quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Premiere FC diminui cobertura do Catarinense. Torcedores reclamam

Torcedores do Criciúma estão fulos da vida com o Premiere FC, canal da Globosat que cobra (caro) pelo pacote em pay-per-view do Campeonato Catarinense. Na primeira rodada, Guarani x Figueirense não passou. Ontem, o jogo Atlético de Ibirama x Criciúma, no Hermann Aichinger, não teve transmissão. Comparando com o ano passado, onde todos os jogos dos chamados "quatro grandes" foram exibidos, a cobertura diminuiu, o valor pago não mudou (se não aumentou) e já tem torcedor querendo procurar os seus direitos.

E vai continuar. Camboriú x Joinville, quarta que vem, não terá transmissão.

Funciona assim: a Globosat pede à FCF a alteração dos horários dos jogos, em duas faixas. O Premiere possui canais disponíveis (se não me engano, nove) e precisa distribuir os estaduais nestas faixas. Nas quartas, os horários são 19h30min e 21h50min. Dá pra fazer 18 jogos por dia. Caso não dê, os jogos são transferidos para a quinta, ou aos sábados, no caso do final de semana.

Logo, não tem jogo ao vivo no Premiere FC as 20:30, pois o canal não poderá ser dividido para um segundo jogo. Como Camboriú x Joinville não teve horário modificado, dois passaram para as 22h e um para as 19h30min, mais uma vez a Globosat abandona uma partida. Só no rádio.

Eu lembro de ter visto no começo do ano um comercial que vendia que todos os jogos teriam transmissão. No vídeo, botões dos quatro grandes clubes eram apresentados.

Tem torcedor que promete entrar com ações para reaver o que foi investido. Até vídeo de torcedor do Criciúma (que é time de Série A) ligando pra Anatel eu recebi hoje (veja abaixo). Eu conversei hoje pela manhã com o Fábio de Souza, que é diretor do Procon aqui de Brusque. Ele me passou que o cliente tem o direito de entrar com ação no órgão de defesa do consumidor para conseguir um desconto pelo jogo não transmitido ou outra forma de compensação. Eu tenho o caso de um amigo de Joinville que ingressou com ação e ganhou o pacote de todo o ano gratuitamente.

Segundo o procurador da república em Caçador Anderson Lodetti Cunha de Oliveira, que ingressou com ação semelhante contra a Sky em 2011, "Quem assina o PFC é porque quer acompanhar o seu time. O assinante que é torcedor cria expectativa para ver os jogos do fim de semana, programa-se e até deixa de assumir outros compromissos. A SKY parece ignorar essa realidade, e trata o consumidor de forma desrespeitosa."

Perdem os clubes com a exposição, perdem os torcedores que compraram o pacote querendo ver a partida. Aguardamos uma resposta.

Assista ao vídeo do torcedor indignado:

A rodada: Índio mostra as garras. Verde na frente

A rodada consolida a liderança da Chapecoense e do Metropolitano ao fim de duas rodadas. Cedo, muito cedo pra dizer quem é quem, mas há de se destacar que o time de Chapecó venceu dois times favoritos ao título. O Metrô também tem 100% de aproveitamento, mas a partir do jogo do final de semana em Joinville veremos se ele é tudo isso. A tabela as vezes prega peças.

Luiz Henrique / Figueirense FC
Vamos ao jogo que eu vi, que por sinal foi bem animado. O Figueirense fez 1 a 0 num sonolento Joinville, em um erro de Augusto Recife. Exatamente aos 28 do primeiro tempo, Lima perde um gol inacreditável e, do nada, a coisa mudou. O JEC resolveu acordar, conseguiu o empate, e o Figueira entrou num abismo de rendimento. Assistiu o adversário jogar no segundo tempo e tomou a virada, com Kim. Gérson Magrão era o único que mantinha a qualidade, trabalhando na criação de jogadas, mas não contava com alguém para alguma tabela ou chute a gol. O alvinegro achou o empate em um lance de sorte, com Lima cometendo a infelicidade de cabecear contra o gol. Não fosse isso, a vitória tricolor seria justa. Duas lições: primeiro, a que o JEC mostrou uma pequena evolução, com muito ainda o que arrumar, e jogadores que vieram do banco e mostraram algum serviço: Somália e Kim. No Figueira, o retrato da situação atual do time foi tirado hoje no Scarpelli. Agora, Adilson poderá ver onde realmente tem que mexer ou melhorar no time. Há buracos no meio, falta uma segunda opção de qualidade no ataque e muito entrosamento.

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
Em Chapecó, o time mais certinho dessa reta inicial de Estadual goleou o Avaí, outro time que já não tinha mostrado a que veio na primeira rodada. Temos aqui dois cenários: a Chapecoense está em ritmo de competição com seu elenco que pouco mudou para 2013, contra um Avaí que tomou um "choque de realidade" no Oeste. Tem jogador que falta estrear, mas só com o nome, ninguém vai a lugar algum. Vai ter sistema de marcação especial, dificuldade pra jogar fora de casa, arbitragem ruim... todos são fatores reais que precisam ser considerados. Enquanto isso, a Chapecoense vence dois times grandes com atuações convincentes.

Nos outros jogos, o Criciúma poupou jogadores para enfrentar o Avaí e acabou empatando em Ibirama, outro excelente resultado, tendo em vista as dificuldades de jogar no Alto Vale. Na próxima rodada, o Tigre completo poderá afundar um pouco mais o Avaí e será colocada a prova a condição do seu time titular, que passeou sobre o lanterna Camboriú e precisa de um teste mais forte. Já o Atlético ainda não é o Atlético que se espera. Como não vi o jogo, fica complicado saber o que está acontecendo.

E o Metrô chegou aos seis pontos ganhando do Guarani, enquanto que o Camboriú perdeu em casa para o Juventus. Vamos aguardar a rodada do final de semana, que é o prazo que costumo dar pra definir quem é quem no campeonato.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Quanto custa torcer no Catarinense 2013

O Blog traz nesse post os preços dos ingressos no Campeonato Catarinense 2013, para trazer um comparativo de quem tem o ingresso mais barato e o mais caro.

Os locais mais baratos para um adulto assistir um jogo estão em Blumenau e Ibirama. No Sesi e na Baixada, por 15 reais você garante ingresso de Geral. Se for estudante, ainda paga meia entrada.

Nas arquibancadas aparece grande variação. Em Blumenau (foto) , que pratica o preço médio de 25 reais, há a vantagem de todos os setores cobertos contarem com cadeiras, enquanto clubes como Chapecoense e Guarani cobrarem um preço maior por setores descobertos sem cadeiras.

E o prêmio do ingresso mais caro vai para o Figueirense, que cobra 50 reais para uma arquibancada descoberta. É o mesmo preço mínimo do Criciúma, mas lá no sul todos os setores são cobertos, apesar de não contar com cadeiras. (O alvinegro até está fazendo uma promoção que condiciona o desconto à compra de um talão da Timemania no estádio, mas já avisou que nos clássicos e fases finais a promoção não irá valer).

Muitos podem bater na tecla nas vantagens dos planos de sócio, mas vou aqui partir do princípio de que o torcedor tem o direito de não comprometer o seu orçamento mensal e, se quiser assistir a um jogo ou outro, por qualquer motivo, tem o direito de adquirir um ingresso a preço justo.

Confira quanto custam os ingressos em cada estádio do Catarinense, segundo informações fornecidas pelos clubes. Promoções especiais, por acontecerem em jogos isolados, não contam. Lembrando que todos eles podem ser adquiridos conforme a lei da meia-entrada.

Avaí: Setores B, F, G e H (descobertos): R$ 30 / Setores A, C, D E (cobertos): R$ 50

Figueirense: Setores descobertos: R$ 50 / Setor A (coberto) R$ 100

Joinville: Arquibancada (descoberta) R$ 40 / Cadeira Nível 1: R$ 60 / Cadeira Nível 2: R$ 70

Criciúma: Preço único R$ 50 (todos os setores cobertos)

Metropolitano: Geral R$ 15 / Cadeira Lateral R$ 25 / Cadeira Central R$ 50

Chapecoense: Arquibancada Descoberta R$ 30 / Arquibancada Coberta R$ 40

Camboriú: Preço Único - Arquibancada Coberta R$ 30

Atlético de Ibirama: Geral R$ 15 / Arquibancada Coberta R$ 25

Juventus: Arquibancada Descoberta R$ 20 / Arquibancada Coberta R$ 30 / Cadeira R$ 50

Guarani: Geral R$ 20 / Arquibancada preço único R$ 30

domingo, 20 de janeiro de 2013

Fim da rodada, visitantes dominam

Em Joinville, Jaraguá e Palhoça, os mandantes não deram conta do recado e perderam. E na briga pelo título do turno, nem precisa dizer que os pontos fora de casa podem fazer a diferença. Figueira, Metrô e principalmente a Chapecoense saem com essa vantagem

Carlos Junior / Notícias do Dia
Vamos ao jogo que vi e trabalhei, estreando na Transamérica em Joinville x Chapecoense. Vou voltar a bater na tecla que toda avaliação de time na primeira rodada é perigosa. Na Arena, o JEC enfrentou um time que soube o estudar. Após um primeiro tempo que teve bola na trave e gol marcado, Gilmar Dal Pozzo conseguiu identificar onde o Joinville era vulnerável, apertou a marcação, juntou com um Diego Felipe inspirado, e a virada veio de forma incontestável.

Poderia ser de mais, não fossem as importantes defesas de Ivan. Teve torcedor que protestou, mas a verdade é que Artur Neto, pelo menos no primeiro jogo, parece não ter encontrado ainda uma forma de atacar. Lima e Kim apagados, Marcelo Costa e Marcinho travados, foram envolvidos por uma Chapecoense que marcou forte e foi aos poucos implantando o seu jogo, que buscava o contra-ataque diante de um JEC que não fez Nivaldo trabalhar muito. Numa dessas brechas, aos 41 do segundo tempo, o Verdão do Oeste deu o golpe fatal.

Daniel Queiroz / Notícias do Dia
Em Palhoça, o Figueirense mostrou sua melhor condição e venceu um Guarani que ainda precisa de algo mais para enfrentar a turma de cima. E em Jaraguá do Sul, o Metropolitano voltou com a sua fama de visitante mau do ano passado: venceu o Juventus e pegará o bugre de Palhoça em casa brigando pela liderança.

Muito cedo para avaliar quem é melhor, mas dos cinco grandes, quatro venceram. E tem um time de Blumenau interessado em entrar no bolo.