sexta-feira, 8 de março de 2013

O Tigre, sob o comando de Vadão

Dentro das opções disponíveis, que se encaixam no perfil e no orçamento do Criciúma, Osvaldo Alvarez, o Vadão, foi o escolhido para o lugar de Paulo Comelli.

O criador do "Carrossel Caipira" dos anos 90 e que saiu do Sport, curiosamente, perdendo apenas um jogo no Pernambucano.

Não tenho opinião formada se vai ser bom ou ruim. Ele tem experiência, conhece bem o mercado e é homem de confiança de Cícero Souza, novo executivo de futebol do clube. Melhor esperar ele trabalhar. 

Claramente dá pra notar que o clube vai usar o Estadual para focar na Série A. Se não conseguir classificar entre os quatro semifinalistas, o time terá um mês inteiro de pré-temporada, o que, convenhamos, nenhum treinador vai reclamar.

Mas sem dúvida, a escolha tricolor foi "de segurança", sem querer correr riscos com nomes novos, que se encaixam no orçamento, mas sem a rodagem necessária.

Vadão veio pelo currículo. Uma contratação com risco calculado. Trabalhou em muitos times do nível do Tigre Série A. Que traga bons resultados.

segunda-feira, 4 de março de 2013

A casa caiu em Criciúma

O gol de Juliano Mineiro, nos acréscimos do jogo em Blumenau, desencadeou a revolta de um dos dirigentes do Criciúma e a casa caiu pra quase todo mundo. Comissão técnica e o diretor Rodrigo Pastana foram demitidos.

"Planejamento" não é uma palavra muito bem quista no futebol. Mas aí me vem um raciocínio: amigo meu da imprensa do Sul disse que "o Criciúma não está dando bola pro Estadual. O foco é a Série A". Partindo disso, interromper o trabalho do treinador foi o mais correto?

O irmão de Antenor Angeloni, Arnaldo, que é sócio do presidente na GA, empresa que manda e desmanda no time, deu o ultimato, e o presidente aceitou. Pastana impôs sua rotina de trabalho, e quem manda não gostou. Talvez tenha caído por ter uma política um pouco centralizadora. Mesmo assim, é um profissional que teria lugar em qualquer clube do Estado. Paulo Comelli, que pediu jogadores e não recebeu, vinha de dois acessos consecutivos e, repentinamente, num ato de cabeça quente pós-derrota, acabou caindo. Tivesse a diretoria tomado a decisão no dia seguinte, talvez o rumo seria diferente.

Decisão tomada, hora de olhar para o que vem por aí na temporada.

Com o returno do estadual pela frente, e um mês para a estreia na Copa do Brasil, o Criciúma aposta numa mudança de rota tentando algo novo na reta final de preparação para a Série A. É um risco que se corre, já que não tem jeito da situação piorar. No máximo, o time ficará um mês sem jogos até iniciar o Brasileirão, o que até poderá servir de uma intertemporada.

A diretoria tem um tiro que não pode errar, trazendo um gerente e um bom técnico. A semana promete ser de chutes pra todo o lado. Mas que no final venha a pessoa certa.

domingo, 3 de março de 2013

Faltou futebol no domingo. Que venha o returno

Não sei qual dos dois jogos que assisti neste domingo foi pior. Dois jogos muito fracos em Camboriú e Blumenau. Chegamos à metade da fase de classificação, e tem gente tendo que melhorar muito, mas muito mesmo, não só pra se classificar para a fase final, mas já pensando em Campeonato Brasileiro.

Rafael Nunes / Camboriú FC
Jogo de duas das piores campanhas em Camboriú. O Avaí, abusando de perder passes, achou um gol para vencer o jogo, em uma jogada rápida de Roberson para Nadson. E foi só. Partida chata, sem emoções que mais uma vez escancarou o baixo rendimento dos dois times. O Avaí, que achou um gol em Palhoça na quarta, foi lento, desorganizado e por alguns momentos trapalhão, tamanho o nímero de erros. Acontece que no futebol, as vezes, as vitórias encobrem esses erros. Quem olha para o resultado pode até aliviar Sérgio Soares e achar que houve algum tipo de melhora.

Não olho nesse prisma. O time é fraco, e tento me lembrar de qual foi a última vez que o Avaí teve um time tão ruinzinho. E se quiser se classificar, vai ter que fazer uma campanha de campeão do returno. O problema é ver esperança com tão pouco futebol, onde só o camisa 10 joga.

Em Blumenau, o Metropolitano venceu o Criciúma com um gol nos acréscimos. Venceu quem procurou um pouco mais o gol, em cima de um adversário que quis segurar o resultado. O Tigre fez um gol de pênalti, e o time da casa achou um gol num chute horrível de Rafinha que iria pra muito longe do gol, mas encontrou a cabeça de um gentil zagueiro tricolor no meio do caminho. No finalzinho, com um homem a mais em campo, Juliano Mineiro entrou para fazer o gol da vitória que põe mais pressão no Avaí e no próprio Tigre.

O problema do Criciúma é pior até porque se espera mais de um time que vai jogar a Série A. Aqui, o time contratou a rodo, mas as peças não funcionam no coletivo. No Sesi, foi um jogo de times que não quiseram ousar. Um esperava o outro pra ver no que dava, um sono total (potencializado pelo narrador do PFC que também não estava nem aí pro jogo, a briga contra o sono foi grande). Até houve um momento de mais "ousadia", se é que dá pra dizer isso, no segundo tempo, mas com a expulsão de Fábio Ferreira, o Tigre voltou a trabalhar pra levar um ponto para casa. De tanto tocar a bola de lado esperando o apito final de Heber Roberto Lopes, o Metropolitano fez valer a expressão "a bola pune" com um gol na última bola do jogo. Metrô, aliás, que parece ter reencontrado o rumo com a chegada de Abel Ribeiro. Pode fazer estrago na segunda fase.

O retuno começa no próximo final de semana. Pra trazer um parâmetro, em 2012 o Joinville foi o último classificado pelo índice técnico (entraram três) marcando 31 pontos. Hoje, Avaí e Criciúma tem 12 e 11 pontos respectivamente, ocupando sexta e sétima colocações na tabela. Terão que fazer belas campanhas nos nove jogos restantes, e isso significa não perder pontos para os pequenos e jogar bem contra os grandes. Mais a mais, a contagem regressiva para o Brasileirão está aí, faltando pouco mais de dois meses. Ainda há tempo, mas muita coisa tem que mudar.