domingo, 5 de janeiro de 2014

Pré-temporada começa com olho no orçamento

Iniciou a pré-temporada dos favoritos ao título estadual. Há grande expectativa da torcida pelos nomes anunciados. Mas os clubes não parecem estar fazendo loucuras, de olho no que tem pra gastar.

E essa vai pras torcidas de Avaí e Joinville. Os outros concorrentes passam a ter orçamento e tabela de Série A e, logo, vivem das facilidades do mercado. Tem jogador que dá preferência. E com uma verba de Série B, torna a tarefa mais complicada. Mais ainda para o Avaí, que parece ter entrado numa política de apertar os cintos que é interessante no ponto de vista administrativo, mas que me causa curiosidade em se falando de futebol: se os resultados não vierem, a torcida vai pressionar. E aí, vai continuar seguindo o orçamento ou vai ter que arrumar algo a mais?

Tem torcedor preocupado a 20 dias do início do Estadual, que evidentemente não é a prioridade da temporada. Mas há um problema financeiro causado pela esdrúxula tabela feita pelos clubes: nove rodadas definem o campeonato. Quem for ao quadrangular terá casa cheia. Quem for ao hexagonal da morte (e obrigatoriamente um grande estará fora) vai jogar um torneio deficitário, para poucos torcedores e sem apelo nenhum para a imprensa. Ou seja: um torneio de consolação obscuro, onde, mesmo dando uma vaga na Copa do Brasil (outro ponto complicado, dar uma vaga ao quinto colocado), não é isso tudo para um dos grandes que provavelmente entrariam na competição via ranking.

Nesse início de ano saem na frente o Criciúma, que trouxe Paulo Baier, Rodrigo Silva, Lulinha e pode ter Cléber Santana, e a Chapecoense, que trouxe nomes daqueles que não chamam tanta atenção, mas que podem dar certo naquele estilo do time, que tem um faro excepcional para pegar jogador e fazer ele crescer. Tem que ficar de olho.

O Figueirense trouxe uma lista de reforços que ainda não me impressiona. Chegou Ciro, atacante que apareceu no Sport e desapareceu depois. Fez 4 jogos no ano passado no Atlético-PR sem marcar gols. Tem Thiago Heleno, Ivan e pode vir Lucio Maranhão. Deve perder Rafael Costa e Everton Santos. É um laboratório, para ver o que deve ser melhorado para o Brasileirão.

Por fim, Avaí e Joinville, que não trouxeram nenhum nome de impacto, diante da dificuldade do mercado. Enquanto o Avaí aperta o cinto, luta para pagar as contas e ainda tenta manter o caro trio Eduardo-Cléber-Marquinhos, o JEC ainda deve para o torcedor bons novos nomes para se colocar em condição de buscar um título que não vem desde 2001.

Há tempo até o Brasileirão, mas por enquanto tem que se virar com o que tem.


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