sábado, 14 de setembro de 2013

Ao seu jeito, Chapecoense e Joinville preparam o sprint final

Cada qual no seu estilo, a Chapecoense e o Joinville vão se preparando para os jogos finais da Série B, que vão definir de vez o acesso. Seja com o futebol total e ofensivo lá do Oeste ou no jogo pragmático e de resultados do Norte, as duas forças do interior na segundona crescem, acumulam gordura e vão se preparando para as lutas finais rumo à Série A.

Começando com o Joinville, que venceu o ASA. Aos poucos, vou entendendo as lógicas de Ricardo Drubscky: jogar de acordo com o adversário, com precaução maior fora de casa e, aos poucos, detectando as brechas e tentando marcar gol por ali. O time chega à sexta vitória em sete jogos assim: sem dar espetáculo nem banho de bola, e forte marcação. Em Arapiraca, o primeiro tempo foi sofrível. No segundo, Edigar Júnio entrou no lugar de Ronaldo, e aproveitando uma bela jogada de Hernani, mandou para a rede. A única grande chance foi aproveitada, e depois disso o time se deu ao luxo de brecar os contra-ataques para prender a posse de bola lá na frente. Esse vai ser o estilo Drubscky, um puro futebol de resultado. Dá até para um amante do bom futebol questionar, é verdade. Mas como está funcionando, os resultados estão vindo e a sorte ajudando com os resultados paralelos, não tem do que reclamar. Nunca o Joinville esteve tão próximo da Série A.

E depois, a Chapecoense não tomou conhecimento do São Caetano, aplicando 6 a 2. Para quem tinha achado que a máquina verde estava dando sinais de que poderia dar problema, vem um resultado desse para dar o recado que a pequena baixa era apenas um acidente de percurso. Um jogo fácil de um time que tem um entrosamento acima do normal, com jogadores focados e um técnico que tem o elenco nas mãos. O bonde segue com o Verdão irresistível.

E nas redes sociais um assunto em especial é cada vez mais falado: será que teremos três do interior na Série A a dupla da capital na B em 2014? É esperar pra ver.


quinta-feira, 12 de setembro de 2013

A história foi escrita hoje: a maior goleada da história do campeonato catarinense

Hoje, 12 de setembro de 2013, um dia histórico para o futebol de Santa Catarina.

O Pinheiros, time que já foi de Lages, Timbó, Rodeio e que atualmente pertence a Garopaba e disputa a Divisão de Acesso de Santa Catarina, goleou nesta tarde o Maga, de Indaial, por 14 a 0. Só o atacante Hédipo marcou oito. Ainda marcaram Pessati (quatro gols), Vitor Hugo e Murilo, com um gol cada. E olha que o time da casa perdeu um pênalti.

É a maior goleada já registrada em um campeonato catarinense, não importando a divisão.

O resultado supera a maior goleada registrada até então em campeonatos catarinenses, que foi Metropol 12 x 1 Flamengo de Curitibanos, em 20 de janeiro de 1963, válido pelo estadual do ano anterior, no Estádio Euvaldo Lodi, em Criciúma.



Video: Carlos Renaux completa 100 anos neste sábado

Dia 14 de setembro o Clube Atlético Carlos Renaux, o vovô de futebol de Santa Catarina, completa 100 anos. Uma grande festa vai acontecer em Brusque, com homenagens e um jogo especial da Seleção Brasileira sub-20 contra uma seleção catarinense, no renovado Estádio Augusto Bauer.

A história do tricolor está retratada no belo documentário abaixo, produzido pelo jornalista e meu ex-companheiro de TV Brusque Victor Pereira, que produziu o vídeo como seu trabalho de conclusão de curso.

Assista abaixo, para conhecer um pouco da história do futebol de Santa Catarina:


quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Na raça, JEC finca os pés no G4

Luciano Moraes / Notícias do Dia
Não foi um grande jogo do Joinville, contra um Atlético-GO ameaçadíssimo de rebaixamento. Foi na briga, na raça, com uma grande participação da torcida. Um 2 a 1 sofrido que coloca o tricolor no G4 com uma pequena gordurinha. São quatro pontos de vantagem para o quinto lugar América-MG que dá uma boa tranquilidade para os dois próximos jogos fora de casa, em excursão ao nordeste, contra ASA e América de Natal.

Um resultado que Ricardo Drubscky deve à atuação de Edu, atacante que teve duas chances como titular sem mostrar muita coisa, vivendo à sombra de Lima. Quis o destino que o artilheiro do JEC sentisse dores na coxa e tivesse que sair de campo. Edu e Kim entraram, Marcelo Costa ajudou, e deu no que deu. 1 a 0 em um gol contra de Edinei, que marcava Edu em cruzamento de Eduardo, o gol de empate no lance seguinte, e a vitória em um belo gol de cabeça após um cruzamento sensacional de Marcelo Costa, aquele tipo de jogador que não aparece muito no jogo, mas quando resolve aparecer, é em grande estilo.

Ainda falta um bom caminho para que o Joinville possa bater no peito e dizer que é um time pra partir pra cima de todo mundo e pegar a vaga na Série A. Mas há de se admitir que Drubscky está trilhando essa rota. O meio-campo já tem outra dinâmica. As laterais vem sendo alvo de testes, com Eduardo vindo para a esquerda e Carlos Alberto indo para a direita, com Thiago Feltri entrando no fim do jogo. Logo, aquele setor promete se acertar. Junte-se aí um pouco de sorte com os principais adversários tropeçando, e você vê um time que, aos poucos, vai se tornando um forte candidato ao acesso.

Com quatro jogos pela frente contra times que não são adversários diretos no momento (ASA, América-RN, Avaí e Guaratinguetá), o JEC pode abrir a distância necessária para ter a condição de administrar sua manutenção no G4. Ainda que o time não esteja na condição ideal, já dá pra sonhar. E sonhar com algo muito possível.

Talvez nem no ano passado esse sonho estivesse tão próximo de se realizar. Agora é lutar, rodada a rodada.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Pobre de espírito, pobre de futebol

Luiz Henrique / Figueirense FC
"Toda a hora a gente fica falando: marca, marca. Fica todo mundo olhando a bola. No final vamos todos acabar nos f..." - Wellington Saci, lateral do Figueirense.

A frase acima diz muita coisa. Considerando que o time do Figueira vem errando seguidamente na defesa, principalmente na bola aérea, já teve troca de treinador e nada muda, a conclusão disso é que o time não encontra remédio para uma doença grave. A defesa, com mais dois erros, deu ao América-MG a virada e a vitória perante dois mil e poucos torcedores no Scarpelli. Teve jogo da terceira divisão do estadual no final de semana que deu mais gente.

Tem Zé Roberto, Matheus e Nirley pra entrar no time. Vão resolver? E se resolverem, será tarde demais? Quando se tenta remendar um time no meio do campeonato, a chance de dar errado é maior que a de dar certo. E essa reação tem que vir logo. Se o JEC vencer nesta terça, a diferença para o G4 vai aumentar para 8 pontos. E aí é bom preparar o "Adeus ano velho, feliz ano novo" e pensar em 2014.

Aquele torcedor alvinegro que foi ao estádio num fim de tarde de segunda-feira, gritou "timinho". Diante da falta de atitude que o próprio Wellington Saci admitiu, soltando palavrão para todas as emissoras de rádio, fica difícil sonhar com algo melhor.

Para concluir, segundo informações do amigo Diego Tainha, em seu blog, o clima foi tenso no vestiário em Goianinha, na derrota para o América-RN. Segundo informações que ele apurou, o gerente Leandro Niehues gritou cobras e lagartos para o elenco, sob a audiência silenciosa de Vinicius Eutrópio, que teoricamente foi contratado para resolver a situação. Os atletas ficaram profundamente irritados.

É, não tá fácil...


domingo, 8 de setembro de 2013

Porque a semana é especial para o futebol de SC

Começa mais uma semana, a segunda de setembro, com muita coisa importante acontecendo no Brasileirão. Dias importantes, divisores de águas e partidas que podem marcar arrancadas ou derrocadas. Tudo em um período de sete dias.

Vou começar pela Série D, onde o Metropolitano bateu o Santo André e está a dois jogos de subir para a C e garantir calendário todo ano sem precisar ficar brigando por vaga no estadual. O adversário não é fácil. O Juventude tem camisa, título nacional, um bom time, e fará o jogo de volta no Jaconi. Por isso que a partida do próximo domingo no Sesi é tão importante. Uma boa vitória pode criar boa vantagem para a volta.

Na B, a Chapecoense pega dois dos piores times do campeonato, o Oeste e o São Caetano. Boa chance de fazer seis pontos, ir a 49 e, numa montagenzinha grosseira de resultados, aumentar sua gordura para o quinto lugar para algo em torno dos dez pontos. Com o discurso de evitar o rebaixamento superado, hora de buscar a principal meta.

Um pouco mais abaixo, o Joinville, que perdeu tantos pontos bobos em casa, engatou a terceira vitória seguida como visitante e voltou ao G4. Nesta semana, pega o combalido Atlético-GO em casa e sexta visita o ASA na sua segunda excursão pelo Nordeste. A chance não é só para se manter no G4, mas para tentar criar algum tipo de gordurinha. Até porque depois vem o América de Natal, para depois receber o Avaí em casa. O JEC ainda não consegue uma regularidade, principalmente dentro da Arena. Se conseguir engatar a boa fase em casa, temos mais um candidato muito sério ao acesso.

O Avaí precisa vencer o Guaratinguetá para ter um jogo importantíssimo na Ressacada contra o surpreendente Icasa. Para não perder terreno, precisa vencer as duas, assim como o Figueira, que pega dois times em crise, de técnico novo, América-MG e Sport. Seis pontos que não podem ser desperdiçados, principalmente no caso alvinegro, que está lá na décima colocação.

Por fim o Criciúma, que perdeu no final para o Botafogo e pôs fim à sua sequência de bons resultados. Foi uma boa fase passageira? O time voltou à realidade? Veremos contra o Bahia, quarta em Salvador, e contra o bom Inter, em Criciúma. Se a derrota para o Fogão foi um acidente, os próximos jogos dirão. A situação na tabela ainda não é de desespero, Dá pra ter tranquilidade pra trabalhar.