sábado, 24 de agosto de 2013

Vídeo mostra agressão a jogadores do Figueirense

Abaixo, vídeo da reportagem exibida no programa Cidade Alerta da RICTV Record, ontem. As imagens das câmeras de vigilância do Estádio Orlando Scarpelli mostram a agressão de torcedores alvinegros (se é que dá pra chamar eles de torcedores) sobre os atletas do clube.

A reportagem é de Flávio Junior:

JEC e Avaí vencem dois jogos "cascudos"

Carlos Junior / Notícias do Dia
Jogar contra time da zona de rebaixamento é um negócio complicado. Por mais fracos que sejam os times, o fato de serem desesperados ou franco-atiradores tornam o jogo perigoso. Joinville e Avaí sentiram isso, em dimensões diferentes.

O JEC venceu o São Caetano por 1 a 0, e tem que dar as mãos pro céu pela vitória. O Azulão é um time chato, que teve seis chances claríssimas de gol, sendo duas bolas na trave e duas grandes defesas de Ivan, o melhor em campo. Mas ganha quem coloca bola na rede, e Sandro assim o fez no começo de jogo. O time fica firma na briga pelo G4, ainda que o time tenha que mostrar mais para ser candidato ao acesso. Ricardo Drubscky fez algumas mudanças estranhas, mandando Carlos Alberto para a lateral-esquerda, depois tirando Edigar Júnio e deixando Wellington Bruno, totalmente arrebentado, em campo.

Vida que segue, vem aí o América, em BH. Como jornalista que acompanha todos os jogos do JEC, fico preocupado que o time não resolve subir um estágio e se tornar um time que realmente bata de frente com a turma de cima. Ainda há tempo, e enquanto Drubscky resolve seus dilemas, o time não perde terreno.

Logo atrás vem o Avaí, que chega ao sétimo jogo sem derrota vencendo o América-RN por 3 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0. Enfrentar time que tem Argel Fucks como técnico é ter que escapar de forte marcação e um futebol nada técnico. Contra o penúltimo colocado não tem como perder ponto. Foi sofrido, mas prevaleceu a experiência, a boa sequência azul, e a vitória veio. Sete jogos sem derrota, uma sequência excelente. A arrancada aconteceu, e tomara que o time consiga chegar no seu máximo e se manter a toda. Com o fraco ABC pela frente, o oitavo jogo invicto está bem próximo.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Angeloni abre o coração para a realidade do Criciúma

“A situação do Criciúma é difícil. Se a gente continuar na Série A neste ano vai ser um milagre. Acho muito difícil, mas vamos lutar até o fim."

As palavras acima são do presidente do Criciúma, Antenor Angeloni, em entrevista à Rádio Eldorado, nesta quarta. Afirmações de um homem que assumiu o clube por inteiro com o contrato de gestão, apostou numa estratégia na montagem do elenco que poderia dar muito certo ou muito errado. Deu a segunda opção.

Há três meses e uns poucos dias, a torcida recebia, numa manhã de segunda-feira, o ônibus do tricolor, que vinha de Chapecó com um título de campeão estadual. Não bastaram nem cem dias para o panorama mudar totalmente: carros de jogadores foram depredados, enquanto torcedores no estádio vaiam, uns ficam de costas para o campo e pedem a saída de atletas e do dirigente Cícero Souza. O ambiente é de caos, palavra mais pertinente que consegui achar.

E tem jeito? Já vimos casos de times que engatam recuperações fantásticas e escapam do rebaixamento. O Avaí, Figueirense e até o atual campeão Fluminense já passaram por isso. Pra isso tem uma receitinha: uma motivação acima da média, para compensar a falta de qualidade técnica, os reforços pontuais que venham para resolver e a confiança da torcida, que vai ter que vir junto.

Ponto por ponto: na questão motivação, um fato novo precisa aparecer no grupo. Não necessariamente passa pela troca de treinador (apesar de ser o caminho usado por 95% dos dirigentes), mas uma chacoalhada ou lavação de roupa suja ajudam bastante. (Atualização: O Criciúma acaba de confirmar, na manhã desta sexta, a demissão de Vadão) Em alguns momentos, vejo um time sem alma, ou que luta de forma atrapalhada, sem aquele espírito de equipe do catarinense.

Reforços pontuais são complicados de trazer a essa altura. Na Série A, você só vai encontrar jogador encostado. O canal é a B, onde os bons jogadores são difíceis de tirar. Não apareceu ainda, por exemplo, um goleador como Zé Carlos, onde a bola batia na canela e entrava. E nem sei se ele seria o mesmo, caso voltasse.

Por último, o espírito de equipe. Um time que erra tantos passes de forma seguida demonstra algum problema interno. Um time que não vibra, com carência de jogadas ensaiadas e conjunto. Nesse ritmo descompassado, o Tigre caminha de volta para a Série B. Ainda há tempo. O presidente prometeu algo novo até segunda-feira.


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Chapecoense já tem dez pontos de frente. A Série A é logo ali

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
Com o seu poder de fogo de costume, contando com um pouco de sorte (faz parte) e a estrela do seu artilheiro para definir a partida, a Chapecoense venceu o América-MG e abriu nada menos que dez pontos de distância para o quinto colocado. Significa dizer que, caso aconteça uma catástrofe, o time precisará de, no mínimo, quatro rodadas para sair do G4. Situação que permite, por exemplo, uma saída de pista no meio do caminho. Mas não há de se ter medo. Junto do Palmeiras, a Chapecoense é um dos melhores times do campeonato. A Série A é logo ali, basta fazer o dever de casa daqui pra frente.

Muita gente pelo Brasil vem perguntando até onde esse time verde pode chegar. Diria eu que hoje foi mais uma prova de maturidade do time. Pegou um adversário cascudo, que teve duas chances claras de gol no primeiro tempo e mais uma no segundo. Não se retraiu, continuou colocando o seu jogo de alternativas em campo, e nos pés de Athos, meia que muito time aí desprezou, abriu o placar.

Bruno Rangel não poderia ficar sem bater o cartão, fez o seu e voltou a chamar o coro de muito torcedor de time de Série A pelo país que precisa de atacante goleador pra ontem.

São 36 pontos. Hora de enterrar aquele discurso do "evitar o rebaixamento primeiro" e concentrar no acesso. Faltando pouco para o final do primeiro turno, agora o cenário é outro. É agir como time grande, ir pra cima dos adversários, que irão respeitá-lo como tal. Agora, com a campanha, o time o artilheiro que tem, é hora de acelerar para o sprint do acesso lá pro mês de outubro.

Com a diretoria firmando o pé pra não perder nenhum jogador e o elenco fechado, tudo conspira a favor. Contra o América, veio mais uma prova disso.


segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Chapecoense acerta em só liberar Bruno Rangel com pagamento da multa

A Chapecoense já avisou que Bruno Rangel só sai do clube se a multa rescisória integral for paga: um milhão de reais. Faltam três meses de contrato, ele até já pode assinar com outro clube, mas tem gente desesperada pelo atacante, mas sem grana para quebrar o vínculo.

O empresário está desesperado para tirar Bruno de Chapecó, mas o clube tem uma Série A pra chegar no ano que vem.

O que é um milhão de reais pra Chapecoense? Além de ser mais ou menos um terço do que o clube faturou de direitos de TV nesse ano, chegou a ser o valor que deixou o clube perto de fechar as portas no passado, como bem lembrou o Badá.

Mas pensando em Série A, um milhão de reais é apenas uma parte do que o time ganhará no ano que vem, caso o time continue neste ritmo galopante em busca do acesso.

Tem muito clube dito "pequeno"que se assusta quando vem uma proposta dessa. Aliás, o empresário, que quando fechou o contrato concordou com a multa rescisória, não pode se arrepender desta forma. Quer dar um jeitinho no que ele mesmo acordou com o clube. E a Chapecoense, que tem um bom time e vai segurando os seus jogadores com contratos bem feitos, não tem culpa que a turma da Série A errou em algumas opções.

O time do Oeste não faz errado em exigir o que está no contrato. Com o orçamento e elenco fechados para o ano e política pés no chão, pouco vai mudar se os clubes interessados mandarem jogadores encostados em troca ou se entrar uma grana menor do que está assinado no papel. O segredo para subir está em manter o grupo. Ano que vem, com a Série A garantida, o time vai se reestruturar e pode perder naturalmente alguns jogadores, sem problemas. E até agora, a Chape está passando ilesa pelos assédios externos. Bom pra todos.


O Figueirense tenta ressurgir com Eutrópio

O nome é complicado, mas você já ouviu falar dele. Acho nas últimas quatro ou cinco trocas de técnico no Figueirense, sempre se ouvia o nome de Vinicius Eutrópio. Chegou a vez dele. Ex-volante do clube na década de 90, Eutrópio é o nome "não-medalhão" que chega para fazer o que Adilson Batista não conseguiu, que é fazer um time desfalcado funcionar e buscar o G4.

Adilson caiu por uma série de fatores, alguns que ele não tem culpa. Além da falta de opções de qualidade na zaga, que desfalcada de dois titulares virou uma decepção, principalmente na bola aérea, faltam jogadores para que o time seja equivalente aos principais concorrentes. De nada adianta ter bons atacantes sem um meio-campo de qualidade. Fala-se em Zé Roberto, aquele ex-Flamengo e Botafogo. Será que é o cara que vai mudar tudo? Acho que não.

O Figueira troca de técnico por precisar de uma chacoalhada em um cenário de pasmaceira, onde o discurso de Adilson Batista estava esvaziado diante de tantas lamentações. Chega Eutrópio, que dirigentes o tratam como "estudioso" para tentar virar a situação. Fortemente apoiado por Marcos Moura Teixeira, que mostra que tem força cada vez maior dentro do clube, ele é uma aposta bem arriscada, até porque o seu currículo não é tão vasto para o que se exige, nessa situação delicada do clube. Seus últimos clubes foram o Duque de Caxias, América-MG e o ASA de Arapiraca. Não tem aquele perfil de mexer com o vestiário.

Melhor esperar. Vamos ver se ele é tão bom quanto os cartolas esperam que ele seja. É uma tacada de "tudo ou nada" para quem quer voltar à Série A.