terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Chapecoense

ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá  - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Gilmar Dal Pozzo
Ranking "BdR" 2013: 2o. Lugar
Catarinense 2013: Vice-campeão


O time verde que surpreendeu o país chega ao ano mais importante da sua história. Aquele time que, anos atrás, era rebaixado para a segundona catarinense ressurgiu, e subiu todos os degraus para chegar à elite. Com um forte apoio da comunidade da cidade, o clube transpira competência: um conselho formado por pessoas influentes de Chapecó dá segurança para o trabalho do presidente Sandro Pallaoro.  Some-se aí o também o grande apoio da população da região Oeste e a inteligência de um trio que deu uma aula de como se monta um time: Cadú Gaucho, João Carlos Maringá e Mauro Stumpf pegaram alguns jogadores do interior do país, mais alguns que não eram aproveitados em times maiores, e olha no que deu: vice-campeão da Série B, acesso conseguido com antecedência e vaga na elite com autoridade. Para 2014, e um orçamento na base das dezenas de milhões, o clube já avisou: parte do dinheiro será investido na construção de um Centro de Treinamento. Aí você já vê a visão consciente: torrar a grana com salários não é tudo. E pensar que por causa de um milhão de reais o time quase fechou as portas no passado...

E outro que tem muito crédito na guinada verde é o técnico Gilmar Dal Pozzo. Comandou o time em uma arrancada espetacular no início do último Estadual que garantiu o time na fase final. Na decisão, acabou perdendo para um Criciúma que, naquele momento, era mais time. Mesma arrancada aconteceu na Série B. A Chape não ficou fora do G4 em nenhuma rodada, mostrando a superioridade que não tinha um cracaço de bola, mas um elenco motivado, muito bem entrosado e com um camisa 9 numa fase irresistível. Lembrado em outras equipes que precisavam desesperadamente de um novo nome para arrumar a casa, Gilmar preferiu ficar em Chapecó para tentar aumentar ainda mais o seu feito: além de ter colocado o time na Série A, quer fazer bonito lá. E para tentar mais um título estadual, ele terá a sua disposição uma boa base do time que conseguiu o acesso.

Ficaram do time do ano passado muitos titulares, como os zagueiros Rafael Lima e André Paulino, o goleiro Nivaldo, o lateral Fabinho Gaúcho, o volante Vanderson, além do veterano atacante Rodrigo Gral. Com um orçamento para a temporada que nunca passou perto de outros anos, o clube teve a oportunidade de contratar bons jogadores não tão badalados, mas apostando no poder de observação e deteção de reforços que se encaixam no perfil do time. Vieram o volante Dedé, do Santa Cruz, o meia Bergson, pertencente ao Grêmio que estava na Lusa, e o lateral Everton Silva, ex- Flamengo. Será esse o time da Série A? Negativo. Amigos da imprensa do Oeste dizem que já existem nomes na mira e reserva no caixa para trazer sete ou oito jogadores pra não fazer feio no Brasileirão. E em se tratando de Chapecoense, eu não duvido nada. O time vai sentir a falta de Bruno Rangel? Não acredito. Com talento e perspicácia, dá pra achar jogador igual ou melhor que se encaixe no esquema, assim como também foi Aloísio, o boi bandido, no passado.

A Chapecoense, agora time de Série A, sai na frente dos seus rivais por ter mantido grande parte do time do ano passado, diferente dos outros grandes, que reformularam demais os times e podem pagar o preço nas primeiras rodadas. Com um orçamento maior, a competente diretoria tem um leque maior de opções para contratar e qualificar o time. E quem sabe como a Chape trabalha, não pode duvidar do seu potencial. Chega a ser incrível ver como um time contrata jogadores com uma margem de erro tão pequena.


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