sábado, 18 de maio de 2013

BdR na decisão: Cidade respira a final, e acredita na virada

Pude caminhar pelas ruas de Chapecó hoje e notar que a cidade respira a decisão de amanhã com intensidade, mesmo com o placar adverso da ida em Criciúma. Lojas com vitrines decoradas, carros com bandeiras, e edifícios com panos nas cores verde e branca.

A cidade está mobilizada como se o primeiro jogo da final tivesse sido zero a zero. Nas rádios, o discurso de que a virada irá acontecer é entoado a todo instante. Torcedores ostentam a camisa do Verdão, e ouvi de alguns que nenhuma crise será instaurada em caso do vice-campeonato. A ida à Copa do Brasil do próximo ano já serve para justificar o bom catarinense.

O que chama a atenção é como a Chapecoense entrou de vez no espírito dessa cidade. Cansei de ver, há uns 10 anos atrás, camisas de Grêmio e Inter por todo canto. Acredite: não vi nenhuma em mais ou menos um quilômetro que caminhei pela Getúlio Vargas, principal rua da cidade.

Fui ao hotel que o Criciúma está hospedado, no centro de Chapecó, e o time não foi importunado na madrugada, prova de maturidade do torcedor chapecoense, que deixou o barulho para a decisão de amanhã.

Também fizemos aqui em Chapecó o Clube da Bola especial, onde recebemos o carinho de vários torcedores da Chapecoense, comprovando a grande audiência do programa por aqui.

Ah, e visitei uma exposição muito legal em uma loja da cidade: camisas antigas da Chapecoense estão lá, junto de vários troféus do clube, fotos e materiais autografados.

Fiquei feliz de ver que, por aqui, as coisas mudaram. Vermelho e Azul estão sendo trocados pelo verde.

BdR na decisão: chegamos!

Este blogueiro já está em Chapecó, para acompanhar a grande final do Campeonato Catarinense neste domingo, entre Chapecoense e Criciúma.

Faz frio por aqui, e as primeiras impressões que tive na chegada é de uma cidade que se vestiu de verde e branco com a famosa frase do "Eu Acredito". A estátua do desbravador, principal marco da cidade, está vestida com as cores do Verdão do Oeste.

O Criciúma já está por aqui, e fará um treino na manhã de sábado.

Vou tentar pegar umas histórias aqui no Oeste. A tarde, tem Clube da Bola Especial na RIC, com a equipe de comentaristas presente em grande número por aqui.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Memória: Chapecoense x Criciúma, as decisões: parte 4, 2011

O Blog encerra a série de posts sobre as decisões entre Chapecoense x Criciúma com o último encontro entre os dois, e o único dos quatro que teve a partida decisiva em Chapecó. E eu estive lá, vivendo o clima frio do final de semana, mas quente nos arredores do estádio e no jogo.

Em 2011, uma situação inversa a deste ano: o Criciúma venceu o turno, batendo o Figueirense em Florianópolis, com gol de Mika. Já a Chapecoense chegou na decisão ganhando o returno, segurando um empate em 2 a 2 com o Avaí no dia primeiro de maio na Arena Condá. Como tinha melhor campanha na classificação geral, o time do Oeste, treinado por Mauro Ovelha, que buscava o seu primeiro título estadual após alguns vices, jogava por dois resultados iguais, além de fazer a grande final em casa.

No primeiro jogo da final, perante mais de 15 mil torcedores no Dia das Mães, o Tigre, treinado por Edson Gaúcho, conseguiu reverter a vantagem verde, vencendo por 1 a 0 , com gol marcado por Talles Cunha no final do jogo. Muita polêmica antes da partida: torcedores criciumenses foram até o hotel onde a Chapecoense estava hospedada, na cidade de Orleans, e tentaram complicar o descanso dos atletas, na base dos foguetes. Estava instalado um clima hostil para o jogo da volta.

A solução que o Criciúma bolou para a grande final custou caro para o presidente Antenor Angeloni: o clube fretou um avião da Trip que decolou de Forquilhinha para Chapecó no final da manhã do dia do jogo, correndo risco de pegar o aeroporto Serafim Bertaso fechado por uma chuva que cercava a região Oeste. O time chegou por volta das 13h e foi direto para o estádio.

O jogo decisivo foi tenso. Chances desperdiçadas dos dois lados e o desespero da Chapecoense aumentando, com a necessidade da vitória. Foi quando aconteceu um momento daqueles que as duas torcidas não esquecerão e eu, que estava na frente do lance, também não: em um cruzamento pela direita, o volante Carlinhos Santos cabeceou contra o próprio gol. A bola entrou no ângulo, sem chance para Andrey, que ficou parado. Era o gol do quarto título do Verdão, o primeiro de Mauro Ovelha, que levantou o primeiro troféu de campeão após tantos "quases".  Acompanhe lances do jogo:

Ficha da decisão:

CHAPECOENSE 1x0 CRICIÚMA 

Local: Índio Condá
Árbitro: Paulo Henrique de Bezerra (SC); 

Gol: Carlinhos Santos (contra) 23' do 2º; 

CHAPECOENSE: Rodolpho, Dema, De Lazzari (Neném) e Diogo Roque; Thoni, Marcos Alexandre, Everton Garroni (Everton Cezar), Cleverson (Kléber Goiano) e Badé; Neilson e Aloísio. Técnico: Mauro Ovelha.

 CRICIÚMA: Andrey, Fábio Santana (Talles Cunha), Nirley (Rogélio), Toninho e Pirão; Henik, Carlinhos Santos, Mika (Pedro Carmona) e Diogo Oliveira; Roni e Schwenck. Técnico: Edson Gaúcho.

Eliminação que dói na alma e no bolso

Mafalda Press / Notícias do Dia
Lembra daquele gol perdido por Diego Jardel no final do jogo de ida contra o América em BH? E a chance que Reis desperdiçou?

Pois é, essas chances perdidas custaram, por baixo, uns 800 mil reais.

Era o que o Avaí receberia pela cota da terceira fase da Copa do Brasil, mas a renda de uma casa provavelmente cheia num jogo contra o Inter.

O dinheiro voou. E a chance de uma campanha digna na Copa do Brasil virou papelão na noite gelada de quinta na Ressacada.

Time apático. Sem brilho, sem empolgação. Parece que a classificação seria fácil como pareceu no jogo de ida, já que o América foi presa fácil, a ponto do Avaí não ter eliminado o jogo de volta por incompetência do seu ataque.

É até difícil achar explicação, pois a apatia do time em um jogo como esse encobriu qualquer análise tática ou técnica. O Leão foi tranquilamente abatido em casa. Teve jogador que saiu triste e chutando tudo que tinha pela frente. Mas a responsabilidade é de todos pela falta de comprometimento.

E se foi a Copa do Brasil. Primeiro catarinense eliminado. E o presidente Zunino deve ter ficado louco da vida só de ver quanta grana perdeu.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tudo OK no teste pré-final

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
"Antes da decisão, o Criciúma tem um compromisso pela Copa do Brasil".

"Hoje, o Tigre dá um tempo na final do catarinense e pensa no São Bernardo".

Foram duas das frases que a imprensa repercutiu na semana entre as duas finais do Campeonato Estadual. Sem dúvida, o Criciúma está focado na decisão em Chapecó. Mas a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil deveria ser garantida. Contra o São Bernardo, o time precisava jogar bem, não correr risco e cuidar para não perder nenhum titular.

O time me pareceu com a cabeça no domingo. Começou o jogo em banho maria, abriu o placar, tomou um susto e, empurrado pela torcida que também parecia quieta, resolveu dar a arrancada para evitar problemas.

Lins fez um partidaço. Talvez tenha sido o grande beneficiado do jogo. Depois de atuações sem brilho nos últimos jogos, precisava de uma atuação dessa para buscar inspiração e motivação para o jogo final, onde um gol dentro da Arena Condá pode garantir o título.

Missão cumprida, que venha a próxima fase. Antes, tem um índio bravo pela frente lá no Oeste.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Felipão convoca para fugir dos problemas. E sem plano B.

Fazer leitura de convocação de seleção é um negócio complicado. Cada um tem a sua, as vezes a defende com unhas e dentes e sempre vai ter polêmica.

Mauricio Val / Vipcomm
Minha linha de pensamento sobre a seleção que vai para a Copa das Confederações: Felipão tem um time titular na cabeça, não planeja mudar e, de preferência, não quer no banco de reservas alguém que possa incomodar, principalmente na relação com torcida e imprensa.

Partindo desse princípio que considero um erro não levar Ronaldinho Gaúcho, o melhor jogador do futebol brasileiro na atualidade. Claro que Luiz Felipe não iria querer gente buzinando no seu ouvido para ele jogar. A sua experiência, nesse momento, parece não contar. Aliás, o discurso do "time experiente" do técnico cai por terra ao ver a lista. Apenas Julio César, um goleiro, que não obedece esquema tático, voltou. O resto é base de Mano Menezes, incluindo Jadson, que é um jogador de destaque no São Paulo, mas nada além disso, e Luiz Gustavo, volante que é reserva do Bayern e que entra uma vez ou outra para fechar partidas.

Fica aí de fora Ramires, titular no atual campeão europeu e finalista da Europa League que era unanimidade até um tempo atrás. Kaká até concordo, já que ele não engata uma titularidade no Real Madrid.

"Ah, mas o Ronaldinho não tá jogando nada na seleção", pode vir torcedor a dizer. A história dele não diz nada? Sua experiência internacional, o que vem mostrando no clube, o melhor do Brasil na atualidade, e o potencial de decidir uma partida "cascuda" em uma jogada não são considerados? Neymar não joga nada na seleção e ninguém se lembra, né?

Leandro Damião no lugar de Pato, acho OK, pela sequência. Fico feliz com a convocação de Filipe Luis, de Jaraguá do Sul, em uma posição tão complicada para se achar um bom jogador que é a lateral-esquerda. Réver e Dante se consolidam na zaga, e aparece o indício claro de que Felipão não sabe o que quer de volantes.

Vai dar polêmica, mas num time que patina, em que Neymar desaparece com a camisa amarela e outro jogador que decide poderia aparecer, Luiz Felipe perde uma grande chance de ter um outro cara diferenciado.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Zé no Figueirense. Vai agitar, com certeza

Zé Carlos, o Zé do Gol do Criciúma, está chegando ao Figueirense e, com ele, a esperança do torcedor de que, finalmente, o time tenha um camisa 9 decente, coisa que Marcelo Toscano e seus companheiros não chegaram nem perto de merecer. Insatisfeito na China, onde não vem jogando bem em um time fraco, já tinha avisado que estava louco pra voltar. Voltou para Santa Catarina, onde goza de bom prestígio e terá pressão menor.

Desenha-se uma dupla de ataque no Figueira com Rafael Costa, artilheiro no Metropolitano. Dupla que me agrada bastante: um homem de velocidade, em boa fase e goleador, junto com um homem de área oportunista, que se viver a mesma lua das épocas de Tigre, vai dar tudo certo.

Vai agitar o Figueira, com dois caras conhecidos jogando na frente, com características que todos conhecem. Pelo menos não vai ser tão incógnita como tanta gente que chegou esse ano e não vingou. A barca alvinegra ganhou mais três integrantes hoje com a saída de Felipe Nunes, Eliomar (que não convenceu) e Jackson. Tem gente pior, como Ronaldo Tres, que tem qualidade muito inferior e acabou ficando.

Ainda faltam jogadores de meio-campo que tenham a competência de servir a dupla de ataque. Sem dúvida, a escolha do Figueirense é muito interessante. O risco é calculado, até porque não tem gente melhor no elenco.

E os tempos mudaram. O que ouvi de dirigentes e outras pessoas nos últimos tempos dizendo que jogadores que brilhassem no interior não tinham chance na capital... Bom, nada como um dia após o outro.


domingo, 12 de maio de 2013

Criciúma faz o dever de casa com louvor, e põe uma mão na taça

Fernando Ribeiro / CEC
O Criciúma leva para Chapecó uma grande vantagem para levar o título estadual pra casa após envolver por completo a Chapecoense, vencendo por 2 a 0 e não dando chance para o adversário sequer descontar.

Venceu quem quis jogar bola, encontrar espaços, pressionar e buscar o gol desde o início. Sem uma alternativa ofensiva convincente, a Chapecoense foi presa fácil. As falhas de Nivaldo originaram da pressão do início do jogo, que deixaram o time de Gilmar Dal Pozzo sem reação.

Usando de dois atacantes abertos, o reforço de Suéliton pela direita e um homem de área em tarde inspirada, o Tigre tratou de fazer vantagem em cima de uma Chape sem reação. Já tinha alertado para a deficiência verde: time que marca bastante, tem um esquema rígido e que trabalha para construir contra-ataque. É difícil imaginar alguma coisa diferente no time do Oeste, que apenas tratou de esperar o adversário. E aceitando pressão, em duas jogadas pela direita, saíram os dois gols que podem definir o título. Jogo definido no primeiro tempo.

Perdendo por 2 a 0 e precisando diminuir a grande desvantagem, Gilmar Dal Pozzo não fez absolutamente nada de significativo para o segundo tempo. Apenas controle de posse de bola, mas nenhum chute a gol. Vadão tratou de controlar a marcação (sem muitas dificuldades) e até lançou Tartá em campo no final do jogo para tentar algo a mais. O placar não aumentou, mas a vantagem levada para Chapecó é altamente considerável. Basta considerar que o Tigre não perdeu nenhum jogo por dois gols de diferença neste Estadual.

O Criciúma é favorito para a decisão do próximo domingo por um único fator, na minha visão: não vejo na Chapecoense um time ofensivo, que precisa pressionar muito para envolver o adversário e levar a situação para uma extrema pressão, tendo que vencer por dois gols de diferença para ir aos pênaltis ou três para ser campeão. Dal Pozzo tem sua parcela de culpa hoje, justamente por não ter se preparado para a situação de tomar um ou dois gols com a bola rolando. As alterações foram previsíveis e o time não encontrou brecha na marcação tricolor.

A semana vai ser de grande motivação em Chapecó para a decisão do próximo domingo. A torcida vai levar o discurso do "eu acredito", mas Dal Pozzo vai ter que jogar de uma forma bem diferente do que jogou até agora se quiser o título. Aí está a grande incógnita: a chance de não dar certo é maior. Mas é a esperança que o torcedor verde tem que agarrar. Tem mais 90 minutos pela frente.

A verdade é que o Criciúma tinha uma tarefa de casa pra fazer e tirou 10, com estrelinha.