segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Catarinense 2014: Figueirense

FIGUEIRENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de junho de 1921
Cores: Preto e Branco
Estádio: Orlando Scarpelli - 19.908 pessoas
Presidente:  Wilfredo Brillinger
Técnico: Vinicius Eutrópio
Ranking "BdR" 2013: 3o. Lugar
Catarinense 2013: 3o. Lugar


Caiu do céu o acesso do Figueirense para a Série A. Poucos davam o sonho como possível. Muitos torcedores apenas pediam que o clube vencesse aquele clássico "pela honra". O time não só venceu como entrou em um mês mágico, onde tudo deu certo e aqueles 60 pontos na última rodada serviram para o time voltar para a Série A. Em um ano que não começou bem com as invenções do "Professor Pardal" Adilson Batista, a sorte e os reforços pontuais que fizeram um remendo forte colocaram o time na elite em 2014. Bom para o presidente Wilfredo Brillinger, que assumiu o time no meio de uma tempestade, limpou o elenco das lideranças da gestão anterior, e foi alvo (e ainda é) de muitas críticas pelas atitudes da sua gestão. Seja boa gestão ou ruim, ele conseguiu o acesso, e milhares de torcedores foram às ruas para comemorar. Para 2014, ele declarou ter uma meta: levar o título estadual e ir bem na Série A com um caixa equilibrado. O investimento da televisão, pra ter uma ideia, é bem maior: de 4 milhões no ano passado para 20 milhões em 2014. Brillinger caiu na presidência do clube e ainda comanda a Associação de Clubes.


Nas últimas 14 edições de estaduais, o Figueirense foi campeão em cinco delas. Nos últimos quatro anos, foi vice-campeão em uma (perdeu a final para o Avaí em 2012) e terceiro lugar nas outras três. E para o desafio de reconquistar o título, está mantido Vinicius Eutrópio, de 47 anos, que foi a aposta da diretoria para tentar salvar a temporada. Ele não foi o motivo determinante para o acesso, mas conseguiu dar uma organização bem maior ao time, revirado e bagunçado por Adilson Batista. Chegou ao clube com a figura de "estudioso" e "organizador", e chegou ao seu objetivo, que era a Série A. Agora, o desafio é diferente: terá um orçamento bem maior e a possibilidade de montar um time desde o começo, planejando e montando o elenco do seu modo. E vivendo as benesses da primeira divisão, que tem um mercado bem mais fácil.


O time que deve começar o campeonato estadual está bastante alterado, principalmente do meio para a frente. Giovani Augusto, meia ex-Criciúma, Lúcio Maranhão, do ASA, e Ciro, que teve passagem brilhante pelo Sport mas sem estabelecer uma boa sequência depois, são os principais nomes. Também teve a renovação do contrato com Nirley e Everton Santos, a vinda do zagueiro Raul, do lateral Leandro Silva e do volante Rivaldo. Mas quem aparece para ser a estrela da companhia é o volante Marcos Assunção, de 37 anos, dono de uma das melhores bolas paradas do país. Ele tem talento e isso ninguém duvida. O problema é sua idade e os problemas físicos. Ano passado, jogando no Santos, Assunção fez apenas 15 jogos em toda a temporada. Perdendo mercado nos times grandes, ele vem ao Figueirense para tentar mostrar que está recuperado e, quem sabe, garantir alguma sobrevida em um clube de ponta mais para a frente. Colocá-lo em jogo apenas quando estiver 100% fisicamente é algo obrigatório. E se, quando voltar, ele estiver em condições de jogar em alto nível, o clube ganhará muito. Mas ainda encaro como aposta.

Por ter um dos três maiores orçamentos do campeonato, o Figueirense entra na condição real de levar o título. Ainda que hoje não tenha um elenco tão ajustado como a Chapecoense e robusto com o volume de contratações do Criciúma, os nomes presentes no clube podem resultar em vitórias em um possível quadrangular final, onde o time tem a obrigação de estar lá. É um daqueles times que precisa ver na prática se vai confirmar a teoria.

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