sábado, 15 de junho de 2013

Jogue bola que a torcida e a confiança vem junto

Rafael Ribeiro / CBF
Alheio à tudo o que aconteceu na abertura da Copa das Confederações, com protestos, vaias à presidente e ao cara que manda na Fifa, tivemos um jogo de futebol.

Nos últimos dias venho olhando com desconfiança a seleção brasileira. Quero que ela me convença que pode ir longe na Copa com boas atuações coletivas e individuais. O torcedor desconfiado quer o mesmo. Aquele que vaia uma atuação quer ver o time jogando bola. Hoje, não pode reclamar.

O time se impôs desde o começo do jogo. Fez o primeiro logo no início, fechou os espaços, controlou o veloz time japonês e venceu ao natural. Ainda que o time nipônico não tenha jogado o que se esperava, a vitória foi merecida. Neymar, que não só eu pego no pé pelas suas atuações com a amarela, hoje fez o que se espera dele.

Não é a garantia de que "a seleção é um timão", mas sem dúvida é um bom início. Uma boa fase não se caracteriza por um jogo, e sim na sequência. E a Copa das Confederações pode servir para estabelecer a boa sequência, definir o elenco e ir para a preparação final.

As vaias foram justas. A Fifa fez de gato e sapato no país, e caiu no colo de Dilma encarar a situação do derrame de dinheiro público para uma competição privada, com estádios que dificilmente encherão depois de 2014, aceitando o acordo que seu antecessor fez, sem nada fazer para evitar isso.

Para o futebol, somente aplausos. Tudo no seu devido lugar.


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Hémerson volta ao lugar que não deveria ter saído

Frase de Hemerson na sua despedida, em 2012
Depois de se sagrar campeão estadual e ganhar de presente uma demissão com uma campanha irregular na última Série B, Hémerson Maria foi chamado pela mesma diretoria que o demitiu, para resolver o problema de um time que se espera muito mas não funcionou em campo sob o comando de Ricardinho.

Os motivos da sua escolha são vários; conhece grande parte da turma que lá está incluindo a diretoria, se dá bem com Cléber, Marquinhos e os líderes do grupo, fala linguagem de boleiro, e pode, na base da conversa, melhorar muita coisa no ambiente sem precisar esperar a bola voltar a rolar.

E sua carreira fora da Ressacada também é notável: pegou o time do CRAC na zona de rebaixamento do Goiano, tirou de lá e levou o time à terceira fase da Copa do Brasil eliminando o Náutico em Recife, com um combinado de jogadores que passaram pelo futebol de SC. Chamou a atenção do Brasil e agora volta, não como um interino, mas como um técnico que fez um bom trabalho e está retornando, com o carimbo de quem foi campeão sobre o principal rival.

A torcida vai vir junto. A notícia da volta de Hémerson foi muito bem recebida pelo torcedor, e não poderia ser diferente. Só por isso, vai trazer de volta a confiança das arquibancadas, quando o campeonato retornar.

O elenco estava dividido sob o comando de Ricardinho. Agora não estará mais. É o primeiro passo para que o time se acerte em campo. E está aí o grande desafio do novo técnico: fazer a dupla 10-88 funcionar, o grupo ganhar ânimo e confiança, e as vitórias aparecerem.

Hémerson chega com uma moral enorme, mas vai ter que trabalhar. Meses depois, ele volta ao lugar que não deveria ter saído.

Video: torcedora do JEC se recupera bem de cirurgia

A torcedora do Joinville Angela Mazotto está em casa, recuperando-se da cirurgia para retirada de um tumor no cérebro, que aconteceu em Curitiba.

A campanha para conseguir o dinheiro para bancar o tratamento de Ângela tomou o Brasil. A camisa usada no úlitmo jogo de Neymar na Vila Belmiro foi leiloada. Jogadores de outros clubes e do próprio tricolor também deram sua ajuda para custear o tratamento, orçado em R$ 90 mil.

E Angela vai sair dessa e vai poder voltar à Arena para torcer pelo seu tricolor. Acompanhe abaixo a matéria da repórter Marcela Varasquim, da RIC Joinville, que conversou com essa torcedora fiel do JEC:

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Na B, enquanto o interior navega tranquilo, a capital...

A última rodada da Série B antes da parada para a Copa das Confederações consolidou a Chapecoense e o Joinville como os melhores times até agora. Se o período de 20 dias sem jogos fará bem ou mal, só saberemos lá na frente. Mas até agora, foram os mais eficientes.

A dupla da capital patina. O Figueira ainda não mostrou a que veio. O Avaí perdeu o técnico, que não deu jeito de fazer o time jogar.

Começando pelo lado bom: foi sofrido, mas a Chapecoense despachou o Paysandu com três gols de Bruno Rangel e manteve a liderança que impressiona o Brasil. Não só isso: seus atletas começam a chamar a atenção da turma da Série A que precisa de reforços. O Criciúma já disse que quer Fabinho Alves, enquanto já ouvi zumzum por Bruno Rangel. Interesses à parte, o time joga como gente grande, teve cabeça para assimilar o empate do time paraense e garantir a vitória. Some um time fechado, organizado e com estrela e você terá aí o líder.

Em Guaratinguetá, jogo que transmiti, o JEC chegou a dois números históricos: a milésima vitória e a chegada de Lima ao topo da artilharia do clube, empatando com os 130 gols marcados por Nardela. Só isso já valeria a vitória, mas há de se ressaltar como o time se uniu em torno de Arturzinho. Não foi um belo jogo, mas venceu quem foi mais eficiente. Lima está voltando a ser aquele Lima. Oportunista, decisivo e goleador. E o time começa, finalmente, a ganhar uma boa forma. Até a reestreia, contra o Sport, vai ter gente voltando pra ajudar, principalmente Eduardo, Liguera e Kim. Como que Arturzinho vai escalar, é problema dele. Certo é que não vai dar de reclamar de falta de opções. É o melhor elenco de SC. Vai ter gente boa no banco de reservas.

Não vi o jogo, pouco posso falar do Figueirense, que empatou em Fortaleza. O que dá pra dizer é que o time que tanto se esperava e até dava esperança com Adilson Batista, resolveu empacar e não dar arrancada que seus coirmãos do norte e oeste deram. Nada que a intertemporada não possa resolver, mas há aqui um sinal de aviso.

Marco Santiago / Notícias do Dia
Já o Avaí perdeu o técnico. Jogou mal, perdeu mais uma para o América e Ricardinho pediu para sair, antes que fosse demitido no dia seguinte. A verdade é que ele aceitou que não achou um jeito de Marquinhos e Cléber Santana jogarem juntos. Logo, o que tanto se esperava acabou indo por água abaixo. Some-se aí um ataque fraco e uma defesa desorganizada. É um dos times que agradece a paralisação, para que alguém chegue para reorganizar a casa e faça o time jogar bola com os seus dois craques. Não vai ser fácil, mas como diria um candidato derrotado nas últimas eleições, "dá pra fazer".

Certo é que os times do interior nadam de braçada e vão tranquilos para a intertemporada. Na região da capital, a preocupação vai ser grande.


segunda-feira, 10 de junho de 2013

Coisas do futebol de SC: arbitragem paga com cheque de APP de Escola Pública

Num ano pródigo de histórias no futebol de Santa Catarina, apareceu mais uma neste final de semana. O XV de Outubro de Indaial tomou de 6 a 0 do Marcílio Dias no sábado, em Indaial, pela Divisão Especial do Catarinense. O jogo teve 83 torcedores presentes, que resultaram numa renda de R$ 810,00.

No prejuízo, o clube teve que dar um jeito de pagar o restante das taxas. E deu, usando um cheque de R$2.373,00 da APP da Escola Básica Raulino Horn, de Indaial, uma escola pública, da rede Estadual.

A informação veio na súmula do jogo, preenchida pelo árbitro Raimundo da Luz Nascimento:


O Blog tentou entrar em contato com a diretoria do XV de Indaial através do telefone informado em seu site, mas ainda não teve sucesso.

Retratos do futebol de Santa Catarina.