sábado, 6 de julho de 2013

Quem quer subir, não pode errar tanto

Carlos Junior / Noticias do Dia
O Joinville tropeçou nos seus erros e perdeu para o Sport por 3 a 2 na Arena, para mais de 10 mil torcedores presentes.

Jogou mal, até merecia sorte melhor por ter buscado o placar depois de estar perdendo por 2 a 0, mas as falhas individuais acabaram resultando nas três jogadas dos gols pernambucanos. Ainda comemorando o empate, o time tomou o terceiro três minutos depois.

Essa derrota não muda nada no conceito que tenho sobre o JEC. A sequência de erros que aconteceu no jogo deste sábado pode servir como lição para o futuro. As vezes é bom tomar uma sapatada pra acordar.

Arturzinho tem algumas lições de casa: treinar muito os cruzamentos, rever sua posição em manter teimosamente Ricardinho em campo e essa história de improvisar quando se tem peças no banco. Hoje, ele tirou Marcelo Costa para colocar Kim, um atacante, sem ninguém para armar. com um jogador do ofício, Wellington Bruno, disponível. Nem é preciso dizer que não deu certo. Os gols do empate saíram na base da vontade, num time que jogava com muita raça e pouca organização. Mais uma lição.

Vem aí a Chapecoense no sábado, no que promete ser um grande jogo na Arena. Talvez essa derrota tenha servido para o Joinville voltar para os eixos e fazer um grande jogo contra o líder. Com o departamento médico vazio e um bom elenco, Arturzinho tem tudo nas mãos para manter o time no G4.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Eficiência, e mais uma vitória da Chapecoense fora de casa

Gazeta de Alagoas
Não foi um grande jogo em Alagoas, mas no segundo tempo, a Chapecoense conseguiu encaixar duas jogadas do seu repertório e voilá, mais três pontos na conta e a liderança da Série B está mantida.

A Chape não venceu com brilho ou atuações fantásticas. Foi eficiente, simples assim.

Contra um adversário pressionado, com a zona de rebaixamento próxima, era o tipo do jogo cascudo. Enfrentar um time no desespero significa tomar abafa, ainda que de forma desorganizada. Nisso aí a marcação verde deu jeito com relativa tranquilidade. E olha que o time já podia estar vencendo no primeiro tempo, num pênalti não marcado em Diego Felipe.

No segundo tempo, o ASA cansou de tanto bater na porta fechada da defesa da Chapecoense, que foi colocando as manguinhas de fora. E acabou vencendo em duas jogadas muito conhecidas de quem acompanha o Campeonato Catarinense: o primeiro gol de Fabiano, de cabeça após cobrança de escanteio, e o segundo, em bola tocada para Paulinho Dias no corredor. Vitória assegurada.

São três pontos importantes na arrancada da segunda parte do Brasileirão. O time abre oito pontos de vantagem para o quinto colocado, que no máximo cairá para seis ao fim da rodada. Ainda que nada esteja garantido, já é permitido um acidente de percurso nesse caminho rumo à Série A.

Vai ser difícil passar por esse time super-bem ajustado por Gilmar Dal Pozzo.


JEC mantém o time-base na volta ao campeonato

Estou bastante curioso para ver o Joinville nesta volta da Série B. O time é vice-líder, com apenas uma derrota, conseguindo excelentes resultados com o Departamento Médico cheio.

Já disse aqui e repito: entre os times catarinenses da Série B, é o que tem o melhor elenco. O banco de reservas tem várias opções interessantes.

Arturzinho deu entrevista à Mais FM hoje e disse que já tinha decidido há um mês que vai manter a base do time que venceu 5 de 6 partidas até agora, que o torcedor sabe de cor: Ivan, Carlos Alberto, Sandro, Rafael e Rafinha. Augusto Recife, Marcos Winicius, Ricardinho e Marcelo Costa.  Lima e Ronaldo. Mesmo com opções interessantes no banco, ele optou pela coerência, entrando na segunda parte do campeonato com o mesmo time-base. Com a bola rolando, mudanças podem acontecer.

Jogadores como Eduardo, Kim, Liguera, João Paulo, Diego Jussani, Boiadeiro, Wellington Bruno, Artur Maia, os recém chegados Bruno e Edgar Júnio, entre outros, estão esperando a sua vez. Dá até pra fazer um bom time com os reservas.Os três primeiros que citei seriam titulares no meu time. Mas aí vem as constatações: Carlos Alberto vem jogando muita bola depois que entrou no time, nos confrontos contra o Santos. Mesmo sendo volante de ofício, seria proibitivo colocar o titular absoluto Eduardo fora de ritmo nessa situação. Na frente, Ronaldo está numa fase iluminada, fazendo gols quase todo jogo, não dando espaço para Kim. Minha restrição vai para o setor de meio-campo, onde não se define se Ricardinho é meia ou volante. Nesse meio, o time perde em velocidade e Marcelo Costa anda sobrecarregado.

Com mais 32 jogos pela frente, vão aparecer as lesões e suspensões. Aí o time tem boas opções de reposição na zaga, na cabeça de área, na meia e no ataque. Arturzinho não pode reclamar do elenco que tem nas mãos. Se ele conseguir administrar o material humano que tem e não errar na armação e nas substituições, o JEC vai longe.


quinta-feira, 4 de julho de 2013

Figueira volta sem muitas novidades. Mas podia ter sorte melhor no RJ

O Figueirense voltou da folga da Copa das Confederações sem mostrar novidades contra o Botafogo. Num jogo sem muitas emoções e forte marcação, não deu pra ter algum sinal de "a folga trouxe algo positivo". Talvez um pouco mais de movimentação, mas nada que dê pra dizer que seja espetacular.

Duas constatações que ficaram evidentes: dependência das jogadas de Rafael Costa no ataque e as antigas falhas de bola aérea da defesa do Figueira, que Adilson Batista não dá jeito de arrumar. O gol de Rafael Marques é uma prova disso. Erro crasso, diga-se de passagem.

Mas o Botafogo ficou só naquele gol, e o Figueira não merecia perder o jogo. Culpa do assistente, que anulou um gol legal de Rafael Costa e marcou outro impedimento inexistente do mesmo jogador. E no final, ele acabou perdendo uma grande chance na frente de Jeferson.

Menos mal que a disputa pela classificação está completamente aberta, e o jogo de volta é só daqui a três semanas. Tempo de sobra para melhorar o time com os novos jogadores e buscar chegar a outro padrão. Só que aí Adilson esbarra na limitação do seu elenco. Os reforços que chegaram não tem ninguém que dê pra dizer que é "diferenciado". Como fazer uma boa limonada com esses limões? Problema do técnico.


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Alan, da Chapecoense, é pego no antidoping

A notícia caiu como uma bomba no fim da tarde desta quarta. Como informei aqui ainda hoje, o lateral Alan, da Chapecoense, deveria ter no dia de amanhã uma solução sobre o seu futuro. Inter, Atlético-PR e Corinthians já tinham manifestado o interesse.

Acontece que o jogador foi pego no antidoping e está suspenso preventivamente por 30 dias pelo STJD, através de ato administrativo assinado pelo presidente, Flávio Zveiter.

A contraprova do exame teve seu resultado divulgado as 17:40 de hoje. Conforme o artigo 102 do CBJD, ele está suspenso de forma preventiva e o clube tem cinco dias para apresentar a sua defesa. Depois disso, ele será julgado.

O clube dará uma entrevista coletiva nesta quinta, as 13 horas, para dar detalhes sobre o caso. A substância que apareceu no exame realizado na partida contra o ABC não foi divulgada.

Pensando um pouco: se o resultado da contraprova saiu hoje, então o jogador e o clube já sabiam do problema, com o resultado do primeiro exame. Pode ser um dos motivos do jogador não ter viajado para Arapiraca.

Só pela suspensão preventiva, as negociações que poderiam trazer um bom dinheiro para a Chapecoense foram paralisadas. Há de se aguardar a explicação do clube, saber qual a substância encontrada e qual a estratégia de defesa. Todos foram surpreendidos.


Cobiçado, Alan será negociado e deixará Chapecó

Notícia que vem de Chapecó dá conta que o lateral Alan não viajou com a delegação para Alagoas, onde o time enfrenta o ASA no final de semana.

Oficialmente, o motivo seria um resfriado. Mas ele foi tirado da viagem pela diretoria de futebol. Até amanhã, o seu novo clube será definido. Chegou a hora de negociá-lo, e o próprio técnico Gilmar Dal Pozzo deu sinais que não contaria mais com ele.

As possibilidades existentes e confirmadas até o momento são três: o Internacional, cujo interesse é conhecido e seu empresário já inclusive trabalha num pré-contrato, já que a Chape não tinha interesse em liberá-lo antes do fim do seu vínculo; o Corinthians, que viria sob um acordo com o BMG, que o repassaria como um investimento para São Paulo e conta com a simpatia do técnico Tite, amigo pessoal de Dal Pozzo, e também o Atlético-PR, cujo coordenador, Antonio Lopes, já entrou em contato com o clube manifestando interesse no jogador. Há um rumor de interesse de empresários que repassariam ao Grêmio, mas nada que possa ser oficializado.

Como o seu contrato vai até novembro, a Chapecoense tem o direito de cobrar a multa rescisória ou fazer qualquer outro tipo de negociação.

Certo é que Alan não defende mais o time na Série B.


terça-feira, 2 de julho de 2013

Hora de voltar: Criciúma

Décimo lugar na Série A e com dez gols sofridos em cinco partidas, o campeão catarinense ainda procura seu rumo para o resto da temporada. Em um campeonato de nível de exigência bem mais alto, o Criciúma de Vadão ainda não dá a segurança necessária ao torcedor que o time vai cumprir a primeira meta, que é conquistar pontos para fugir do rebaixamento.

E a partida desta terça, contra o Salgueiro, ajuda na tese. Muito, mas muito pouco futebol para quem é da primeira divisão do Brasileiro e enfrentava um adversário da quarta. No mínimo deveria impor sua superioridade. Não impôs. Preocupa um pouco.

O time contratou bem, trazendo reforços como Wellington Paulista e Cassiano. O elenco agregou bastante, falta o futebol aparecer como um time. Vadão teve tempo, fez dois amistosos, muita conversa e treinamentos. Ele é experiente, deve saber o que está fazendo. Contra o Atlético-MG, no final de semana, o time precisa mostrar uma cara vencedora e um time minimamente encaixado.

Ainda não é momento para preocupação, todos os times estão procurando se encaixar, e até tem clube em situação pior que o tricolor. Mas não há dúvida que o elenco é qualificado, talvez o melhor dos últimos anos do clube, no papel.

Falta fazer a teoria funcionar na prática. Vou apagar essa pelada que aconteceu no interior de Pernambuco. Que nas próximas partidas do Brasileirão o time mostre uma cara melhorzinha.


segunda-feira, 1 de julho de 2013

Hora de voltar: Chapecoense

A partir de hoje, o Blog inicia uma rápida série sobre os times catarinenses nas Séries A e B do Brasileiro depois da parada de 20 dias da Copa das Confederações. Quem ganha, quem perde, para quem a parada veio em hora boa ou em hora ruim... Vamos ver no que dá.  Hoje, começando com a sensação da reta inicial de campeonato, a Chapecoense.

Time que lidera a Série B, com o melhor ataque (16 gols) e apenas cinco sofridos, e ainda tendo Bruno Rangel como artilheiro mais do que isolado com nove gols, a Chapecoense chega na continuação do campeonato com o Brasil olhando para ela com outro aspecto. Teve gente que colocou como favorito ao rebaixamento e o que se mostrou foi algo completamente diferente: time unido, focado, disciplinado e com um conjunto incrível. Obviamente que isso chamou a atenção de outros times.

A conta é simples: tá cheio de time da Série A que precisa de reforços urgentes. A janela do exterior está abrindo, mas o custo de importação é alto. Sobra a Série B, e a Chape é alvo das atenções, principalmente Bruno Rangel e o lateral Alan. O caso de Rangel me lembra muito o de Clodoaldo, atacante que marcou alguns gols pelo Criciúma no início da Série B e logo depois parou no Corinthians, pra depois desaparecer. Gilmar Dal Pozzo é outro que vai ser lembrado cada vez que um treinador cair no Brasileiro.

Aqui, dá pra ver a postura firme da diretoria verde: só sai se pagar a multa do contrato. O clube parece não ter dado ouvidos às propostas de trocas que pudessem tirar poder do time. Exigiu pagamento de multa para Alan, e o jogador acabou ficando. Mantém-se a base líder.

A Chapecoense foi o time que mais perdeu com essa parada. O time acertadinho deve continuar, pois não há motivo para perder o conjunto. Acontece que a pausa deu chance aos outros times para se reforçarem, treinarem muito e tentarem chegar no patamar do G4. Poderia até ter acumulado uma gordura, se o campeonato tivesse seguido. O time é bom, confiável e até trouxe alguns reforços para incrementar o banco de reservas. Rebaixamento não faz parte do vocabulário do time, e a batalha do acesso é algo real e possível. E se continuar a jogar com personalidade fora de casa, sem medo do adversário, vai ter gente ficando mais impressionada ainda.


Video: Rui Guimarães se recupera e logo estará de volta

O comentarista e nosso parceiro de Clube da Bola Rui Guimarães se recupera bem da cirurgia que passou em Florianópolis para a retirada de um abcesso no intestino. Logo logo ele estará de volta trazendo a sua experiência e conhecimento nos microfones.

Sábado, no Clube da Bola, o professor foi homenageado em uma bela matéria do repórter Clayton Ramos na RICTV. Compartilho esse emocionante video com vocês aqui no Blog. Rui assistiu tudo e, emocionado, agradeceu na reportagem:


domingo, 30 de junho de 2013

O emergir de uma seleção, que volta a ser a seleção brasileira

Foi jogo perfeito. Atuação irrepreensível. Marcando bem, jogando intensamente no ataque e expulsando a Espanha do seu campo de defesa, a seleção não deixou dúvidas que tem tudo pra voltar a ser aquele time que esperamos. Depois e anos e anos de desconfianças, crises e times que não convenciam, agora sim há motivos pra acreditar.

A Espanha, que foi envolvida completamente hoje, merece respeito. Ainda é uma seleção de elite e vai vir forte para 2014, aprendendo com os erros apresentados nesta final. Acontece que o Brasil estava irresistível nesses últimos dias. Envolvido, motivado, reciclado, entrosado e, principalmente, encaixado. É um time de futebol, que Felipão conseguiu montar. Há de se reconhecer. De Julio César, que quando convocado foi alvo de muitos olhares cruzados, passando pelo brilhante Paulinho, de Neymar de atuações apagadas e um Fred que não desencantava, hoje o cenário parece ser outro.

Sempre fui muito desconfiado com a seleção brasileira. E acho que muita gente que está lendo esse post estava na mesma situação. Mas esse time, com Luiz Gustavo na marcação, uma linha de três atacantes e um monstro chamado Thiago Silva na defesa, me conquistou. E tomara que não me decepcione no ano que vem. A torcida foi reconquistada, vai empurrar o time, que não pode perder a pegada.

No Maracanã, a Espanha sentiu o primeiro golpe no início. Não esboçou reação, foi pressionado e não conseguiu botar em prática o seu esquema de futebol total. O jogo intenso brasileiro fez a Espanha se deparar com algo que não tinha encarado antes, e deu tudo certo.

É um título importante para reafirmação, mas o objetivo principal é 2014. Nasceu um time que saiu lá de baixo para emergir meteoricamente em quinze dias e impressionar o mundo. Garantia de título mundial ano que vem? Longe disso. Mas serve para mostrar que a seleção nacional do Brasil voltou forte. Falta um longo caminho, e a própria Espanha, assim como Itália, Argentina, Alemanha e Inglaterra estão de olho e virão fortes e concentrados para o Mundial.

O time de Felipão continua em obras, e o primeiro objetivo do técnico está cumprido.

Que cresça mais e mais até junho próximo.