sábado, 2 de março de 2013

Joinville patrola, e travessura no Scarpelli

Carlos Junior / Notícias do Dia
Nos dois jogos do sábado, uma goleada que chama muita atenção e mais uma aprontada do Moleque Travesso dentro de Florianópolis.

Em Joinville, Artur Neto deu uma tacada alta para enfrentar o Guarani. Seis alterações no time, sendo apenas duas por suspensão. E nem precisa dizer que a primeira impressão foi boa. Com 26 minutos, o jogo já estava 5 a 0. Dois novos volantes, Artur Maia no meio e Matheus Carvalho na frente trouxeram duas coisas que faltavam ao JEC: o segundo homem de armação e a opção de velocidade para fazer dupla com Kim (Ronaldo teve chances demais e não aproveitou). Ignorando o placar, se viu um time que, finalmente, dá sinais de evolução.

Eu sempre trago a teoria que é necessária uma sequência de jogos como "contraprova" da evolução do time. Nos dois próximos jogos, contra Chapecoense e Figueirense, as alterações de Artur, que diga-se de passagem foram bem feitas, serão testadas. O Guarani nem teve tempo para fazer uma graça, já que a fatura estava definida no meio do primeiro tempo.

E se tem alguém que sai derrotado da Arena, além do Guarani, é Lima. O resultado é uma vitória pessoal de Artur Neto. Deu o recado que não precisa dele no time, depois da goleada. Se os resultados colaborarem, o técnico vai conseguir deixar o atacante à distância, quieto no banco de reservas.

Luiz Henrique / Figueirense FC
No Scarpelli, o primeiro tempo dava pinta que o Figueirense não teria dificuldade para ganhar do Juventus. O jogo estava tão sob controle que o criticado Marcelo Toscano fez dois gols. Tanta facilidade talvez tenha feito relaxar.

Só que na segunda etapa, Pingo fez o Juventus jogar da mesma forma que no primeiro tempo contra o Joinville. Rápido, abusado, saindo na velocidade, usando Leandrinho como pivô e apostando nas boas jogadas de Giso, uma das boas surpresas do Estadual. E olha que o time de Jaraguá teve grande chance de virar o jogo.

O que dá pra tirar de conclusão do jogo: primeiro, que o Figueirense não é um time confiável, nem com a vice-liderança do primeiro turno. Falhas individuais ainda são muitas para serem consertadas, além do crítico problema do ataque que não convence ninguém. Mesmo com dois gols, Toscano não me convence que é capaz de ser titular. Depois, o Juventus mostra que é o melhor time do grupo dos "pequenos" no campeonato. Mesmo com elenco reduzido comparando com Metropolitano e Atlético, é o time que joga mais certinho, muito bem armado por Pingo, que conseguiu fazer muito diante das limitações do grupo. E por último, mais uma prova que é necessário muito mais para o alvinegro enfrentar a Série B. Esse time até pode não correr risco de cair. Mas para conseguir acesso, falta muito.


sexta-feira, 1 de março de 2013

De prefixo novo em Joinville

Ao pessoal que me acompanha aqui no Blog, estou de mudança de prefixo lá em Joinville, onde transmito os jogos do JEC em FM:

Desde ontem, a Rádio Transamérica FM de Joinville saiu do ar. Ela foi arrendada para uma igreja evangélica, que vem com uma polpuda proposta financeira para o dono da concessão, que não pensou duas vezes em encerrar o projeto local e faturar sem se incomodar muito.

Página virada.

Mas tenho boas notícias: a equipe esportiva está de casa nova e estreia semana que vem, na abertura do returno, no jogo Chapecoense x Joinville, em Chapecó ou Xanxerê. Estrearei na Mais FM 103,1, a antiga Rádio Floresta Negra, uma das mais antigas e tradicionais emissoras do Estado, que tem uma excelente qualidade de sinal e liderança em audiência na maior cidade de Santa Catarina.

E continuo normalmente com o trabalho em Brusque, na TV e na Rádio Cidade, além da RICTV. A mudança de prefixo foi, com certeza, pra melhor.

Conto com a audiência de todos.



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Empate que não apaga a apatia avaiana

Marco Santiago / Notícias do Dia
O roteiro é de empate heroico: o Avaí vai para o intervalo tomando 3 a 0, parte pro abafa nos 45 minutos finais e acaba conquistando um empate nos acréscimos.

Quem não viu a partida pode até achar isso. Mas quem assistiu na arquibancada ou viu pela TV observou que não foi bem assim. O Avaí foi o mesmo dos últimos jogos, sem organização e dependendo totalmente do talento individual de Marquinhos Santos. Numa circusntância de jogo, aproveitou-se dos erros de estratégia do adversário, que recuou em demasia no segundo tempo, aceitou a pressão e tomou o terceiro gol em uma lambança do zagueiro Thiago Sala, que desistiu de dar um chutão na bola dentro da área.

Que esse empate (que pra mim não teve nada de heroico) não sirva para apagar tudo de errado que está acontecendo na formação do time avaiano para 2013, aí incluindo o que Sérgio Soares não está fazendo. É fácil analisar o resultado por cima, mas é complicado aceitar diante de um time que tem somente em Marquinhos o escape para o ataque, erra passes demais e não tem uma defesa confiável que, juntando tudo, tem um conjunto que não está funcionando.

E olhando para a classificação, o Avaí terá que fazer uma campanha de campeão do returno para chegar na fase final. E, para fazer isso, é necessário que o futebol do time melhore, e muito.

Já o Guarani, que jogou dois pontos fora, até que se deu bem nos jogos adiados, marcando quatro pontos. Foi o grande beneficiado dos jogos adiados, já que o time se reforçou da quinta rodada pra cá. Terá um duro returno para brigar contra o rebaixamento.


segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Hudson sai do Guarani. "Não foram só os Resultados"

Sávio e Renan, os agora gestores do novo projeto do Guarani, esperavam muito mais do Bugre neste estadual. Os resultados não vieram, o time venceu apenas dois de sete jogos (um deles contra o Criciúma fora de casa), e o técnico Hudson Coutinho acabou demitido, coisa recorrente em qualquer clube de futebol. Não resistiu à goleada sofrida para o melhor time do campeonato.

Hudson, em entrevista à Rádio Record, acredita que não foram só os resultados que o derrubaram. Acredita que algum outro fator tenha colaborado para a sua dispensa. Voltando no tempo, o técnico era um nome bem visto pela diretoria, até por causa do trabalho que tinha executado no Figueirense. Magoado, ele disse que esperava um maior reconhecimento do clube, uma vez que ele levou o time à primeira divisão.

A bola é ingrata.

Agora o Bugre vai atrás de alguém que tenha o poder de "chacoalhar" o grupo e tirar o máximo do elenco disponível. O desespero também aumenta quando se vê que o Juventus, que seria o time a passar na luta contra o descenso, emendou uma série de bons jogos e já abre uma distância considerável.

Mais um dentre os muitos casos semelhantes do futebol. E em clubes pequenos, que não tem toda a condição de contratar reforços num estalar de dedos, a pressão aumenta. Voltar à segundona é algo que a nova gestão do Guarani tem terror só em imaginar.


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Primeiro Turno tem dono. É da Chape, com justiça

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
21 pontos conquistados em 24 possíveis. Melhor ataque e a melhor defesa, e sem mandar seus jogos dentro de casa. Não há discussão quanto à justiça do título do primeiro turno conquistado pela Chapecoense com uma rodada de antecedência. É o melhor time do Estadual até agora.

Enquanto os outros times ainda procuram um rumo certo, a Chape de Gilmar Dal Pozzo já achou o seu há tempo. Tem um padrão definido, um bom elenco montado e fisicamente está voando. O Guarani foi a vítima da vez, sem ter chance alguma. Envolvida desde o começo do jogo, foi encurralado no primeiro tempo e aí, foi só torcer pelo Criciúma e esperar para comemorar. E olha que o time tem o criticado Ronaldo Capixaba como titular, que hoje deu lugar a Bruno Rangel que marcou dois gols.

Enquanto isso, o pressionado Criciúma deu uma resposta para o torcedor e venceu o Figueirense, que pouco fez para sair do Heriberto Hulse com alguma chance de conquistar o turno. Não pressionou como devia, errou demais, deixou o Tigre apertar, e numa bola aérea e outro contra-ataque, Paulo Comelli viu a sua situação ganhar um pouco de alívio.

Daqui pra frente, a Chapecoense terá o desafio de manter o ritmo. Todos sabemos do ridículo regulamento do Estadual, em que o campeão de dois turnos não leva o título sem decisão. Logo, Dal Pozzo terá que achar a equação entre poupar o time e não perder o ritmo, já que a liderança na classificação geral garante a decisão em casa (hoje, a Chape tem 5 pontos de vantagem para o Figueirense, 10 para JEC e Criciúma e 13 para o Avaí, com um jogo a menos).

Hoje, o time está sobrando. Mas time campeão é aquele que vai sobrar lá em 19 de maio. A Chapecoense já está entre os quatro, merecidamente. E no returno o Verdão voltará pra casa, jogando no renovado gramado da Arena Condá, com a sua grande torcida empurrando.