sábado, 10 de agosto de 2013

Marquinhos, Cléber Santana e a raça fizeram a diferença no clássico

Antonio Carlos Mafalda / Divulgação / Notícias do Dia
Um clássico que os avaianos não vão esquecer e os alvinegros vão querer apagar rapidinho da memória.

Um clássico que Marquinhos e Cléber Santana, tão criticados e que não jogaram o que se esperavam deles até agora na Série B, apareceram.

Some-se a isso o único time que realmente entrou vibrante em campo, muito ao contrário do adversário, e você tem o vencedor da partida. Esse clássico não tem vencedor de véspera. Avaí 3 a 1 de forma incontestável.

O Avaí jogou como uma final de Copa. Precisava da vitória não só para dar uma arrancada na classificação, mas para dar uma resposta para a torcida e para todos que não acreditam nele. O time "comeu grama", foi trabalhando, e o Figueirense aceitou a pressão. Não mostrou a mesma atitude, errou muitos passes, não foi contundente o suficiente, e quando Adilson pensou em mexer o time, já estava 2 a 0.

O gol de Wellington Saci no final do primeiro tempo deu esperança ao torcedor alvinegro. Mas na etapa final, faltou futebol. Mesmo com Ricardinho entrando no ataque, a posse de bola aumentou, mas isso não se transformou em chances de gol. O Avaí parecia estar perdendo o fôlego, mas conseguiu a tranquilidade após um passe ultrapreciso de Eduardo Costa para Marquinhos, que sozinho, não teve dificuldade para passar por um Neneca desajeitado e desesperado fora do gol. Era o golpe final de mais um clássico.

É apenas um jogo de um campeonato de 38 partidas, mas que traz efeitos enormes e imediatos. Hemerson Maria (invicto em clássicos, 3 vitórias e 1 empate) vai ter tranquilidade para trabalhar e uma moral elevadíssima, com um time que lutou e sai do Scarpelli com ânimo lá em cima. Aliás, o treinador achou uma solução interessante, com Marquinhos jogando mais avançado. Não é garantia que tudo mudou, até porque uma boa fase se estabelece com uma sequência. Mas o efeito psicológico da vitória é notável.

Já o derrotado Figueira leva consigo toda a nuvem negra que pairava no sul da ilha. Adilson será cobrado pelas suas opções e, principalmente, pela forma com que aceitou o resultado, sem pressionar ou lutar pra isso. Mesmo ainda vivo na briga pelo acesso, a dolorida derrota em casa vai lhe trazer muita dor de cabeça.


Cadê o futebol do JEC?

É incrível a queda de qualidade do futebol do Joinville. Da parada da Copa das Confederações pra cá, o time acumulou apenas uma vitória em oito partidas. O time era vice-líder, hoje é oitavo. E o G4 vai ficando mais distante.

Se com o passar dos jogos os defeitos do time vão aparecendo em capítulos, toda a novela apareceu em Belém, contra o Paysandu. A zaga errou como nunca, os laterais não funcionam, o meio-campo não cria e o ataque não recebe bolas. Lima, inconformado, vinha até a lateral da defesa tentar armar uma jogada. Foram DUAS finalizações certas a gol. Sintoma de um time que não funciona. E Ricardo Drubscky não sabe que desculpa dar. Suas entrevistas coletivas são o ensaio de um mundo paralelo. Ele vê outro jogo.

A verdade é que o time precisa mudar da água para o vinho, para ontem. Isso quer dizer: fazer o time vibrar, ter voluntariedade e lavar a roupa suja no elenco. Porque nada me tira que tem coisa dentro do elenco que está errada. Ainda que não tenha o que provar, é nítido que o conjunto não está aparecendo. E o tempo passando, e o G4 ficando mais distante.

Vem aí o líder Palmeiras, terça, na Arena. Drubscky disse em Belém que "não dá pra definir o time em um jogo". Já passou mais de um. Então vamos aguardar pra ver a reação que ele tanto espera.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Série B: Números que dizem muito

Um pouco de estatística nesse finalzinho de primeiro turno da Série B.

Abaixo, um gráfico que foi enviado pelo pessoal do site Nossa Chape, que traz o aproveitamento dos times no Brasileiro, dentro e fora de casa. Clique para ampliar:


Aqui, se vê o rendimento dos times jogando em casa. Com dois jogos a menos que o Palmeiras, a Chapecoense tem um aproveitamento de 86,7% como mandante (apenas um empate, contra o Oeste, jogo que foi em Erechim). O Verdão de São Paulo tem mais pontos, mas aproveitamento ligeiramente menor. Pela ordem, depois dos dois verdes, os melhores times em casa são: Paraná, Ceará (só ganhou três pontos fora de casa). Figueirense, Sport e Joinville. Caso curioso do Paysandu: todos os seus 12 pontos foram obtidos em Belém. A invencibilidade caiu na última terça, contra o América-MG.

Apenas oito times mantém um aproveitamento acima dos 50% na classificação geral.

Algumas estatísticas individuais, divulgadas pelo Footstats, chamam a atenção. Destacando os times catarinenses, alguns numeros:

Passes Certos: Cléber Santana, do Avaí, é o terceiro, com 526, perdendo para Juninho e Marcio Araújo, do Palmeiras.

Passes Errados: Cléber aparece de novo como o terceiro que mais erra passes, com 77. Mais que ele, só Ruan, do Guará, e Leandro Silva, do América-MG. Prova que ele é um jogador que é primordial para qualquer jogada de ataque do Avaí.

Chutes certos: artilheiro da B, Bruno Rangel, da Chapecoense deu 28 finalizações certas, uma a menos que o líder, Marcos Aurélio, do Sport.

Lançamentos certos por um goleiro: nesse quesito, Ivan, do Joinville, é líder, com 114. E no ranking dos lançamentos errados, Ivan é o segundo, com 150. Prova que o time do JEC usa muito das jogadas iniciadas das mãos da muralha tricolor.

Dribles errados: sabe quem mais errou fintas? Fabinho Alves, da Chapecoense, com 20.

Quem mais sofre faltas: de novo, Fabinho Alves, com 50. Perde só para Roniery, do Paraná, que tomou 61 faltas. Apanhou tanto que está no DM.

Assistências: Athos, da Chape, lidera com 5, junto de Leandro, do Palmeiras, Pikachu do Paysandu e Williams, do América-MG.


quarta-feira, 7 de agosto de 2013

A sirene tocou em Criciúma

O que antes era um sinal amarelo, daqueles intermitentes pedindo cuidado, ficou vermelho, trazendo com ele uma sirene das mais barulhentas.

Com mais uma derrota em casa, mostrando uma preocupante apatia diante da situação que "nada dá certo", o Criciúma entra na zona de rebaixamento em um cenário muito complicado. São onze pontos em doze jogos, e com a pior defesa do campeonato, agora com 22 gols sofridos, quase dois por jogo. Das sete derrotas, três dentro de casa. É demais. Faz parte da cartilha de quem vai cair.

É capaz de Vadão sobrar nisso aí. O time precisa de uma chacoalhada pra ontem, único fato novo diante de um mercado já escasso, onde a única fonte disponível é a Série B. Contra o Cruzeiro, me pareceu um time que aceita a queda de rendimento, e que de certa forma está entregando os pontos. O primeiro gol do Cruzeiro mostra a falta de concentração de Suéliton, aquele mesmo que arrebentou no Estadual. Aliás, falando em Campeonato Catarinense... Tem gente que esqueceu o futebol em Chapecó e não foi buscar, né Sr. Lins?

Tem muita coisa errada. O clube está com o departamento médico lotado, com jogadores como Daniel Carvalho, que muito custaram e muito pouco (ou nada) renderam. Tentou apostar em jogadores sumidos, como Morais, e não deu certo. Cassiano, que tanto se esperava, falha quando o time precisa dele. Existem exceções, como o garoto Bruno Lopes, um desconhecido em meio à tantos medalhões, que fez o seu gol. Não é uma caça às bruxas, mas a realidade está aí desenhada. Definição perfeita do meu amigo Denis Luciano: "foi montado um time de Série B na Série A".

Agora, é lutar diante da situação. Remotivar, tornar cada jogo uma decisão e, principalmente, fazer o time vibrar e ter um padrão de jogo convincente. Corrigir a peneira lá atrás e fazer o ataque ter uma melhora substancial.

Há tempo, mas é muita coisa pra fazer.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Agora o hino de SC também é obrigatório

Você sabe de cor a letra do hino de Santa Catarina? Ou pelo menos já o ouviu alguma vez?

Então, se você frequenta estádios, vai conhecer. Ou ter a oportunidade de aprender.

A Federação Catarinense de Futebol divulgou nota hoje em seu site que a partir de agora fará a execução do hino do Estado junto com o Hino Nacional, em partidas realizadas por aqui. A FCF se baseia numa lei assinada pelo governador Colombo, que trata de eventos como os jogos escolares.

O hino, que pouquíssimas pessoas sabem cantar e tem letra complicada, tem cerca de quatro minutos na sua versão reduzida, o que vai dar um intervalo de sete ou oito minutos entre a entrada dos jogadores em campo e o pontapé inicial. Os preparadores físicos odeiam essa parada, argumentam que pode ser prejudicial ao jogador. E o torcedor, que quer ver bola rolando, vai ter que esperar mais um pouco.

No Paraná e no Rio Grande do Sul, acontece a execução dos respectivos hinos estaduais, que tem uma duração bem menor.

Eu acho que banalizam demais a execução dos hinos, que deve ser ouvido em momentos especiais. Em nenhum outro grande campeonato do mundo, exceto jogos entre seleções, há execução de hino antes de uma partida. Agora tentam colocar na marra uma canção que "não pegou" entre os catarinenses (o então governador Luiz Henrique cogitou até uma mudança de hino).

Enfim, torcedor vai pro estádio pra ver a bola rolando, e não ficar quase dez minutos esperando para começar a ver um jogo.