sábado, 28 de setembro de 2013

Por que o JEC não embala?

Luciano Moraes / Notícias do Dia
Não é a primeira vez: o time do JEC vai fora de casa, conquista pontos, e quando chega a hora de confirmar a boa fase na Arena, falha. Os números falam por si: dentro de casa, sempre com boa presença da torcida, o tricolor tem números pífios: em 13 jogos, são apenas 6 vitórias, 3 empates e 4 derrotas. Dezoito pontos perdidos em Joinville. Fora, a campanha é igual, com apenas uma derrota a menos. São muitos vacilos que podem custar o acesso.

O time de Ricardo Drubscky continuará no G4 ao fim da rodada, é verdade, mas terá pedreiras pela frente, com quatro jogos fora de casa nas próximas seis rodadas: Sport, Chapecoense, Boa Esporte e Figueirense.

Contra o Guaratinguetá, faltou o algo a mais para levar os três pontos. Ao contrário da derrota para o Avaí, quando havia a desculpa do campo molhado, dessa vez não tinha desculpa: time que quer terminar o campeonato no G4 tem que patrolar esse tipo de adversário, que provavelmente vai jogar fechado para garantir um ponto.

E foi a cartilha Leandro Campos: um ferrolho pra congestionar o meio, deixando abertas as alas para o JEC entrar. E quem disse que entrou? Eduardo esbarrou nas dificuldades e Bruno Costa mais encerou do que jogou. O time lutou para fazer 1 a 0 com Kim, em jogada de Liguera pela direita. Mas jogou tudo fora na desorganização da zaga, quando Eduardo Arroz teve um pouco de sorte, contando com o desvio para empatar.

Mesmo tomando o gol, o time do JEC é superior e deveria ter feito mais. Não fez, e Ricardo Drubscky mais uma vez inventou. Colocou Alex Faria, rapaz que veio do Friburguense para fazer testes no clube, como salvação. Não funcionou. Na coletiva, chegou a dizer que Bruno Costa jogou bem e que "os adversários estão atrapalhando". Facilitando é que eles não estariam, né professor?

Contra o Sport, provavelmente Drubscky vai voltar com os três volantes para tentar um gol no contra-ataque. Pode até ser que funcione. Mas em nada vai adiantar se o time não se encontrar dentro da Arena. A vaia foi geral após o fim do jogo. A pressão aumenta, e a gordura que o time acumulou acabou. Difícil tentar adivinhar a cabeça de um técnico que muda sua convicção a cada rodada. O time não consegue estabelecer uma sequência e joga sem inspiração alguma dentro do seu estádio. E o torcedor vai irritado pra casa.




sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O Bruscão voltou, por um torcedor


Num jogo que começou com susto no primeiro minuto, com o gol do Concórdia, o Brusque teve tranquilidade para fazer três gols e, sem sustos, garantiu sua vaga na primeira divisão em 2014. Uma vaga suada, sofrida além da conta, que teve muita briga nos tribunais e que não teve o futebol como cenário principal. Mas toda essa novela teve um final feliz, para a felicidade do torcedor. 

Seria injusto se o Bruscão não tivesse garantido o acesso. O time sempre foi o melhor entre os 10 participantes. Fechou com a melhor campanha. Não jogou um futebol de gala, é verdade, mas dentro da proposta de subir, era o mais capacitado. Comandado pelo artilheiro Eydison, o time encontrou força e motivação nas adversidades causadas pelo “extracampo”e cumpriu a sua missão. Agora vem a decisão contra o Marcílio, que é um bônus, e tanto faz qual será o resultado. 

Com o objetivo principal conquistado, hora de festejar um pouco e pensar no ano que vem. O Campeonato Estadual já está logo aí, começando em 11 de janeiro, e é hora de planejar, arrumar patrocínios e montar um time bem mais qualificado para 2014. Sim, o time conquistou seu objetivo neste ano, mas para a primeira divisão, o buraco é mais embaixo. Com times de Série A e B na parada, há de se montar um bom time para não dar vexame. 

Esse campeonato valeu por três, por todo o estresse e lamentáveis problemas acontecidos, nos confrontos com o Marcílio Dias. Mas passou, ficou pra história. Hora de pensar no futuro. Parabéns Bruscão! Que fique por muitos anos na elite. Voltar pra segundona, nunca mais!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Argel Fucks assume o Criciúma, na última tentativa de evitar a Série B

Daniel Queiroz / Notícias do Dia
Tente entender a cabeça do presidente Antenor Angeloni: quando ele assumiu o Criciúma na Série C, trouxe Argel Fucks para comandar o projeto do acesso. Deu certo, e o time subiu. Até aconteceu um fato curioso: mesmo com a subida para a Série B, tinha torcedor pedindo a cabeça dele. Notadamente, é o nome preferido de quem manda.

E nada mais natural que, na situação de desespero, Angeloni chamasse a quem confia: Argel está de volta e assume amanhã o Tigre, numa luta complicada contra o rebaixamento. Silvio Criciúma tentou, conquistou importantes pontos, mas sentiu-se que faltava algo mais para comandar uma arrancada.

Todo mundo sabe do estilo Argel. Nada de estudioso, cadenciador ou tático. É motivação pura, gritaria, frases de efeito nas coletivas.

O Criciúma já vê o barco afundando e resolveu apostar no estilo que costumo chamar de "Vamo lá, pô!". Agora é motivar, tentar espremer o máximo do elenco, para se segurar na Série A.


Marcílio Dias já está na primeira. Brusque precisa de um empate

Marcio Costódio / Rádio Cidade
Com a vitória de 2 a 0 sobre o Concórdia, o Marcílio Dias é o primeiro time a garantir o seu retorno à primeira divisão do Estadual em 2014. O outro time pode ser o Brusque, que bateu o Tubarão por 2 a 0, eliminou o rival e tem a vantagem do empate no jogo contra o Concórdia, em casa, na quinta-feira.

Aliás, essa partida promete ser das boas, pois é confronto direto pelo acesso: quem vencer leva, sendo que o empate beneficia o time da casa.

O julgamento marcado para esta terça-feira no TJD sobre a confusão no Augusto Bauer não muda nada na situação de acesso. Caso o Brusque empate, não poderá ser mais ultrapassado pelo Concórdia.

Suba quem subir, fica o recado: melhorem os times. O nível técnico da Segunda Divisão de SC foi muito, mas muito baixo. Se mantiverem esses times, farão viagem de bate e volta na primeira. A qualificação vai ter que ser enorme.