sábado, 9 de novembro de 2013

JEC abusa de errar e toma três do Palmeiras

Havia uma grande expectativa em Joinville para esse jogo contra o Palmeiras. A série de vitórias do tricolor indicava que uma surpresa poderia acontecer.

Não aconteceu. O time errou demais, não soube jogar por mais de meia hora com um jogador a mais em campo e acabou tomando três.

Sérgio Ramirez tentou justificar o injustificável. Suas opções não deram certo, incluindo a entrada de Clebinho, um jogador que nunca tinha mostrado serviço, no lugar de Eduardo.

Até o momento que escrevo, todos os resultados da rodada colaboram com o JEC e criam uma enorme briga pelas últimas vagas nas rodadas finais. Até o Figueirense, que pega o Guaratinguetá, volta definitivamente para a briga caso vença.

E o bicho vai pegar nas últimas quatro rodadas. Muitos times para poucas vagas. Vai ser bem interessante.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Ansiedade que leva à "empatite" e impaciência

Aguante / Chapecoense
O torcedor está tão ansioso para poder comemorar o acesso da Chapecoense à Série A que, sob tensão, perde as estribeiras. Vaias ao fim de mais um empate do time, o sexto seguido, desta vez com um homem a mais em campo por um bom tempo da partida.

Parece aquele jogo de vôlei em que o time está no match point. O último ponto parece longo, mais difícil que o normal, sofrido.

Voltando ao futebol. O time de Gilmar Dal Pozzo, desfalcado de Athos, não teve qualidade e não foi nem sombra do time que impressionou o país. O próprio técnico, aliás, disse na coletiva que a tal da ansiedade só existe para torcida e imprensa. Não é verdade. O time parece que as vezes esquece da organização tática para tentar fazer gol de qualquer forma, na base do tranco ou do chuveirinho. E Gilmar, mesmo tendo uma campanha maravilhosa, toma decisões estranhas, mantendo Potita, um jogador limitadíssimo em campo,
para deixar Rodrigo Gral no banco.

Sorte que do outro lado tinha um adversário ruim, sem qualidade ofensiva, que poderia ter marcado no primeiro tempo, mas que não teve sucesso.

O Criciúma passou por situação parecida no ano passado, com problemas para dar o xeque-mate rumo ao acesso. Falta muito pouco para que a Série A se confirme, mais exatamente uma vitória, ou três empates.

A elite vai chegar. Mas com um pouco de drama e sofrimento para dar suspense. Tem que dar muita coisa errada para o projeto afundar.

Mas calma moçada. Calma que vai dar certo. É só se concentrar, o técnico não inventar, jogar com o mesmo padrão de sempre (o famoso feijão com arroz) que o objetivo será alcançado.


segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Calculadora na mão e olho nos adversários

Reta final de Série B, hora dos times que buscam o acesso usarem da sua competência e ficarem de olho nos adversários. Alguns deles terão times rebaixados pela frente enquanto outros tem confrontos diretos.

Vamos dar uma olhada na tabela dos times que buscam as duas vagas que restam na Série A. Considerando que Palmeiras e Chapecoense já estão lá dentro, são oito times que tem mais ou menos chances. Vamos dar uma olhada.

Em azul estão os confrontos diretos, os jogos de seis pontos. Em Vermelho, duelos contra times que brigam ou estão na zona de rebaixamento.

3o. SPORT - 56 PONTOS - Ceará (fora) - Atlético-GO (fora)Paraná (casa) – Boa (fora) – Paysandu (casa)  - O Sport terá dois jogos fora de casa que podem selar o seu destino. Vencendo o Ceará e o Atlético fora de casa, vai fazer uma final de copa contra o Paraná na Ilha do Retiro para deixar o acesso para o jogo contra o Paysandu, que já deve estar rebaixado até lá. É uma incógnita, pois o time de Geninho mostra irregularidade

 4o. ICASA - 53 PONTOS - ABC (fora) - Bragantino (fora) – Paysandu (casa) - Chapecoense (casa) - Paraná (fora) - O Icasa tem três jogos fora de casa, enfrentando em Juazeiro uma baba e uma pedreira. Os três próximos jogos definirão seu futuro, contra um ABC que já foi melhor e que vem de 4 jogos sem vitória e o Bragantino, com quatro derrotas seguidas. Olho neles.

 5o. AVAÍ - 53 PONTOS - ASA (fora) – Ceará (fora) – América de Natal ( casa) – ABC (fora) - Boa (casa) - A tabela do Avaí não é ruim, na teoria. Vencer o ASA é obrigação para ir rumo ao último confronto direto do campeonato, contra o Ceará. Com a derrota no clássico, o Leão não pode bobear. Uma derrota pode fazer a turma de trás o ultrapassar.

6o. JOINVILLE - 52 PONTOS -  Palmeiras (fora) - Oeste (casa) – São Caetano (fora) - América MG (casa) – Ceará (fora) - O jogo do Pacaembu é determinante. Trazendo de São Paulo pelo menos um empate, o JEC terá a chance de vencer o Oeste e possivelmente pegar o São Caetano rebaixado. E dependendo do que acontecer, América e Ceará poderão estar fora da briga. O JEC bobeou, perdeu terreno e agora recuperou. Em São Paulo, não poderá errar.

 7o. PARANÁ-  51 PONTOS -  Boa (fora) - Chapecoense (casa) – Sport (fora) - Guaratinguetá (fora) – Icasa (casa) - O Paraná tem a pior tabela, pois tem apenas dois jogos em Curitiba contra a Chapecoense, que deverá jogar pelo acesso, e o Icasa. O time já esteve em posição bem melhor, mas conquistou apenas seis dos últimos quinze pontos disputados.

 8o. AMÉRICA-MG - 51 PONTOS - São Caetano (fora) – América de Natal (fora) – Atlético-GO(Casa) – Joinville (fora) - ABC (casa) - O América, que poderia estar em posição bem melhor se não tivesse perdido para o Paysandu em casa, tem três jogos em sequência contra times da parte de baixo. Mas como o time é irregular demais, não dá pra dizer o que esse time poderá conseguir. Mas a tabela não é ruim.

 9o. CEARÁ 50 PONTOS -  Sport (Casa) – Avai (casa) – Guaratinguetá (fora)- Palmeiras (fora) - Joinville (casa) - Faz três confrontos diretos e viajará a São Paulo para pegar o Palmeiras. O Vozão não tem escolha: é matar Sport e Avaí em casa ou adeus acesso.

10o. FIGUEIRENSE - 49 PONTOSGuaratinguetá (casa) - ABC (casa) – Oeste (fora) - Asa (casa) – Bragantino (fora) - A tabela do Figueira não é ruim, mas precisa marcar quatro pontos a mais que a turma de cima, e torcer por muitos resultados. 


domingo, 3 de novembro de 2013

Sangue nos olhos e sonora goleada alvinegra na Ressacada

Daniel Queiroz / ND
Nem o mais otimista torcedor do Figueirense imaginaria.

Quatro a zero no primeiro tempo. Um passeio. Um time focado, com "sangue nos olhos", como disse o goleiro Tiago Volpi, que patrolou o Avaí como se o time estivesse navegando em águas tranquilas na Série B.

Quarenta e cinco minutos que apenas um time jogou e chocou a torcida da casa. Tudo deu certo para o Figueirense, que abriu o placar em um escanteio, viu Rafael Costa entortar dois marcadores para fazer o segundo, a caneta de Maylson na zaga avaiana e o gol de cabeça no final, quando todos já estavam atônitos perguntando o que estava acontecendo. Some-se aí a irresponsabilidade de Alex Lima, que pisou em Rafael Costa para ser expulso e o placar que poderia ser ainda maior, não fosse o gol do próprio Rafael mal anulado pela arbitragem. Em um segundo tempo em ritmo de treino, o Avaí só tratou de evitar vexame maior, mas o estrago aumentou com o pênalti perdido por um desmotivado Cléber Santana.

O que motivou tudo isso? Além de uma evidente falta de foco do Avaí, que não respeitou o adversário e em nenhum momento mostrou garra ou vontade de virar o resultado, o Figueirense entrou em clima de final de Copa do Mundo, mesmo tendo ainda chances remotíssimas de acesso, diria eu inexistentes. Mas era
a oportunidade perfeita para dar uma satisfação para a torcida, que durante a semana pediu um último esforço para melar a festa do adversário.

Para o Avaí, fica a pergunta: qual será o estrago causado pela goleada para o rival? Se fosse uma derrota para qualquer outro time, seria menos pior. O time ainda tem boas chances de acesso, apesar do resultado colocar times como o Joinville na briga direta. Na chuvosa tarde de domingo, o time de Hemerson Maria tomou um banho de bola como há muito não se via, tomando quatro gols em metade do tempo. É juntar os cacos, recuperar o time o quanto antes e seguir em frente.

O torcedor alvinegro que se sentia machucado e aliviado terá bons dias pela frente. O que uma vitória no clássico não faz.