sábado, 26 de outubro de 2013

Com a motivação lá em cima, JEC vence e sobrevive na B

Carlos Junior / Notícias do Dia
Mais de doze mil pessoas na Arena Joinville viram um time do JEC bem diferente daquele que, nos dois últimos jogos em casa, entrava em campo em clima de velório. Uma cena mostrou bem isso: durante o hino nacional, os jogadores estavam abraçados. Depois da vitória contra o Figueira, faltava uma atuação convincente em casa. Ela veio contra o duro time do Paraná. Vitória por 1 a 0, gol de cabeça de Edu após um baita cruzamento de Thiago Feltri.

Sérgio Ramirez não armou o time da melhor forma, mas funcionou. Marcelo Costa correu por dois no meio-campo para dar conta da marcação. Eduardo deixou muito espaço nas suas costas, mas a superação em campo de um time com a motivação lá nas alturas fizeram o time ser aquilo que o torcedor espera. E fora de campo, a arquibancada fez a sua parte. Série B é isso, jogos difíceis com forte marcação e vitórias suadas.

O tricolor chega aos 49 pontos. Ainda respira por aparelhos na Série B, mas matematicamente ainda está vivo na luta pelo acesso. Ah se tivesse jogado assim motivado contra ABC e Icasa... mas passou. Agora, o Joinville tem que pensar em jogo após jogo, e tentar montar um caminho tijolo por tijolo. Primeiro tem o Paysandu em casa, e depois o Palmeiras em São Paulo. É difícil mas ainda dá.



Avaí sobra para voltar ao G4, e o sonho do Figueira termina

Eduardo Valente / ND
Faltando um mês para o final da Série B, os times que se candidatam à arrancada final vão mostrando as suas credenciais. O Avaí mostrou contra o Bragantino um crachá VIP, de quem está jogando bem, no momento certo, e sem perder o ritmo. São 12 pontos nos últimos 5 jogos, apenas com a derrota para a Chapecoense no meio, o que não é nenhum desastre.

E time que quer chegar tem que fazer como o Leão na sexta a noite: partir pra cima, encurralar o adversário e vencer sem dar chance para a zebra. Ao contrário do seu rival do oeste, que perdeu pontos bobos para a turma que não briga pelo acesso, com o Avaí não teve essa conversa: um 3 a 0 convincente, que dá uma confiança enorme e fecha mais o grupo no foco da Série A. O rosto de muitos jogadores denunciava isso: pode rolar chuva de canivete lá fora com eleição de conselho que dentro de campo o pessoal faz a sua parte.

Com três jogos pela frente contra adversários que não brigam mais por acesso (Atlético-GO, Figueirense e ASA, dois desses na zona de rebaixamento), o time tem a chance de conquistar uma gordurinha. No meio tem o clássico, em casa, contra um time desencontrado, mas que vai ter a pressão da torcida para que, ao menos, estrague a festa do adversário. O caminho é difícil, mas é o certo. Não pode perder o rumo.

Sim, porque o Figueirense mais uma vez patinou e encerra as suas pretensões na temporada (não me venha com o papo de vencer todos os jogos daqui pra frente). Contra o chato Icasa, que dentro do Romeirão já venceu até o Palmeiras, o Figueira mostrou mais do mesmo. Poucas chances de gol, pouca inspiração, muito pouco para quem está com a corda no pescoço. No fim das contas, nem o bicho extra oferecido pela diretoria deu resultado. Um time sem evolução em relação aos jogos contra Joinville e Chapecoense e a segunda derrota em três partidas, no momento que o time precisa estar 100% para encostar no G4. Agora é terminar a temporada e pensar no ano que vem. E tem um clássico pelo caminho.

Pra terminar, uma pelada em Goiânia, no jogo Atlético x Chapecoense. Partida fraca, onde o Verdão jogou para não perder. Mais um ponto na conta, que até pode ser bom considerando que foi no Serra Dourada. Mas já passou na hora do bote final para morder a vaga na  Série A. Já tem torcedor aflito achando que o acesso corre grande risco. Ainda não há motivo para pavor, mas bem que a Chape poderia encerrar essa agonia logo.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Oposição começa a se articular e quer discutir o futuro do Avaí

Ontem nas redes sociais, foi deflagrada a campanha de uma chapa em formação para a eleição do Conselho Deliberativo do Avaí. O movimento chamado "Avaí mais forte" divulgou em seu perfil no Facebook uma série de propostas, que passam pelo controle mais rígido das ações da presidência, maior transparência nos atos e eleições diretas para eleição do novo presidente.

Num momento em que é claro que João Nilson Zunino não permanecerá à frente do clube, o debate sobre o futuro avaiano é bem válido. Diferentemente do campo político, a oposição em um clube de futebol é saudável porque provoca a discussão, já que todas as correntes querem o bem do clube e o sucesso do time de futebol em campo. O grupo é encabeçado por Flávio Félix e Décio Girardi (ex-presidentes) e Cláudio Vicente, ex-diretor de marketing do clube na atual gestão.

No mesmo comunicado, o "Avaí mais forte" deixa claro: quer discutir ideias, e não pessoas. É um caminho interessante para traçar estratégias e trazer o maior número possível de torcedores para a discussão.

E mesmo com o time brigando rodada a rodada pelo acesso à Série A, o novo movimento não interfere no que acontece no campo. Planejar lá na frente deveria ser algo permanente em conselhos deliberativos atuantes. E é algo que muitos outros clubes poderiam seguir. Nesse caso, a oposição não incomoda.

Clique aqui para ler todas as propostas do Movimento Avaí mais forte.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

JEC contrata, finalmente, um superintendente

Desde o começo do ano, quase todos da imprensa em Joinville vem batendo que o JEC precisava de um superintendente. O presidente Nereu Martinelli era bombardeado de tudo que é jeito, por causa da sua maneira centralizadora de comandar o clube.

Parece que ele cedeu. Acaba de anunciar o nome de César Sampaio, 45 anos, como novo superintendente do clube a partir do dia 1o. de novembro. Ele foi gerente de futebol do Palmeiras até meados de 2013, onde conquistou o título da Copa do Brasil.

Num primeiro momento, me parece muito bom o nome de Sampaio para fazer essa gestão do futebol tricolor. Era algo que o clube precisava já há algum tempo, definir uma hierarquia e tirar um pouco de toda a centralização que Martinelli acumulava lá dentro. Agora só falta ver a autonomia que o novo superintendente vai ter. De nada vai adiantar se ele não puder organizar a casa, indicar atletas e cobrar, se não tiver carta branca para trabalhar. Se é para ser mais um funcionário decorativo, como Leo Franco atualmente é, não vai adiantar.


terça-feira, 22 de outubro de 2013

Empate bom para a Chapecoense, péssimo para o Figueira

Aguante / Chapecoense
Analisando as circunstâncias do jogo: a Chapecoense tinha nesse jogo atrasado contra o Figueirense a chance de ganhar mais uma gordurinha para garantir o acesso. O adversário precisava vencer a todo custo, ainda mais depois da derrota em casa pro Joinville.

Aí, com a bola rolando, isso não aconteceu. O Verdão adicionou um importante pontinho à sua conta, é verdade. Mas o Figueira jogou como se não precisasse vencer. Muita marcação, time fechadinho e chegando no contra-ataque. Foi em um deles que Rafael Costa empatou a partida, e só.

A Chapecoense está numa fase delicada, mas como tem uma larga vantagem para administrar, não é algo que cause grande preocupação. Mais um jogo sem vitória, terceiro empate seguido em casa, mas mesmo assim, com mais duas vitórias o time cumpre a missão e carimba vaga na Série A. Sem Bruno Rangel e com um ataque sem inspiração, o time até criou, faltando aquele quê a mais para passar por Tiago Volpi. Ainda mais, sem ver o Figueirense pressionando, era só ter mais cuidado com as jogadas de ataque e fazer igual ao primeiro gol, que teve jogada trabalhada por Potita, Athos e Rodrigo Gral.

Por outro lado, estou tentando ainda entender o que Vinicius Eutrópio queria para o jogo de Chapecó. Qualquer coisa, menos vencer a partida a todo custo, como ele precisava. Montou um time burocrático, sem nenhuma novidade em relação ao jogo contra o JEC, quando abusou de bola aérea em cima de uma defesa bem postada. Não se viu uma jogada trabalhada pelo time, ou alguma coisa nova que desse para dizer que o time estava focado na busca da vitória. Saiu atrás do placar em uma falha (mais uma) na bola aérea e só foi achar o empate em um contra-ataque que serviu para Rafael Costa marcar. Muito pouco para quem quer sonhar com o acesso.

Agora, o alvinegro chega na mesma situação do Joinville: ganhar tudo o que vem pela frente e ver no que dá. Com o perigoso Icasa pela frente lá em Juazeiro e o clássico depois, é complicado acreditar em algo novo. Ousadia é a palavra que faltou para o Figueirense. Mas pelo jeito, Eutrópio não sabe o significado.


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Video: retirada de ninho de Quero-quero em Itajaí vira caso de Polícia

Cada coisa que a gente vê no futebol...

Lembram do quero-quero que atrapalhou o árbitro assistente Maykon Vieira no jogo Navegantes x Inter, na quarta?

Pois é, no jogo seguinte, entre Navegantes x Pinheiros, o árbitro Cinézio Mendes Junior, em um ato de preservação da espécie, tirou o ninho dos pássaros do meio do campo. A Polícia Militar descobriu, chamou o árbitro e fez um termo circunstanciado contra o trio de arbitragem por crime ambiental. Pelo jeito, proteger agora é crime.

Pode um negócio desses?

O vídeo da matéria, abaixo: