sábado, 17 de agosto de 2013

Superação da Chapecoense e vexame alvinegro em Natal

Sábado em que a Chapecoense se virou nos 30 e se pendurou na estrela de Bruno Rangel para evitar a derrota para o Paraná. E o Figueirense foi a Natal para dar um senhor vexame: perdeu para um time que só tinha vencido um jogo até agora, que é ruim que dói, com um homem a mais em campo.

Na Arena Condá, a Chapecoense não fez um bom jogo contra aquele que é, na minha opinião, o time mais certinho da Série B. O Paraná saiu na frente com um gol de pênalti, colocou o seu jogo em campo, e contou com uma má tarde verde, onde nada dava certo. Até aparecer ele, Bruno Rangel. Em um momento que Dal Pozzo mandou todo mudo pra frente, a bola procurou o artilheiro, que foi para o gol duas vezes.

Artilheiro, além de ter bom posicionamento e oportunismo, precisa ter sorte. A fase de Rangel, com 17 gols do Brasileirão, é algo que eu jamais vi em tempos recentes. Dá tudo certo pra ele. Bom para a Chapecoense, que acaba marcando um pontinho em casa, mas com a gordura acumulada de outros resultados, continua com a situação sob controle. Com o empate do América-MG, a diferença para o quinto fica em sete pontos, com dois jogos a mais. Na terça, contra este adversário, a distância pode subir para dez, ou seja, seriam necessárias quatro rodadas, com nada dando certo, pro time cair fora do G4. Continua tudo maravilhoso.

Já o Figueirense não tem desculpa nem argumento para o que aconteceu em Natal. O time do ABC é sofrível, sem qualidade e depende de um batalhão de zebras para escapar da Série C. Patético, com um homem a mais, tomar pressão e a virada para o lanterna. Quem quer subir, não pode perder pontos assim. Aliás, os números falam por si: em seis rodadas, o Figueira conquistou apenas 4 pontos. Como comparação, o Avaí, que empatou com o Ceará, conquistou 14 no mesmo período, e hoje ambos estão empatados em pontos. Adilson Batista disse estar chateado e que as coisas não funcionaram no Frasqueirão. Muito pouco para um time que decaiu de forma assustadora.

Aproveitando o trocadilho, hora de voltar pra sala de aula e revisar o ABC para tentar voltar pra parte de cima da tabela. E a diretoria vai ter que se virar nos 30 pra arrumar essa defesa. Com o mercado complicado, vai ter que gastar. E tem pra gastar?

Quem agradece a rodada é o Joinville. Venceu ontem e viu alguns adversários da frente não vencerem. Ainda que falte muito pro time ser confiável, sem dúvida é uma boa notícia.


quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Resumão da Rodada: dois respiram aliviados e dois continuam preocupando

O frio fez este blogueiro resumir tudo em um só post, antes que os dedos congelem.

Hoje, o Figueirense teve o jogo na mão contra o Guaratinguetá, time que considero o mais fraco da Série B (mais fraco até que o ABC). Podia ganhar de três ou quatro a zero, mas foi bem diferente. O ataque não fez sua parte lá na frente, o time aceitou a pressão e acabou tomando o castigo no finalzinho. Pra quem está na briga ponto-a-ponto pelo G4, é uma derrota marcada pelos erros de defesa, o problema mais crítico do time e pelo ataque, que até um tempo atrás aparecia como problema solucionado e, em Guará, não resolveu. Não foi um ponto ganho, foram dois perdidos. Contra time da zona de rebaixamento, mesmo fora de casa, não dá pra admitir.

Vendo a classificação da B, o Figueira perde terreno, ficando a três pontos do quarto colocado Paraná. Vai precisar de, pelo menos, duas rodadas pra voltar à zona de acesso. Com um ponto em dois jogos, o time já vê o Avaí, de duas vitórias seguidas, no retrovisor, um ponto atrás. Leão que fez o serviço: contra um adversário pior, vencer, garantir os três pontos, e evitar o susto. Foi assim contra o ASA, tipo do jogo que não se pode pensar em empatar. Missão cumprida.

Do Joinville, faltam palavras diante de tanta decepção. Um time que muito se esperava, e que muito decepcionou. Contra o Palmeiras, o time tomou um gol aos cinco minutos e não deu nenhum chute a gol que fizesse Fernando Prass trabalhar (o próprio goleiro admitiu isso depois do jogo). O ataque pouco fez, e não aparece uma formação no time que seja possível de mudar a situação. O time hoje é décimo lugar, não dá perspectiva de melhora, e pra fechar o espetáculo, o treinador vê um jogo completamente diferente nas suas coletivas. Esse é o problema: Ricardo Drubscky acha que está tudo muito bom e que, com o tempo, as coisas vão melhorar. Acontece que o tempo está acabando, a distância para o G4 aumentando, e o time conquistando apenas seis pontos em 27 disputados. Muito pouco.

Deixei a vitória do Criciúma por 3 a 0 para repetir algo que postei no twitter com a bola rolando: "o que a ameaça de uma lista de dispensas não faz...". É sabido que a barca vai encostar no HH, e a lista de passageiros iria ser anunciada depois do jogo. O time mostrou uma vontade a mais, patrolou o pobre adversário (pior time da Série A, mas mesmo assim não pode pensar em perder ponto) e fez as pazes com a vitória. Com a vida tão turbulenta, alguns instantes de calmaria fazem bem. Mas não tira a pressão por resultados de Vadão e sua turma. Aliás, o técnico, que viu a imprensa do Sul dizer que Leão iria descer no aeroporto naquela noite, deve estar sorrindo por dentro. Mas a sua batata continua quente.