sábado, 8 de junho de 2013

JEC vence em noite de Ronan. Chape brilha mais uma vez

Cristiano Andujar / Notícias do Dia
Noite de sexta com vitória da dupla do interior na Série B.
Começando pelo jogo mais confuso, o da Ressacada.

Primeira coisa: é uma estupidez da CBF escalar trio catarinense para um confronto caseiro no Campeonato Brasileiro. É sabido que a arbitragem daqui não anda aquelas coisas. Aí é colocado na fogueira um árbitro que todo mundo conhece, sabe como age, e com o agravante do caso do clássico, envolvendo ele e Marquinhos Santos. Faltou bom senso. A FCF tem culpa? Nesse caso, não parece. Mas poderia ter pedido pra evitar. Terça, Célio Amorim fez das suas em Figueira x Chapecoense. Hoje, Ronan. Confusão que poderia ser evitada.

Agora, o jogo: o Avaí tem reclamação de sobra, mas o Joinville não tem a ver com isso e soube usar da sua defesa, sua melhor arma,pra vencer a partida. Por mais ou menos 25 minutos, o JEC estava num profundo estado de dormência em campo. Desatento e desorganizado, o time viu Ivan operar um milagre e Ronan não marcar gol em um lance complicado, que até dá pra perdoá-lo pela velocidade, além do fato que a jogada era do assistente Eberval Lodetti. Em suma: o Avaí perdeu várias chances enquanto o Joinville dormia.

Quando Arturzinho conseguiu ajustar o time pra não tomar tanto sufoco, surgiu a estrela de Carlos Alberto, que usou de muita inteligência para achar Ronaldo para fazer 1 a 0. O volante quase demitido deu a volta por cima e hoje é um dos principais jogadores tricolores. O Avaí sentiu o gol e não reagia, abusando de bolas na área e sem Cléber Santana mostrar brilho algum. Na frente, um brucutu chamado Beto, sem habilidade nem categoria de atacante. Não merece vestir a camisa 9 avaiana. Em outro lance polêmico, o JEC armou um contra-ataque, de novo com o camisa 2. Se o juiz não apitou, a jogada segue, certo? Aí o zagueiro faz uma lambança daquelas pro JEC matar o jogo com Lima e vencer sua primeira partida do ano. O tricolor tem seus méritos pela luta, e pelo sistema de marcação que dá suporte ao time.

OK, Ronan apareceu como nunca e atrapalhou tudo, por uma lambança de quem o escalou. Mas o torcedor avaiano precisa analisar o time, que tem atacantes de baixa qualidade, uma dupla de meio que ainda não desencantou e laterais que não convencem. O Joinville é um time muito unido, que está fechado com Arturzinho. Impressionante a motivação mostrada depois da 'chacoalhada' do treinador. Ainda que a campanha seja ótima, com o tricolor garantindo a segunda colocação, um novo cenário desponta para julho, com a volta do time inteiro que está no Departamento Médico. Tem gente boa pra Arturzinho arrumar lugar entre os titulares.

Finalizando: se a CBF tiver critério, tanto Ronan quanto Celinho tomam geladeira. No caso do jogo da Ressacada, colocar árbitro marcado por jogador, no caso Marquinhos, foi um tremendo erro. Tanto árbitro bom no país e coloca um catarinense em confronto do Brasileirão?


E a líder do Brasileirão finalmente estreou em casa goleando: o trator verde da Chapecoense patrolou o combalido ABC por 5 a 1 e garante mais uma rodada na liderança, com grande chance de continuar assim durante a parada da Copa das Confederações, já que o Paysandu vem aí na terça. Agora, o céu é o limite para a Chape. Marcar pontos agora significa ter uma boa gordura lá no final. Ainda falta muito, mas o começo é simplesmente sensacional.



quinta-feira, 6 de junho de 2013

Wellington Paulista, da Premier League para Criciúma

Foi confirmado há pouco pelo Cruzeiro o empréstimo do atacante Wellington Paulista , 30 anos ao Criciúma até o final do ano, quando acaba seu contrato com o clube mineiro. Ele, que estava  no West Ham, da Premier League inglesa, chega nos próximos dias ao Heriberto Hulse para assinar o contrato.

Sua ida faz parte da negociação que levou o atacante Lucca ao Cruzeiro no ano passado. Entre 2009 e 2012, Wellington fez 75 gols em 160 jogos pelo time azul de Belo Horizonte.

É um jogador que, apesar de não estar na sua melhor fase, tem experiência em Série A e poderá ajudar muito o Tigre no Brasileirão. WP ganha uma chance de ouro de voltar a aparecer bem e garantir um bom contrato no próximo ano, já que seu vínculo com o Cruzeiro se encerra em 31 de dezembro.


Video: jogador do Porto conta as aventuras do time, e outras coisas...

O Porto, que é de Porto União mas manda seus jogos na Divisão Especial em União da Vitória (PR), lidera o campeonato ao lado do Brusque, com nove pontos ganhos em três rodadas.

Time simples, que viaja no dia do jogo, faz seu lanche na estrada, chega a Itajaí para enfrentar o time mais rico do campeonato (vitaminado pela parceria com a LA Sports) e, com dois homens a menos e um pênalti defendido, além do apito amigo de Edson da Silva, conforme estampa a manchete do Diarinho hoje, venceu o Marinheiro por 1 a 0.

Abaixo, entrevista do zagueiro Richard, do Porto, ao repórter Jean Pablo Cardoso, contando a aventura do time, que viajou em um microônibus até Itajaí. E quando o veículo foi embora, ainda deixou uma "lembrancinha" na pista do estádio. Assista até o final:




quarta-feira, 5 de junho de 2013

Vitória do Tigre, como se deve jogar

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
Por mais que o Santos não seja o mesmo sem Neymar, o Criciúma apagou a falta de futebol do jogo contra o Fluminense e resolveu jogar bola. Solto, alternando jogadas, trabalhando em todo o campo, o time de Vadão, que dessa vez não armou uma linha de quatro volantes, venceu por 3 a 1. E podia ser mais, não fossem os erros da arbitragem.

É assim que o Criciúma foi campeão catarinense e é assim que deve jogar a Série A: com jogadas definidas, usando as laterais (e deve melhorar quando Suéliton voltar ao time), lançamentos de Lins, participação dos atacantes... Com o time qualificando mais, com a chegada confirmada de Morais, o elenco vai se cercando de jogadores experientes para encarar o Brasileirão.

O time vai mudar, mas o estilo não pode sair do que aconteceu contra o Peixe. E nada de mostrar um jogo em casa e outro fora. Quem não quer passar susto e tem a intenção de ir longe no Brasileiro precisa mostrar o seu melhor.

Chapecoense e JEC assumem a ponta da B

Débora Klempous / Notícias do Dia
A Chapecoense continua impressionando o Brasil, aquele que não conhece o Verdão do Oeste e a chama de "o". Venceu o Figueirense, chegou aos 10 pontos, à liderança da Série B sem fazer nenhum jogo em casa. 100% de aproveitamento jogando como visitante.

É, sem dúvida, uma arrancada impressionante, até se tratando de um time calouro. Motivado, arrumadinho e bem treinado, o time de Gilmar Dal Pozzo foi melhor que o Figueirense. Aliás, o próprio Estadual já estava mostrando que a Chape era melhor. Apenas se constatou isso no confronto direto, e aparece um líder com toda a justiça.

E ainda teve o pênalti que Nivaldo pegou, cobrado por Rafael Costa. E acredite: foi apenas o segundo pênalti que ele pegou com a camisa da Chapecoense. O primeiro tinha sido contra o Brusque, ano passado. O Verdão tem tudo para manter a liderança: vai, finalmente, estrear em casa na sexta, jogando contra o lanterna ABC, e depois tem o Paysandu, também em Chapecó, para tentar terminar a primeira parte do campeonato na frente. E tem grandes chances de conseguir isso.

Também teve destaque a arbitragem do Célio Amorim. Mas em se tratando dele, nada é novidade.

Carlos Junior / Notícias do Dia
Já em Joinville, o JEC precisou de 45 minutos para fazer três gols no América de Natal e chegar à vice-liderança. Time que jogou solto, ligado na partida, se entendendo em campo, e que teve vida fácil. No segundo tempo, mais relaxado, a qualidade caiu, mas nada que impedisse o resultado final. Arturzinho mexeu no time colocando Ricardinho (que acabou vaiado no segundo tempo), e agora tem uma dúvida para enfrentar o Avaí: que time escalar, o que bateu o ASA ou o que venceu o América? Terá a volta de Augusto Recife, mandará Carlos Alberto de volta para a direita e fará uma forte linha de marcação. A dúvida ficará se Artur Maia voltará ou não. Terminando a primeira parte no G4, o Joinville terá a turma do DM recuperada em julho, e aí Arturzinho terá muitos problemas pra montar o time titular. Liguera e Kim, por exemplo, não podem ser reservas nesse time.

Pouco vi do jogo do Avaí, mas amigos contaram o que viram: um time que precisa se organizar, principalmente enfrentando adversários fortes. Convenhamos que perder para o Palmeiras, fora de casa, não é nada anormal. Mas já tem gente querendo a cabeça de Ricardinho. E Márcio Diogo vai aparecendo como o destaque do time. Sexta tem Avaí x JEC na Ressacada. Jogo bom para testar os dois times: o Avaí no clima de incerteza contra um Joinville que arrebenta em casa, mas não venceu nenhuma fora neste ano.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Foto: portões fechados pra que?

O jogo entre Canoinhas x Concórdia, pela Divisão Especial, teve que acontecer com portões fechados no Estádio Benedito de Carvalho, no Norte do Estado, por causa da falta dos laudos liberatórios. Mas nem por causa disso, o time da casa ficou sem torcida. Cerca de trinta torcedores se acotovelaram em cima de uma caçamba e, de lá, fizeram seu barulho para empurrar o time.

Mas não adiantou, o Canoinhas, que contratou hoje o técnico Raffaele Graniti, perdeu para o Concórdia de virada por 2 a 1.

Veja as imagens da barulhenta torcida:





domingo, 2 de junho de 2013

Tigre perde a segunda, sem nem tentar um crime

Digão comemora um dos dois gols que fez / Lancenet
Vadão tem deixado claro, e eu concordo com ele, que a primeira meta do Criciúma na Série A é chegar aos famosos 43 pontos para evitar o rebaixamento. Depois disso, o que vier é lucro.

Até aí tudo bem, mas nos últimos dois jogos, e principalmente contra o Fluminense, o Tigre não jogou bola. Esperou o adversário e não se dispôs a trabalhar jogadas para tentar sorte diferente. Aí fica difícil.

Saindo da característica ofensiva do Estadual, Vadão montou uma linha de quatro homens de marcação no meio para segurar o Flu, abrindo mão até da possibilidade de um contra-ataque bem encaixado. Com isso, o time acumula a segunda derrota e terá, nos dois próximos jogos em casa, contra Santos e Flamengo, a obrigação de pontuar para não perder terreno.

Ainda não há motivo pra pânico, mas o título estadual não pode encobrir a necessidade de mais qualidade, talvez não no elenco, mas no futebol apresentado. Se o time não render com o que tem, e aí dá pra incluir, por exemplo, Daniel Carvalho, que entrou hoje ainda acima do peso, aí é hora do clube ir às compras, em um mercado que logo abrirá para o exterior e com as opções disponíveis na Série B.

Perder para Inter e Fluminense, dois favoritos ao título, e fora de casa, não é nada anormal. Preocupa que o time não jogou futebol nem pra tentar um crime. Não tá certo ficar rifando bola ou entregando para o atacante Lins se virar.

Início de Série "B", de "Barriga Verde"

Chamou a atenção do Brasil a classificação final da terceira rodada da Série B. Os quatro times catarinenses ocupando as primeiras colocações na zona de acesso. Algo inédito, sem dúvida. Ainda que faltem 35 rodadas pela frente, e com confrontos diretos nas duas próximas (Figueira x Chapecoense terça e Avaí x Joinville sexta), que dificilmente manterão esta situação, sem dúvida é um fato espetacular, que povoa os noticiários e traz ares bem legais para o Estado.

Estão na frente o Figueirense que ganhou um novo ânimo com Rafael Costa, a Chapecoense que marcou sete pontos sem fazer nenhum jogo em casa, o Avaí de novo poderio com Cléber Santana, e o Joinville, ainda que não tenha mostrado o melhor jogo como visitante, tem jogado solto e de forma convincente dentro da Arena.

Ainda que seja muito cedo pra dizer quem vai subir, até pelo fato de fortes concorrentes virem atrás, dá pra cravar com certeza que nenhum vai entrar em briga pra cair pra Série C. Todos tem time para estar na metade de cima da tabela. Se vão conseguir o acesso lá em novembro, isso é outra história.

Também circula nas redes sociais a inevitável comparação com o Campeonato Catarinense, que durante anos não vem sendo parâmetro para análise de forças para o Brasileiro. Não é que o Chevetão seja de alto nível. A comparação é em outro patamar. Penso que o estadual serviu para detectar as fraquezas de cada time, que aí puderam concentrar suas forças em reforçar os setores carentes. Daí você vê o Figueirense resolvendo, pelo menos por ora, o criticado setor de ataque, o Avaí trazendo um companheiro para Marquinhos, a Chapecoense reforçando o elenco com a possibilidade de um orçamento maior e o JEC trazendo jogadores experientes para a armação e nova vida para o ataque, de tantos problemas no começo do ano.

Ainda falta muita coisa pra rolar, mas sem dúvida os quatro catarinenses serão mais respeitados pelos seus adversários, e isso muda, pra muito time, a forma de jogar. E aproveitando a boa fase, somando pontos nas rodadas iniciais, cria-se um bom diferencial lá pra frente.

Não é momento para euforia, mas sem dúvida é sensacional ver um G4 todo barriga verde.

E terça-feira tem duelo de líderes no Scarpelli, entre Figueirense x Chapecoense. Promete ser um jogão, de um time com um atacante inspirado contra o visitante que mais aprontou no campeonato.