sábado, 13 de julho de 2013

Chapecoense não desiste, JEC permite o empate, com confusão na Arena

Fabrício Porto  / Notícias do Dia
O jogo de rivalidade regional na Arena parecia que seria tranquilo para o Joinville. Acabou em empate, polêmica e quebra-pau no saguão do estádio.

Empate que tem gosto de vitória para a Chape e derrota dolorida pro JEC, com confronto de ideias entre presidente e treinador, de novo.

Jogo bom no primeiro tempo, com chances dos dois lados. Pelo lado direito, o Joinville fez dois gols, com Ricardinho após corta-luz de Lima, e do próprio artilheiro, num belo toque de letra. Estava tudo certo para o tricolor, mas ainda haviam 45 minutos pela frente.

Obviamente, a Chapecoense apertou o passo no segundo tempo. O JEC ia segurando até tomar o primeiro em bola cruzada pela esquerda. Mesmo assim, o tricolor ia dando jeito de se livrar das bolas levantadas na sua área. Até que Eduardo foi expulso de forma boba depois de uma saída de bola pela lateral. Isso deixou o time sem cabeça.

Aí, o JEC se tratou de segurar o resultado. Arturzinho tirou Lima para colocar o volante Ramon para recompor e, logo depois, a defesa falhou feio no gol de empate marcado por Soares. E olha, se tivesse mais uns 10 minutos, talvez a Chape viraria.

Reprodução / Youtube
Ao final do jogo, o pau comeu, com direito a jogadores batendo boca já na saída de campo e o assessor de imprensa da Chapecoense apagar após um mata-leão aplicado por um Policial Militar. Depois chegou a torcida do Joinville no saguão do estádio e o kissuco ferveu.

A Chapecoense comemora o empate e o JEC se viu no meio de um caldeirão. Aqui há acertos e erros. Primeiro: o presidente Nereu Martinelli, de cabeça quente, falou para todas as emissoras, descendo o sarrafo no técnico Arturzinho, criticando sua escalação e praticamente o demitindo, pela segunda vez (a primeira foi após o jogo contra o Guarani, pelo Estadual). Aí, na hora da coletiva, o técnico teve que se defender atacando, pedindo respeito e criticando até o gramado da Arena. Ficou um clima terrível e pior, aberto ao público. Coisa que poderia se resolver internamente e, principalmente, de cabeça fria. Foram falar no calor do jogo, e deu no que deu.

Não sou advogado do Arturzinho. Acho que ele não foi feliz em escalar o time com um Wellington Bruno fora de forma e colocar Somália, um volante, no seu lugar depois. Mas ele não contava com a cabeça-dura de Eduardo para ficar com um jogador a menos. Aí ele foi obrigado a escolher, optando por segurar o resultado com um time de cabeça quente, tirando Lima e colocando um homem de marcação. Quando tomou o empate, não tinha força para buscar o resultado, isso é óbvio. Mas o time, no campo, não fez sua parte. Jogar toda a culpa no treinador não é justo.

Tive a informação que o presidente Nereu Martinelli não vai demitir Arturzinho. Menos mal, mas que se acertem lá dentro do CT. Time que quer subir não pode ser desunido. O discurso tem que ser um só. E além do mais, não é justo tirar um técnico que está no G4 do campeonato. Aí é capaz de trocar treinador e colocar alguém que piore a situação. Segue o bonde que o tricolor tem dois jogos fora de casa, com boas chances de pontuar.

"Buena" vitória alvinegra

Carlos Costa / Lancepress
Gostei do Figueirense hoje em Goiânia.

Ainda que ainda tenha muita coisa para Adilson Batista arrumar (principalmente a bola aérea na defesa), é inegável que o time está encontrando um caminho para seguir na Série B. E o time ainda tem a sorte de Ricardo Bueno, o novo contratado, ter encaixado no time. E como encaixou: são 4 gols em duas partidas. Uma dupla com Rafael Costa que promete muito. E parece que Ricardinho perdeu o seu lugar.

Lembram de como era o ataque alvinegro com Marcelo Toscano lá no Estadual? Quanta diferença.

Time desfalcado, mas motivado. Houveram falhas, tanto que o Atlético saiu na frente. Mas o time teve tranquilidade para dominar o jogo, criar situações e vencer sem discussão. Até o questionado Botti aproveitou um presente do goleiro Márcio pra guardar o seu. Deu tudo certo.

O caminho do acesso se constroi jogo após jogo, vitória após vitória. E buscando se organizar em campo, o Figueirense vai começando a encontrar o rumo. Falta muita coisa pra acontecer no Brasileirão, mas essas duas vitórias seguidas dão uma boa impressão do que pode vir pela frente.


quinta-feira, 11 de julho de 2013

JEC x Chapecoense: jogo para balançar a Arena

O encontro dos líderes da Série B promete agitar a provavelmente lotada Arena Joinville neste sábado. Ao mesmo tempo que é mais um teste para a até agora imbatível Chapecoense, é um jogo que o JEC enfrenta a pressão de mostrar uma reação depois da derrota em casa para o Sport. Vai ser um jogão.

Gilmar Dal Pozzo deu uma declaração bem interessante nesta semana, que mostra como ele está "pé no chão" com a campanha verde até agora. Dos clubes que estão na parte de cima da tabela, a Chape enfrentou apenas o Figueirense. Isso diminui a campanha verde? Não. Mas mostra que o time vai precisar se manter por cima, e acompanhar o crescimento dos outros times durante o campeonato, além de não perder pontos contra a turma lá de baixo, coisa que vai indo muito bem até agora. Jogar dentro ou fora de casa é indiferente para o time, e esse é outro ponto importante.

No JEC, que perdeu para o Sport depois de errar muito (principalmente cruzamentos), o presidente Nereu Martinelli cobrou publicamente uma reação. Chegou a dizer que a Chapecoense iria pagar o pato no sábado. Arturzinho mexeu no time, que vai ter Eduardo de volta na lateral-direita no lugar do lesionado Carlos Alberto, e Wellington Bruno no meio, no lugar de Marcelo Costa, mantendo Ricardinho em campo. Estou curioso pra ver como o tricolor vai se postar na marcação das costas de Eduardo e a disposição do meio-campo com o novo camisa 10. O técnico não abre mão do seu capitão num primeiro momento, fazendo uma troca simples no homem de armação pra ver se o time vai render bem. Precisa vencer o jogo pra não sair do G4. E pra quem não sabe, os jogadores recebem premiação extra pra cada rodada que permanecerem no grupo de acesso.

Jogo sem favorito, pela força que a Chapecoense tem fora de casa, contra um JEC que é forte na Arena, mas está pressionado depois de perder em casa, com mudanças importantes no time.

Promete ser um partidaço. Que Rodrigo D'Alonso, que vai ser o homem do apito, não complique.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

JASC vem aí, de fôlego renovado

Estive em Florianópolis acompanhando o evento de lançamento da 53a. edição dos Jogos Abertos de Santa Catarina, que vai acontecer em Blumenau de 20 a 30 de novembro.

Eu, que já tenho 14 edições nas costas, gostei do que vi. Para quem estava preocupado com a queda de interesse e até de organização das edições (ano passado em Caçador foi uma tragédia), parece que a coisa vai melhorar.

As medalhas (foto) tem o desenho da prefeitura de Blumenau como fundo, assim como os troféus de campeão geral. Um forte trabalho de marketing vai ser feito, assim como uma campanha para trazer de volta as emissoras de rádio e TV ao evento.

Ainda que muita gente questione o formato atual dos Jogos (e eu me incluo nisso), ainda é a competição mais importante do Estado, que movimenta a engrenagem de muitas modalidades e equipes de leste a oeste.

Blumenau tem uma estrutura pronta e preparada para os JASC. Estou confiante que nesse ano teremos uma competição ao estilo dos velhos e bons tempos.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Fotos: a camisa do centenário do Carlos Renaux

Foram divulgadas as camisas comemorativas ao centenário do primeiro clube de futebol de Santa Catarina, o Carlos Renaux de Brusque, cujo aniversário acontecerá no dia 14 de setembro, recebendo, no Estádio Augusto Bauer, um amistoso da Seleção Brasileira Sub-20 contra um combinado de atletas de clubes do Estado.

Os uniformes, que já estão a venda, tem o número 100 nas costas, e dentro deles, estão os nomes dos atletas do clube que conquistaram os títulos estaduais de 1950 e 1953.



segunda-feira, 8 de julho de 2013

Todo mundo quer a Caixa

Conversei sábado com o prefeito de Joinville, Udo Dohler. Ele estava revoltado com o que chama de "desprezo" da Caixa Econômica Federal com o JEC, já que o banco público fechou contratos de patrocínio na camisa do Avaí, Figueirense e Chapecoense, e não dá esperança alguma ao clube da sua cidade. Ele prometeu "aumentar o tom do discurso".

A verdade é que o patrocínio governamental (tem nova novela pintando aí, dessa vez com a SC Gás, vide abaixo) em clubes, principalmente aqueles menores do país, virou bandeira política de deputados e autoridades que conseguem trazer a grana da Caixa e, de preferência, divulgam para a imprensa que foi conquista deles. Na hora de assinar o contrato, eles estão lá presentes na foto, mesmo não sendo presença constante nos estádios em dias de jogos.

Depois de fechar contrato com Corinthians e Flamengo, a CEF virou alvo da classe política. Já teve até Fernando Collor trazendo pra si a responsabilidade de ter conseguido uma verba boa para o ASA de Arapiraca (de R$ 1 milhão). Recentemente, conversei com o deputado federal Marco Tebaldi, que deu a letra: os clubes precisam pedir para o pessoal da base do governo que pode sair patrocínio. A verdade é que o banco estatal não olha puramente para o lado do marketing. São tantos clubes fechando acordo Brasil afora que, se somar os valores, dá um número enorme. Todo dia tem gente visitando a sede em Brasília atrás de um contrato bom para os clubes da sua região. Dê uma pesquisa no Google e veja quantos clubes estão à espera do OK da Caixa. Eu mesmo me assustei ao fazer isso. Santos, Bahia e até os rivais ABC e América de Natal com a intercessão do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. Quase todo mundo está negociando. Basta ter as certidões negativas.O último que fechou foi o Vitória, que vai receber R$ 6 milhões em um ano.

E na semana passada teve caso que vai dar polêmica aqui no Estado. A SCGás, empresa que tem o Governo do Estado e a Petrobras como sócios, vai assinar um contrato de patrocínio com o Criciúma no próximo dia 10, segundo o site da companhia. O repasse será de R$ 105 mil, e terá duração de um ano. A assessoria de imprensa da estatal informou via twitter que "O patrocínio ao Criciúma é uma decisão de mercado, em razão da atuação da empresa no segmento residencial da cidade". Podem anotar que em breve serão fechados acordos com outros clubes. Vai ter gente reclamando.


domingo, 7 de julho de 2013

Em busca do volume de jogo, mais uma derrota do Criciúma

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
O Tigre entra na zona de rebaixamento do Brasileirão com duas preocupações, que parecem que não foram consertadas na parada da Copa das Confederações: a defesa (13 gols até agora na Série A) e a falta de volume de jogo. Confirmou-se o que se viu na partida contra o fraco Salgueiro, na terça-feira.

Mesmo com um lance complicado de pênalti não marcado em Morais, a vitória foi justa do time B do Atlético, que poupou quase todo mundo para o jogo de quarta contra o Newell's. Perder em Belo Horizonte não é anormal. Mas que pelo menos o time perdesse mostrando virtudes, pressionando o adversário com uma turma de frente que tanto se espera, com Wellington Paulista, Lins e Morais.

Até agora, o Criciúma teve uma atuação que sai desse cenário, que foi a vitória sobre o Santos, que não estava na melhor das fases com a saída de Muricy. A situação atual do Tigre é essa aí que foi vista em Belo Horizonte. Sinal de alerta aceso. Com muito tempo de campeonato pela frente e depois da parada de 20 dias que poderia servir como intertemporada para acertar o time, nada foi acrescentado. Com dois jogos em casa pela frente, contra Goiás e Grêmio, Vadão terá que arrumar a defesa e fazer seu time jogar mais com o passar das rodadas.

Não acertou pelo caminho mais fácil, vai ter que ser pelo mais difícil.