sábado, 25 de maio de 2013

Joinville vence e dá esperança no início da B

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville venceu o Bragantino num daqueles jogos que o torcedor não precisou se desesperar. Firme desde o começo, abriu o placar, foi achando espaços na defesa do adversário e a vitória veio ao natural por 3 a 0, com direito a um golaço de Artur Maia.

Destaques para a dupla de volantes, Augusto Recife e Marcos Winicius, e quem diria, para Marcelo Costa, na sua melhor atuação do ano, distribuindo bolas, criando jogadas, enfim... jogando o que se espera dele.

Depois das boas atuações contra o Santos, a sequência de um crescente futebol continua, com um time que vai se acertando, ainda que tenha o Departamento Médico lotado. Com Rafael e Carlos Alberto, que deixaram o campo hoje, o número sobe para 13. É fato que o time está motivado. As premiações já foram decididas antes da bola rolar, o que dá segurança para todos. Que o Joinville corresponda, consiga melhorar e brigue até o final pelo acesso.

Os cartões de visita do JEC e da Chapecoense não poderiam ter sido melhores na primeira rodada. O Figueira também venceu, mas foi bem mais complicado.

A bela atitude de Ivan, em nome da solidariedade

Correu o mundo a imagem da conversa do goleiro Ivan, do Joinville, com Neymar depois do jogo de quarta-feira pela Copa do Brasil. Todo mundo queria saber da tal conversa sobre a ida para o futebol da Espanha. Mas além disso, o assunto principal do rápido papo foi um pedido especial, em nome da solidariedade.

Ivan queria a camisa do craque do Santos para uma causa especial: ajudar a torcedora Angela Mazotto, de 31 anos, que está internada no Instituto de Neurologia de Curitiba, para a retirada de um tumor no cérebro, o que deve acontecer na terça-feira. A "Familia Mazotto" é uma tradicional torcida tricolor, que sempre fica localizada atrás do gol de fundos da Arena Joinville. Angela é mais uma torcedora fanática do JEC.

O procedimento custa R$ 90 mil, e Ivan teve a ideia de pedir a camisa 11 para Neymar a fim de ajudar a pagar a cirurgia. Considerando que a partida contra o JEC deve ser a última oficial do jogador dentro da Vila Belmiro, com certeza o valor da peça é enorme.

Abaixo, meu amigo Karpanno, um dos maiores torcedores do Joinville, produziu um vídeo pedindo doações para a cirurgia de Angela. Com a nobre ajuda de Ivan, vai ficar mais fácil chegar ao objetivo.

Nessas atitudes que aparecem os craques de verdade.

A bobeada avaiana e o perfeito debut verde

A primeira sexta-feira da Série B teve a apresentação para o Brasil de um time que, até o final do ano, o  pessoal vai aprender o nome. Esse time um tanto discriminado, cujos gols foram os úni
cos a não serem exibidos no Jornal da Globo, está sendo chamado de "o" Chapecoense.

Mas dá nada, vão aprender com o tempo quem é o Verdão do Oeste. E que estreia, goleando o Boa Esporte fora de casa. Um time unido, que lutou até o final na decisão do Estadual e que entra nesse novo estágio do futebol nacional agitando. Atuação destacada de Bruno Rangel e muita personalidade marcaram o debut verde na Série B. Ainda que seja o início da caminhada, a apresentação no interior de Minas servirá para mostrar quem é esse time do interior catarinense que quer um lugar ao sol no Brasileirão.

Time que mostrou personalidade, segurança e muita tranquilidade, mesmo fora de casa. E ainda deu prejuízo a uma cervejaria de Chapecó, que prometia uma rodada de chope a cada gol do Verdão. O dono ficou no prejuízo.

Antes, teve o Avaí que conseguiu a façanha de tomar um gol de goleiro com bola rolando, algo raríssimo. O jogo tinha tudo para ser tranquilo. Leão dominando, saindo na frente no começo da partida e dando sinal que ia sair de Itápolis com a vitória.

Aí chega o segundo tempo, o Oeste pressionou, a zaga começou a se atrapalhar, o preparo físico do pessoal deu sinais de problema sério e veio o apagão, que passou para o time, que deixou o goleiro Fernando Leal desmarcado para fazer o gol que tira dois pontos certos das mãos do Avaí. Que eles não façam falta lá na frente...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

JEC cai de pé, mas poderia ter sorte melhor

O Joinville acabou eliminado da Copa do Brasil pelos gols perdidos nos dois jogos e em uma falha no jogo de ida na Arena.

A partida de volta foi um espelho da ida. Joinville criando as chances, Neymar desaparecido e pelo menos três oportunidades claras de gol. Caiu de pé, é verdade, mas há de se dizer que o time precisa qualificar e se auto-analisar para a Série B.

O esquema tático apresentado me agradou, com três homens de meio abastecendo Lima, este sim um nome apagado que pouco acrescentou. Liguera, bem no jogo, perdeu uma grande chance, mas acabou sofrendo uma lesão que fez o time perder rendimento.

Heroico, o time conseguiu manter o padrão no segundo tempo, mas faltou o gol que pelo menos levaria o jogo para os pênaltis.

Na Série B, o time terá que aumentar as opções de plantel e mostrar a mesma vontade do jogo da Vila para chegar ao acesso.

Hoje não deu. Mas valeu o empenho, ainda que o time não tenha conseguido a classificação. Segue o bonde, que sábado tem estreia na Série B.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Agora é hora de Brasileirão

Passada a folia das finais dos campeonatos estaduais, hora de focar no Campeonato Brasileiro que começa neste final de semana. Um time na A, quatro na B e mais dois na D vão representar o Estado, cada um atrás de seus objetivos.

É fato já bem passadinho que o Campeonato Catarinense não serve de referência pra nada, e a própria história está aí pra conferir isso. Como prova, o Criciúma saiu de um péssimo estadual no ano passado para o acesso à Série A e o título neste ano. As vezes, as más campanhas nos torneios locais servem como aviso para que haja uma reviravolta.

O Criciúma entra na Série A olhado com desconfiança pela grande imprensa. Campeã catarinense, o time é tratado como favorito ao rebaixamento. Há de se olhar esse rótulo com humildade: antes do time sonhar com Libertadores ou Sul-americana, a primeira coisa é se livrar da degola, chegando aos famosos 43 ou 44 pontos. Depois é depois. Menos mal que o time está buscando mais reforços, vai ter mais dinheiro entrando e, principalmente, tem um cara experiente como Vadão no comando. Ele conhece de Série A e pode dar o caminho certo. Organizado como é, o Tigre tem como tirar de letra a ameaça do descenso. Mas vai ter que jogar muita bola, e fazer valer o fator casa.

Na Série B, é muito cedo pra dizer quem é favorito ao acesso e descenso, excetuando o Palmeiras, time que recebe cota de Série A e vai ser o queridinho da grande imprensa no ano.
Chapecoense, Joinville, Figueirense e Avaí entram naquela igualdade de condições que só vai se desmanchar lá pra décima rodada. Ali começaremos a ver quem vai brigar na parte de cima, quem vai ter que fazer correção de rota e quem vai rondar a parte de baixo. Uma coisa é certa pra mim: só briga pra cair pra Série C quem não tem estrutura, torcida e condição financeira. E isso, felizmente, os quatro catarinenses tem. Qualquer prognóstico agora é chute.

E na D, Metrô e Marcílio Dias pegaram duas chaves pesadas para tentar ir pra C, numa fórmula em que só um time das chaves do Sul e Sudeste sobem, numa clara evidência de politicagem da CBF, que organiza um jeito que times do Norte obrigatoriamente subam, sem ter que disputar com a turma de baixo. Aí a briga daqui fica pior. E ano que vem, o Estado terá apenas uma vaga, no Estadual. Vai ficar mais complicado ainda.

domingo, 19 de maio de 2013

Sob a bênção de "São Bruno", o Criciúma é campeão

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
Não foi um espetáculo de bola. Mas em uma final de dois tempos de 180 minutos, prevaleceu quem jogou melhor nos primeiros noventa.

E no desespero final, surgiu a estrela de Bruno, goleiro que contava com a desconfiança de muito torcedor tricolor no começo do ano, por ter vindo da base. Hoje ele mostrou frieza e habilidade capaz de afastar toda e qualquer dúvida. Operou três milagres no segundo tempo e garantiu o décimo título do Tigre, colocando fim a oito anos de fila.

A Chapecoense lidou com suas dificuldades. Gilmar Dal Pozzo apresentou a melhor proposta possível diante da situação. Seu time não tinha características ofensivas. Precisou mexer no time para a situação de tentar a virada. Talvez tenha errado em deixar Rodrigo Gral, apagadíssimo em campo, até o final da partida. Poderia tentar algo novo sobre o desorganizado Criciúma, que abusou das bolas rifadas e sem fazer Nivaldo praticar nenhuma defesa significativa. De toda forma, o torcedor verde vai pra casa triste, é verdade, mas sem desapontamento nem revolta. A vaga na Copa do Brasil serviu como consolo.

No final do primeiro tempo, enquanto os jogadores do Verdão faziam uma reunião de motivação, os atletas do Tigre discutiam, cobrando atitude. Nada mudou, Vadão recuou o time, e permitiu o abafa da Chapecoense, que teve todas as chances possíveis.

E o Criciúma é campeão, depois de terminar em sétimo o primeiro turno, provocar uma reestruturação com Osvaldo Alvarez que deu certo. Ainda que falte um longo caminho e muita coisa há de se melhorar para a Série A, o caneco está em boas mãos.

E o recado vale para todos os times: o Brasileirão começa na semana que vem, e o nível técnico do Chevetão 2013 deu a letra: todos, sem exceção, precisam agregar em qualidade.

Lá em Criciúma, quem quer pagar promessa sobe a pé o morro do Caravaggio. Bruno merece uma estátua lá em cima.


BdR na Decisão: tudo pronto na Arena

Estamos aqui na Arena Condá, onde a torcida vai chegando para a grande decisão. Estou aqui na cabine da Rádio Record junto do Polidoro Junior, que vai comentar o jogo que terá narração de Clayton Ramos e reportagens do Marcelo Mancha.

A promessa é de grande festa. Patrocinadores distribuiram para a torcida mini-vuvuzelas que prometem muito barulho.

Que vença o melhor.