sábado, 19 de janeiro de 2013

E o campeonato começou. Avaí segura a vitória e Criciúma goleia

E a bola começou a rolar no Estadual, ainda sob a sombra das pré-temporadas dos times grandes. Nada de surpreendente.

Jamira Furlani / Avaí FC
O Avaí mostrou muita dificuldade para vencer o Atlético de Ibirama. Visivelmente sem ritmo de jogo, o time se atrapalhou na criação de jogadas e faltou perna no final, o que não é nada anormal em se tratando de um time que treina há duas semanas. O time de Mauro Ovelha, fechadinho, não conseguia articular no meio, tinha uma zaga que dava espaços e permitiu o gol do Avaí numa jogada que vai criar polêmica, já que Danilo, impedido, ameaçou chutar, mas Rodriguinho mandou pro gol. No segundo tempo, o time avaiano travou, e por sorte não tomou o empate e até a virada, com duas chances claras perdidas por Jean Carlos e Adriano. Dessa vez, Ovelha tem muito o que lamentar.

Marquinhos entrou bem, foi o melhor em campo, tentando compensar nas jogadas individuais a falta de um repertório mais vasto no coletivo. Mas ainda há gente pra estrear, muito o que conversar e entrosar. O Avaí é um time para dar um resultado sólido no returno. Se esse resultado vir antes, ótimo.

Já em Criciúma, o Tigre fez quatro gols no segundo tempo para fazer meia dúzia no pobre Camboriú, que de novo estreia no Estadual tomando goleada. Aqui, dá pra ver que o time de Paulo Comelli já apresenta um compasso de entrosamento melhor. Teve linha de passe, jogada trabalhada e qualidade individual com o novo time titular, reforçado com os vindos do Cruzeiro. O campeonato só está começando, mas o Criciúma já apresenta as suas credenciais, com um elenco que vai ganhar ainda mais força.

Cedo ainda pra indicar que é o time a ser batido, mas que a goleada traz bons presságios, isso não tem como negar.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A novela dos laudos com vários culpados

A FCF, amarrada por um Termo de Ajuste de Conduta assinado, vai baixar portaria nesta sexta avisando que as duas primeiras rodadas do Estadual terão portões fechados. O motivo é o atraso na entrega dos laudos por parte dos clubes. O Guarani de Palhoça (foto) terá seu estádio vistoriado na manhã de hoje pela Polícia Militar. Irredutível, o Ministério Público mandou fechar tudo.

Antes de baixar o sarrafo nos clubes, que tem lá sua parcela de culpa pelo atraso, há alguns fatos a ser considerados: o prazo estipulado pelo MP (15 de dezembro) é muito próximo ao dia que as vistorias foram realizadas. Ainda segundo o regulamento, os documentos deveriam ser entregues diretamente na Federação, que se encontrava em recesso. Ainda mais, ouvi de dirigentes a reclamação da demora na emissão dos laudos, também forçado pelo recesso de final de ano.

Algumas desculpas vão proceder, outras não. Fato é que nove dos dez clubes tem os documentos na mão, e nada os impede de receber os jogos. E mais, o que estava liberado em dezembro, também pode valer pra janeiro. E cria uma situação curiosa: quer dizer que os estádios de Avaí, JEC, Figueirense e Criciúma, que receberam jogos até o final do ano, estavam liberados há dois meses e hoje não estão mais?

Eu não tenho dúvida que os clubes vão conseguir judicialmente derrubar a teoria do Ministério Público.  Mas já que todos trabalham em prol da segurança dos torcedores, o que é importante, pergunto aqui por que esse acompanhamento das instalações dos estádios não são feitos de forma constante, até semestralmente, já que a maioria recebe jogos do Brasileirão durante o ano. Forçar o corre-corre de adequações nas festas de final do ano é bem complicado. Se fossem exigidas em outubro, por exemplo, tudo estaria bem mais tranquilo.

Agora, temos uma situação de incerteza, com clubes ameaçados de perder renda, mesmo com documentos na mão. E ainda, um membro do MP declara que a proibição valerá para a segunda rodada para punir de forma isonômica os clubes. Peraí, vamos partir do princípio que quem tem os documentos está liberado!

Eu acredito, pra não dizer que tenho certeza, que a rodada do final de semana terá público. É pelo bem do futebol, dos clubes e até da segurança, pois poderá criar confusão na portaria dos estádios. Mas a segurança do torcedor vale para todo o ano e todos os jogos, e não em uma vistoria de fim de ano, onde aquele corrimão solicitado poderá ruir dois meses depois.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Figueirense

FIGUEIRENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de junho de 1921
Cores: Preto e Branco
Estádio: Orlando Scarpelli - 19.908 pessoas
Presidente:  Wilfredo Brillinger
Técnico: Adilson Batista
Ranking "BdR" 2012: 1o. Lugar
Catarinense 2012: Vice-campeão


De volta à Série B com um rebaixamento mais do que merecido, o Figueirense tenta se reerguer depois de uma hecatombe que fez ruir tudo o que se falava de bom do time, nas duas derrotas para o Avaí que custaram o título estadual. Era um time que tinha ganhado tudo e foi assunto nacional pelo fato de ter conquistado os dois turnos sem levar o caneco, fruto do péssimo regulamento. Mas na hora de confirmar o favoritismo, o time do então técnico Branco falhou. Veio Argel Fucks, Helio dos Anjos, Márcio Goiano... Ninguém que tenha dado jeito em um clube que fervia nos bastidores e não rendia dentro de campo. O rebaixamento iminente acelerou o rimo das mudanças no clube, que acarretou no início de uma nova era: com a saída de Nestor Lodetti, Wilfredo Brillinger, que era o dono da empresa parceira do clube, resolveu assumir a presidência e não precisar dar satisfação pra ninguém nos seus atos. Decisão polêmica, mas referendada pelo conselho do clube. Aí ele começou sua gestão, fazendo uma limpa nas principais lideranças dentro e fora de campo, tirando Wilson, Fernandes, Renan, Chico Lins, entre outros. O objetivo: dar tranquilidade para o novo presidente implantar o seu sistema, sem resistências.


A primeira contratação de Wilfredo veio no ano passado, e podemos dizer que, hoje, ele é a principal estrela do time: Adilson Batista, paranaense de 44 anos, que treinou o próprio Figueira em 2005, quando ainda buscava o seu espaço. Depois disso, construiu carreira, treinou grandes clubes, mas vinha num vaivém grande nos últimos anos. Após 170 jogos comandando o Cruzeiro em dois anos, passou pelo Corinthians e não conseguiu se fixar por um bom tempo nos clubes onde passou. Seu último foi o Atlético-GO, que acabou rebaixado. Mesmo assim, Batista é um nome experiente, que topou o projeto de assumir um clube da Série B para buscar um novo gás na carreira. E está colocando seu nome nesse projeto alvinegro, em um ano chave.


E a montagem do elenco alvinegro, que não tem mais os seus ídolos, tem nomes novos e rodados que sejam da extrema confiança de Adilson Batista. O time titular vai sendo esboçado, com o lateral Peter, o zagueiro Douglas, vindo do Red Bull-AUT, o volante Tinga, ex-Palmeiras, o meia Danilinho e os atacantes Felipe Nunes e Marcelo Toscano. Esses não são tão conhecidos, mas o polivalente William Magrão, o atacante Eliomar, o meia Maylson e o lateral Wellington Saci nós já sabemos do seu futebol. É neste ritmo de novos ares, com uma profunda reestruturação e um novo presidente, que o Figueirense apresenta as suas credenciais para 2013. E vai ser necessário ter um pouco de paciência, já que o time iniciou os trabalhos com bola cerca de uma semana antes da estreia. Entrosamento não se adquire de um dia para o outro.

O novo Figueira de Wilfredo e Adilson começa a ser desenhado para tentar o acesso na Série B. Claramente, o Estadual servirá de termômetro para sentir o andamento do time, principalmente na cobrança em cima daqueles nomes que não são tão conhecidos do torcedor e precisam mostrar serviço. Deu pra ver a liberdade que Adilson Batista, um técnico que não aceita influência externa, teve, pelo menos em parte da montagem do elenco. Trouxe para seu grupo algumas peças importantes para gerenciar uma estrutura ainda em formação. Naturalmente, o Figueirense é um favorito ao título, mas os resultados aparecerão lá no segundo turno. Os primeiros jogos serão uma verdadeira pré-temporada para o time, que optou por não fazer testes antes da estreia em Palhoça. Daqui a um mês veremos o que esse time será capaz.



terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Avaí

AVAÍ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 1 de setembro de 1923
Cores: Azul e Branco
Estádio: Aderbal R. da Silva - 18.000 lugares
Presidente: João Nilson Zunino
Técnico: Sérgio Soares
Ranking "BdR" 2012: 2o. lugar
Catarinense 2012: Campeão


O Campeão Estadual vem para a defesa do título totalmente renovado e motivado por um segundo semestre turbulento que começou justamente depois do título conquistado de forma sensacional em duas vitórias contra o arquirrival Figueirense. A base foi se desmontando, os principais jogadores se foram, veio o atraso de salário... e todo mundo viu como o ano terminou. A exigência de uma boa temporada cresce com pressão da torcida que não vive nenhuma lua de mel com o presidente João Nilson Zunino, que entra em seu último ano de mandato disparando contra a imprensa e os empresários da bola. É nesse clima, com um misto de esperança renovada com a nova temporada, misturado com as críticas à diretoria, que o Avaí vem buscando seu 17o. título, no ano em que completa nove décadas de existência.

E dentro de campo a renovação é tamanha que não é preciso ter medo de falar "tudo novo". A começar pela contratação do paulista Sérgio Soares, de 45 anos de idade e oito como treinador. Ao contrário de Mauro Ovelha, Hemerson Maria e Argel Fucks, seus antecessores, Soares é um técnico que tem o histórico construído em São Paulo, de onde veio Marcelinho Paulista, o polêmico gerente de futebol que virou alvo da ira da torcida. Soares é um treinador de fala mansa, que vem com um desafio grande, e que precisa ser executado "pra ontem": comandar um processo de renovação que precisa trazer resultados ainda no Estadual.

Pelo time titular que se desenha no Avaí, aparecem poucos remanescentes de 2012: o jovem goleiro Aleks, o lateral Arlan e o meia Jefferson Maranhão estão entre eles. A renovação é grande, com a chegada dos zagueiros Pablo e Alex Lima, os volantes Alê e Ricardinho e os atacantes Nadson e Rodriguinho. Só com esses reforços confirmados até o final de semana, eu diria que o Leão 2013 é uma grande incógnita, não pela qualidade dos jogadores, mas pelo tamanho da mudança, com uma nova filosofia de treinador e atletas nem tão conhecidos. Mas o time ganhou um grande upgrade nesta segunda, com a confirmação do volante Eduardo Costa (foto), de 30 anos, que estava no Vasco e tem passagem pelo futebol do exterior e pela Seleção Brasileira. Junto com Marquinhos Santos, meia que ainda carece de confirmação e que traz consigo a paixão do torcedor,  a situação toma outra forma. São dois jogadores experientes, de destaque para o Campeonato Estadual, que trazem duas vantagens: além da qualidade individual, apagam o incêndio na torcida e trazem ao estádio muitos que estavam desconfiados. Moralmente, é um tiro certeiro.

Claro que no futebol ninguém joga com nome. Mesmo assim, o Avaí 2013 ainda é um ponto de interrogação. Não imagino o time dando uma resposta imediata no primeiro turno, até porque os trabalhos com bola começaram há pouco tempo, o desentrosamento ainda é muito grande e até as melancias de ajeitarem no caminhão, vai levar um tempo. Mas há de se admitir que a chegada de um volante experiente e um meia com habilidade e histórico dá muito mais esperança. Por isso que é bom esperar por uma segunda impressão antes de avaliar o que será do Avaí no Catarinão 2013.


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Guarani de Palhoça

SOCIEDADE ESPORTIVA, RECREATIVA E CULTURAL GUARANI
Fundação: 15 de fevereiro de 1928
Cores: Azul e Branco
Estádio: Renato Silveira (3.000 lugares)
Presidente: Amaro Júnior
Técnico: Hudson Coutinho
Ranking "BdR" 2012: 9o. lugar
Catarinense 2012: Campeão da Divisão Especial


O Guarani vive uma grande expectativa depois de retornar à elite depois de cinco anos, após conquistar o título da Segundona no ano passado. Afinal, o clube vive uma outra realidade a partir da assinatura de um contrato de gestão que durará 10 anos com a empresa "Par Esporte", comandada por Renan Dalzotto e o ex-jogador Sávio. Para os dois, é a oportunidade de iniciar um projeto próprio (Renan trabalhou anos no Figueirense), na primeira divisão e na Grande Florianópolis, em uma das cidades que mais crescem em Santa Catarina. Os desafios, institucionalmente, são vários. Além de enfrentar a natural concorrência de Avaí e Figueirense, que monopolizam as atenções na região, as reformas no Estádio Renato Silveira (foto) e a própria captação de recursos são os primeiros obstáculos da nova administração do Bugre, antes mesmo da bola rolar. Renan trouxe o competente Fernando Kleimmann, de destacado trabalho no Figueira, para organizar o trabalho de imagem do clube. No Estádio, novas arquibancadas, espaços cobertos e cabines de imprensa. Nada muito vultoso, mas para deixar o local arrumadinho e em condições de receber jogos da primeira divisão. Uma curiosidade: para os jogos contra Avaí e Figueirense, o clube destinará metade da carga de ingressos à torcida visitante. Pode parecer loucura, mas é por um bom motivo: vender a imagem de um clube que quer ter vida própria e criar torcedores próprios.

Desafios de estrutura à parte, a montagem do time obedece os critérios "pé no chão" para marcar terreno e não voltar à segundona. Todo o trabalho é comandando pelo competente Hudson Coutinho (foto), de 40 anos, que teve em Palhoça a primeira oportunidade de treinar um time profissional. O resultado não poderia ser melhor, e o novo comando do clube, que já conhecia o seu trabalho no Figueirense, não hesitou em mantê-lo à frente do time neste Catarinense. Preparador físico durante muito tempo, Coutinho aparece à frente de um time que se espera muito, pelo nome de seus gestores. Mas mantendo a serenidade, manteve alguns jogadores do elenco campeão da segundona (perdeu algumas peças que eram do Avaí por empréstimo) e partiu para as contratações, dentro de um teto salarial estipulado para montar um time eficiente.

Procurando qualificar mais o time, o time contratou jogadores rodados no futebol do Estado, como o volante Leandro Mello e os atacantes Uederson e Alan. Também vem aparecendo bem nos treinos outro nome ultrarodado no estado: o meia Maicon, de 30 anos, chamado de "Rei do Vale" por ter passado por todos os times da região. Vem aparecendo com destaque nos treinamentos, e aparenta ser o nome de referência do time. Outros jogadores que chegam são o lateral Sérgio Bueno, que disputou a Série B pelo Ipatinga, o atacante Chrys, que é filho do ex-jogador Ailton, campeão brasileiro pelo Grêmio, e o zagueiro Tiago Sala, ex-CRAC-GO. O ciclo de contratações ainda não está encerrado. Existe a possibilidade do empresário Eduardo Uram colaborar com o projeto do Guarani enviando alguns atletas que não conseguiram uma colocação neste primeiro semestre para Palhoça. Ainda não se sabe quem poderá vir (um dos nomes sondados é o de Coutinho, do Figueirense), mas essa situação será definida com o campeonato em andamento.

Obviamente, a primeira missão do Guarani nesta temporada é se manter na primeira divisão. Num segundo momento, e se o time encaixar, a Série D passa a ser objetivo. É cedo para dizer em que patamar o Bugre de Palhoça entrará no Estadual, mas de uma coisa eu tenho certeza: Sávio e Renan não estão entrando no projeto para brincadeira. Já fizeram um investimento bastante considerável e, obviamente, vão querer colher o resultado. Será bem interessante acompanhar como se comportará o novo Guarani em campo.


domingo, 13 de janeiro de 2013

Catarinense 2013: Chapecoense

ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá  - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Gilmar Dal Pozzo
Ranking "BdR" 2012: 5o. Lugar
Catarinense 2012: 3o. Lugar


O mais novo integrante da Série B do Brasileiro chega para a mais importante temporada da sua história. Após conseguir colocar fim ao tabu do "quase" conseguir o acesso, o time construiu dentro da Arena Condá a sua classificação para o mata-mata e matou o Luverdense dentro de casa para administrar na volta do Mato Grosso. Antes disso, no Estadual, o time que buscava o bicampeonato terminou com a segunda melhor campanha na classificação geral, mas acabou eliminado num apagão dentro de Chapecó no segundo tempo da semifinal contra o Avaí, que acabou dando a volta olímpica. Mas fazendo uma análise geral da temporada verde, não tem como não aplaudir de pé o trabalho do presidente Sandro Pallaoro, que enfrentaria uma chapa de oposição nas eleições do clube no fim do ano passado. Mas com um resultado tão importante, com o clube precisando de união para enfrentar uma competição que está num patamar jamais enfrentado pela Chape, todos estão unidos no objetivo de fazer o Verdão do Oeste não fazer feio em 2013.

Ex-goleiro do Avaí, Gilmar Dal Pozzo assumiu o comando técnico do time depois da saída de Itamar Schulle, que muito questionado, aproveitou o convite do Santo André para deixar Chapecó. Treinador de discurso forte, com toques de serenidade e pontualidade, Gilmar conseguiu colocar um padrão no time para que ele disparasse rumo à Série B. Catarinense de Quilombo de 43 anos e cinco como técnico, tem uma oportunidade inédita de trabalhar em um dos principais campeonatos do país. De contrato renovado e uma boa base mantida do ano passado, a Chapecoense entra no estadual sabendo da sua qualidade, que será mostrada no novo gramado da Arena Condá, que seguirá o padrão dos melhores do país.


O time que deve começar o Estadual é praticamente o mesmo que terminou a Série C, com as figuras carimbadas e consagradas do time, como o goleiro Nivaldo, o zagueiro Fabiano, o atacante Rodrigo Gral e os meias Athos e Neném. Reforços chegaram, como os zagueiros Thiago Saletti e Dão (ex-Luverdense) e os atacantes Bruno Rangel (foto), ex-JEC e Metropolitano, e o polêmico Ronaldo Capixaba, que não deixou saudade alguma no Avaí e no Criciúma. Rangel e Capixaba, aliás, fizeram a dupla de ataque campeã da Série C pelo Joinville em 2011. Na montagem do onze titular, Gilmar mexeu muito pouco no time, o que quer dizer que o padrão tático já está estabelecido no Verdão do Oeste.

Em tempos em que as equipes favoritas em sua maioria ainda vão buscar o preparo tático e físico, a Chapecoense começa o campeonato um passo a frente. Gilmar Dal Pozzo só vai precisar lapidar e corrigir falhas pontuais para entrar no Estadual. Seria o grande favorito ao primeiro turno, não fosse o problema de mandar os primeiros jogos no Estádio Josué Annoni, em Xanxerê, que é menor e sem a mesma qualidade da Arena Condá. Se a torcida conseguir neutralizar a distância e o time eliminar o fantasma dos jogos fora de casa que apareceu na Série C, o Verdão, que conquistou seus últimos títulos em anos ímpares (2007 e 2011, além de um vice em 2009), vem com tudo em busca do quinto caneco estadual.