sábado, 23 de março de 2013

O sábado: empate em Criciúma e a recuperação do Guarani de Joceli

O sábado do Campeonato Catarinense mostrou um equilibrado empate no Heriberto Hulse e a derrota do líder do returno para um remotivado Guarani, que conseguiu escapar da zona do rebaixamento e dá sinais que Camboriú e Juventus ficarão com a bomba na mão.

Em Criciúma, consegui notar o início de um lento processo de organização do Tigre. Há muito caminho pela frente, mas pela vontade e posicionamento da marcação contra a rápida armação da Chapecoense, deu pra ver que Vadão começa a colocar algo de bom no time. Mas ainda falta arrumar o ataque, que não se acerta, cria pouco e, quando cria, perde chances. Quem sabe com a chegada de Daniel Carvalho (se estiver em forma) e Hugo, a coisa melhore. Penso que a eliminação do Tigre no Estadual não vai ser tão ruim assim, já que uma pré-temporada de um mês antes da estreia na Série A vai ser altamente necessária.

A Chapecoense mostrou que é o time com melhor preparo físico do campeonato. No final do jogo, o Tigre travou, o Verdão cresceu e quase conseguiu o gol da vitória. Mas depois que Gilmar Dal Pozzo tirou Rodrigo Gral para colocar Ronaldo Capixaba, a confiança não é a mesma, se é que você me entende. Aliás, parece que o vestiário verde não está uma maravilha: Athos, por exemplo, reclamou que jogou pouco. Dal Pozzo não dá chances a ele, preferindo um esquema com três volantes e apenas Neném na armação.

E lá em Palhoça, Joceli dos Santos segue com a boa campanha do Guarani no returno e venceu o líder Ibirama com um gol de Alan no primeiro tempo. Quem acompanha o Bugre diz que o time mudou muito de atitude do primeiro turno pra cá. É um time mais focado, vibrante e motivado. Vitória que faz o time sair da zona de rebaixamento e, mesmo que perca para o Avaí na quinta-feira, terá em Jaraguá no próximo final de semana a chance de abrir distância. Começa a se desenhar o cenário do rebaixamento, já que Camboriú e principalmente o Juventus não apresentam reação.

quinta-feira, 21 de março de 2013

PR inicia movimento para a Copa Sul (ou Sul-Minas) em 2015

Informa a jornalista Nadja Mauad, de Curitiba, que dirigentes do Atlético-PR, Coritiba, Paraná e J. Malucelli estão em conversações para apresentar a ideia de uma competição regional para 2015, nos moldes do que funcionou muito bem neste ano com a Copa do Nordeste.

O presidente de honra do J. Malucelli, Joel Malucelli, está a frente do projeto. A ideia é voltar com a Copa Sul-Minas, que aconteceu até o início da década passada. Mas também pode ser debatida a criação de uma Copa apenas dos três estados do Sul.

Ainda não há nada no papel, mas a intenção é de colocar no torneio quatro equipes de cada Estado, cada qual fazendo o seu critério de classificação.

Aqui em Santa Catarina, teríamos o primeiro problema, já que cinco times estão entre os 40 que disputam as Séries A e B. O Estadual pode servir como classificação, para possibilitar que todos participem. Em Pernambuco, por exemplo, o Náutico ficou de fora da Copa do Nordeste por não conseguir vaga pelo Estadual do ano passado.

Podemos ter uma competição regional e forte daqui a dois anos. Uma boa ideia.


A rodada: protesto e falta de qualidade

Os quatro jogos desta quarta pela terceira rodada do returno consolidaram a liderança do Atlético de Ibirama, acirraram a briga contra o rebaixamento, mais uma vez chamaram a atenção para a arbitragem e a baixa qualidade de um jogo que esperava-se ser um dos melhores.


Marco Santiago / ND
Na Ressacada, a chuvarada levou um pequeno público para ver Avaí x Criciúma. Pela própria condição do gramado, principalmente no primeiro tempo. Logo, dizer que esse time é melhor ou pior debaixo de tanta água é proibitivo. Mas dá pra tirar três pitacos: primeiro, que o Tigre tem um longo caminho até a Série A, e talvez o processo de busca do bom futebol passe pela eliminação no Estadual, que dará um mês de pré-temporada onde Vadão poderá fazer o que bem entender.

O Avaí parece, repito, parece que encontrou sua dupla de ataque. Ainda falta uma contra-prova, mas Reis e Roberson formam, de longe, a melhor composição do time na temporada. Se vai ser a dupla implacável, só o tempo vai dizer. Mas dá pra notar de longe a diferença em relação aos outros.

E em terceiro, Célio Amorim. Parece que ele tem algum tipo de bloqueio quando o assunto é pênalti. O torcedor avaiano vai reclamar com razão da falta que ele não marcou em Marquinhos na área. O próprio jogador saiu atirando depois do jogo, sobre um árbitro que já perdeu a chance de ir para a Fifa por causa dos seus erros crassos. Hoje, mais um para o caderno. Mas aqui em Santa Catarina ele não perde prestígio. No fim, um resultado ruim para os dois lados.

Em Chapecó, no belo e novo gramado da Arena Condá, eu esperava ver um dos melhores jogos do campeonato, entre as duas melhores campanhas. Acabou sendo um dos piores, se não o pior da temporada. Dois times receosos, repletos de volantes, sem brilho algum no meio-campo e atacantes sem talento para concluir. Um zero a zero modorrento que teve um pênalti perdido por Rodrigo Gral (originado em uma lambança de André Rocha). O Figueira volta para casa com um pontinho, coisa que ninguém havia conseguido como visitante contra a Chapecoense, que já não se preocupa mais em se classificar, já que tem vaga garantida nas semis. Mas pela campanha dos dois, se esperava muito mais. O futebol se perdeu em algum lugar. Uma pelada daquelas.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Arturzinho volta para reanimar o Joinville

Sob aplausos de torcedores presentes na Arena, Nereu Martinelli anunciou a volta de Arturzinho ao JEC. O técnico campeão da Série C em 2011 volta pegando um ambiente que estava carregadíssimo na gestão Artur Neto.

Estava. Após a demissão confirmada na manhã de hoje, dava pra sentir na voz do presidente tricolor o alívio. Parece que ele perdeu um peso enorme.

Artur Neto não caiu por causa da queda de braço que ele criou com Lima. Os resultados e, principalmente, as atuações inconstantes do time, que não engata uma arrancada no Estadual, custaram a sua cabeça. Time dividido, que não se entende, com uma atuação diferente em cada tempo, que não encontrou até agora um padrão. A troca era mais do que obrigatória.

Além de ter a confiança de grande parte da torcida, o que já faz o ambiente ficar mais leve por si só, Arturzinho é um conhecido motivador. Num primeiro momento, acredito que agirá como bombeiro e arrumará a casa internamente. Depois, vai implantar o seu sistema de jogo, que funcionou bem naquele JEC campeão.

E vem a pergunta: e o Lima? Bom lembrar que o camisa 9 não participou de toda a campanha da Série C sob o comando do novo técnico. Estava machucado. Mas a sua situação será revista com toda a certeza. Se não for titular já na quinta em Blumenau, estará no banco, e a sua volta ao time de cima será questão de tempo. Aí vai depender do jogador: vai ganhar mais uma parcela de confiança. Se jogar o que sabe, fica.


domingo, 17 de março de 2013

Segundo turno dá as caras: empate na Arena e vitória avaiana

Segunda rodada do returno, com o Atlético de Ibirama liderando.

O Avaí, já livre de Sérgio Soares venceu a Chapecoense e deu ao novo técnico Ricardinho um bom clima para iniciar o seu trabalho. Ainda que há muito o que melhorar, a vitória sobre o campeão do turno merece reconhecimento. Já classificado, o time do Oeste vai se preparar para a fase final. Não se sabe o nível de comprometimento do time no returno, logo, quem conseguir vencer o Verdão terá uma vantagem. Não vi o jogo, mas quem assistiu disse que a Chape jogou com o freio de mão puxado, com a vitória justa do Leão. Ricardinho vem aí, com sete jogos pela frente no returno e o desafio de arrumar um time.

Carlos Junior / Notícias do Dia
Vamos ao jogo que eu vi, na Arena. O Figueirense, sem qualidade, mas com muita vontade, arrancou um empate contra um Joinville que perderá merecidamente o seu técnico nesta segunda (não é informação, mas não é necessário ser adivinho, ainda mais depois da patética coletiva pós-jogo). Pior que está, não dá pra ficar.

Resumindo o jogo: o Joinville foi melhor no primeiro tempo, marcando um gol no início da partida e perdendo duas claras chances até o intervalo. Assim como em Xanxerê semana passada, o time recua no segundo tempo, deixa o adversário gostar do jogo e acaba tomando o gol, merecidamente. Chama a atenção o modo como o JEC abandona o jogo, perde a posse de bola e muda de cara depois do intervalo. E Artur Neto ainda diz que o time jogou bem.

Enquanto Adilson Batista vai encontrando o caminho de uma formação ideal, o Joinville patina e não encontra rumo algum. A coletiva pós-jogo diz muita coisa. Artur deixou claro que não vai pedir pra ir embora, tem um contrato amarrado com boa multa. Ainda afirmou que tem problemas pessoais com Lima, fora não admitir que o time jogou mal. O tricolor tem um confronto direto pela classificação geral na quinta, em Blumenau, e do jeito que o time é (des)organizado, o risco de eliminação prematura é enorme. Está na mão de Nereu Martinelli. Ou ele deixa como está por mais uma rodada, sem esperança alguma, ou tenta alguma virada. Pior que está, não fica.

E a rodada ainda teve o Juventus, que sem técnico, perdeu em casa para o Camboriú e vai vendo a boa campanha do turno ir por água abaixo. Será ultrapassado em breve, encerrando de forma melancólica a sua volta à primeira divisão.



Chega Ricardinho e sai Pingo

No sábado em que o Ibirama foi a Criciúma dar a Vadão uma amostra do pepino que ele terá que descascar até a Série A e que o Guarani começa uma caminhada para a recuperação no campeonato depois de vencer o Metropolitano, a dança dos técnicos e a crise do Juventus tomou conta do noticiário.

Henrique Porto / Avante!
O Juventus não tem mais Pingo no comando técnico. A crise financeira do clube, que fez um bom primeiro turno, chegou no auge. O agora ex-técnico chegou a dizer que atletas deixaram o clube durante a madrugada, e não há 11 jogadores disponíveis para enfrentar o Camboriú (fatalmente, os "fujões" vão conseguir liberação automática pelo atraso de salários). E pasmem, mais uma história para o conturbado Chevetão 2013: o presidente Jerri Luft vai treinar o time. Para tudo que eu quero descer. Mais uma história que vai repercutir nacionalmente e se juntar aos causos do campeonato. O Juventus vai precisar de muita sorte para tentar escapar do rebaixamento com a pequena gordura que tem. Se os jogadores do Jaraguá, da terceira divisão do Estado, vão ajudar, só Deus sabe. Pingo nem vai se despedir. Já deixou o clube e, segundo o pessoal do sul do Estado, vai assumir o Atlético Tubarão, que estreia em maio na segundona. Isso se não aparecer algum convite maior antes, né?

E saiu fumaça branca no "Conclavaí". Ricardinho, recém-demitido do Ceará, foi o escolhido. Pelo twitter, lembrei o nome dele para sentir o termômetro da torcida. Ninguém gostou. Mas há de se olhar a situação: com a grana curta, não dava para trazer Silas ou PC Gusmão, nomes que circularam. Além disso, o próprio Silas, quando chegou à Ressacada em 2008, foi alvo de desconfiança. Antes de tomar conclusões, tem que deixar Ricardinho trabalhar. E dar condição de trabalho pra ele. Com um elenco de baixa qualidade, que tem um jogador que, sozinho, carrega o piano, não tem milagreiro que resolve. Aí voltamos ao problema financeiro: em um momento de mercado fechado, jogador só vai chegar se for tirado de outro clube. Ou paga pra tirar ou espera a Série B chegar, para arrumar a casa. Nesse planejamento que a diretoria avaiana pode estar pensando. Ricardinho chega com a missão de arrumar o time pro Brasileiro. Cobrar algo dele no Estadual é maldade, com um dos piores elencos da história avaiana nas mãos.