segunda-feira, 17 de março de 2014

Joinville vira o jogo na tabela para ir à final, e Criciúma impõe respeito

O Campeonato Catarinense muito provavelmente terá seu primeiro finalista definido na penúltima rodada. Quem vencer do jogo Joinville x Criciúma lá estará antes do úlitmo jogo. Situação definida em um jogo polêmico no Scarpelli e um massacre em Blumenau. O Joinville virou o jogo. Tinha uma vida complicada antes da partida, onde poderia praticamente ser eliminado, e agora só depende se si para estar lá na decisão.

Flávio Tin / Notícias do Dia
Vamos ao jogo que eu acompanhei, onde o JEC venceu e o Figueira vai reclamar um bom tempo de Célio Amorim. Do árbitro eu falo mais tarde.

Com 4 minutos, já estava 1 a 0 pro tricolor, na manjada jogada de pivô de Jael para Edigar Júnio entrar sozinho na área. Isso já tirou todo o planejamento de Vinicius Eutrópio e de uma torcida que esperava uma vitória para que o time alvinegro disparasse. O tempo passou, o jogo do Figueira não entrou, o Joinville dominou, e o nervosismo chegou (o zagueiro Marquinhos, do Figueira, era uma prova). Celinho se atrapalhou, começou a distribuir cartões a esmo e o jogo descambou. Mas calma aí, que dele eu falo mais tarde.

Provocando um raciocínio: time atrás no placar, com um jogador a menos (depois com número igual, com a expulsão de Hygor), e um campo bem maior, o time tem que pressionar, certo? Errado. O segundo tempo foi de uma pasmaceira futebolística do Figueirense, que tocava a bola de lado sem nenhuma característica de quem queria ir para o abafa. Brilhou a estrela da zaga tricolor e de Hemerson Maria, que levou pro vestiário um time com ânimos a flor da pele e conseguiu tranquilizar. As chances de ataque eram neutralizadas. Só com o gol de Clayton, aos 42, que o Figueira ganhou um gás para tentar abafar. Mas com um time muito mais organizado, o JEC deu as cartas. Marcos Assunção desapareceu em campo, e o time da casa não engrenou. Simples assim. Eutrópio não deu a energia que Maria arrumou no time, que "comeu grama" contra um adversário que não tinha vontade de lutar. Não dá pra dizer que nenhum jogador do Joinville tenha decepcionado.

Agora, o árbitro. Célio Amorim era aspirante à Fifa e perdeu essa condição pelos erros seguidos. É um rapaz que vem numa descendente técnica, está presente nos jogos decisivos pelo nome, e está atrás de vários que pedem espaço, como Rodrigo Dalonso e Bráulio Machado. Hoje, ele deu uma prova de que não consegue controlar os ânimos de uma partida. Deixou o jogo descambar pra confusão e poderia ter agido mais. Em uma temporada em que a arbitragem catarinense vem sendo colocada em xeque a cada rodada, não sei o que poderia acontecer em uma decisão. Que na briga pelo título não aconteçam bizarrices. Se começar o movimento para trazer gente de fora pras finais (o que já aconteceu em outros anos), vai ter gente reclamando. Então melhor esperar que a turma da casa resolva.

No outro jogo, nem tem muito o que comentar. O Metropolitano é um time incrível. Quando vem numa boa fase, faz um trabalho gigante de mobilização e leva o torcedor pro estádio. Com casa cheia, o time decepciona. Já aconteceu isso várias vezes. Melhor pro Tigre, que não quis saber e goleou. Assume a liderança, e mesmo se perder em Joinville, se classifica se vencer o Figueirense, esse sim o maior pressionado, dentro do Heriberto Hulse.

Agora, são três candidatos para as duas vagas. Tá afunilando.


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