sábado, 27 de julho de 2013

Sem forçar, líder Chapecoense bate o pobre Avaí

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
Jogo de time do G4 contra adversário na zona de rebaixamento. Pelas campanhas dos times, quem está lá em cima não teria dificuldades pra vencer quem luta pra não cair.

Aconteceu em Chapecó. A Chapecoense não precisou apertar o passo para vencer ao natural o Avaí. Foi para campo bem organizado, sabendo das fraquezas avaianas, e ao final do primeiro tempo já estava com a fatura liquidada. Em nenhum momento o time de Hemerson Maria, sem alma ou motivação, sequer fez por merecer coisa diferente. Vitória justa do agora líder da Série B, com uma partida a menos.

Gilmar Dal Pozzo soube ler o adversário. Conhece as (muitas)  falhas do Avaí, segurou um pouco no início da partida e botou o bloco na rua depois dos 20 minutos. Dão e Athos marcaram dois gols no primeiro tempo, e o Avaí voltou para o segundo já com mais uma derrota assimilada. Isso facilitou o trabalho da Chape, que baixou o ritmo, ainda fez mais um com Bruno Rangel, e acabou tomando o gol de honra na final.

Enquanto o time verde segue firme e forte no G4 da Série B com atuações convincentes, o azul está perdido. Diria eu no fundo do poço. Um time sem alma, que muito fala mas pouco age, sem padrão e sem fazer jus à grana que foi gasta, principalmente para montar o tal "meio-campo dos sonhos" que hoje não povoa nem pesadelo. A entrevista coletiva de Hemerson Maria diz tudo: parabenizou o adversário, disse que tem que trabalhar bastante e que não entende por que o time não funciona. Júlio Rondinelli foi na mesma corrente, dizendo que se sente "muito incomodado".

Para o Avaí, hora de começar em pensar em 2014, depois de lutar para escapar do rebaixamento, buscando um mínimo de organização no que resta do campeonato. Hoje, é um amontoado de jogadores em campo sem vibração alguma. O acesso não lhe pertence.


sexta-feira, 26 de julho de 2013

JASC: mudanças serão discutidas

Faltando quatro meses para os Jogos Abertos de Santa Catarina, muita coisa está sendo feita para tentar resgatar uma competição que parava o Estado, até uma década atrás. E isso passa por boa promoção e pelo aprerfeiçoamento do regulamento, que permite que municípios despejem um caminhão de dinheiro em contratações para levar os troféus.

No dia 12 de agosto, em Blumenau, acontecerá o lançamento dos Jogos na cidade-sede, no dia que inicia a contagem regressiva de 100 dias para o início das competições. O trabalho de marketing está sendo bem feito e, pra ter uma ideia, órgãos de imprensa serão chamados a acompanhar os Jogos, sendo oferecida toda a infraestrutura necessária.

E a parte técnica dos Jasc promete ser revista. Em 21 de agosto, a Fesporte vai organizar uma reunião com dirigentes e atletas para discutir o engessado regulamento, alvo de muitas reclamações e que carece de mudanças e aperfeiçoamento. Essas alterações não serão aplicadas em Blumenau, mas só em pensar em ouvir todos os lados para melhorar os Jogos, já fico bem satisfeito.

E eu deixo aqui minhas sugestões: a revisão do sistema das fases regionais, que complicam a vida das cidades das regiões do Vale e Norte e facilitam muito para Florianópolis, Criciúma e Oeste, e o fim da maior baboseira já criada no Jasc, a tal da Divisão Especial do Futsal, um torneio de seis rodadas sem emoção alguma. Nos bons tempos, 16 times participavam em quatro chaves e os jogos eliminatórios eram sensacionais.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O desafio de Drubscky

Em um dia, o Joinville demitiu Arturzinho e já arrumou um novo comandante.

Gostei da escolha de Ricardo Drubscky. Subiu o Atlético-PR no ano passado e tem boas recomendações.

Resta saber como ele irá lidar com alguns problemas no tricolor que custaram o cargo do Rei Artur. Num primeiro momento, ele terá no seu grupo dois jogadores conhecidos: Edigar Júnio, que jogou o parananense pelo sub-23, e Liguera, que foi afastado do grupo, segundo informações, a mando do presidente. Será que ele efetivará os dois à titularidade? Na minha opinião, eles merecem.

Outro problema: como ele lidará com Ricardinho, o capitão do time que não rende há tempo, e não se sabe se é meia ou volante? Arturzinho caiu, entre outras coisas, pela insistência com o jogador. E tem também a defesa, que parece ter entrado em crise, acumulando falhas que não apareceram antes da Copa das Confederações.

Aliás, o time deixou o futebol em algum lugar antes da parada. O jogo contra o Boa, na terça-feira, pode ser o inicio de uma nova arrancada. Nunca o JEC teve um elenco (não estou falando time) tão forte. Tem jogador titular no catarinense que não acha espaço sequer no banco de reservas, que agora pode ter 11 atletas.

Drubscky tem muitos limões na mão pra fazer limonada no time tricolor. Agora tem que ver se o gosto vai ser doce ou amargo lá em novembro.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Erros que vão botar fim na era Arturzinho

Aqui em Juazeiro do Norte, o Joinville deu continuação a uma fase bem conturbada, que deve acarretar na queda do técnico Arturzinho. Apesar de ainda não ter sido confirmada pela diretoria, a saída do treinador é iminente. Ele nem quis dar entrevista para a imprensa depois do jogo.

O clima já estava bem complicado depois do que aconteceu no jogo contra a Chapecoense, com o presidente Nereu Martinelli descendo o sarrafo no treinador. Isso acabou tornando o ambiente praticamente insustentável, que só se resolveria se o time voltasse da excursão ao Nordeste com bons números. Foi ao contrário, um empate e uma derrota, jogando mal. Não tinha como segurar

O time parece que desaprendeu a jogar. Aquele time de antes da parada da Copa das Confederações desapareceu e não se sabe onde encontrar. Contra o Icasa, Arturzinho fez de tudo para recuperar o futebol perdido. Trocou um monte, mexeu aqui e ali e acabou se perdendo. Chegou a tirar  um meia do time para colocar um volante, precisando da vitória. Perdeu para um time comum que tinha apenas um jogador de qualidade.

A situação obriga um grande chacoalhão, e isso quer dizer que o caminho a ser seguido é o mais fácil, trocando o técnico. Não foi a incompetência de Arturzinho, mas o time que parece que desaprendeu a jogar de junho pra cá. Cadê o meio-campo que pressiona, os laterais que trabalham bem, o ataque oportunista? Ficou no meio do caminho. Nesses últimos dois jogos, o JEC mostrou ser um time que só tem jogadas pelas laterais, mas erra muitos cruzamentos. As jogadas pelo meio inexistem, e Lima precisa vir para o campo de defesa buscar bolas. Tudo errado.

Agora é saber quem vai pegar a bucha. Sérgio Ramirez é o caminho mais fácil, já que ele pertence à estrutura do clube. De outros nomes, é tudo chute.

domingo, 21 de julho de 2013

Série B começa a mostrar quem é quem

Após nove rodadas de Série B, já aparece a primeira lista dos times que vão ser os personagens principais da luta pelo acesso. Ainda que há tempo para alguma arrancada espetacular nessas 29 rodadas que faltam, o futebol que os times mostram já dão alguns indicadores.

Considerando o fator dinheiro e time, Palmeiras e Sport são favoritos. Aí vem a turma catarinense, com Chapecoense, Joinville e Figueirense, e ainda colocaria nessa briga o América-MG, o Paraná, e correndo por fora o Atlético-GO. Dificilmente as quatro vagas escaparão desse grupo.

A Chapecoense, que teve o jogo contra o América adiado por um motivo inaceitável (pela primeira vez um jogo é cancelado por falta de teto. O próprio Verdão teve que ir de ônibus a Curitiba para enfrentar o Boa), vai se manter um bom tempo no G4 se apenas fizer o dever de casa. Com o tempo passando e sem o time sofrer desmanche forçado pela turma da Série A, a base está mantida. Com um elenco de reconhecida qualidade, vai apenas depender do trabalho da turma de Gilmar Dal Pozzo para permanecer lá em cima.

Figueirense e Joinville ainda tem pontos de interrogação sobre a chance de uma arrancada. O JEC ainda patina no seu sistema de meio-campo que não embalou depois da parada da Copa das Confederações. Arturzinho, que tirou Marcelo Costa, não tem encontrado em Wellington Bruno a qualidade que espera. Com Ricardinho também não rendendo, Lima e Ronaldo ficam isolados. Com isso a defesa fica sobrecarregada e o time não funciona. E o técnico poderá cair nesta terça, caso perca para o Icasa. Contra o ABC, Ivan e a sorte evitaram a derrota no Frasqueirão. Contra o lanterna, não tem como comemorar empate.

Já o Figueira ainda busca o caminho pra subir. Perdeu para o Palmeiras e sua maior qualidade, mas lutando muito. Mas o time alvinegro, que parece ter encontrado uma dupla de ataque boa com Rafael Costa e Ricardo Bueno, peca muito lá atrás, principalmente nas bolas aéreas, que são um pesadelo. Adilson Batista tenta, de todas as formas, buscar esse equilíbrio. Mas a regularidadade ainda não chegou.

Já o Avaí, que está na zona de rebaixamento, não faz por merecer estar na parte de cima. Falta muito futebol, em um elenco caro. Um time de fraco conjunto que Ricardinho não deu conta de arrumar e que Hemerson Maria também não encontra respostas para o problema. O time não é ruim a ponto de ser rebaixado, mas vai ficar passeando ali no meio da tabela sem correr riscos.