domingo, 19 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Avaí

AVAÍ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 1 de setembro de 1923
Cores: Azul e Branco
Estádio: Aderbal R. da Silva - 18.000 lugares
Presidente: Nilton Macedo Machado
Técnico: Emerson Nunes
Ranking "BdR" 2013:  4o. lugar
Catarinense 2013: 4o. Lugar


Novembro de 2013 ficou marcado como o mês do pesadelo avaiano. Consolidado no G4 da Série B e com grandes chances de acesso até então, tudo mudou depois de uma goleada sofrida para o Figueirense. O time ruiu, os resultados não mais apareceram e o time terá que passar mais um ano na segunda divisão do brasileiro, enquanto que o rival estará na A. Some-se a isso as dificuldades financeiras do clube, com salários atrasados e as dificuldades para contratações. Pela primeira vez, o clube passou por um verdadeiro processo eleitoral, que acabou conduzindo Nilton Machado para o lugar de João Nílson Zunino e, com ele, uma política de austeridade financeira para colocar ordem na casa. E nessa reestruturação, chegou Chico Lins para a coordenação de futebol com um desafio enorme: montar um bom time para tentar o título estadual e o acesso com um orçamento limitado, mantendo os principais jogadores.

Austeridade que passa pelo comando técnico. Para o lugar de Hemerson Maria, que não teve seu contrato renovado ao fim da Série B, Sidney Moraes, de surpreendente campanha com o Icasa no último brasileiro, chegou a ser anunciado. Mas a Ponte Preta acabou indo atrás dele com uma proposta maior, e o clube acabou tomando um balão. Restou a solução caseira: Emerson Nunes, de apenas 31 anos, o mais jovem técnico em mais de 90 anos de história avaiana. Auxiliar-técnico desde a época de Mauro Ovelha, caiu no colo dele o desafio de reestruturar o time dentro de campo, dentro das limitações do orçamento e com uma torcida que cobra. "ma história diferente para um Avaí que nos últimos meses, ou anos, tem passados por alguma dificuldade. Se não me engano, a ultima alegria foi em 2012, com o Estadual. Então espero ter outras alegrias, como foi em 2012", afirmou Emerson.

O elenco teve que ser enxugado. Jogadores foram liberados ou emprestados, e reforços que conseguem se encaixar na nova política financeira do clube vieram. A permanência do trio formado por Eduardo Costa, Marquinhos e Cléber Santana, este último mantido com o apoio de empresários que vão bancar o seu salário, foi muito importante para que o time tenha a qualidade necessária para fazer frente aos quatro principais adversários no catarinense. "Eles são referência. Os mais novos se espalham neles, querem ser como eles. É uma responsabilidade muito grande para eles mostrarem aos meninos que eles estarão sempre ali para ajudar", palavras do treinador. Os principais reforços contratados até agora são o atacante Héber, ex-Figueirense, e o lateral-esquerdo Rafinha, de decepcionante passagem no Joinville. Também chegaram os laterais Bocão e Eduardo Neto. Sem grandes contratações para a temporada 2014, o Avaí aposta nos principais nomes da base de 2013 para fazer a diferença no novo ano.

O Avaí entra no mesmo caso do Joinville. Terá um orçamento bem menor que os três times catarinenses da Série A. Some-se a isso a política de apertar os cintos para equilibrar o caixa e pagar os salários que ainda estão atrasados. Sem dúvida, a atitude de não cometer loucuras e gastar o que pode é uma boa notícia. Mas se o time não render em campo e a pressão da torcida por reforços e resultados aumentar? Emerson Nunes que se vire com o que tem.


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