitar uma desistência. Mas um novo movimento comandado pelo presidente Jerri Back Luft (na foto, de camisa listrada) colocou as coisas no lugar. O resultado foi imediato: logo no primeiro ano, o tricolor de Jaraguá do Sul conquistou o acesso. Fruto de um trabalho pé no chão bem feito, com um bom trabalho de marketing e comunicação. Até loja oficial será inaugurada junto à sede do clube. A população jaraguaense sempre gostou de futebol, e o trabalho agora é fazer o Estádio João Marcatto lotar durante o Estadual. As melhorias estão sendo feitas, inclusive com a participação do presidente que, para economizar na mão de obra, resolveu colocar a mão na massa nas obras de adaptação da casa tricolor. “Quando a gente quer que as coisas aconteçam, temos que dar o exemplo e estar junto”, declarou o eufórico presidente.

No campo, há a continuidade do trabalho, com Luis Roberto Magalhães, o Pingo, de 45 anos, no comando técnico do clube. O ex-jogador de JEC, Botafogo e Grêmio ganha, com muita justiça, uma oportunidade de tocar o clube na volta à primeira divisão. Pingo já teve algumas passagens por Jaraguá, e a aposta na reedição da parceria em 2012 trouxe resultados. Ele aposta na base montada no ano passado para fazer um bom papel nesta temporada: "A equipe está praticamente montada, o que nos deu tranquilidade para a retomada dos trabalhos após as pausas de fim de ano”.


O time já faz os últimos trabalhos, com coletivos e jogos-treino com a base montada para a estreia no Estadual contra o Metropolitano. No elenco estão jogadores com passagens por clubes catarinenses, como o lateral Rodrigo Crasso (ex-Concórdia), o zagueiro Peixoto (ex-Camboriú) e o volante Anderson Pedra (ex-Joinville). Os destaques do time estão no ataque, com dois atacantes bastante experientes. A dupla ofensiva do Juve terá Lourival, o Rambo, ex-Brusque e Marcílio Dias, e Leandrinho, de 29 anos, revelado no Avaí e que estava no Guarani de Palhoça. Tem passagens por Brusque, Chapecoense, Criciúma e Metropolitano.

Todo time que vem da segunda divisão precisa, no primeiro ano em terreno novo, brigar para se manter na elite. O Juventus terá a menor verba da televisão e ainda se encontra em um processo de reconstrução. Talvez o acesso neste ano force uma correção de rota para antecipar os planos. Mas já que o time subiu, terá que encarar a bronca. E vai encarar as dificuldades para se manter na primeira divisão. O fato do time já estar pronto pode ajudar bastante na reta inicial do campeonato.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Série "Catarinense 2013" começa amanhã

Como todos os anos, o Blog trará, a partir dessa segunda-feira, posts com a análise individual de cada equipe para o Catarinense 2013. Quem briga pelo título, quem é uma incógnita e quem pode surpreender, além dos destaques de cada um dos dez clubes.

Não perca.