sábado, 12 de outubro de 2013

Com frieza, Chapecoense cala a Ressacada e está quase lá

Aguante / Chapecoense
A Chapecoense soube enfrentar a pressão da Ressacada lotada (mais de 17 mil torcedores) e do time do Avaí em campo para conseguir mais três importantes pontos rumo ao acesso, que se torna questão de tempo e pode sair nos três jogos seguidos que o time tem pela frente na Arena Condá.

Veja o que é o futebol: depois de um primeiro tempo forte, onde a Chape fez 1 a 0 num belo gol de Tiago Luis, o Avaí lutou muito para chegar ao empate, com Cléber Santana. O mesmo Cléber, que falhou duas vezes seguidas no segundo tempo para dar o contra-ataque ao adversário, que usou um deles para fazer o segundo, com Fabinho Gaúcho.

E aí aparece o talento do técnico Gilmar Dal Pozzo: a Chapecoense teve uma frieza gigantesca. Sabia o que tinha que fazer, não baixou a guarda. Marcou forte, segurou o Avaí, deixou a opção do contra-ataque aberta e garantiu a vitória. Assim como na vitória contra o Joinville e o empate em Belo Horizonte, o time verde não se abala quando toma gol. Gilmar montou um time totalmente blindado. Tá certo que o Avaí também colaborou um pouco, contando com um Reis no ataque totalmente fora de compasso.

Marquinhos foi feliz em dizer que o Avai não pode fazer terra arrasada com essa derrota. Não perderam pra ninguém, apenas para um dos dois melhores times do campeonato. A fase e o time da Chapecoense estão acima disso. É o tipo de equipe que pode não dar certo com as peças separadas no ano que vem, mas que em 2013 fechou direitinho. Com três jogos seguidos em casa pela frente (Ceará, Sport e Figueirense), Chapecó pode preparar a festa.


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Sem novidades e cabisbaixo, JEC adia o sonho do acesso para 2014

Carlos Junior / Notícias do Dia
Havia muita esperança do torcedor do Joinville para que o Sérgio Ramirez encontrasse a fórmula mágica que faria o time funcionar e ter esperança na pontinha de chance que o time ainda tinha de conquistar o acesso.

O treinador mudou todo o time, talvez foi drástico demais, e não deu certo. Um modorrento empate sem gols com o Icasa, que veio para se defender.

A intenção de Ramirez era boa: colocar três meias e um volante só para dar mais ofensividade. Não funcionou. O time não rendeu nada a mais do que rendia sob o comando de Ricardo Drubscky. Poucas alternativas, baixa eficiência das laterais, um meio que não se acha faz tempo e um ingrediente novo: o emocional.

Definitivamente o que aconteceu essa semana, com a queda do técnico, as declarações de Lima (e a resposta do médico, que o desmentiu) foi decisivo no desempenho em campo do JEC, que entrou em campo cabisbaixo e sem vibração. Coisa de clima bem pesado. É uma máxima: grupos vencedores não vão pra frente desunidos. O racha interno do grupo que veio à tona nesta semana só demonstrou que o elenco não fala a mesma língua, e isso diminui drasticamente as chances de sucesso.

O sonho de 2013 está indo embora, e está sendo transferido para 2014. Lições para serem aprendidas no futuro.


Áudio: Lima fala do ambiente no JEC e diz que "não é laranja podre"

O atacante Lima, do Joinville, deu entrevista ao programa 103 Esportes da Rádio Mais FM ontem, em meio à polêmica da troca de técnico e da sua ausência do jogo de hoje contra o Icasa.

No áudio abaixo, Lima diz que tem um desconforto muscular e por isso não foi relacionado para a partida desta sexta. Sobre os problemas no elenco, ele é claro: Existem problemas dentro do elenco tricolor e ele deixa claro que as "laranjas podres" não são ele nem o lateral Eduardo, e que o presidente Nereu Martinelli sabe quem são os jogadores que causam problema lá dentro. Ouça:

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Video: apresentado projeto de nova ala da Arena Condá

Aconteceu na noite de hoje, no pavilhão da Efapi, a apresentação do projeto da chamada "Ala Leste" da Arena Condá, que será construída no lugar da velha arquibancada que fica no lado oposto das sociais. Com isso, o estádio deverá ter a capacidade de 15 mil pessoas, mínimo exigido para a Série A do Brasileiro.

Abaixo, o vídeo de como ficará a reformada Arena, gravado no evento de apresentação, postado pela Rádio Chapecó:

Drubscky foi demitido do JEC pelas invenções. Mas o problema não é só esse

Juliano Schmidt / Portal Joinville
Como era esperado, o Joinville demitiu na manhã de hoje o técnico Ricardo Drubscky. Com a quinta derrota em casa, as chances de acesso diminuem em cada rodada e, após o jogo com o ABC, ele não aguentou. Sua falta de coerência nas escalações, falta de padrão tático e entrosamento culminaram na sua saída.

O presidente Nereu Martinelli, até pouco tempo atrás, o segurava com unhas e dentes. Com os maus resultados, não teve como segurar. Ontem, ele errou mais uma vez nas alterações, ao tirar Naldo, que fazia boa partida, e manter Lima em campo quando Edu jogava melhor, para a entrada de Edigar Junio.

Mas o problema não é só esse. O treinador errou, é verdade, mas o grupo tem problemas sérios e que aparentemente não são resolvidos.

Basta resumir na frase do goleiro Ivan na saída para o intervalo do jogo:"A torcida tem razão em cobrar. Tem jogador doido pra acabar o ano e sair daqui". Ao trazer o problema para o público, é sinal de uma bomba que explodiu e começa a cheirar mal do lado de fora. Qual, ou quais são os problemas? É sabido que o lateral Eduardo, por exemplo, não está focado no clube. Disse antes do jogo que "não precisa provar nada pra ninguém" e tem falhado seguidamente. Perdeu a titularidade em Chapecó, mas voltou com a lesão de Carlos Alberto. Por mais que ele tenha uma história no clube, sua situação atual não permite elogios. Falta comprometimento. E tem mais: Lima, que é o artilheiro do time, falha em momentos-chave. Thiago Feltri, que veio a peso de ouro com salário pago pelo patrocinador, veio, fez um jogo como titular e já sentiu. Wellington Bruno, na mesma situação. O zagueiro João Paulo, pelo jeito, veio para fazer turismo em Joinville. Tem coisa errada aí.

Eu já escrevi aqui e repito: time desunido não vai pra frente e não vai conquistar o acesso. Não basta o presidente trocar o técnico com a falta de união do elenco que já foi escancarada. Tem que botar ordem no grupo como um todo. E isso vai ser responsabilidade única e exclusiva de Martinelli, que centraliza o comando do clube e do seu futebol. Ainda há tempo, mas está acabando.

Sérgio Ramirez, que é funcionário do clube e era auxiliar de Drubscky, foi efetivado até o final do ano. Nereu optou em não trazer outro nome. Se ele vai dar jeito em um elenco quebrado ao meio, só o tempo dirá.


Festa merecida na Ressacada e vexame histórico na Arena

A rodada de terça teve a Chapecoense conquistando um bom empate em Minas, e o Figueirense tomando goleada do Palmeiras em Londrina. Convenhamos que perder para o líder do campeonato não é demérito. Mas do jeito que foi, preocupa. O Figueira perde mais distância do G4 e vê seu arquirrival entrar na zona de acesso em um momento importantíssimo.

Não vi o jogo, mas para vencer o Sport, time de investimento infinitamente superior e candidato ao acesso, não é pouca coisa. Hemerson Maria conseguiu encontrar a melhor equação do Avaí para sair da 18a. colocação na décima rodada ao grupo dos quatro primeiros meses depois. O time avaiano chega ao topo em um momento importantíssimo, onde inicia a arrancada final e os times precisam estar no seu melhor para a briga das últimas rodadas. Hora do torcedor apoiar nos próximos jogos, que serão decisões. A chance está nas mãos.

Em Joinville, a situação é totalmente inversa. O JEC conseguiu perder para o ABC com dois homens a mais em campo, perdendo pênalti, chances de gol e tomando um gol de contra-ataque de um time que havia abandonado a ideia de atacar. Junte-se aí jogadores que brigam com a torcida, um treinador que não estabelece uma coerência nas suas escalações e formações, e você tem um time em crise. Ricardo Drubscky fatalmente será demitido nesta quarta-feira, como deu a entender o presidente Nereu Martinelli.

Hora do tricolor fazer um auto-exame e escolher: ou já foca em 2014 ou pensa em um último esforço para tentar o acesso, que já esteve muito perto, mas hoje está muito distante. Enquanto times como o Avaí se acertam, o Joinville patina e consegue piorar, não só na parte técnica como no elenco, que não vive seus melhores dias, como vem sendo demonstrado nas últimas declarações. E o torcedor, que vivia o sonho da Série A, está revoltado com a realidade de mais um ano na B. Ainda dá tempo, mas está cada vez mais complicado.


domingo, 6 de outubro de 2013

Arbitragem acende a Chapecoense, que vira o jogo e afunda o JEC

Aguante Comunicação
Não tem como analisar um jogo tenso como Chapecoense x Joinville sem falar do "antes" e do "depois" da arbitragem. Afinal, o JEC vinha controlando a partida na Arena Condá com relativa tranquilidade, com a torcida quieta e o tempo correndo bem. Aí, Paulo Cesar de Oliveira inventou um pênalti, o time verde acreditou na vitória, acordou a torcida, e a virada aconteceu em um belo contra-ataque iniciado e terminado por Bruno Rangel.

Sem dúvida a importante vitória do Verdão passa pelo erro de arbitragem, mas não foi só isso. Faltou ao Joinville criar mais quando era melhor no jogo. O atacante Lima bateu pesado ao declarar que "Eles (Chapecoense) tem dois meias, a gente não". É um recado de quem perdeu as chances que tinha e precisava descarregar em algum lugar. Mais uma vez, o tricolor mexeu muito na escalação e voltou a mostrar falta de entrosamento e padrão, ainda que o time tenha funcionado satisfatoriamente no primeiro tempo.

A Chapecoense estava envolvida na marcação. Bruno Rangel pouco fez até marcar o gol de pênalti, e o cenário colaborava para um resultado bom para o Joinville. Mas tudo mudou com o auxílio da arbitragem que não deu a vitória para o time da casa, mas ajudou time e torcida com uma motivação extra que terminou em um gol aos 44 minutos, quando o camisa 9 tirou uma bola na defesa em bola cruzada, e correu para o outro lado para marcar o gol.

Resultado que é mais um passo da Chape rumo à Série A, e que complica ainda mais a situação do Joinville, que cai mais um pouco na classificação e vê outros concorrentes se juntarem em um bolo que disputa duas vagas na elite. Com dois jogos em casa em uma semana, o time do JEC ainda tem chance. Mas o tempo passa e não vai mais permitir testes nem adaptações. Hora do último esforço adicional se o time não quiser ficar mais um ano na B.