quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 22.000 lugares
Presidente: Antenor Angeloni
Técnico: Ricardo Drubscky
Ranking "BdR" 2013: 1o. Lugar
Catarinense 2013: Campeão

E o milagre aconteceu, nas palavras do presidente. Um time fadado ao rebaixamento, que só se salvaria em um milagre daqueles, permaneceu na Série A e voltou vitaminado para 2014. Campeão catarinense dentro de Chapecó numa tarde inspirada do goleiro Bruno, o Tigre teve que ser remontado no Brasileirão. É que o título estadual não é sinal de time bom. Vadão sentiu isso, o time não rendeu, e no final o presidente Antenor Angeloni apelou para o estilo "vamo lá p...!" de Argel Fucks para salvar o time da degola. No fim, tudo deu certo, mas com tanto sofrimento no final do ano, parece que o presidente resolveu mudar muita coisa dentro do clube. Abriu os cofres, montou um time forte já no início do ano e dá sinais de que não quer sustos em 2014. É, de longe, a maior folha de pagamento do futebol de Santa Catarina: 1 milhão e 200 mil reais por mês.

Com trocas no departamento de futebol e a contratação até de um "técnico científico", o Tigre aposta no trabalho de Ricardo Drubscky na nova temporada. Confesso até agora tentar entender o que se passa em sua cabeça. No Joinville, inventou demais, via outro jogo nas entrevistas coletivas e acabou demitido pela inoperância em momentos que o clube mais precisava de pontos conquistados. De quebra, rifou Eduardo e Ricardinho do time, jogadores que agora estarão sob seu comando em Criciúma. Técnico que subiu o Atlético-PR para a Série A, é conhecido por ser um estudioso. Nas suas entrevistas, pediu a mesma paciência que o Joinville não teve. Terá a oportunidade de se redimir em um campeonato ingrato, onde quatro ou cinco rodadas podem definir uma classificação. Com o melhor elenco do Estadual nas mãos, é só ele não complicar que o quadrangular é uma realidade. Nada de inventar o Eduardo como meia, viu professor?

Na correria do mercado da bola, o Criciúma foi o time mais "metido". Geralmente, clubes poupam dinheiro e esforços para contratar o time para o Brasileirão mais pra frente. Com o Tigre, foi diferente. O time foi às compras e trouxe vários reforços que o credenciam como o principal favorito ao título. A estrela da companhia é o meia Paulo Baier, de 39 anos de idade e futebol de um garoto de 25. Mostrou no Atlético-PR que ainda tem muita lenha para queimar, e chega ao Sul do Estado com toda a condição de fazer a diferença. Outros reforços importantes são o atacante Rodrigo Silva, de boa Série B pelo ABC, o atacante Lulinha, ex-Corinthians, o zagueiro Escudero, ex-Coritiba, o atacante Fernando Karanga, ex-Boa Esporte, além do lateral Rogério, ex-Portuguesa, e a volta do garoto Lucca, depois de uma passagem apagada pelo Cruzeiro. Parece ser um time melhor do que aquele que terminou o Brasileirão.

O Criciúma é o grande favorito ao título pelo elenco que tem para 2014. Tem jogadores experientes, que podem fazer a diferença. Há, porém, duas situações que merecem atenção: primeiro, manter um bom ritmo até o quadrangular, quando os outros times estarão em situação bem melhor do que o início de temporada (sim, estou dizendo que uma vaga é deles). O outro problema é o técnico. Ele cansou de errar em Joinville e perder pontos preciosos de forma incrível. A receita para que o Tigre fature o segundo título seguido é não inventar fórmula mágica em um elenco muito qualifiicado. Não vai ser difícil tirar desse plantel um time que jogue com qualidade. Não complicando, o Criciúma vai para as cabeças com toda a certeza.



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